Valeu a pena, D. Marisa?

D. Marisa Letícia, mulher do ex-presidente Lula, está internada no hospital Sírio Libanês, vitima de um AVC.

Nesses momentos, não é preciso ser muito inteligente para separar as coisas. Seu estado de saúde não é sinônimo de justiça. Todos nós temos nossas dores.

Assim, regozijar-se das dores alheias nos leva a concluir que mesmo diante da certeza de que a vida é breve, encontramos espaço à torpeza.

Marisa não é minha inimiga e mesmo se assim a visse, sou constrangido pelo ensinamento de Jesus que me exorta a amar meus inimigos e orar pelos que me perseguem. MT 5: 44

Portanto, desejo a esposa do ex-presidente, saúde e vida longa. Isso, no entanto, não anula meu desejo de que a justiça dos homens seja feita, para inocentá-la ou para condená-la.

Mas, o que raios tudo isso tem a ver com o título ?

Ou, não é o título um lembrete do milenar adágio que nos diz que, aqui se faz aqui se paga?

Definitivamente, não!

2017 não começou bem. O mal resolveu aparecer já nos primeiros dias do ano, com as barbáries ocorridas nos presídios.

Dias atrás, uma tragédia tirou a vida do ministro Teori.

O Brasil está passando por um período lúgubre.

Não conseguimos e jamais conseguiremos mensurar a dor de familiares e amigos que perderam alguém, ou que têm uma mãe na UTI de um hospital.

Deste modo, vem a indagação: Valeu a pena, D. Marisa?

O que fizemos, o que estamos fazendo, realmente vale a pena? Qual a medida?

Inevitavelmente esses questionamentos nos direcionam ao poema de Fernando Pessoa, Mar Portuguez, onde encontramos o seguinte:

Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.

Ser atendido pelos melhores médicos; estar rodeado de pessoas influentes não nos autoriza a dizer que possuímos uma alma grande, mas, podem oferecer uma medida do nosso egoísmo e, portanto, de uma alma apequenada.

Continua Pessoa

Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.

Grandes almas, se despojando de vaidades, orgulhos e egoísmos, superam dores. Superam desafios. E deixam para os seus, algo em que eles possam se espelhar.

Não podemos almejar outra coisa.

Nosso pensamento é que D. Marisa volte para casa e para os seus, e mesmo nesse atual estágio da sua saúde, e isso vale para todos nós, possa avaliar o legado que um dia ficará para filhos, netos, bisnetos e amigos.

Por Jakson Miranda

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STF exerce poder legislador: A democracia está em perigo

Três ministros do STF, a saber Luís Roberto Barroso, Edson Fachin e Rosa Weber, transcenderam as prerrogativas de suas importantes funções para, novamente, exercer funções do Legislativo.

Não se trata de uma exceção. O Brasil vive uma juristocracia.

A divisão dos poderes funciona como uma balança, que precisa estar sempre equilibrada, para que a democracia não seja ameaçada. Os legisladores, inquestionavelmente, devem ser eleitos pelo povo, para agirem como seus representantes.

Juízes do STF não chegam à tal condição mediante voto popular. A função exige notório saber jurídico, crivo que não permite a candidatura de qualquer um. Os onze ministros da mais alta Corte brasileira, são, portanto, indicados pelo Executivo e aprovados ou não pelo Legislativo após sabatina.

Logo, um juiz não é um representante escolhido diretamente pela população, autorizado a legislar. Sua função é a de, com a existência do Foro Privilegiado, julgar aqueles que se encontram sob esta proteção, e ser a instância determinante da Justiça Brasileira.

Não é de hoje, porém, que os ministros se arvoram à posição de legisladores e tomam decisões, criando jurisprudências, não raro frontalmente opostas às decisões do Legislativo nos mesmos tópicos.

Um exemplo recente é a união entre pessoas do mesmo sexo. O Legislativo sempre vetou as tentativas de se mexer na Constituição, que define que casamento é a união entre um homem e uma mulher.

Numa sociedade democrática, uma mudança precisaria ser aprovada na Câmara e no Senado. Não o sendo, gostando ou não, os progressistas teriam que aceitar que os representantes eleitos pelo povo consideraram que tal pauta não contempla ainda as esperanças e convicções da população.

A sociedade então deveria mudar primeiro, absorvendo estes novos valores, para que o conceito mudasse no eleitor, se tornando em seguida visível no Parlamento.

