Sem capilé oficial, Carta Capital reclama de sufocamento financeiro

Mino Carta, este serzinho interessante, abriu o berreiro no editorial de uma recente edição do agrupamento de papéis que você pode usar para forrar a área de evacuação do seu cachorro, chamado Carta Capital.

Acostumada ao benemerente patrocínio oficial da era petista, a publicação agora passa a depender de leitores, assinantes e patrocinadores privados. E é claro que Mino não aceita isso, é uma injustiça muito grande!

Pois no mundo de Mino Carta, mundo visualizado através de um filtro onde há uma estrela vermelha, o justo é que sua publicação, mesmo sem leitores, receba boladas do governo para elogiá-lo.

Leiam um trecho do desabafo do pobre Mino. Mantenha um lenço ao lado para a eventualidade de se emocionar:

Sinto muito comunicar aos nossos fiéis leitores que este é o meu último editorial, só voltaria a escrever se as diretas fossem convocadas sem maiores delongas e se, finalmente, a justiça fosse feita. Minha ausência neste espaço não significa que abandono a pequena e valente equipe de CartaCapital, de honestos praticantes do jornalismo, tanto mais em um momento de dificuldade extrema. Estamos asfixiados financeiramente por um governo ilegítimo, sabidamente corrupto, e pelo abandono de setores do empresariado que outrora tinham maior compromisso com a diversidade e a pluralidade de vozes na mídia.

Malditos empresários injustos! Como se recusam a patrocinar uma publicação que apregoa sua destruição, a não ser quando se posicionam a sustentá-la!?

Mino Carta diz que só voltará a escrever editoriais na Carta Capital se forem convocadas eleições diretas… Se compreendi bem, talvez considere que, não havendo motivos o bastante para que a Constituição seja desrespeitada a fim de se realizar sua vontade, valha chantagear o mundo com a tragédia de todos sermos privados de seus primorosos editoriais, representando este o fator último que fará todos mudarem de ideia.

Imagino o caos de congressistas desesperados, ligando uns para os outros, reunindo-se às escuras na madrugada, para tramar o Golpe das Diretas, amedrontados ante a perspectiva de Mino Carta não escrever mais editoriais se elas não acontecerem.

Mino diz que a Carta Capital está asfixiada financeira por um governo corrupto.

Quando, na verdade, nos últimos anos ela esteve desasfixiada financeiramente justamente por receber capilé oficial, via propaganda, do governo corrupto que ela apoiava.

O que asfixia a revisteca são a ausência de leitores e a falta de qualidade moral e intelectual da equipe que a produz.

Que moral os apoiadores da maior quadrilha política que governou este país têm para dizer um “a” sobre corrupção?

Por Renan Alves da Cruz 

 

 

6 comentários em “Sem capilé oficial, Carta Capital reclama de sufocamento financeiro”

  1. Tudo muito bem escrito, porém peço respeito e decência no uso do impresso, ofendem me quando dizem que é propício ao meu amigo de quatro patas usar aquilo para depositar tão nobre dejetos, se comparados ao objeto a ser cagado.

  2. Ow Mino Carta, uma pena ainda você ter condição de reclamar.
    Informo-lhe que torcemos todos para que seja muito mal sucedido e que seu negócio feche, para que nos livremos de suas opiniões idiotas e irrelevantes.
    Que os corruptos que você apoia o ajudem a retornar para a Itália o mais rápido possível.

  3. Quem não tem competência não se estabelece. É assim no mundo real e normal! Mas, no “mundo melhor possível” profissional é mero capacho, propagandista, etc. de medíocres, psicopatas, corruptos… queremos revistas, jornais, repórteres, etc. que tenham compromisso com a verdade e não, partidos, ideologias…

    • A desfaçatez e sem-vergonhice desses sacanas é de deixar qualquer um boquiaberto. Apoiaram o governo mais corrupto da história do país enquanto a torneira estava aberta, agora… abrem o berreiro…

      Grande abraço
      Renan

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