Vilma Gryzinski, colunista da revista Veja. Ou ela está muito, muito enganada, ou, tenta muito, muito enganar

Gosto dos textos semanais que a colunista Vilma Gryzinski, assina na revista Veja. Com clareza e opiniões afiadas, seus textos não poupavam ninguém e tocavam na ferida que a turma progressista teima em negar.

Todavia, para minha surpresa e decepção, em seu último artigo, Vilma optou por escrever um texto nem – nem. Nem direita, nem esquerda. Resultado: Desinformação. Oras, quando a verdade é escamoteada do debate político-ideológico, apenas um lado leva vantagem. A esquerda. E Vilma Gryzinski seguiu direitinho o script tão caro à turma.

Confesso que li e reli. Voltei a ler e reler tal artigo, publicado na revista Veja, edição 2473. O titulo Vênus, Marte, Lua, já é uma boa dica do roteiro que o texto segue. A direita é de Marte e a esquerda de Vênus, (ou vice-versa) ambos se respeitam e se complementam. Em determinados momentos, não sabemos quem é direita, quem é esquerda. Nesse cenário, de tamanha crise existencial, é crescente a vontade de ir para o mundo da lua.

Evidentemente que tal roteiro não foi o causador da minha decepção com a autora. (Ela que leia e procure dirimir suas dúvidas e crises existenciais. Que tal acompanhar nosso blog?!) Muito menos não é ele o motivo do título deste post. A questão é bem mais alarmante.

Em determinado trecho do artigo, Vilma escreve com todas as letras o que se segue:

“À esquerda do espectro ficam os que procuram soluções institucionais: governo, RELIGIÃO ORGANIZADA, ditadura do proletariado ou comitês de estudos”.

Resta evidente que a autora jogou tudo no mesmo balaio de gatos. É necessário e urgente separmos o joio do trigo, para isso, façamos algumas indagações à colunista da revista Veja.

Para a esquerda do espectro, cujo objetivo é o fim do capitalismo, (admitido linhas depois pela autora) qual a diferença entre GOVERNO e DITADURA DO PROLETARIADO? Há distinção?

Quais outras instituições, senão a própria ditadura do proletariado, a esquerda reconhece, quando instalada tal ditadura? Aliás, alguma ditadura reconhece alguma instituição senão a si mesma?

E como é possível conciliar uma RELIGIÃO ORGANIZADA, com a pregação marxista de que a religião é o “Ópio do povo”? Ou seja, nada mais do que uma construção social para perpetuar o status quo, e logo, algo que a “revolução” deve combater em nome do Novo Mundo?

Uma escritora do jaez de Gryzinski não pode dar margem a esse tipo de questionamento. Ou ela está muito, muito enganada, ou tenta muito, muito, enganar seus leitores.

Em outro trecho de suas reflexões, Vilma Gryzinski cria uma sentença de efeito e o efeito criado é digno de aplauso vindo de qualquer remelento que segue à risca as idéias progressistas. Escreveu Vilma:

“A situação atual, em que a esquerda ocupou O PAPEL do bandido e a direita não tem MOCINHOS para pôr no lugar, provoca certa ansiedade existencial”.

Para mim, a mensagem está bem clara. A esquerda não tem bandido, MAS, assumiu o PAPEL do vilão. Já a direita, não tem mocinhos, logo, são todos bandidos.

Quem, dentro desse jogo, tem a alma pura? A candura para lutar por um mundo melhor, mesmo se sacrificando e assumindo papéis que não estão em sua essência?

A revista Veja está sob o comando de André Petry e seus resultados são cada vez mais visíveis. Não demorará muito para que esses resultados sejam sentidos pelo número de assinantes da revista. Nessa toada, serão números compatíveis com os eleitores do PSTU ou PC do B.

2 comentários em “Vilma Gryzinski, colunista da revista Veja. Ou ela está muito, muito enganada, ou, tenta muito, muito enganar”

  1. A imprensa é tida e havida como o quarto ou o quinto poder. Muito bem. Poder é exercido por poderosos, e poderosos nem sempre harmonizam poder com honestidade. Daí então a profusão de jornalistas desonestos e com interesses escusos em seus artigos. Temos também ” jornalistas ” que fazem auês em convenções de determinado partido político e que defendem com unhas e dentes determinados políticos, não importando o que fazem. Etc. Isso, no âmbito da honestidade do jornalista. Quanto à capacidade profissional de jornalistas, existem aqueles que acham que usar a função colar copiar é fazer jornalismo. Que o digam as matérias de um jornal sobre um determinado assunto que são xerox de outras de outro jornal. Para esse tipo de jornalista deveríamos cunhar uma expressão entre o jornaleiro e o jornalista. Uma sugestão: jornaleirista.

    • É verdade, Sidney, bem oportuno o seu apontamento. Vivemos um tempo de falências e o jornalismo trilha também seu caminho nesta estrada deplorável.
      Obrigado por escrever e um grande abraço.

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