É um processo muitas vezes lento. Mas a democracia não é atropeladora. E funciona para os dois lados. Conservadores também possuem pautas que consideram importantes e que não contam com anuência Parlamentar. O modo de modificá-las é eleger pessoas afinadas a estes conceitos.

A esquerda já trabalha no campo cultural há muito tempo, ciente de que a modificação se inicia na prospecção perante o cidadão comum, principalmente no ambiente estudantil.

É a tática-mor da guerra cultural.

A novidade agora é a intrusão de um STF notavelmente progressista num debate que não lhe cabe, assumindo posições parciais e direcionadas, contrariando o rito parlamentar e impondo decisões alheias à vontade popular.

Mais uma vez isto ocorreu neste último 29 de Novembro. Três ministros, julgando um recurso num caso de uma clínica clandestina de abortos, entrando num mérito que não constava na ação, legislaram, permitindo que procedimentos abortivos sejam realizados até o terceiro mês de gestação.

Aborto é assassinato. Um feto não é uma extensão do corpo de sua mãe, e não surge de forma espontânea, mas sim, como consequência de um ato que pode ser evitado, ou realizado com proteções que existem justamente para esta finalidade.

O Supremo brasileiro, entretanto, trata um feto de três meses de vida, um ser vivo, como um estorvo descartável, que pode ser eliminado como um excremento.

Nós, o povo brasileiro, nunca demos autorização para que juízes criassem leis. O papel que lhes cabe é cumpri-las, ministro Barroso. Se o senhor quer que as leis sejam modificadas, candidate-se em 2018 e se submeta ao escrutínio das urnas.

Esperamos uma reação firme dos deputados e senadores.

E maior respeito e senso de proporção aos juízes da Corte Suprema do Brasil. Vocês estão desequilibrando a balança da democracia e colocando-a em perigo.

Por Renan Alves da Cruz

Publicado no portal Gospel Prime 

Fátima Bernardes sofre críticas após enquete. Qual a opinião do Voltemos à Direita?

Fátima Bernardes sofre críticas nas redes sociais após seu programa trazer uma enquete perguntando quem o médico deveria atender primeiro em uma determina situação. Se o policial ou um traficante?

A primeira questão a ser discutida é a seguinte: A tal enquete surgiu por conta de um filme onde se discute os dilemas de um médico de hospital público. Título do filme? Sob Pressão.

Oras, porque Sob Pressão? Creio que essa pressão a qual o médico está sujeito seja por conta das condições de trabalho que a saúde pública oferece, a saber: estrutura hospitalar precária, material hospitalar insuficiente e equipe médica sobrecarregada.

Essa é a realidade da saúde pública no Brasil. Se focarmos apenas no estado do Rio de Janeiro, pelo que acompanhamos no noticiário, o cenário então é de guerra.

Após contextualizarmos a questão, acreditamos que a referida enquete denota extremo mau gosto e uma exponencial ignorância, senão, faro pelo grotesco, cujo objetivo é tão somente causar polêmica.

Como sabemos nenhum profissional da área da saúde que se vê na condição de escolher entre esse ou aquele. Ele quer salvar ambos. Todavia, em se tratando da realidade brasileira, na qual muitos Estados vivem situações de caos na saúde, a lição básica número 1 para os médicos é… Surpresa! Atender ao paciente que apresenta menor risco de morte.

Em uma entrevista dada pelo médico bauruense José Eduardo Passos ao Jornal da Cidade sobre sua experiência no Haiti, ele aborda exatamente essa questão. Vejam:

Jornal da Cidade: Qual foi a impressão que você teve ao chegar em Porto Príncipe?

José Eduardo Passos: A logística americana com aviões e caminhões militares formavam um cenário de guerra. No portão do aeroporto, milhares de haitianos em busca de emprego e alimento. Eles buscam diariamente uma condição que faça com que eles sobrevivam mais um dia. A população está vivendo o dia. Eles sabem que vão acordar no dia seguinte e iniciar a rotina de busca. 

JC: Que tipo de triagem foi feita para atendimento na área de saúde?

