Filme cristão é proibido na França

Ano passado postamos aqui o trailer do filme cristão ” A Estrela de Belém”. Na ocasião, usamos o seguinte titulo: A estrela de Belém promete ser boa animação para a criançada

Reveja o trailer

Pois bem, já há alguns dias saiu a informação de que o filme cristão foi proibido na França. Leia matéria do site Gospel Prime:

A cidade de Langon, no Estado de Gironde, como quase toda a França usa um padrão duplo nas questões religiosas. Ao mesmo tempo que permite orações muçulmanas nas ruas às sextas-feiras, fechando ruas e desviando o trânsito para garantir a “liberdade” de seus cidadãos, usa o argumento de Estado laico toda vez que a questão envolve o cristianismo.

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Uma animação norte-americana sobre o Natal, chamada “A Estrela do Natal” em francês (por aqui é A Estrela de Belém) foi proibida de ser apresentada para alunos das escolas públicas de Langon. O argumento é que ela era “cristã demais”.

O longa conta a história do nascimento de Jesus pela ótica dos animais que estariam envolvidos na jornada da Sagrada Família até Belém. Mais de 80 alunos de uma escola municipal assistiam ao filme no cinema Le Rio, quando alguns professores pediram que a exibição fosse interrompida, mesmo estando perto do fim.

Encerramos

Aqueles que Proibiram as crianças de verem o final de um filme cristão certamente não proibiriam a exibição de um filme sobre Maomé.

Aqueles que praticam uma desmascarada Cristofobia, não titubeiam em exibir para crianças em tenra idade, filmes e “aulas” em clara apologia à ideologia de gênero.

O que ocorre na França não é muito diferente do que ocorre no Brasil, quando o Ministério Público ordenou que uma rede de supermercados suspendesse a distribuição de uma cartilha cristã.

Proíbe-se filme cristão. Proíbe-se devocionais cristãos. Logo mais, o cristianismo como um todo será proibido, em nome da democracia e do respeito às diferenças.

Por Jakson Miranda

Cristãos: os únicos que não podem se sentir ofendidos

No mundo contemporâneo, todo mundo o tempo todo está se sentindo ofendido por algo e reclamando direitos. Não há grupo identificatório que não esteja participando de alguma gritaria em prol da satisfação de suas necessidades.

O vitimismo atinge patamares estelares: homossexuais, militantes raciais, muçulmanos, seguidores de religiões de matriz africana, feministas, abortistas, maconheiros… todo mundo tem seu canal próprio de escândalo para exigência de seus direitos.

E tais demandas acabam sempre amplificadas pelo poder midiático, que, em sua inclinação progressista indisfarçável, transforma quaisquer destes manifestos em verdadeiros movimentos sociais vultuosos, mesmo que o evento em si tenha contado com meia dúzia de imbecis defendendo maconharias estúpidas na frente do MASP.

Quando qualquer crítica é realizada contra a violência praticada por grupos terroristas islâmicos o papel é rapidamente invertido. A Globo News consegue transformar um atentado terrorista de islâmicos contra cristãos num motivo para advogar o quão injusto é taxar os muçulmanos de terroristas!

Se o tema é intolerância religiosa, as vitimadas serão sempre as religiões de matriz africana. O tom usado faz parecer que há um verdadeiro exército das Cruzadas exterminando seus praticantes, ou que os mesmos precisam se reunir em catacumbas para se esconder do ímpeto censório dos cristãos intolerantes.

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Em relação aos homossexuais então nem se fala. Espirre alto perto de um homossexual e você pode ser acusado de homofobia. Se disser então que perante a Bíblia a homossexualidade é pecado, estará sujeito às acusações de propagador de crime de ódio, não importa que os “ofendidos” não sigam seu parâmetro de fé e, portanto, não liguem para o que você considera ou não pecado, assim como também não se leva em consideração o fato de que dizer que algo é pecado não obriga ninguém a concordar com isso ou mesmo parar de pecar.

