Totalitarismo LGBT

Na coleção de insânias que molda a vida no mundo politicamente correto do século XXI, relembro uma situação específica que explicita o quanto estamos subordinados a um novo jugo totalitário.

Durante um debate eleitoral em 2014, Levy Fidelix, então candidato à Presidência da República, pronunciou uma frase que se tornaria fator de discussão em âmbito nacional.

Fidelix disse: “Aparelho excretor não reproduz”, ganhando o ódio eterno da militância LGBT, da mídia progressista e de todo o establishment intelectual brasileiro.

O candidato foi alvo de protestos, “beijaços” notas de repúdios, acusações de homofobia e ações na justiça.

Mais do que isso. Sua figura recebeu o carimbo de intolerância legado a todo aquele que se pronuncia de modo discordante às pretensões e concepções do homoativismo.

Desde então a cartilha é seguida à risca. Uma matilha de farejadores grassa às redes sociais à procura de “manifestações homofóbicas” que, na novilíngua esquerdista, são quaisquer opiniões que difiram dos ditames totalitários da nova elite cultural brasileira: os progressistas.

Tolher opiniões é o ingrediente principal do totalitarismo, sistema que se impõe pela coerção, através da proibição do pensamento contrário ao sistema dominante.

O totalitarismo LGBT habilmente ocupou espaços e cotizou o ambiente acadêmico/cultural com outras minorias barulhentas e oportunistas, que se perfazem e subsistem com a própria militância como profissão. Neste balaio todo podemos incluir radicais esquerdistas de diversos matizes, todos empanturrados de marxismo cultural, tendo como princípios orientadores de ação o sufocamento das ideias que se opõe à sua ideologia.

Não por acaso, cristianismo e marxismo não se aglutinam. Os princípios norteadores de um são sempre afrontosos ao outro.

O rigor censório é tão extremado que uma manifestação como a de Fidelix, que diz que quando dois homens ou duas mulheres se relacionam sexualmente, o ato não possui caráter reprodutivo se torna uma afronta imensurável.

Para os relativistas não importa que a asserção de Fidelix seja irrelativizável! Eles não permitirão que alguém diga que o único sexo que naturalmente suscita procriação é entre homem e mulher. Qualquer um que disser que a prática homossexual não gera descendência, a despeito de estar amparado pela lógica racional e biológica, se torna um proscrito.

Afinal, o novo império totalitarista decide que verdades podem ser proclamadas, e o fato de casais homossexuais só poderem ter filhos por adoção ou através de intervenção científica não pode ser diferenciado dos casais heterossexuais, mesmo que somente estes tenham dado condição de subsistência à vida na Terra através da procriação.

Toda a tecnologia e ciência do Séc. XXI se torna inútil a partir do momento em que temos de nos calar ante a indiscutível condição biológica exigida para a reprodução.

Sistemas totalitários não estão abertos ao contraditório e sempre perseguem quem ousar discordar.

Sistemas totalitários sempre criam uma elite de poder, que se assenhora de privilégios e se esbalda no status adquirido.

Sistemas totalitários estipulam suas verdades e assolam todos aqueles que não as cumprirem conforme sua orientação.

Levy Fidelix sabe, eu sei e você também sabe, leitor, que o intuito dos praticantes do sexo homossexual não é gerar descendência, mesmo porque isso é impossível… mas eles não admitem que essa impossibilidade seja lembrada. É uma verdade, mas uma verdade proibida pelo novo sistema totalitário.

O ativismo LGBT gosta de se vitimizar, acusando os cristãos de persecução, considerando-se um movimento reativo, entretanto, é só ler as notícias que fica fácil perceber quem é que detém a influência na mídia e nas universidades e que está disposto a fazer qualquer coisa para calar as vozes discordantes.

Por Renan Alves da Cruz 

 

Publicado no Gospel Prime

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