Passos: Para salvar o maior número de pessoas tivemos que optar por aquelas que estavam com mais condições de sobrevida, menos machucadas. A falta de recursos e leitos hospitalares obrigava a fazer escolhas. Os casos mais graves não são atendidos e aqueles que precisam de procedimentos rápidos eram os casos prioritários. Existiam muitos amputados que necessitavam de leitos. Eram muitos os que necessitavam de atendimento médico. Mulheres chegavam carregando idosos e crianças. Como o portão estava fechado porque não havia como atender toda a demanda, algumas mães arremessavam as crianças para o interior do local. Muitas nem voltavam para pegar o filho de volta. O haitiano preserva a vida daquele que tem mais condição de sobrevivência, que possa no futuro trabalhar e garantir o alimento da família. A criança com debilidade não é prioridade para eles. 

Voltamos

Infelizmente é essa a realidade brasileira, não por conta de catástrofes, mas sim, pela corrupção desenfreada que indivíduos que acreditam estarem acima da lei, praticam. Não é Garotinho? Não é, Sérgio Cabral? Viva a Lava Jato!

O desconhecimento básico dessa prática médica é indesculpável para um programa de uma empresa do porte da Globo. Nesse sentido, vale a pergunta: Será mesmo falta de conhecimento?

A simples situação de opor o atendimento a um policial e a um traficante, só serve mesmo para suscitar a falação de ódio contra os “policiais assassinos”, “representantes do Estado agressor” em contraposição à vitimização daquele que optou, livremente, pelo crime.

Por fim, nós do voltemos à direita, somos pró-vida e por isso mesmo, em saber bem quem está em defesa da vida e da sociedade EM GUERRA contra quem não ama a vida, nem a própria, nem a de outrem, é que fazemos nossa escolha:

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Por Jakson Miranda

 

Ministro da Saúde deve vir a público pedir desculpas

Possuímos um dos piores sistemas públicos de saúde do mundo. Uma simples visita a um posto ou hospital de qualquer cidade e as cotidianas cenas causam comoção e revolta.

Vejam essas imagens

hospital                 postos

Essa é a dura realidade para a grande maioria da população que não possui condições em pagar um excelente plano de saúde.

Essa é a dura realidade de uma população que paga altos impostos em troca desse tipo de serviço e atendimento.

E o que diz o senhor ministro da Saúde?

Leiam essa matéria do Estadão

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, disse nesta sexta-feira, 15, que a maioria dos pacientes que procuram atendimento em unidades de atenção básica da rede pública apenas “imagina” estar doente, mas não está. De acordo com o ministro, é “cultura do brasileiro” só achar que foi bem atendido quando passa por exames ou recebe prescrição de medicamentos e esse suposto “hábito” estaria levando a gastos desnecessários no Sistema Único de Saúde (SUS). Entidades médicas criticaram a fala de Barros.

“A maioria das pessoas chega ao posto de saúde ou ao atendimento primário com efeitos psicossomáticos. Por que 50% dos exames laboratoriais não são retirados pelos interessados? Por que 80% dão resultado normal? Porque foram pedidos sem necessidade”, disse o ministro, na manhã desta sexta-feira, 15, em evento na sede da Associação Médica Brasileira (AMB), em São Paulo.

Barros disse que a população costuma associar uma boa consulta à solicitação de exames e defendeu que os médicos ajudem a mudar esse pensamento. “Se (o paciente) não sair ou com receita ou com pedido de exame, ele acha que não foi ‘consultado’. Isso é uma cultura do povo, mas acho que todos nós temos de ajudar a mudar, porque isso não é compatível com os recursos que temos”, declarou. “Não temos dinheiro para ficar fazendo exames e dando medicamentos que não são necessários só para satisfazer as pessoas, para elas acharem que saíram bem atendidas do postinho de saúde.”

Voltamos

Estamos em um país que não consegue conter a proliferação do mosquito da dengue!!! E o ministro vem com essa?

Se ele, enquanto ministro não tem capacidade para oferecer um plano que vise melhorar o sistema de saúde, que ao menos seja solidário a quem usa tal serviço e não jogar a responsabilidade na população.

Felizmente, a fala despudorada de Ricardo Barros, foi prontamente refutada pelas próprias entidades médicas.

“De maneira geral, qualquer unidade de saúde terá 70% dos exames com resultado normal. Isso acontece porque o paciente não é bem examinado, não é bem interrogado, e são solicitados os exames errados. Ou então, na rede pública, o exame demora tanto para ficar pronto que, até lá, o paciente já sarou e não vai retirar o resultado”, diz Antonio Carlos Lopes, presidente da Sociedade Brasileira de Clínica Médica. 