Mas não. É ofensa. É radicalismo. É ódio.

Os únicos que não podem se sentir ofendidos por nada são os cristãos.

Se reclamarem, serão acusados de censores das opiniões alheia, afinal, no atual pós-moderno, só é liberdade a liberdade dos não cristãos.

Assim, mesmo quando sob vítima de atentados islâmicos, os cristãos que não ousem manifestar indignação, não no mundo multicultural que legitima que os muçulmanos exprimam suas diferenças culturais através do morticínio de quem não siga seus preceitos.

E mesmo que seu ardor corânico recaía sobre os homossexuais, os mesmos juízes não darão um pio, e se algum cristão ousar apontar a contradição, será ele o acusado de intolerância.

De igual modo, que os cristãos não se metam a criticar os artistas ou militantes gayzistas que praticarem vilipêndio contra sua crença. Não importa que a “arte” seja um Cristo sendo violentado sexualmente ou alguém realizando atos masturbatórios com cruzes.

Nestes casos, e tão somente nestes, o grupo ofendido não tem o direito de reclamar. Nestes casos, e somente nestes, vale a liberdade de expressão do ofensor.

Cristão conservador, no novo modal contemporâneo, não possui liberdade de expressão.

Cristão conservador, no novo modal contemporâneo, é sempre o ofensor.

 

Por Renan Alves da Cruz

 

Publicado no portal Gospel Prime

A Reforma Protestante também moldou a história do Brasil

Evangélicos do mundo inteiro comemoram os 500 anos da Reforma Protestante em 2017. As 95 teses de Lutero, afixadas na catedral de Wittenberg, causaram uma revolução que transcendeu as fronteiras da dissensão religiosa e moldaram a estrutura política, social e econômica da Europa.

A Reforma é o maior avivamento cristão pós Igreja Primitiva. O ato de Lutero e de outros corajosos reformadores que enfrentaram o até então inquestionável poderio do Bispo de Roma, demonstrou a fragilidade teológica de uma Igreja mais preocupada com as questões mundanas do que com as celestiais, dominada por um clã corrupto, voltada à política, mirando o aumento de suas posses e do seu poder.

A nova mensagem correu veloz pela Europa. Se algumas porfias permaneceram no campo da teologia, outros aspectos foram levados em consideração. Foi a oportunidade que alguns reis encontraram para diminuir o poder papal. Na Inglaterra do testosterônico Henrique VIII, se tornou a desculpa perfeita para uma ruptura que possibilitasse o confisco de terras da Igreja, para citar um exemplo.

A Inglaterra estabeleceu o Anglicanismo. O continente se dividiu, com nações que aderiram à Reforma e nações que permaneceram católicas.

Como reação à Reforma, o Concílio de Trento estabeleceu algumas mudanças no catolicismo. Boa parte delas são tentativas de reafirmar o poder da Igreja num cenário de baixa. É a chamada Contrarreforma.

Este contra-ataque da Igreja Católica influenciou diretamente na colonização do Brasil.

Portugal era um dos países que se mantiveram alinhados à Roma. O país, com fortíssima tradição católica até hoje, estava começando a colonizar as terras encontradas por Pedro Alvares Cabral.

No contexto da contrarreforma nasceu a Companhia de Jesus, ordem missionária católica que objetivava conquistar novos adeptos à crença, num momento em que a Reforma estava em franca expansão e boa parte da Europa se convertia ao protestantismo.

Tornou-se, portanto, um propósito tático investir nos selvagens (índios) das regiões recém-descobertas, pois estes povos, na visão dos europeus, não apresentavam o mesmo grau de civilização alcançado por eles, de modo que, se controlados e “adestrados”, poderiam se tornar novos católicos.

Neste caldeirão de acontecimentos que  Manuel da Nóbrega, o fundador da ordem dos jesuítas (Companhia de Jesus), recomendou à vinda ao Brasil do famoso Padre José de Anchieta, o responsável pela catequização dos índios brasileiros.

