Prática do “aborto pós-nascimento”” ganha defensores no meio acadêmico

Texto de Jônatas Dias Lima, publicado na Gazeta do Povo: 

A ideia de matar recém-nascidos tende a causar repulsa em qualquer sociedade civilizada, mas a crescente aceitação acadêmica do chamado “aborto pós-nascimento” mobiliza entidades pró-vida e defensores dos direitos da infância para o risco de uma relativização radical do direito à vida. Motivados pela tese de que uma pessoa só pode ser considerada como tal quando tem consciência de si, os entusiastas dessa visão consideram o homicídio infantil legítimo e fazem seguidores.

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Embora a base conceitual para esse pensamento venha de autores do século 20, as tentativas mais recentes de legitimar a eliminação de bebês ganharam divulgação internacional em 2012, quando a dupla de filósofos italianos Alberto Giublini e Francesca Minerva, docentes da Universidade de Melbourne, Austrália, publicaram o artigo “After-birth abortion: why should the baby live?” (em português, “Aborto pós-nascimento: por que o bebê deveria viver?”), no Journal of Medical Ethics, um reconhecido periódico científico na área da Bioética. Os pesquisadores partem do princípio de que não há diferenças relevantes entre o feto e o recém-nascido. Portanto, se há aceitação do aborto, não faz sentido criminalizar a eliminação de um bebê, apenas por este ter deixado o útero materno.

Uma das justificativas seriam as estatísticas de diagnósticos de síndrome de Down. Os pesquisadores lembram que apenas 64% dos casos registrados na Europa são detectados em exames pré-natais, o que resulta no nascimento de centenas de bebês portadores da síndrome. Segundo a lógica da dupla, se o problema fosse detectado com a criança ainda no útero, o aborto comum seria uma opção, mas nos casos em que isso não é possível, os pais deveriam ter o direito de matar a criança logo após o parto.

Giublini e Minerva, no entanto, deixam claro que não apoiam o infanticídio apenas do que chamam de pessoas “sem potencial de vida saudável”. Para eles, o direito de decidir sobre a vida de uma criança que ainda não tem cons-ciência de si caberia exclusivamente aos pais e aos médicos.

Um levantamento feito em outubro em universidades americanas dos estados de Minnesota, Flórida e Ohio, mostrou haver em todas as cidades estudantes que concordam com o aborto pós-nascimento.

“Eles justificam sua posição dizendo que alguém só é plenamente humano quando se torna consciente sobre si mesmo, o que só ocorre por volta dos 4 anos”, relata a uma publicação local Kristina Garza, dirigente de uma das ONGs responsáveis pelo levantamento.

Embora preocupante, o resultado não aponta necessariamente uma tendência de apoio popular à ideia. Uma pesquisa feita em 40 países em abril deste ano, pelo Pew Research Center, mostrou forte rejeição ao aborto, em qualquer etapa.

Estudo foi motivo de repúdio

As reações ao estudo de Giublini e Minerva foram intensas. Artigos criticando e rebatendo o texto foram publicados em jornais da Europa e dos Estados Unidos, e houve centenas de manifestações na internet, o que levou os autores a publicarem um pedido de desculpas. Eles lamentaram que o debate tenha saído dos círculos acadêmicos e afirmaram que não estavam propondo políticas públicas, mas fazendo apenas “um exercício de pura lógica”.

Cerca de um ano depois, em maio de 2013, o mesmo periódico publicou uma coletânea com 31 comentários de eticistas de todo o mundo sobre o infanticídio. Alguns deles voltaram a defender a prática como um ato aceitável. O próprio editor da revista, Julian Savulescu, assume seu lado no debate e abre a edição vinculando o assunto a outro tema controverso da bioética. Para ele, a discussão sobre a moralidade do infanticídio “é importante e digna de atenção acadêmica, porque toca em uma área de preocupação que algumas sociedades tiveram a coragem de enfrentar honesta e abertamente: a eutanásia”.

