Sou a favor da pena de morte

No primeiro dia do ano, enquanto as pessoas ainda se abraçavam, desejando entre si um feliz 2017, os líderes da facção criminosa FDN, empreenderam uma aterradora carnificina, digna dos piores filmes de terror.

Foram quase 60 mortos a sangue frio. A grande maioria dos mortos foi decapitada, outros tantos, esquartejados.

Custo a acreditar que alguém seja capaz de tamanha monstruosidade e não me sai da memória esta imagem:

Trata-se de uma mãe que chora a perda do filho. Nesse ponto, não me incluo entre aqueles que “aplaudiram” a morte dos presidiários. Não consigo minimizar a barbárie cometida por criminosos, mesmo que tenha sido uma barbárie perpetrada contra outros criminosos: assassinos, traficantes e estupradores. Como disse em post anterior, Isso não é justiça. Isso está longe do apreço à vida. Isso passa ao largo do senso de humanidade.

Um dos líderes da FDN, mandante e autor da matança, não se preocupou em posar para fotos. Não receia que sua pena seja aumentada em alguns anos. Certamente conta com a possibilidade de fuga daqui a algum tempo, ou mesmo, sair pela porta da frente, quite com a justiça, rico com o dinheiro do crime e nada arrependido pelo que fez.

Qual o sentimento da mãe que perdeu seu filho? O que esperam os familiares dos quase 60 mil mortos que ocorrem anualmente no Brasil?

A sociedade clama por justiça e quando a justiça não é aplicada de forma eficaz, abre-se a brecha para o justiçamento que por sua vez, culmina com a barbárie desenfreada: vingança, linchamentos, etc.

Por conta disso, eu, Jakson Miranda, defendo a pena de morte para os crimes de homicídio e estupro.

É evidente que a pena de morte não vai extinguir nem homicídios nem estupros. Mas, é provável que experimente uma considerável redução nos números calamitosos que o Brasil apresenta. E se não reduzir? Não importa! A lei estará sendo didaticamente aplicada.

De fato, para os crimes de atentado à vida, a pena de morte é a única punição moralmente justa e eficaz.

Na contramão da defesa da pena de morte, alguns vão argumentar que ninguém merece morrer. Acredito que tal forma de pensar, expressa o enraizamento das ideias humanistas muito em voga nos nossos dias.

Oras, é lógico que a vida é o BEM mais precioso que possuímos e o respeito à vida transcende épocas históricas. Se o código penal tende a mudar conforme se mudam os costumes e a composição social de um determinado grupo, tais alterações não se aplicam ao dever de preservação da vida.

Faço agora uma observação: Quando um juiz julga uma ação que reclama uma indenização por danos morais, o magistrado analisa o caso sob a ótica de reparar a vitima e PUNIR o ofensor. Trata-se de uma dinâmica que se coaduna com a ideia de PENA que etimologicamente, vem do Latim, POENA significando punição e castigo.

Sendo assim, indagamos: Qual deve ser a PENA (punição e castigo) aplicada àquele que subtrai a vida de outrem?

Na justiça brasileira atual, o individuo que trafica, tem como PENA a privação de sua liberdade. O individuo que estupra, tem como PENA sua privação da liberdade. O individuo que furta tem como PENA sua privação da liberdade. E o indivíduo que comete assassinato, tem como pena sua PRIVAÇÃO DA LIBERDADE!

Sinceramente, não consigo enxergar nenhuma correlação entre o tráfico, o furto e o atentado à vida. Não é a vida infinitamente mais valiosa que um objeto furtado? Não é a vida infinitamente mais valiosa que alguns quilos de cocaína? Por que então as penas são correlatas?

De fato, é incumbência de o Estado valer-se da pena, entendida aqui como punição e castigo, com o fim último de fazer justiça. Não obstante, ao aplicar o mesmo modelo de pena para crimes desproporcionais, o que se verifica é que o Estado não tem sido efetivamente justo.