Anchieta era espanhol, mas havia se mudado muito jovem para Portugal para estudar na Universidade de Coimbra. O padre veio para o Brasil e realizou o trabalho de alfabetização e conversão dos índios ao catolicismo.

José de Anchieta permaneceu o resto de sua vida no Brasil trabalhando junto aos índios. Foi essencial, inclusive, na proteção deles dos próprios portugueses, quando o processo de escravização de índios começou a ganhar vulto.

A presença católica é responsável, por exemplo, pelo nome da cidade de São Paulo, dado por Anchieta, por ter realizado a primeira missa na “cidade” no dia 25 de Janeiro, que é o dia da conversão de Paulo, segundo a tradição católica.

A presença dos jesuítas no Brasil contrabalançou os propósitos econômicos dos portugueses no país. Sua ação carimbou a força da tradição católica brasileira. Sendo Portugal um país que não absorveu elementos da Reforma, isto se traduziu na consolidação da religião brasileira, majoritariamente católica até hoje e fortemente influenciada por seus símbolos e tradições, mesmo com o grande crescimento protestante no país a partir do século XX.

A chegada tardia dos primeiros protestantes ao Brasil não modificou a estrutura já moldada.

E essa estrutura foi incentivada e planejada como forma de reação à Reforma que descatolizou boa parte da Europa.

Assim, através de ações e reações, fatos e consequências, o Brasil como construído foi fruto da tática de defesa católica contra os reformistas.

Mostrando que a Reforma Protestante também moldou a história do Brasil.

 

Por Renan Alves da Cruz

Ideologia de gênero chega à Igreja Luterana. Rasgaram a Bíblia!

Mesmo com as fortes resistências, a ideologia de gênero segue incansável no seu objetivo de colocar a sociedade de pernas para o ar. Aliás, essa é a lógica de toda revolução, sem, no entanto, ofertar algo melhor!

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E não é que infame ideologia chegou à igreja? De todas as instituições, é a igreja o “santo graal” dos seguidores de Judith Butler. E na Suécia, eles começam a lograr resultados.

Segundo o jornal inglês The Guardian, o principal líder da igreja na Suécia, o arcebispo Antje Jackelén, (trata-se de uma mulher, ok?). Determinou como norma da igreja, não se referir a Deus como “Ele” ou “Senhor”.

Vejam só: “Teologicamente, por exemplo, sabemos que Deus está além das nossas determinações de gênero, Deus não é humano”, disse Jackelén.

Encerramos

Além de ser de uma imbecilidade sem tamanhos, é acima de tudo uma heresia aberrante. Logicamente que a Igreja Luterana da Suécia rasga a Bíblia tão defendida por Martinho Lutero há exatos 500 anos. Que triste ironia!

Agora, como os luteranos suecos entenderão João 14:6? Ou ainda, Mateus 12:8?

Ao invés de doutrina bíblica, algumas igrejas começam a usar outras doutrinas. A ideologia de gênero é só uma delas. Sendo assim, os detratores do Evangelho batem palmas.

Por Jakson Miranda

Seja o seu próprio Lutero

Há 500 anos o monge Martinho Lutero leu a Bíblia e percebeu que o sistema clerical agia à revelia da Palavra de Deus.

Lutero entrou para a história como o principal reformador do cristianismo. Enfrentou a fúria de um papa poderoso, Leão X, queimou publicamente a bula papal, não se retratou quando acossado pela alta cúpula de Roma e não desistiu do propósito de denunciar os crimes, heresias e abusos da Igreja.

Atualmente uma nova reforma seria necessária, entretanto, não há sistema central contra o qual se levantar. Há incontáveis denominações, muitas delas sérias, compostas por servos verdadeiros do Deus vivo, ligadas ainda aos preceitos bíblicos readquiridos com a Reforma.

Entretanto, não há somente um papa protestante.

Há milhares deles.

