Quem vai vencer a eleição para presidente em 2018?

As peças do tabuleiro político não param de se mexer e à medida que se aproxima a eleição para presidente em 2018, mexe-se com maior intrepidez longe dos holofotes e do conhecimento do grande eleitorado. Quem vai apoiar quem? Quem vai ocupar esse ou aquele cargo? Quem será vice e quem será cabeça de chapa? São dúvidas que se levantam ao passo que mais uma peça é movimentada. Faz parte do jogo!

Obviamente que quem almeja um grande cargo eletivo, quem quer vencer uma eleição para presidente da República, precisa contar com apoiadores e visualizar nomes adequados aos diversos cargos e pastas a serem ocupados. É, pois, a lição de casa numero 1. Deixe-se de fazer tal lição e o postulante ao cargo será visto como um amador aventureiro. A lição numero 2 é não fazer das necessárias alianças, promíscuas politicagens.

É questão indiscutível ao tratar da história política recente do nosso Brasil que nenhuma das lições acima mencionadas foi feita. Pior. Ganharam a eleição para presidente, aqueles que a cada quatro anos, esmeraram-se deliberadamente em promíscuas politicagens, fazendo de cargos e pastas, meros cabides de emprego. O resultado está aí!

O problema é que o mesmo experimento pode ser executado mais e mais vezes pelo simples fato de já ter funcionado antes, ou seja, embora a sociedade esteja cansada e farta de tanta sujeira, os indivíduos que vão as urnas são suscetíveis. Na hora do voto, o que vem a mente para a grande maioria do eleitorado não são as ideias ou a discussão do último debate. Muito menos quem está apoiando quem e quem ocupará a Casa Civil. O que estará pairando na mente do eleitor concorde-se ou não, será o jingle mais fácil de ser lembrado.

Diante disso, a conclusão que se chega é de que o processo eleitoral não passa de um processo de manipulação. Conclusão essa reforçada quando nos lembramos de Duda Mendonça, João Santana ou Joseph Goebbels. Assim, o jingle é apenas uma das peças e talvez a mais notória, de uma grande máquina de lavagem cerebral.

O erro desse raciocínio, lógico, porém simplório, reside no fato de retirar do eleitor qualquer responsabilidade com o resultado final e as consequências advindas de suas escolhas. Sendo assim, os que apoiaram o regime nazista estão perdoados. Os que elegeram de Collor a Dilma Rousseff, não podem ser criticados, cobrados e confrontados diante das consequências negativas desses governos.

A questão é que as pessoas quiseram e continuarão querendo fazer parte de algo. De algum movimento. De algum agente de mudança. Todos querem contribuir com o advento de uma Belle Époque. Assim, o jingle apenas traduz o espírito coletivo do momento.

A maioria dos indivíduos quis contribuir com o caçador de marajás. A maioria dos indivíduos quis, orgulhosamente, ser representada pelo primeiro operário eleito presidente da República e após este, a primeira mulher eleita presidente da República.

E o que a maioria dos indivíduos estará querendo em outubro de 2018?

É óbvio que ninguém estará com disposição em fazer parte do pioneirismo de eleger presidente da República um condenado pela justiça. Não há nenhum novo porvir nisso.

Na realidade, até o momento, nenhum pré-candidato a presidente da República tem apontado para o futuro, restando à sociedade o ambíguo sentimento de incertezas e o anseio por algum projeto palpável.

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Em meio a essas incertezas e anseios, todos se indagam: Quem vai vencer a eleição para presidente em 2018? Trata-se de uma indagação que só poderá ser respondida se soubermos o que quer a sociedade. Falando de um país subdesenvolvido como o Brasil, não se trata de um exercício por demais complexo de fazer. Queremos mais segurança e mais emprego. Queremos uma educação de melhor qualidade e um sistema de saúde eficiente.

Assim, vence a eleição para presidente o candidato que melhor souber vocalizar essas necessidades, ou seja, vence a eleição para presidente o candidato que fizer desses problemas e tantos outros, o Cabo das Tormentas rumo ao novo Eldorado.

Nesse sentido, atribui-se à esquerda a virtude, ou ilusão, de apontar para esse futuro.  Não à toa, ser de esquerda é ser “progressista”.

E a direita? Será que é tão difícil à direita vocalizar essas questões para um eleitorado majoritariamente conservador? De modo algum, desde que a direita saiba dialogar com esse público majoritário.

Não é suficiente que a direita e os políticos ou político que a representa, ganhe espaço apenas valendo-se do vácuo deixado pela esquerda. Só se vale unicamente de tal oportunismo quem não tem muito a oferecer.

Da economia à educação. Do combate à corrupção ao combate à violência. A direita tem muito a oferecer. Basta colocá-los dentro de um projeto e apresentá-lo de forma clara, confiante e esperançosa.

Por fim, vencer a eleição para presidente é abordar os problemas reais de pessoas reais, tocando as mentes e os corações de crianças, jovens e adultos. Estudantes, trabalhadores e aposentados.

À direita ou à esquerda, vencerá a eleição quem melhor trilhar esse caminho.

Por Jakson Miranda

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3 comentários em “Quem vai vencer a eleição para presidente em 2018?”

  1. Quem vai ganhar eu não sei, mesmo porque podem surgir (se Deus ajudar) novos personagens, mas é fácil prever sobre as promessas que farão: educação, segurança, empregos – não necessariamente nesta ordem. Um tédio. Ouvir mentiras sabendo que são… apenas mentiras. Misericórdia!

  2. Quem vai ganhar ei não sei só espero que não seja esse tal de Doria, mais um oportunista querendo se aproveitar do momento decadente pelo qual o país passa, mais espero que seja um cara que esteja mais voltados para as pessoas mais necessitadas.

    • O Dória é uma alternativa importante caso seja o que restar para encarar o petismo. Não é possível saber ainda se haverá uma trama para barrar a candidatura de Bolsonaro, mas se isso acontecer, podemos ter que votar no “menos pior”.

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