Assim, não sendo efetivamente justo, o Estado falha em sua função de defender a sociedade que ele representa, e as consequências são aterrorizantes: Um exponencial crescimento do desrespeito à vida, acompanhado de um exponencial crescimento do crime, tornado algo banal para alguns e lucrativo para outros.

Neste sentido, para frear o caminho da sociedade rumo à barbárie destrutiva, é moralmente aceitável a aplicação da pena de morte, assentada na certeza de que, não é digno de vida aquele que não respeita não somente a vida do seu semelhante, mas por extensão, sua própria vida, pois, faz do assassinato um meio de demonstração de poder, obtenção de vantagens ou, tão somente como uma demoníaca recreação, acreditando que a vida humana não passa de algo descartável a seu bel prazer.

Finalizo esse texto com uma advertência e ordem de Deus dada a Noé:

Se alguém derramar o sangue do homem, pelo homem se derramará o seu; porque Deus fez o homem segundo sua imagem e semelhança”. GN 9:6

E não pensem que se trata de uma passagem que invalida a pena de morte, muito pelo contrário.

Por Jakson Miranda

 

6 comentários em “Sou a favor da pena de morte”

  1. E se houver um erro judiciário e mais tarde se descobrir que o executado não foi o autor do crime? por este motivo sou muito mais favorável à pena de prisão perpétua, se ocorre um equivoco ainda há o que fazer!

  2. “Se alguém derramar o sangue do homem, pelo homem se derramará o seu; porque Deus fez o homem segundo sua imagem e semelhança”. GN 9:6

    E não pensem que se trata de uma passagem que invalida a pena de morte, muito pelo contrário.

    Ué, o Estado não é laico? Além do mais, se for usar a bíblia como base, é bom saber que Jesus veio e, juntamente com ele, trouxe a graça, o perdão e a misericórdia. Então, se basear no velho testamento é um tanto equivocado.

  3. É inacreditável que na própria direita tenha defensores(as) de bandidos, viu. Nem vale a pena discutir pontos bíblicos com quem simplesmente tem pena (mascarada de “misericórdia cristã”, que na melhor das hipóteses não passa de uma compreensão retardada das sagradas escrituras) de quem mata e estupra, pelo contrário, deve-se atribuir desprezo às tais criaturas – quem compactua com o mal, maléfico também é.

  4. E levando em conta o bem tão precioso e irreparável como a vida, quem rouba, furta ou sequestra tem como pena a privação de liberdade mas a pessoa que foi roubada, furtada ou sequestrada pode ainda ter a chance de recuperar o que perdeu. Mas quanto a vida que se vai fica apenas a saudade dos familiares e amigos ou até o desamparo material e emocional de eventuais dependentes como filhos, cônjuges, parentes idosos, etc. A vida é sem sombra de dúvidas irreparável! Ainda mais levando em consideração que no Brasil as penas são extremamente brandas. Não tem como negar – justo é a pena de morte. E o povo brasileiro comum é a favor. Tanto que intelectuais e celebridades esquerdistas, religiosos distantes da realidade e políticos variados barram qualquer plebiscito. Eles sabem que perderiam. É uma total inversão de valores que eu pessoalmente chego a não compreender quais seriam as reais intenções deles. Muitos, como fez não há muito tempo atrás o apresentador Jô Soares, são contra a pena de morte mas admitem admirar genocidas cruéis como Fidel Castro e Che Guevara. São contra a pena de morte no Brasil mas admiram os que mataram milhares de inocentes que apenas ousaram discordar deles.

    • Olha, este artigo não é meu, é do Jakson, mas neste assunto eu concordo com o que fala o Augustus Nicodemus: Eu não sairia às ruas com um cartaz pedindo a pena de morte, mas se ela fosse instaurada pelas autoridades superiores, eu não teria nenhum problema em lidar com isso…

  5. A realidade do Brasil é pena de morte. Em relação à alegação de erro no julgamento, sabemos que isso não ocorre toda hora. Ademais a pena de morte só seira aplicada em caso de não restar duvidas da autoria. Nos casos parecidos com o do morro do boi dificilmente seria aplicada.

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