Líderes denominacionais que, cada qual com sua nomeação, de pastorado, bispado, apostolado e etc, se tornaram papas de seus rebanhos, conduzindo suas igrejas de modo pouco diferente do sistema que Lutero enfrentou.

Lutero se ergueu contra uma Roma que impedia a divulgação da Bíblia em língua corrente, mantendo o público néscio, sem condição de questionar as ordenanças antibíblicas.

Hoje em dia, falsos líderes minimizam o papel da Escritura, tanto através da falta de incentivo ao seu aprendizado, como por meio da realização de cultos inflados de atividades diversas que deveriam ser secundárias ou mesmo abolidas, em detrimento à ministração da Palavra.

Lutero questionou a venda de indulgências, que eram, em resumo, a venda de perdão de pecados.

Os papas evangélicos de hoje também utilizam o dinheiro como fonte de realização dos desígnios do homem diante de Deus. Se antes o preço pago era pelo perdão, hoje é pela benção.

Os papéis que perdoavam pecados foram substituídos pelos carnês, ofertas especiais e trízimos, que são os novos documentos de liberação da “benção financeira” e da “prosperidade” que, má ensinada aos crentes sob sua tutela, se tornam sinônimos de satisfação pessoal proporcionada por objetos de consumo.

Lutero se ergueu contra o ensino de que havia intermediação entre Deus e os homens para orações e perdão de pecados, ensinando que a salvação era um dom gratuito e que todos tinham acesso ao Pai, sem necessidade de santos ou padres como intermediários.

Os atuais Reis de Roma, reis de suas próprias Romas denominacionais, se posicionam exatamente como ungidos de caráter especial, superiores e superlativados, considerando-se inquestionáveis, mesmo quando agindo em desacordo com a Palavra, se referendando com títulos pomposos e postura soberba.

Não haverá um novo Lutero para realizar a Neo Reforma. Dispomos dos instrumentos fornecidos por Deus, que por sua ação perfeita possibilitou que Sua Palavra chegasse até nós, do Espírito Santo que revela a profundidade desta Palavra e dos indicativos que grandes servos de Deus nos forneceram.

Cada um de nós precisa realizar a sua própria Reforma, apurando o filtro para identificar falsos profetas e aproveitadores, distinguindo através das escrituras, para não acabar embrenhado nas ciladas dos que falam em nome de Deus, mas buscam apenas o próprio engrandecimento pessoal e/ou financeiro.

Todo cristão verdadeiro tem o dever de ser um reformador, não o responsável pela reforma global do cristianismo, mas um reformador em pequena escala. Que identifique, denuncie e, em amor, alerte os incautos, para que não sejam pagadores de indulgências dos papas denominacionais.

Se você congrega num ambiente que ensina a você sobre um Deus gênio da lâmpada, disposto a lhe conceder desejos, mediante a contrapartida de ofertas generosas, seja o seu próprio Lutero.

Se você congrega num lugar que minimiza a relevância da Escritura, não lhe dando a devida importância como Palavra de Deus, substituindo-a por movimentos, atividades e apelações emocionais e alucinatórias, seja o seu próprio Lutero.

Se você congrega num lugar cujo líder se ergue à categoria de supra-ungido inquestionável e inatingível, seja o seu próprio Lutero.

Se você é um cristão e percebe que muitos irmãos estão sendo enganados e vivendo debaixo de um evangelho falso e oportunista, já sabe:

Seja o seu próprio Lutero.

Por Renan Alves da Cruz 

 

Publicado no portal Gospel Prime 

Bispo da diocese de Apucarana ataca Rede Globo e pede união com evangélicos

Uma mensagem do Bispo da diocese de Apucarana, Paraná, Dom Celso Antonio Marchiori, tem se espalhado pela internet e sido compartilhada entre grupos de igrejas evangélicas.

Na mensagem, o bispo da igreja católica critica de forma ácida e direta a Rede Globo, chamando-a de demônio.

