Times de futebol precisam ser punidos por ações de suas “torcidas”

No último 25 de Janeiro, Corinthians e Flamengo disputavam a final de um torneio sub-20 no Pacaembu, quando o jogo precisou ser interrompido porque integrantes de torcidas organizadas do Corinthians acenderam sinalizadores nas arquibancadas.

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O objeto é proibido. O jogo só reiniciou depois que os artefatos se apagaram. A torcida Gaviões da Fiel recebeu uma punição de 60 dias sem poder entrar em estádios e o time do Corinthians recebeu uma multa pecuniária.

Sou corintiano, e frequento estádios com relativa assiduidade e afirmo:

Foi pouco.

Um torcedor, em 2013, já matou um menino boliviano usando um sinalizador. É muita canalhice, irresponsabilidade e desprezo acendê-los de novo em jogos do time.

E sei que apresento aqui o argumento da maioria dos corintianos. Estive no estádio em Itaquera numa partida no fim de 2014 quando meia dúzia de imbecis também acenderam sinalizadores, e vi o estádio inteiro vaiá-los, até que foram obrigados a apagar a porcaria.

E não adianta dizer que não é o mesmo sinalizador que causou a tragédia, e relativizar dizendo que este só faz fumaça.

Essa não é a questão. Em honra à memória do menino assassinado, nunca mais isso deveria ser levado num jogo do Corinthians, mesmo que futuramente viesse a ser permitido!

A punição foi branda. O Corinthians deveria ter perdido pelo menos cinco mandos de campo, e acontecendo de novo, ser expulso do campeonato.

Quem sabe assim, esses caras que se dizem torcedores, aprendam.

Mas não são. A verdadeira torcida é outra, é a que canta o nome do time.

Não o da própria gangue.

 

Por Renan Alves da Cruz 

 

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