Vereador quer cinza como cor de luto para não “agredir identidade negra”

Embora o noticiário político permaneça pulsante, vivemos no glorioso Brasil. Há sempre uma cretinice nova no horizonte próximo.

Vejam este trecho do artigo de Marcelo Faria publicado no Ilisp:

Em mais um projeto de “alta relevância” para os pagadores de impostos, o vereador Edson Sousa (PMDB) quer alterar a cor que simboliza o luto oficial na cidade de Divinópolis – MG para cinza, ao invés da tradicional cor preta. E o motivo é o mais absurdo possível: evitar “agredir a identidade negra”.

De acordo com o Projeto de Lei n° 83/2017, apresentado pelo pmdbista no último dia 20 de junho,  “as palavras preto/preta em nosso país se tornaram formas de expressões para agredir a identidade e cultura negra”, dado que “expressões como ‘dia de preto’, ‘coisa de preto’ e ‘a coisa está preta’” continuam sendo utilizadas. Segundo o vereador, isso “demostra que a palavra ‘preto’ ainda está sendo muito usada para perpetuar os conceitos de cunho racista”.

Segundo a lógica do vereador, que é ligado ao movimento racista negro e líder do governo na Câmara dos Vereadores, a cidade deve alterar a cor do luto oficial do preto para cinza, a fim de “esvaziar a cor/palavra preto de seu caráter pejorativo, convertendo a simbologia cromática do luto num termo positivo socialmente e assim neutralizar os poderes ofensivos das armas mais usuais do racismo: a linguagem”. Seria iniciada, dessa forma, “uma mudança cultural, começando pelo município de Divinópolis”.

Cabe lembrar que a associação do preto com o luto nada tem a ver com o racismo. O uso do preto durante o luto começou na Idade Média, durante o período gótico, por causa do grande número de pessoas que morriam em sofrimento, seja por doenças ou violência. As pessoas relacionaram essa cor à dor e à ausência de luz, portanto, de vida. Esse costume acabou se consolidando e foi adotado por várias culturas ao longo dos séculos.

Retomo:

Pouco há a acrescentar às palavras de Marcelo Faria.

Mas vale constatar e mais uma vez repetir que vivemos tempos infelizes, tempos cretinos, tempos imbecis, tempos oportunistas, tempos paspalhos, tempos calhordas.

A julgar pelas preocupações do nobre vereador, a cidade de Divinópolis deve ser um paraíso, não?

Povo de Divinópolis, Edson Sousa é o nome dele.

PMDB, o partido.

Por Renan Alves da Cruz

 

 

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