Haddad vai multar os manifestantes vermelhos?

Fernando Haddad, o prefeito de São Paulo, age como um menino chorão toda vez que sua ideologia é contrariada. É um sujeito mimado e autoritário, que representa a parcela mais nefanda da esquerda.

Haddad, por algum obscuro motivo, que talvez ele deslinde um dia no divã, é tarado por bicicletas. São Paulo, para todos os efeitos, será dividida entre antes e depois, em virtude de seu deletério mandato.

As ruas da cidade foram pintadas de vermelho.

Ele é escravo da ideologia, a despeito da lógica. Se pudesse, colocaria uma desgraçada de uma ciclovia em cada rua da cidade, e a constatação da realidade, de que quase ninguém usa aquelas porcarias, não o demove.

A última do prefeito mimado foi a brilhante ideia de multar os caminhões de som do protesto contra a corrupção petista, realizado no último domingo na Paulista. Como (ainda) não conseguiu suspender o direito de ir e vir, alegou amparar-se na lei para aplicar as multas, afirmando que o estacionamento e o bloqueio das amadas ciclovias foi indevido.

Uma justificativa, sob todos os efeitos, imunda.

Está marcada para amanhã, 16/12, manifestação na mesma Paulista, só que agora em dia útil, em defesa do mandato de Dilma.

A manifestação é a já conhecida: Pelegos pagos usando vermelho, forte cheiro de mortadela e ojeriza a carteiras de trabalho.

Diferente do domingo, a peleguice deve infernizar a vida dos paulistanos que trabalham na região. O trânsito ficará caótico.

Será que Haddad multará os veículos que bloquearem a via?

Reinaldo Azevedo elencou uma série de ocasiões em que a Apeoesp, sindicato lado a lado com o PT, realizou atos na avenida. Clique no link e verá as fotografias postadas por Reinaldo. Caminhões de som estacionados na faixa exclusiva de ônibus travam a passagem de coletivos.

Nunca houve uma multinha sequer.

Aponta Reinaldo:

Caminhões da Apeoesp estacionaram em faixa exclusiva de ônibus em defesa da greve no dias:
27 de março, sexta-feira;
02 de abril, quinta-feira;
10 de abril, sexta-feira;
17 de abril, sexta-feira;
24 de abril, sexta-feira;
13 de maio, quarta-feira;
15 de maio, sexta-feira.

Em 48 dias, a Apeoesp impediu o direito de ir e vir na Paulista nada menos de sete vezes — na média, uma por semana. Em maio, o caos se instalou nos dia 13 e 15.

O sindicato meteu o seu caminhão na avenida, aí contra a reestruturação das escolas, no dias 29 de outubro e 27 de novembro (foto da abertura). E, claro, nada de multa. Nesta quarta, os movimentos de esquerda estarão na Paulista para protestar contra o impeachment. Vocês acham que a CET e jornalistas estarão lá para defender multa?

 

Por Renan Alves da Cruz

 

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Sim, sou um dos trouxas do extintor

O Brasil ainda consegue nos surpreender. Quando pensamos já ter visto tudo o que havia de possível , a cúpula decisória da nação se reúne e, lá vem a novidade.

Depois de nos atazanarem com a obrigatoriedade da universalização nos modelos de extintores automotivos, levando inúmeros brasileiros (inclusive o trouxa que vos escreve) a gastar dinheiro com a inutilidade, resolveu-se agora que extintores não são mais obrigatórios.

Você gastou com a compra do novo modelo?

Dane-se.

É comerciante e abarrotou o estoque de extintores que agora são encalhe certo?

Dane-se.

O Estado Tutor brasileiro agora é volúvel… pode impor algo hoje e mudar de ideia amanhã.

Chamei acima o extintor de inutilidade. É claro que não falo de forma generalizada, porém, no meu caso específico, o extintor automotivo é inútil. Se o carro pegar fogo, eu correrei para longe dele, afinal. Num troço movido à combustível inflamável, não serei eu que me meterei a herói para lidar com a situação. Qualquer faísca e estou longe!

Assim, para mim era inútil. Só gastei dinheiro com ele, porque seu uso foi IMPOSTO, e como resido em São Paulo, onde estão multando até pensamentos, não resolvi pagar pra ver.

Por ironia do destino, acabei pagando.

O extintor é um paliativo e nunca deveria ter sido tornado obrigatório. Ademais, encerrar a proibição prejudica quem obedeceu à lei.

Meu extintor permanecerá guardado. Como o Brasil é o Brasil, não me surpreenderei se daqui há alguns meses estiver escrevendo uma nova coluna, irônica, sobre a revisão do veto.

 

Por Renan Alves da Cruz

 

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A ciclovia em Zigue-zague

Já demonstrei aqui em inúmeros textos que estão no arquivo do blog, que sou crítico ferrenho das ciclovias de Haddad. Acho que beneficiam pouquíssima gente em detrimento da maioria que prefere outros meios de locomoção, prejudicam o comércio, são malfeitas, caras demais e estão sendo colocadas nos lugares errados.

Mas a notícia mais chocante sobre ciclovias desde que o (des)prefeito começou a pintar o chão da cidade de vermelho se deu realmente com o desvio de rota de uma ciclovia na Zona Sul:

Leiam a reportagem de Felipe Souza, na Folha de São Paulo:

A gestão do prefeito Fernando Haddad (PT) abandonou o projeto de uma ciclovia em linha reta na zona sul de São Paulo e implantou, duas quadras abaixo, uma faixa exclusiva para bicicletas repleta de desvios e remendos.

A troca, no ano passado, beneficiou a família do secretário de Transportes, Jilmar Tatto, que acumula o cargo de presidente da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), órgão responsável pela implantação das ciclovias.

O traçado adotado desviou a ciclovia de cinco imóveis de sobrinhos e irmãos de Tatto que seriam afetados pelo projeto original –ou pelo novo, caso fosse feito em linha reta.

(…)

Folha visitou os cinco imóveis da família Tatto. Em todos eles havia carros estacionados na porta, por onde passariam as faixas de bikes.

Sobrinho do secretário, Leonardo Jesus Tatto, 39, é sócio de um prédio na rua Américo Brasiliense e diz que a ciclovia original teria prejudicado o comércio dele.

“Ela [ciclovia] deve continuar onde está. Se ela vier para cá, vamos perder muitas vagas de estacionamento.”

Prefeitura faz ciclovia que desvia de imóveis da família do secretário de Transportes

Observem o mapa! É batom na cueca, como costumam dizer! Não há como defender o que foi feito. O projeto foi bisonhamente modificado para um traçado absurdo, que, por coincidência, protege todos os imóveis da família do secretário.

E o tal Leonardo Jesus Tatto, mui amigo, ainda diz com todas as letras que a ciclovia tem que continuar onde está, senão atrapalhará as vagas para estacionar!

É por essas e outras que o Ministério Público não pode desistir de investigar todo o projeto de ciclovias da cidade. Jilmar Tatto deveria ser afastado dos cargos que acumula e os comerciantes prejudicados, usando os dados oferecidos pela reportagem, deveriam entrar com ação judicial.

Neste caso, todo apoio aos querelantes!

E o pior de tudo, o que mais dói, é ver tanto absurdo por causa de ciclovias que vivem mais desertas que o Atacama!

 

Por Renan Alves da Cruz

 

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