Rodrigo Constantino mostra coragem e detona a IstoÉ

Sem meias palavras, a verdade é que vivemos uma crise de legitimidade na imprensa brasileira.

Salvas as distintas e cada vez mais raras exceções, é impossível se informar de maneira segura através dos veículos tradicionais de mídia.

Falei de uma crise na imprensa brasileira, mas sabemos que o mal transcende nossas fronteiras, ademais, prefiro me firmar numa realidade mais conhecida. Nosso cenário é desolador. Nos EUA, por exemplo, há ainda uma Fox News para contrabalançar as ideias.

Por aqui, pobres de nós. A não ser por veículos independentes, tudo é como a CNN, ou pior.

Vemos provas diárias disso. O progressismo nas redações é doentio. Se tornou uma regra, uma imposição. Parece intransponível.

Mas a despeito de estarmos acostumados, a cobertura da campanha eleitoral americana, da transição política e do começo do Governo Trump foi de estarrecer.

Nenhum veículo da imprensa mainstream se salvou, mas, creio que se tivesse que resumir a desonestidade intelectual a uma lista tríplice, para a formação de um pódio vencedor, concederia os louros ao grupo Globo, à Veja e à IstoÉ.

Já escrevi sobre a desinformação produzida pela mídia quando a eleição de Trump se confirmou, no entanto, percebemos agora que a “torcida informativa” pró Hillary não se fez de rogada quando as urnas foram abertas.

Trump, eles decidiram, é um novo Hitler. IstoÉ e O Globo fizeram alusões descaradas em suas capas. São paspalhos históricos e cretinos da pior espécie, que não medem o alcance de uma irresponsabilidade dessas, bem como o desrespeito às milhões de vítimas do nazismo e das barbáries que Hitler perpetrou.

Mas para eles nada disso conta. O que vale é desqualificar o candidato que não é progressista e que não afaga minorias barulhentas: o agora presidente, que não assente bovinamente às exigências infindas dos mimizentos.

Donald Trump pode não ser o maior estadista do mundo. Mas seu discurso foi firme e admirável. Falou sobre e para o seu país, para aqueles que o elegeram.

E aí vem o imbecil do jornalista brasileiro dizer que o discurso foi nacionalista!

Eles queriam o quê, que o presidente eleito dos EUA discursasse falando em nome dos interesses da Zâmbia?

Fica de positivo os que estão firmando posição e demonstrando solidez de princípios e caráter. É o caso de Rodrigo Constantino, que mesmo sendo colunista da IstoÉ, não a poupou num importante artigo de desabafo publicado em seu blog.

Rodrigo vaticinou:

Não dá mais para suportar! É preciso declarar guerra a essa imprensa brasileira mesmo, em nome da verdade, da honestidade intelectual, das liberdades individuais, dos valores tradicionais. O que os principais veículos de comunicação têm feito em relação ao presidente Donald Trump é asqueroso demais. A tal era da “pós-verdade” é marcada pela própria “fake news”, por esses veículos que acusam os outros diante de um espelho, como ensinou o titio Lenin.

Estou em campanha para desmascarar essa gente, pois não consigo mais aguentar calado. E isso inclui, infelizmente, veículos em que já colaborei ou ainda colaboro. Não importa. Se quiserem me tirar, que tirem: minha consciência vale mais. Portanto, vamos lá, mostrar aos brasileiros que tipo de imprensa eles têm, e porque é fundamental que não busquem se informar por ela (ou apenas por ela). Isso aqui, por exemplo, é uma capa vergonhosa:

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No artigo completo, que pode ser lido AQUI, Constantino elenca casos vergonhosos de desserviço prestado por estes veículos que se pretendem tão importantes e relevantes.

A verdade é que, cada vez mais, seus “especialistas” e “analistas políticos” mostram uma visão ideologizada e nublada dos fatos, arrotando uma capacidade poliglótica de leitura política, quando, na verdade, replicam discursos vazios e fazem torcida analítica, ou qualquer coisa que o valha.

Não jornalismo sincero e responsável.

Que bom que, mesmo em meio aos escombros, surjam figuras corajosas e independentes como Rodrigo Constantino.

Aproveito para fazer coro a uma pergunta que ele tem feito recorrentemente:

Onde está a Fox News brasileira?

Por Renan Alves da Cruz 

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4 comentários em “Rodrigo Constantino mostra coragem e detona a IstoÉ”

  1. Rodrigo Constantino, sua juventude é sua aliada e algoz, nada que o tempo não ratifique ao seu brilhantismo intelectual e a sua coerência ética e moral. Parabéns pelo sua postura corajosa.

  2. Rodrigo Constantino hoje é o Reinaldo Azevedo de ontem: alguém que está atirando no mesmo inimigo que os conservadores mas de uma trincheira diferente e em um exército que também é nosso inimigo!

    Reiteradas vezes ele defendeu desonestamente a descriminalização das drogas e, como boa parte dos liberais, está “em cima do muro” quanto às políticas de Trump. Destarte, temos que ter sempre em mente que liberais e libertários são irmãos ideológicos dos socialistas, pois todos são filhos da Revolução Francesa.

    Para não dizer que só falo mal, vejo um com bom senso entre os liberais: João Luiz Mauad. Este defende que os liberais abram mão, temporariamente, de sua ideologia esquerdista e se juntem aos conservadores para escorraçar os bolivarianos e reduzir o Estado, para só depois disso, com a esquerda socialista “sob controle”, discutirem a agenda esquerdista liberal.

    Não dá para chamá-lo de “amigo”, mas pelo menos ele não nos trairia e nos “esfaquearia pelas costas” como Reinaldo Azevedo, MBL, Antagonistas e outros esquerdistas não-socialistas que se passam por uma “direita limpinha” que quer controlar a “direita suja, feia e malvada”, mas na verdade são esquerdistas que têm vergonha de assim se admitirem, “entram” na casa da direita sem serem convidados e querem esquerdizá-la para deixá-la “hipster” e chamam de “extrema-direita” quem não fizer concessões.

  3. Até o colunista da Folha Reinaldo Azevedo aderiu à comparação tosca de Trump com Hitler.

    Quem olhar o blog dele hoje não verá muita diferença em relação ao “Brasil 247″…

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