Internautas se revoltam contra campanha de revista pela legalização do aborto

A campanha que a revista TPM lançou em novembro, em defesa da legalização do aborto, têm resultado em diversas reações de repulsa nas redes sociais. Para se antepor a hashtag #precisamos falar sobre aborto, lançada pela publicação, usuários do Twitter e do Facebook lançaram a hashtag #precisamos falar sobre assassinato de bebês e passaram a postar fotos de si mesmos com cartazes exibindo a frase. A página de resposta à TPM, criada no dia 19 de novembro Facebook, e que tem como nome a mesma hashtag, alcançou em uma semana cerca de cinco mil seguidores.

“Uma coisa é discutir o aborto com base em estatísticas verdadeiras, agora o que a revista está fazendo é mera propaganda do aborto como se ele fosse um tipo de ‘solução’ para a gravidez”, diz Guilherme Ferreira, diretor local da CitizenGo, uma plataforma de petições online. Ele lembra que o aborto é crime no Brasil, em qualquer circunstância, sendo apenas não punido em casos específicos. “O que a revista está fazendo é apologia, não se trata de debate democrático”, diz.

Para defender a causa, a publicação alega que o aborto é “a questão feminina mais urgente e menos discutida no país”, embora o assunto seja tema de frequentes audiências públicas no Congresso Nacional, foi discutido por juristas e parlamentares na formulação do projeto do novo Código Penal, em 2013, e surgiu como tema em debates transmitidos pela tevê entre candidatos à presidência, nas eleições de outubro.

Projetos de lei pretendem garantir proteção legal ao bebê em gestação

Em agosto de 2013, a comissão especial do Senado responsável pelo projeto do novo Código Penal emitiu seu relatório final, mantendo o aborto como crime. Os senadores rejeitaram a proposta de descriminalizar a prática até a 12ª de gestação. O projeto do novo Código Penal segue em tramitação no Senado.

Também tramita no Congresso o Projeto de Lei 478/2007, chamado de Estatuto do Nascituro, que pretende dar proteção jurídica ao bebê, desde a concepção. O projeto foi aprovado na Comissão de Comissão de Finanças da Câmara dos Deputados, aguarda por votação, desde de junho de 2013, na Comissão de Constituição e Justiça.

Outra projeto relacionado ao tema é a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 164/2012, que pretende incluir na Constituição Federal as palavras “desde a concepção” no artigo 5º, quando há menção à inviolabilidade da vida humana.

Igreja não é circo: ordem e decência no culto já!

No artigo Ordem e Decência no culto: comecemos pelo respeito aos horários ponderamos sobre a necessidade de que o Culto ao Senhor seja organizado, com horário para começar e terminar, dentro de parâmetros de convivência social que abençoem a comunidade, sem causar escândalo e embaraço.

Também mencionamos que a vontade prevalecente num Culto deve ser a do cultuado, não a do cultuador, de maneira que se queremos adorar a Deus, os parâmetros a seguir são os Dele não os nossos.

Hoje prosseguimos no tema, afinal, manter-se dentro do horário e do volume apropriado não garante por si só que um Culto seja decente e ordeiro.

O melhor capítulo bíblico para evocarmos é I Co 14. Extrai dele alguns versículos para que nos norteiem. Mas recomendo que você o leia por completo ao término da leitura deste artigo.

Dou graças a Deus por falar em línguas mais do que todos vocês.
Todavia, na igreja prefiro falar cinco palavras compreensíveis para instruir os outros a falar dez mil palavras em língua.
Irmãos, deixem de pensar como crianças. Com respeito ao mal, sejam crianças; mas, quanto ao modo de pensar, sejam adultos.
Pois está escrito na Lei: “Por meio de homens de outras línguas e por meio de lábios de estrangeiros falarei a este povo, mas, mesmo assim, eles não me ouvirão”, diz o Senhor.
Portanto, as línguas são um sinal para os descrentes, e não para os que crêem; a profecia, porém, é para os que crêem, e não para os descrentes.
Assim, se toda a igreja se reunir e todos falarem em línguas, e entrarem alguns não instruídos ou descrentes não dirão que vocês estão loucos?
1 Coríntios 14:18-23

