Salário dos políticos, quanto deveria ser?

O salário dos políticos brasileiros está entre os mais altos do mundo

Muito se fala sobre o elevado salário dos políticos brasileiros:  deputados federais e senadores, deputados estaduais e vereadores. Além dos ocupantes do Executivo. O valor embolsado por nossas excelências fica ainda mais robusto quando se acrescenta à conta os inúmeros benefícios tais como auxilio moradia, apartamento funcional, passagens aéreas e diversas outras verbas cuja fonte, como não poderia deixar de ser, é o suado salário mínimo que a grande maioria dos brasileiros recebem, sem nenhuma outra verba extra.

De fato, o salário dos nossos congressistas figura entre os maiores do mundo, maior, inclusive, que o salário dos políticos de países de primeiríssimo mundo como Japão, Alemanha e Noruega.

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Por conta das enormes disparidades econômicas e sociais do Brasil, muitos defendem o fim dos supersalários para deputados e senadores. Particularmente, faço parte dessa turma. Mas, qual deveria ser o salário dos políticos? Qual métrica deveria ser utilizada? Em recente vídeo, o youtuber Nando Moura afirmou que como salário, nossos políticos deveriam receber um pirulito.

Decerto seria uma medida extremada que mais causaria danos do que benefícios. No entanto, trata-se de um tema de enorme interesse da sociedade, todavia,  não é abordado, até o momento, por nenhum dos pré-candidatos ao cargo de presidente da República. Alô Jair Bolsonaro!

Mas então, qual a sugestão? Acredito que todos nós estamos de acordo que os benefícios concedidos a essas autoridades representam um verdadeiro tapa na cara do trabalhador brasileiro. Assim, não há dúvidas de que eliminar auxílios e verbas seria uma medida de bom senso. E quanto aos representantes de outros estados, o que fazer quanto à moradia e deslocamento para seus estados de origem?

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Bem, estamos em pleno século XXI. Qualquer pessoa de qualquer lugar do Brasil e do mundo pode manter-se bem informada sobre o que está acontecendo no estado do Pará, por exemplo. Então, que se limite o benefício das passagens aéreas a tão somente uma passagem por mês. Quanto à moradia, que nossas autoridades ocupem moradias populares, construídas unicamente para este fim, e não os luxosos apartamentos funcionais. Que o parlamentar ocupe casas e apartamentos luxuosos, por sua própria conta.

Por fim, quanto ao salário dos políticos que tão bem nos representam, entendo que por ser uma função que requer dedicação integral por parte do eleito, seria contraproducente estabelecer uma remuneração simbólica de um salário mínimo, por exemplo. Por quê? Porque tal medida afastaria da vida pública aqueles indivíduos que têm boa formação acadêmica. Assim, tendo em vista esse ponto, acredito ser de bom tom adotar o seguinte critério para estabelecer a remuneração parlamentar:

Cada deputado ou senador receberá a média salarial de sua profissão ou formação acadêmica, com a ressalva de tais vencimentos não ultrapassarem o teto de R$ 15.000. Nada mais justo, não? Se a média salarial de um médico é de R$ 14.000, como parlamentar ele receberá esse mesmo valor. Bom senso e coerência como principio basilar!

Logicamente que o que vai acima requer estudos mais aprofundados. Trata-se de um tema que obrigatoriamente deve sim, ser debatido e por estarmos em ano eleitoral, nada mais oportuno do que trazer essa questão à mesa de discussão. O que não é justo e compreensível é o trabalhador brasileiro ter um salário mínimo inferior a mil reais e seus representantes terem altos salários e todos os tipos de regalias e mordomias.

Supersalários e mordomias são um dos principais fatores que levam nossa política a ser tomada por oportunistas de plantão e aventureiros. E isso tem que acabar!

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Por Jakson Miranda

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