Leiam matéria

As palavras de Dom Celso Antonio Marchiori, Bispo de Apucarana, PR, alertando católicos e evangélicos sobre o perigo das novelas e da programação da Rede Globo, rapidamente se espalharam pela internet. “Quero fazer um apelo a todos os católicos a nos unir contra este espírito diabólico contra a família e a religião, que inclusive a Rede Globo está espalhando”, exortou.

“Cuidado com as novelas! Nós católicos não deveríamos mais assistir nenhuma novela da Rede Globo, aliás, nós não deveríamos assistir mais a Rede Globo porque a Rede Globo é como um demônio dentro de nossas casas”, disparou o pastor da Igreja de Apucarana acompanhado de palmas efusivas dos fiéis que estavam presentes à missa em honra à padroeira do Brasil.

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O bispo alertou até para os programas de aparência religiosa. “É uma rede manipuladora de opinião. Está nos manipulando”. Dom Celso disse que se reuniu com pastores evangélicos e convocou que se unissem contra o que chamou, “ditadura da Rede Globo que nos manipula e destrói”.

Ouçam o aúdio de Dom Celso Antonio Marchiori, Bispo da diocese de Apucarana, PR

Encerramos

Estou certo de que nesse momento o bispo da diocese de Apucarana merece ser ouvido, assim como tantas outras lideranças, católicas ou evangélicas, que estão se levantando contra a onda de ataques à família. É simples, tanto católicos quanto evangélicos têm um objetivo em comum que é a defesa da família e dos valores cristãos. Trata-se de um momento em que as diferenças entre as duas instituições cristãs devem ser vistas como algo menor, em detrimento de um mal demoníaco que não enxerga limites para atingir seus objetivos.

Por Jakson Miranda

J. R. Guzzo e os cristãos que não sabem interpretar texto

Quando li o artigo Essa gente incômoda de J.R. Guzzo na Veja, confesso ter ficado positivamente surpreso.

Há muito tempo um veículo da grande imprensa não publicava algo favorável ou em defesa dos evangélicos. O texto de Guzzo, irônico, toca numa ferida bem própria da contemporaneidade: o ódio dos progressistas pelos evangélicos, justamente por não poderem controlá-los e doutriná-los conforme sua agenda.

Os evangélicos, portanto, se tornam “essa gente incômoda” do título, que se recusam a fazer o que os sedizentes donos do monopólio da virtude consideram adequado.

O texto de Guzzo, aliás, era a única coisa de aproveitável que havia naquela edição da revista.

Dias depois, li uma notícia que me deixou estupefato (e morrendo de vergonha).

Um monte de evangélicos estavam revoltados com J.R. Guzzo! Teve notinha de repúdio de Conselho Geral de pastores, vídeo revoltado de pastor-deputado, chilique de senador evangélico, fora os textos-resposta publicados em diversos sites evangélicos, acusando Guzzo de perseguição religiosa.

Gente… Que vergonha…

As pessoas não sabem interpretar textos simples. O texto de Guzzo era CRISTALINO na forma de demonstrar que estava ironizando justamente os progressistas de esquerda, revelando aquilo que eles manifestam de ódio por não conseguirem virar o jogo do evangelicalismo crescente no Brasil.

O troço virou uma celeuma e, de repente, até quem não leu o texto estava pedindo a cabeça do único colunista da Veja atual que mantém algum resquício de conservadorismo expresso nos textos.

Que vergonha destes muitos cristãos que fizeram este papelão… e que quando realmente tem sua crença aviltada, não dizem um pio.

Depois de algumas horas achando que o louco em tudo isso era eu, topei com um texto no Gospel Prime, de Gutierres Siqueira, chamado “Essa gente incômoda que não sabe ler ironias” e pude respirar aliviado por não estar sozinho.

O autor, aliás, fez uma pergunta que me deu até calafrios:

“Ora, se um simples texto em uma revista causa tanta incompreensão, como eles lidam com um texto tão difícil como o da Bíblia?”