Presidente da Associação Médica Brasileira (AMB), Florentino Cardoso afirmou que o paciente nem tem o poder de escolher se quer fazer exames ou tomar remédios e é preciso avaliar melhor os dados informados pelo ministro antes de qualquer conclusão. “O julgamento do que o doente precisa é médico. Às vezes está lá que o doente não foi pegar (o resultado do exame), mas o doente ou o médico viram na internet. Precisamos saber quais lugares têm essa população de pacientes atendidos com exames normais ou que não foram buscá-lo. Porque, senão, fica algo jogado no ar.” 

Para finalizar

Que a sociedade exija que o senhor ministro venha a público pedir desculpas à população.

Que o presidente Michel Temer, publicamente desautorize seu subordinado a emitir esse tipo de opinião sem o devido respaldo da realidade.

Sugerimos por fim, que o ministro e seus familiares, durante todo o período em que ocupar o cargo, sejam atendidso por postos de saúde e hospitais públicos. Sem as prerrogativas de ministro e sim na condição de mais um brasileiro comum que não é respeitado em suas necessidades mais urgentes.

Por Jakson Miranda

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Tocha Olímpica, bombas em hospital, tristeza e felicidade

No mundo de gente grande, feita de sangue e nervos, vive-se de tristeza e felicidade. Ora uma, ora outra.

Em “Condições Normais de Temperatura e Pressão”, a chegada da Pira Olímpica no país sede dos jogos, seria episódio de alegria, júbilo, festa, carnaval, etc.

No Brasil de 2016, porém, a percepção de alguns é outra. Infestado por doenças contagiosas letais, cheio de nativos poderosos envolvidos em crimes com dinheiro alheio, vivendo crise econômica, social e política elevada à enésima potência, a vinda da Tocha foi motivo de tristeza e desânimo para muitos. Desde o discurso presidencial até as diversas manifestações nas redes sociais, fica visível a tristeza. Eis o mundo real, onde a vida dói e onde gente sofre.

Mais longe, lá na Síria, em menos de 48 horas, bombas atingem hospitais e clínicas na já combalida cidade de Allepo. Efeito do mundo real conectado: acontece a quilômetros mas eu logo fico sabendo; as redes que veiculam alegria veiculam tristeza também. É da vida, ora uma, ora outra. O local da recuperação da paz, o local do silêncio, o local que é sinônimo do bem receber – hospitalidade – transforma-se no inverso. Até morte de pediatra teve.

Sou Técnico em Enfermagem. Atuei 12 anos seguidos em hospital. Fico imaginando a impossibilidade de limpar o doente, de esterilizar material, de realizar procedimento em campo estéril. Em vez disso, pó, sujidade, contaminação. Tristeza e horror no lugar que gera muita alegria e felicidade (quando se recupera a saúde).

Em contraste com o mundo tecnológico e de links está o mundo antigo e isolado, com sérias dificuldades de comunicação à distância. Me veio à memória a canção judaica que faz poesia com o episódio da chamada “amarração de Isaac” (termo mais preciso, visto que não houve sacrifício segundo a Bíblia). A história é bem conhecida. Muito já se escreveu sobre ela, inclusive filósofos (Kierkegaard). O interessante é que, na canção, sobressai a tônica do observador mais realista – nem o tom ácido e pessimista do crítico destrutivo, nem o triunfalismo ingênuo do crente desavisado. O que houve em Moriá, diz o canto, foi tristeza e alegria. Tristeza, pois um pai iria assassinar um filho a mando de Deus; alegria, porque o mesmo Deus salva esse filho.

Não resta dúvida de que a presença da Pira em nosso meio traz alegria. Porém, pela circunstância nacional de hoje, é alegria chocha e borocoxô. Por outro lado, um pouco de realismo não faz mal a ninguém, como na percepção judaica do evento de Moriá. De toda forma, eis o mundo real, conectado ou isolado, com Pira ou sem Pira, com bomba em hospital, eis o mundo da tristeza e da alegria. Eu prefiro alegria.

Alegria pra você!

Redução da criminalidade na Cracolândia? A Cracolândia é um crime!

Segundo noticia a Folha de São Paulo, a gestão do prefeito Fernando Haddad, da capital paulista, afirma que a criminalidade na região da Cracolândia teve uma redução de 53%. É lógico que os dados alardeados pela prefeitura dizem respeito ao numero de homicídios, excluindo o fato, mais que evidente, da Cracolândia, em si mesma, ser um escancarado e escandaloso crime.

