Revista VEJA quer Freixo no Rio. Ou: Não existe esse negócio de imprensa isenta!

Se você ainda estava sendo enganado pela carapuça de isenção da nova Veja, sob direção de André Petry, a ignominiosa reportagem desta semana, tentando demolir Crivella para alavancar Freixo, veiculada na capa no Rio de Janeiro, substituindo o maior acontecimento do pós-Impeachment, a prisão de Cunha, esclareceu exatamente de que lado a maior revista brasileira se posicionou.

Mas antes, um pequeno introito sobre a tal “isenção”.

Você provavelmente já topou com algum imbecil ou canalha (o argumento está na boca de ambos) criticando a tal “polarização do debate político”.

O imbecil ou canalha, com peito inflado e expressão sapiente, denuncia a “pobreza do debate”, o “extremismo de ambos os lados”, e parvoíces assemelhadas.

Ele, é claro, surfa acima da onda comum, inatingível mesmo ante o imponderável, intocado, impoluto.

Ele é “isento”.

Se ele for um imbecil, realmente acredita no que está falando, pois foi doutrinado para tal; se for um canalha, sabe muito bem de que lado está, mas quer fazê-lo acreditar que ele não está em lado nenhum.

O fato, porém, é que não existe isenção!

Se há uma polarização, é mister que cada qual escolha o lado em que o bem – ou o mal – está e se posicione de acordo.

Este portal não é um portal “isento”, na acepção utilizada pela imprensa, aqui envergamos princípios de direita. Eu, Renan Alves da Cruz, tanto nos meus artigos publicados neste portal, quanto no Gospel Prime, onde também mantenho uma coluna, possuo um lado. Sou um conservador de direita. Tudo o que escrevo, o faço mediante o filtro desta cosmovisão.

Na grande imprensa não é diferente. Quanto mais um jornalista, jornal ou revista brada ser isento, como se revelasse ser possuidor de um dom sacrossanto, mais minhas entranhas se remoem e ligo meus radares – geralmente o canalhômetro – para entender em qual time os “isentos” estão jogando.

Fui assinante da revista Veja por muito tempo. Encerrei minha assinatura há alguns meses. Assinava a revista por, a despeito de discordâncias, considerá-la, ao menos na grande imprensa, o que havia de menos pior.

Nunca gostei de Veja por ela ser “isenta”, quando gostei, foi por ela estar, em muitas questões, do mesmo lado que eu. O lado que creio ser o certo.

Quando André Petry, que já se mostrava uma voz dissonante – à esquerda – tempos atrás, foi erigido à posição de hierarca da revista, a guinada foi brusca.

Veja passou de um nada isento tucanismo ostensivo – que era irritante, mas ao menos melhor que o flerte com o petismo e com as esquerdas – para a tentativa de reformar sua imagem.

E a imagem evocada, repetida inúmeras vezes em anúncios e editoriais era a isenção!

Como nosso colunista Jakson Miranda escreveu à época, mesmo depois de tudo, Veja teve a desfaçatez de defender o PT.

A revista, diziam, não era coxinha, não era de direita, era “a favor do Brasil” e denunciaria as mazelas de qualquer governo. Se o fez incansavelmente na era do petismo, também o fizera antes, no governo FHC, e o faria no governo Temer.

Alguns poucos trouxas aplaudiram. A direita se afastou e a esquerda permaneceu tachando-a de golpista.

A revista passou a levantar mais bandeiras progressistas e, para quem lê nas entrelinhas, passou a demonstrar simpatia pela ideia de rompimento da polarização PT-PSDB.

Mas claro que não com um nome da direita. Veja deplora Bolsonaro. Não só o Jair, qualquer um do clã.

Já para com Marina Silva, com seu messianismo verde e cara de tartaruga ninja pacifista em estado de inanição, e sua Rede (de pescar idiotas), a revista passou a transparecer uma súbita boa vontade.

Que agora se concretiza no apoio desbragado ao psolista Marcelo Freixo, da mesma laia ideológica do Redão de Marina.

Alguém tem que ter chegado a um nível hard de burrice para acreditar que Veja publicou como reportagem de capa no Rio de Janeiro uma foto tirada numa delegacia, do candidato líder nas pesquisas, uma semana antes do pleito, mancheteando que era algo que se havia tentado esconder por décadas, por simples dever jornalístico.

Dever jornalístico é a desculpa clássica utilizada pela grande imprensa quando executa com maior vigor seus poderes de manipulação.

Na reportagem interna, veio a revelação de que a tal foto e a suposta prisão não passavam de uma questiúncula, porém, o jogo de mestre estava na abertura criada para descrever Crivella como homofóbico, intolerante, preconceituoso e etc.

A “isenção” da nobre Veja não estava calibrada o suficiente para mencionar quaisquer assuntos que pudessem incomodar Freixo nesta semana tão importante.

O emprego de sua ex-mulher? O dinheiro da família do Amarildo? O sangue do cinegrafista Santiago Andrade, nas mãos de seus black-blocs de estimação?

Nada.

O jornalismo isento da Revista Veja quer Marcelo Freixo no Rio.

Um Psolista. Alguém que não enrubesce por pertencer a um partido chamado Socialismo e Liberdade, que, convenhamos, é uma contradição no nível “judeu nazista”, por exemplo…

Crivella, reconheço, não é um candidato que me suscite bons pensamentos. Sou evangélico, mas desconsidero a Igreja Universal enquanto igreja cristã. Respeito seus membros, mas não seus líderes e sua teologia sectária.

A única qualidade de Crivella, que o credita a ser o prefeito do Rio de Janeiro, é ser menos pior que Marcelo Freixo.

Menos pior do que qualquer um do partido que apoiou o governo Chavez/Maduro na Venezuela, que faz mesuras ao facínora Che Guevara e protege vândalos mascarados.

Pode ser pouco, eu sei, mas foi o que restou.

Depois de treze anos de PT, feliz daquele que obtém o menos pior na política brasileira.

Por Renan Alves da Cruz

 

 

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