Se, porém, alguém falar em língua, devem falar dois, no máximo três, e alguém deve interpretar.
Se não houver intérprete, fique calado na igreja, falando consigo mesmo e com Deus.
1 Coríntios 14:27,28

Pois Deus não é Deus de desordem, mas de paz. Como em todas as congregações dos santos,
1 Coríntios 14:33

Mas tudo deve ser feito com decência e ordem.
1 Coríntios 14:40

Os versículos listados estão todos dentro do mesmo contexto, em continuidade à mesma tratativa, não tendo sido pinçados aleatoriamente para construir uma defesa.

À luz destes versículos como não questionar algumas práticas cada vez mais recorrentes no meio cristão atual?

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Como não reconhecer que há divergências cruciais entre as recomendações dadas por Paulo sobre o uso dos dons de línguas no culto e o que se vê hoje em dia em algumas igrejas?

Me digam onde está a biblicidade de determinadas “unções” e “moveres” que se proliferam em determinadas igrejas, onde a ordem e a decência são sobrepujadas por espalhafato, teatralidade espiritual e, em alguns casos, até mesmo a truculência?

Onde a Bíblia diz que devem falar dois, NO MÁXIMO TRÊS e alguém deve interpretar, vemos agora dezenas, muitas vezes centenas de irmãos gritando ao mesmo tempo, sem qualquer condição de edificação, muito menos de que haja possibilidade de se interpretar o que estão dizendo.

Meu querido, se você crê que a Bíblia é inerrante, ou seja, é a Palavra INFALÍVEL de Deus, e ela diz que no culto público devem orar em línguas no máximo dois ou três e haver interpretação, só podemos chegar à conclusão de que se há dezenas ou centenas verberando em línguas estranhas sem nenhuma interpretação, tal movimento não está alinhado ao que o próprio Espírito inspirou Paulo a escrever em Sua Palavra!

Pois se Paulo escreveu sob inspiração e seu escrito contraria o que se vislumbra em diversas igrejas, como considerar que o Espírito que atua é o mesmo, se a mensagem e a ação se contradizem?

Há casos em que uns correm pelos corredores, outros giram e agitam mãos, não raro atingindo ou lançando cadeiras em irmãos indefesos.

O versículo 33, ainda no mesmo assunto e contexto é taxativo, “pois Deus não é Deus de desordem, é Deus de paz”. Pois bem: Que paz e ordem há numa ação coordenada pelo próprio Espírito em que temos que permanecer em estado de atenção para não sermos atingidos por um “crente cheio da unção”?

Cadê a ordem numa manifestação em que os membros correm, rolam no chão, uivam e aparentam ter perdido o controle dos seus atos, assustando eventuais visitantes e descrentes que estejam visitando a Igreja?

Paulo escreve: Assim, se toda a igreja se reunir e todos falarem em línguas, e entrarem alguns não instruídos ou descrentes não dirão que vocês estão loucos?

Sim. É óbvio. Um descrente que esteja visitando se sentirá muito mais acuado e assustado com o que está vendo do que atraído para a catarse coletiva.

Infelizmente, vivemos uma fase de imediatismo na igreja. Ir prestar Culto e Reverência ao Senhor dos senhores não basta, é preciso uma nova experiência o tempo todo. Todos têm que sair do culto cambaleando no Espírito ou não receberam o Poder.

Não esqueçamos que uma das evidências do Fruto do Espírito é o domínio próprio!

Não esqueçamos que o culto não é somente o lugar para você “caçar” novas experiências, é o momento em que o Senhor deve ser adorado e onde você, muitas vezes, deve se calar em reverência para ouvi-Lo falar.