Enquanto que o consumo de drogas ilícitas não for legalizado, e esperamos que nunca seja, seu uso continua sendo crime, embora, no caso, o usuário não seja passível de prisão. Assim, o simples fato de existir um espaço de consumo de entorpecentes, onde viciados SOBREVIVEM em condições subumanas, é um agravante ao crime de consumo, pois se tem aí, um crime humanitário.

Deste modo, enquanto não se identificar uma redução no numero de usuários da droga, não há o que comemorar e muito menos o que propagandear. Aliás, o programa Braços Abertos da prefeitura, tem encontrado êxito em recuperar o dependente?

 

Por Jakson Miranda

 

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Campanha #AgoraÉQueSãoElas produziu algo bom

Não dei muita bola para o tal do #AgoraÉQueSãoElas, sinceramente, deixei o tempo passar justamente porque sempre que lia algo vindo da dita “campanha”, sentia verdadeira ânsia. Sou contra as mulheres? Claro que não! Qual homem, em sã consciência, pode ser contra? Sou SIM, CONTRA as feminazis, que me desculpem, defendem tudo, menos as mulheres.

A tal campanha começou em protesto contra o Projeto de Lei 5069/13 do deputado federal Eduardo Cunha. Querem fazer crer que se é um projeto de Eduardo Cunha, logo, deve ser algo extremamente horrível. Mas, não irei entrar no mérito do projeto, não hoje. Meu ponto é outro.

Como, sempre, os jornais aderiram entusiasticamente à campanha. A Folha então mergulhou fundo e coube ao pseudo-humorista, pseudo-pensador Gregório Duvivier, iniciar com a cessão de sua coluna no jornal para que uma feminazi escrevesse algo. Santo Deus! Do texto, destaco os seguintes trechos:

Fomos pra rua contra o projeto de lei 5069/2013, de autoria de Eduardo Cunha. Aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça, o projeto dificulta o atendimento pelo SUS de vítimas de estupro e o acesso ao aborto legal e seguro. Perderemos direitos duramente conquistados e perderemos a vida. Morreremos mais, porque o aborto clandestino mata. Porque a desigualdade de gênero mata. E como a espiral dos privilégios é implacável, a mulher negra e pobre vai morrer primeiro. Mas vai ser a última a ser lembrada pelos centros de poder. Não vai aparecer nos jornais, não vai ser compartilhada nas redes.

Fomos pra rua pra dizer o que temos dito on-line: ser mulher é perigoso. É inseguro, arriscado. Ser mulher é sentir medo. E sentir culpa. Porque quando o tema é a interrupção da gestação, a escolha não é nossa. Mas quando a mão indesejada passa pela nossa perna no ônibus, aí nossas escolhas importam: o tamanho da nossa saia, o jeito que a gente senta, a hora que escolhemos voltar pra casa. Somos seres menos livres.

No fundo, toda essa verborragia tem apenas um significado: Legalizar o aborto! Vejam lá, a autora do texto vale-se do assédio de que são vitimas algumas mulheres, com as desculpas utilizadas por alguns bobalhões (o tamanho da saia, horários, o modo de sentar-se, etc.) para requerer o direito em tirar uma vida! Sugerir que o assédio sexual seja crime hediondo? Não! E qual a relação que tem o assédio sexual com a legalização do aborto? Tal relação é uma artimanha extremamente repulsiva!

Mas, o que então, o #AgoraÉQueSãoElas produziu foi bom? Bem, ao menos um texto foi possível ser salvo. Segue na integra o texto escrito por Laura Mattos, ainda na Folha de São Paulo:

“Sempre achei inquestionável que a mulher pudesse decidir interromper uma gravidez não desejada.

Isso até o primeiro ultrassom do Fernando. Era um ponto de luz piscando, o coração do bebê. Ele foi mais do que planejado, mas, se não tivesse sido, a emoção seria menor diante do pisca-pisca que anunciava sua vida? E dos chutes na barriga?

Na hipótese de ele não me fazer desejá-lo nos nove meses umbilicais, como resistir ao choro do parto, ao colo, à amamentação? A maternidade, em vez de reforçar minhas convicções, veio para acabar com elas. Henrique, meu segundo, trouxe ainda mais certeza de que nada, além do amor pelos filhos, é tão certo na experiência de ser mãe.

