Sobre o boicote ao O Boticário

Resumo rápido:

A empresa O Boticário lançou um comercial de divulgação para o dia dos namorados em que mostra casais homossexuais em momentos de afeto. O comercial desagradou os conservadores e defensores da família tradicional.

Organizou-se uma campanha de boicote à empresa.

A militância GLBT e seus apaniguados, sem abandonar o velho mantra de qualificar as vozes discordantes de “intolerantes”, começaram também sua campanha.

O argumento: uma lista de empresas que apoiam a causa homossexual, dando ênfase especial ao facebook, espaço onde a campanha de boicote ao O Boticário proliferou.

A resposta ironiza um suposto duplo padrão: Se querem boicotar uma empresa por um comercial, sejam coerentes e deem o fora do facebook!

Admitamos: embora tenha sua dose de desonestidade intelectual, é o argumento mais lúcido que vi a esquerda disparar nos últimos tempos.

Não estou boicotando O Boticário. Seria hipócrita se dissesse que estou. Não comprarei o presente de minha esposa lá, mas não por boicote, mas sim por já ter outras opções em vista.

Também não acho que o monopólio da vilania hedonista da pós-modernidade pertence ao O Boticário. Sou cristão e defensor da família tradicional e me condoo da inversão de valores dos dias vigentes. Me faculto o direito de, a partir de agora, avaliar se consumirei ou não produtos da empresa.

Não jogarei no vaso sanitário os perfumes da marca que tenho. Nem farei piquete na porta de uma das lojas para impedir a entrada de clientes.

Mas considero o boicote, como divulgado, válido. O Brasil, gostem ou não, ainda funciona sob uma democracia. E qualquer pessoa que se sinta afrontada em suas convicções, sejam políticas, filosóficas ou religiosas, tem o direito de recusar-se a consumir um produto, frequentar um lugar ou assistir um programa de tv. E tem também o direito de congregar outros que comunguem da mesma ideia, para acompanhá-la.

Se, como convencionou-se, exercer a prerrogativa democrática de boicotar uma marca é um ato de intolerância, pergunto aos tolerantes:

Não respeitar o pensamento contraditório e o direito das pessoas de consumir o que lhes dê na veneta, pelo motivo que considerarem apropriados, não é também intolerância?

Ou seja, quem boicota O Boticário é intolerante, mas quem boicota os boicotadores do O Boticário é virtuoso?

Façam-me o favor!

Qualquer um, desde que dentro dos limites da lei, tem direito de realizar o boicote que quiser. Se vou num restaurante e sou maltratado, passo a boicotá-lo, se uma novela babilônica ostenta valores que deploro, a boicoto. Se encomendo uma pizza e o delivery demora mais do que o aceitável, a boicoto. É assim que funciona.

Você pode não aderir ao boicote, pode nem concordar com sua motivação, mas não desqualifique sua legitimidade. E não caia na armadilha de taxá-lo de intolerante, papagaiando conceitos esvaziados.

Não aderi ao boicote. Considero que a propaganda da marca é uma estratégia de marketing para atender os novos formatos de “família” que estão se proliferando. É ótica de mercado. Há um novo contingente consumidor que O Boticário oficializou estar disposto a atender.

Meu boicote vai para a propaganda marxista, o relativismo, a doutrinação esquerdista nas escolas, a cultura do “faça o que quiser”, a formação de uma geração mimada que não sabe ouvir NÃO, a era dos desejos incontroláveis e insaciáveis, ao gramscismo em consolidação, a esquerdopatização da academia.

As verdadeiras causas do problema. O cerne do diuturno afrontamento à instituição familiar.

A propaganda, celeuma à parte, é uma mera consequência.

Ps. Embora engessada, a argumentação sobre outras empresas que apoiam a causa gay e, logo, deveriam ser boicotadas, merece pelo menos uma rápida reflexão. Não quero ser injusto nem generalista, mas creio que é muito mais fácil para muita gente posar de paladino deixando de comprar um perfuminho, do que deixando de checar as atualizações do face a cada hora…

 

Por Renan Alves da Cruz

 

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2 comentários em “Sobre o boicote ao O Boticário”

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