Respeitando sempre as regras de culto estabelecidas pelo cultuado, pois, repito, quem decide como um culto deve ser prestado é o cultuado, não o cultuador. O padrão precisa ser aquele que Ele especificou.

A partir do momento em que alguém da sapiência do Apóstolo Paulo diz: “Todavia, na igreja prefiro falar cinco palavras compreensíveis para instruir os outros a falar dez mil palavras em língua.”, creio que, de nossa parte, ao menos uma reflexão deve ser suscitada.

Deus é Deus de ordem e decência. O Culto é a Ele e deve ser realizado conforme Ele ordenou. Deus não é Deus de confusão ou mentira. Sendo Ele Espírito, que sentido faria Ele próprio causar o rebuliço que inspirou Paulo a repreender?

Concluo com as palavras do apóstolo:

Portanto, meus irmãos, busquem com dedicação o profetizar e não proíbam o falar em línguas.
Mas tudo deve ser feito com decência e ordem. 
1 Coríntios 14:39,40

Por Renan Alves da Cruz

 

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Ordem e decência no culto: comecemos pelo respeito aos horários!

Infelizmente temos visto despreparo e desconhecimento no culto público praticado em algumas igrejas. Creio que nossos irmãos possuem a melhor das intenções, mas lhes falta um debruçar dedicado à Palavra.

Deus exige ordem e decência no culto a Ele, porque estes princípios Lhe são caros. Ele não abre mão deles. As verdades do Senhor são absolutas. Ele é quem recebe a adoração e o ato de culto, cabendo a Ele determinar de que forma este culto deve ser prestado.

Temos aqui já um ponto digno de menção. Se quero prestar um culto verdadeiro ao Senhor, não me cabe decidir de que forma quero adorá-lo, mas sim, preciso buscá-lo da forma que Ele deseja ser adorado.

E Ele o quer com ordem e decência, como explicitou em sua Palavra.

Não existe ordem e decência num culto que não tem horário para começar ou terminar. O horário projetado para um culto deve ser rigorosamente respeitado.

Atrasar um culto para esperar mais gente é desdenhar do cultuado. Protelá-lo além do estabelecido é assumir que ocorreram coisas na reunião que não deveriam ter acontecido se o estivesse Senhor à frente, ou, dizendo de maneira mais clara, ocorreram coisas que não provieram de Deus, mas da carne.

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O Deus de ordem e decência realiza seu tratar dentro dos parâmetros determinados por Ele mesmo. Se o tempo vigente de culto não é suficiente para cumprir todos os compromissos da reunião, das duas uma: ou o pastor da igreja não consultou o Senhor a respeito do tempo de culto, ou está permitindo que coisas alheias ao ato aconteçam.

Alguns pensam que estender um culto indefinidamente demonstra que “não querem sair da presença do Senhor”. Esta ideia, vista pelo lado reverso, suscita a constatação de que, para estes, sair da igreja representa deixar Deus lá. Pensam estes que o Senhor habita em templos feitos por mãos humanas?

Não tiveram eles a experiência de sair de um culto nutridos da presença de Deus, aptos a permanecer neste estado por toda a semana?

Estes alongadores já pararam para pensar nas irmãs que não possuem maridos convertidos, maridos estes que as esperam em casa no horário definido para término do culto? E nos jovens que não tem pais na igreja, será que pensaram? Qual a responsabilidade da igreja do “o culto vai até quando Deus mandar” com estas pessoas?

E os cultos noturnos que se estendem além dos horários apropriados, irritando vizinhos, dando péssimo testemunho, colocando a congregação em papel de vilania ante a vizinhança, com som alto, gritarias e estripulias frívolas que recaem na carnalidade?

Que representatividade esta igreja possui no meio em que está inserida? Qual seu papel de Embaixada do Reino?

Creem estes que o Deus onipotente se impacta com despautérios? Que aquele que disse a Moisés “Eu Sou” através de uma sarça que ardia sem se consumir, aprova que os seus ajam de maneira desordenada e inconsequente?