A quebra de paradigmas é tão profunda que me torna incapaz de aderir a manifestações. Também não me habilita a condenar quem o faça.

É para mim inquestionável, claro, a liberação do aborto para casos de estupro e de risco à vida, já previstos em lei. Mas, para além disso, entrei para a parcela dos indecisos.

Outro nó que não consigo desatar nessa questão é o papel do pai. Se é tão cruel que um homem diga para uma mulher “tirar o filho”, não seria razoável aceitar que tenha o direito de exigir que ela prossiga com a gravidez e lhe entregue a criança assim que nascer? É feminismo defender que a mãe tenha mais direito que o pai sobre o destino do filho de ambos? Sim, o corpo é da mulher, mas são nove meses diante de uma vida.

Em meio à complexidade de raciocínios e emoções que a maternidade me trouxe, decidi aproveitar o movimento de dar voz às mulheres (apesar de me soar estranha e nada feminista a ideia de pedir espaço aos homens…) para dizer que, sinceramente, não sei se o direito que eu pudesse ter de interromper a vida de meus filhos deveria ser maior do que o deles de me convencer do contrário”.

Finalizo

A autora ainda deixa escapar, aqui e ali, alguns traços  das suas antigas convicções, não obstante, não é exagerado dizermos que se trata de um verdadeiro tapa na cara das abortistas.

Tapa na cara? Não! O último parágrafo foi um verdadeiro Jeb de direita e por que não, da direita? Por ele, posso dizer que o #AgoraÉQueSãoElas foi capaz de produzir algo realmente bom.

 

Por Jakson Miranda

 

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Pois é. Demonstrando todo o seu dinamismo, agilidade e desburocratização, a presidente Dilma Rousseff demitiu hoje o ministro da saúde Arthur Chioro por telefone.

É evidente que a presidente, além de poupar seu tempo e do seu ex-subordinado, não quis passar pelo constrangimento de ver o ex-ministro chiorá na sua frente.

Brincadeiras a parte, alguém aí vai sentir falta do ministro? Alguém aí sentirá alguma mudança significativa com a entrada do… Quem mesmo? Ninguém ainda sabe o nome do novo ministro. É vergonhoso que a saúde pública seja tratada com um balcão de negócios para evitar o impeachment de D. Dilma.

De incompetência em incompetência, vai crescendo a fila de ministros que ocuparam a pasta, logo, estará se aproximando da fila do SUS.

 

Por Jakson Miranda

 

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Para fecharmos o dia com chave de ouro, uma notinha: Inúmeras pesquisas já demonstraram que rir é o melhor remédio… A ser verdade, o ministério da saúde encontrou a fórmula para resolver o caos nos hospitais públicos. Querem saber? Leia essa reportagem do O Globo.

O ministro da Saúde, Arthur Chioro, disse nesta sexta-feira, durante o 5º Congresso do PT em Salvador, que tem negociado com governadores a criação de um novo imposto para aumentar os recursos para o setor, uma nova versão da Contribuição sobre Movimentações Financeiras (CPMF). Na tarde desta sexta-feira, entretanto, o próprio Ministério da Saúde negou o conteúdo do seu pronunciamento, afirmando que o governo federal não faz “nenhuma discussão em curso sobre o tema”.

Voltamos

É isso mesmo que acabamos de ler, amigos. O nobilíssimo ministro da saúde faz uma declaração que logo é desmentido pelo Ministério que ele comanda. Comanda? Vamos entender melhor: O ministro Arthur Chioro comanda a pasta do Ministério da Saúde, pelo relato acima, tudo indica que a depender do que ele fala, logo, deduzimos que isso se aplica também a ordens, alguém do Ministério da Saúde o desautoriza. Afinal, quem é o ministro da saúde? Será que isso se aplica também às demais pastas? Nesse caso, então, temos o dobro de ministros ou não há ministro nenhum?

Rir faz muito bem, mas não creio que a situação nonsense em que se encontra a saúde no Brasil trará algum sorriso para quem precisa das decisões do Ministério da Saúde, com ou sem CPMF. Com ou sem ministro… quer dizer, é provável que sem ministro algumas melhorias sejam possíveis.

 

Por Jakson Miranda

 

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Caça a petistas?

Leiam essa reportagem da Folha. Comentamos na seqüência.