Dá para refletir, não acham? Sempre correlacionei algumas hediondas heresias à má-intenção, mas acho que dá para colocar a burrice neste caldo também.

Até quando alguns cristãos farão apologia da incultura?

Semanas atrás publiquei o artigo Brigas de Galo na Rinha Teológica num portal evangélico, depois o republiquei aqui.

Recebi no site evangélico uma enxurrada de críticas porque pautei uma análise teológica em duas frases do conto Os teólogos de Jorge Luis Borges, um ficcionista brilhante, que era ateu.

Pediram minha cabeça ao site, disseram que eu estava escrevendo heresias porque recomendei aos leitores que lessem Borges…

Ninguém se importou com nada do que escrevi, muito menos se empenharam em entender que eu não estava usando Borges como guru teológico, pelo contrário, estava apontando justamente de que forma a teologia é enxergada numa visão externa.

Mas fui achincalhado, por gente que não lê, se orgulha disso e ainda quer impedir os outros.

Será que entendem moderadamente os textos bíblicos?

Será que se lerem 30 vezes o texto de Guzzo conseguirão entendê-lo?

Que vergonha, minha gente!

Perdoe-os, Guzzo, eles não entendem o que leem.

Por Renan Alves da Cruz 

 

 

 

Nota de esclarecimento de um banco qualquer

O humor é uma das armas mais efetivas de combate na Guerra Cultural.

Não é a única, mas é utilíssima, atingindo um contingente de público muitas vezes inatingível de outras formas.

Livros de Roger Scruton, Olavo de Carvalho e Theodore Dalrymple nem sempre cairão nas mãos do grande público. O humor, ademais, consegue driblar certas conjunturas, servindo para demonstrar a hipocrisia e psicopatia do pensamento de esquerda.

No youtube o Hipócritas Canal está utilizando o humor como meio de divulgação do duplo padrão moral da esquerda, e fazemos questão de ajudar a divulgar o vídeo a seguir, que demonstra a visão ideologizada por trás dos últimos acontecimentos, em que bancos financiam exposições infladas de depravações e aberrações, normatizando práticas como zoofilia e pedofilia.

O Banco soltou uma nota oficial se vitimando, usando termos politicamente corretos.

Mas o que queria dizer era isso aqui:

Por Renan Alves da Cruz 

A Revolução Anticristã

Equacione estes dados:

Grupos extremistas islâmicos assassinam e barbarizam cristãos como forma de expressão religiosa.

Em nome da “tolerância”, intelectuais e militantes de esquerda manifestam apoio aos islâmicos, mediante alegação de terem sua cultura desrespeitada pelo ocidente judaico-cristão.

Intelectuais e militantes de esquerda acusam o cristianismo de intolerância e mobilizam maneiras de destruí-lo, impedindo algumas de suas manifestações religiosas e filosóficas.

Grande parte dos países islâmicos, apoiados pelos progressistas, executam sumariamente homossexuais e mulheres que se insurgem contra a autoridade masculina.

Os intelectuais e militantes de esquerda, no entanto, acusam apenas o cristianismo de homofóbico e machista.

Seria de se considerar, a julgar por tais reações, que maior crime contra a dignidade humana de um homossexual é cometido quando se considera o ato homossexual pecaminoso, sem que ele seja proibido, impedido ou coagido, do que quando se estabelece por decreto que praticar atos homossexuais resultará em execução por enforcamento ou degolação.

A execução de cristãos, para os envolvidos nos circuitos de debates meio intelectuais, meio de esquerda, não passa de um efeito colateral desagradável, mas justificado pelo ódio fomentado pelo Ocidente bem fornido e seu aliado Israel contra o pacífico e recatado muçulmanismo. Mais ovos quebrados para a omelete da causa multicultural. Alguns limões espremidos para a limonada do mundo mais igualitário.

A sugestão, ademais, de que os países cristãos procurem proteger-se da Vingança Do Profeta é rechaçada de imediato. Coisa de fascistas. Métodos da direita intolerante que se recusa a colocar-se à mercê dos seus carrascos.