O culto público, reitero, é o ato de adoração a um Deus soberano. Tal adoração deve submeter-se aos desejos Dele.

Deve ter ordem e decência.

Na próxima semana, dentro do mesmo tópico, nos debruçaremos mais atentamente sobre I Coríntios 14 para abordar alguns excessos tratados como “unções” e “derramamentos” que não possuem estofo bíblico e são, na melhor das hipóteses, rebuliços carnais.

Por Renan Alves da Cruz

 

Publicado no portal Gospel Prime

 

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Novas 95 teses para uma Reforma da igreja evangélica atual

Em 1517, o monge Martinho Lutero mudou a história do mundo ao expor publicamente suas 95 teses na porta da Catedral de Wittenberg. Todo o molde histórico e geográfico da Europa foi alterado e o cristianismo protestante nasceu com o intuito de se distanciar das heresias apoiadas e propaladas pela Igreja.

500 anos depois o cristianismo protestante subsiste, embora seja cada vez mais premente a necessidade de se desligar dos hereges, ladrões, mercenários e aproveitadores entranhados no meio dos cristãos verdadeiros. A sujeira começa a se tornar insuportável, de modo que a denúncia destes falsos profetas se demonstra inadiável.

Escrevo estas 95 teses como uma humilde contribuição, buscando denunciar o igrejismo mercadológico, barganhoso e antibíblico. Repito simbolicamente o ato de Lutero por convicção, necessidade e, sobretudo, homenagem.

 

1º tese. Cristo nos conclamou ao arrependimento. Reconheçamos, portanto, que somos pecadores e deixemos de pregar que somos cheios de poder, reconhecendo que o Poder pertence somente a Ele;

2º tese. Nos reconhecendo pecadores, automaticamente, assumimos que precisamos de perdão e redenção, que só podem vir através de Jesus Cristo;

3º tese. Entendamos que o nosso arrependimento precisa gerar frutos visíveis, que nos identifiquem como servos do Deus altíssimo;

4ºtese. E que o pecado que habita em nós, inerente à nossa carne, nos afastaria por completo de Deus caso Ele não tivesse misericórdia de nós, sendo um contrassenso qualquer um de nós se considerar “cheio do poder”;

5ºtese. Um pastor só está de acordo com a vontade de Deus se se mantém, em tudo, baseado na Palavra Dele, sem priorizar seus próprios achismos e interesses;

6ºtese. A obra que Cristo realizou na Cruz já está cumprida. Nenhum homem deve cobrar para intermediá-la;

7ºtese. O perdão de Deus não está à venda e nem sob posse de liberação de quem quer que seja, senão Dele próprio;

8ºtese. A salvação, tal qual o perdão de Deus, são intransferíveis. Não podem ser comprados, vendidos ou herdados;

9ºtese. Os pastores, bispos, presbíteros e líderes estão sujeitos aos mesmos princípios bíblicos que aqueles a quem conduzem;

10ºtese. Ninguém tem poder para estipular juízos, julgamentos e sentenças que não encontrem embasamento bíblico, de acordo com as orientações e procedimentos dados à Igreja Primitiva através de Paulo e dos apóstolos;

11ºtese. Os falsos profetas e falsos ensinos proliferam quando os verdadeiros servos de Deus se calam;

12ºtese. Somente o Deus que por sua infinita Graça concede o perdão pode julgar a sinceridade do coração do pecador arrependido;

13ºtese. Enfermidades não são evidências de vida em pecado, sendo portanto um logro espiritual perturbar os enfermos com acusações de que sua doença provém de castigo e/ou consequência dos seus atos;

14º tese. É doloso exigir dos enfermos valor material como barganha para oferecimento de cura, mediante a imputação de “falta de fé” se o preço é pago e a cura não é alcançada;

15º tese. Só o Senhor determina a cura, bem como conhece as razões para a existência de uma enfermidade, estando tudo sujeito à Sua onisciência plena;