O secretário municipal Alexandre Padilha reagiu, nas redes sociais, ao constrangimento por que passou num restaurantes da capital paulista. No texto, intitulado de “Inaceitáveis instantes de intolerância”, Padilha diz que fica mais orgulhoso do Mais Médicos toda vez que o programa é alvo de ódio dos que nunca passaram dificuldades.

No sábado (9), enfrentou manifestantes ao chegar ao casamento do cardiologista Roberto Kalil. Enquanto os outros convidados se esquivavam, Padilha saltou do carro e caminhou em meio ao grupo que batia panela às portas da cerimônia.

Leiam agora o que escreveu o próprio Alexandre Padilha em sua página no Facebook:

Tudo ocorria normalmente quando de súbito um senhor que já se retirava começou a fazer um discurso, sendo filmado em vídeo pelo seu colega de mesa. Embora tenha buscado chamar a atenção do salão, talvez imaginando que seria solenemente aplaudido, foi absolutamente ignorado pelas dezenas de pessoas durante o seu ato de agressão. Apenas seu colega de mesa o aplaudiu. Após sua retirada, os garçons, as pessoas de outras mesas e o proprietário do estabelecimento prestaram solidariedade a mim. Meus amigos, que divergem das minhas posições políticas, ficaram indignados e certamente terão posições de maior rechaço a qualquer postura de intolerância, falta de educação e agressividade que alguns oposicionistas do Mais Médicos ainda alimentam pelo país. Paradoxalmente, episódios como esse são capazes de despertar cada vez mais as pessoas para que a democracia possa conviver com a diversidade e a diferença.

Voltamos:

Segue abaixo vídeo que circula na internet.

Será mesmo que estamos diante de casos de intolerância, conforme diz Padilha? Será que os petistas estão sendo vitimas de hordas de intolerantes?

Vejamos:

O que é intolerância? Segundo consta, intolerância é o ato de não respeitar ou não reconhecer as opiniões e crenças do outro. Vejam o vídeo mais uma vez. Tem ali algum indicio de intolerância? Não, não tem. O que se tem é pura e simplesmente uma critica irônica ao Programa Mais Médicos, implantado por Alexandre Padilha quando ministro da saúde.

É bom destacar, que tal programa foi veiculado no horário eleitoral tanto do candidato Padilha a governo do Estado de São Paulo, quanto pela então candidata a reeleição Dilma Rousseff.

Em resposta, o ex-ministro Alexandre Padilha ainda reclama dos seus direitos individuais. Oras, seus direitos individuais, prezado ex-ministro, não foram desrespeitados. O senhor não foi agredido, o senhor foi criticado pelo que fez enquanto FIGURA PÚBLICA.

Será que sua reclamação também teria sido externada a alguém que o tivesse verdadeiramente elogiado? Acredito que não!

Enquanto figura pública, o senhor Alexandre Padilha deve saber que está sujeito a esse tipo de critica, o oposto também é verdadeiro.

Na sua resposta o ex-ministro ainda faz a seguinte observação: Toda vez que uma pessoa que nitidamente nunca passou pela dificuldade de não ter médico no seu bairro, comunidade ou família faz um gesto de ódio ao Mais Médicos, fico mais orgulhoso do programa que criei e implantei 

Quem está agindo contra aqueles que mais precisam dos serviços públicos de saúde? Quem critica o Mais Médicos ou o ex-ministro e seus apoiadores? Mais uma vez, não! O vídeo não representa uma critica da “elite” contra melhorias na saúde oferecida aos mais pobres. A critica reside justamente no fato concreto de que o Mais Médicos não trouxe nenhuma melhoria que justifique sua implantação e, sobretudo seus custos.

Em um dos posts que publicamos essa semana, que tem por titulo Saúde Made in PT, registramos duas reportagens que mostram a falta de avanços na saúde publica e na ocasião, lembramos exatamente do Programa Mais Médicos. Lembramos exatamente quem são os responsáveis diretos em propor melhorias ao serviço. Nesse particular, Alexandre Padilha deve sim ser cobrado. De forma pública e notória? Melhor ainda!

Os petistas não aprenderam a serem cobrados. Ainda se agarram a imagem de propaganda que criaram nos anos 90, quando se apresentavam como os paladinos da ética, da honestidade e do quão preocupados eram com a população. Não se deram conta que aquela propaganda está sendo desmascarada e diante de qualquer proposta de governo que cheire a mera propaganda e politicagem, serão duramente cobrados.

Não estamos diante de uma caça a petistas. Estamos diante de uma população que não tem mais medo do PT.

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