E o professor escolar, enchido até as tampas de doutrinação politicamente correta, ensinará ao alunado as normas contraditórias deste novo método em que homossexualidade e islamismo são expressões evoluídas, esperadas e bem vindas, ainda que incongruentes, na medida em que um deles é educado a assassinar o outro.

Logo teremos a nova construção do jardim de ideias da bolha esquerdista, e haja contorcionismo retórico para explicar ao futuro muçulmano homossexual do Ocidente que ele não deve executar a si mesmo.

Por Renan Alves da Cruz

 

Publicado no portal Gospel Prime: 

Brigas de galo na rinha teológica

Num conto magnífico do escritor argentino Jorge Luis Borges – que era ateu – chamado “Os teólogos”, a personalidade ensimesmada de muitos estudantes e diplomados em teologia é demonstrada com leveza e humor, ainda que com a mordacidade típica das discussões teológicas.

No conto, cuja leitura indico a qualquer interessado em teologia ou boa literatura, dois teólogos se enfrentam no campo teológico-filosófico, esquecendo completamente da finalidade deste exercício, tornados reféns da rivalidade.

Nem preciso dizer o quanto o paralelo é preciso em tempos de redes sociais, onde há possibilidade de opinião sobre tudo o tempo todo, sem exigência de embasamento. Há algumas discussões teológicas na internet hoje que parecem protagonizadas pelos mais ruidosos dos ateus, não sendo possível entrever nelas o menor traço de teísmo.

A típica ironia borgeana nos proporciona algumas frases que suscitam boas reflexões, como: “Em matéria teológica não há novidade sem perigo.”

Estudos teológicos calcados em novidades sociais e comportamentais são perigosos e quase sempre resvalam em heresias, na condição de que o Evangelho não pode ser acondicionado às vontades vigentes num instante, mas mutáveis a longo prazo. O estudo da teologia deve intensificar o relacionamento entre Deus e o homem mediante a estrutura de relacionamento fornecida pelo primeiro, não pelo último.

Por isso, geralmente novas teologias são antropocêntricas. Surgem em belas roupagens, esmeradas em brilhantina, mas afrontam o parâmetro bíblico original. Se enquadram aqui as teologias liberais e as imediatistas, de toma-lá-dá-cá, do tipo triplique o dízimo e receba bênçãos tríplices em troca.

Borges também profere, algumas linhas adiante: “as heresias que devemos temer são as que podem confundir-se com a ortodoxia.”

Neste ponto a dificuldade se adensa. Teologias espúrias surgem, às vezes travestidas de tradicionalismo, como se estivessem hibernando e despertassem para protagonizar um momento reativo. Propõe retornos a instantes que não existiram. Costumam atribuir a Satanás toda forma de culto que se diferencia da sua.

Borges está morto, mas vislumbrou nos enfrentamentos teológicos do Séc. XX uma prévia da rinha de galos que se tornaria o debate teológico nas redes sociais, onde há muita erudição professoral transviada, que se ocupa em ironizar e humilhar, e não alerta ou ensina.

Não vou cair no clichê de dizer que falta amor nas discussões, porque acho que o “amor” hoje em dia é tomado como desculpa para a leniência, quando na verdade amar muitas vezes é discordar e confrontar, para que o erro não prevaleça, ademais, com as inúmeras páginas de curtição e “zoeira”, estamos formando pequenos sabichões que se consideram aptos a discutir teologia mediante memes de internet, sem sequer terem lido a Bíblia toda.

Constrói-se então o cenário ideal para que Deus e sua palavra sejam deixados de lado em nome de convicções pessoais e arroubos de orgulho. E a audiência enche, cada qual com seu saco de milho para alimentar os galos que brigarão na rinha teológica on line.

Leia o conto “Os teólogos”.

Leia Borges.

E, nunca é demais lembrar, leia a Bíblia.

Por Renan Alves da Cruz

 

Publicado no portal Gospel Prime