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16º tese. O Inferno prometido aos que não reconhecerem o sacrifício de Cristo não pode ser tornado instrumento de chantagem emocional por pastores e líderes religiosos, de modo a atemorizar o povo para que cumpram suas vontades;

17ºtese. Peca gravemente contra o Senhor aquele que engana o povo e usa o medo do inferno como forma de locupletar-se;

18ºtese. Sendo o Senhor o doador da Redenção, cabe somente a Ele proferir quem é e quem não é digno de padecer no Inferno;

19ºtese. Os atos condenáveis pelo Senhor estão dispostos em sua Palavra. Aquele que acrescenta à Bíblia pecados que Deus não condenou é falso profeta;

20ºtese. Nenhum homem tem poder para condenar ou livrar alguém do inferno, tal qual não tem poder para salvar pela sua palavra quem quer que seja;

21ºtese. Portanto, estão em pecado aqueles que, tomados pela vaidade do cargo e nomenclatura religiosa, lançam pragas e decretam condenações;

22ºtese. São soberbos e mentirosos aqueles que alegam possuir uma “autoridade espiritual” especial vinda de Deus, e que com isso oprimem e enganam o povo;

23ºtese. Cada qual será galardoado pelo Senhor na Eternidade. Os que se auto-galardoam e se consideram autoridades irretocáveis, se afastando do povo e vivendo como nababos, não se apresentam como ministros de acordo com o padrão bíblico;

24ºtese. Os que se refestelam em seus títulos soberbos e orgulhosos, alterando sua nomenclatura ministerial para se elevarem pessoalmente, são os que se tornaram incapazes de esconder sua própria arrogância;

25ºtese. Não é vergonha ser pastor ou presbítero, de modo que não é necessário que tantos se promovam a apóstolos e a outros títulos que foram esvaziados do seu sentido bíblico;

26ºtese. Quem serve a Deus com humildade dá pouca importância à titulação. Mudar a nomenclatura do próprio cargo para algo que se considera de impacto superior é marketing humano, mas vergonha espiritual;

27ºtese. Os apóstolos bíblicos enfrentaram profundas perseguições no propósito de expandir a fé cristã por todo o mundo até então conhecido. Os apóstolos de hoje em dia estão dispostos a deixar suas igrejas portentosas para realizar tal tarefa?

28ºtese. A atuação dos falsos profetas é abundante e incontida porque grande parte dos que se pretendem cristãos não leem a Bíblia, de modo a serem facilmente ludibriados;

29ºtese. A pregação bíblica deve se esmerar em fornecer um parâmetro de vida calcado nos princípios presentes na Palavra de Deus;

30ºtese. Ao pregarem sobre futilidades e escorados em princípios de auto-ajuda, os pregadores impedem a consolidação de uma igreja sábia e forte;

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31ºtese. A norma máxima objetivada por um pregador deve ser estar de acordo com a Palavra de Cristo e se fazer entender pelo maior número de pessoas;

32ºtese. É mais importante pregar a Bíblia como ela está disposta do que utilizar técnicas de marketing pessoal, que enfatizam o magnetismo do orador e não a verdade do seu discurso;

33ºtese. Não encontra base bíblica a chamada “pregação antropocêntrica”, que coloca o homem, e não Deus, no centro da ação;

34ºtese. O pregador nunca deve esquecer que um culto é o lugar onde os homens devem servir a Deus, não onde vão para que Ele os sirva;

35ºtese. O cuidado de Deus para conosco foi manifesto através do sacrifício redentor de Jesus Cristo, de modo que nada mais seria necessário que Ele nos fizesse, mesmo assim Ele nos supre com aquilo que precisamos;

36ºtese. O sermão proferido no culto deve servir ao propósito de cultuá-Lo, lembrando do que Ele já realizou por nós e não focando somente no que ainda devemos querer Dele;

37ºtese. Por tal, é lesiva e oportunista a pregação que se fixa somente na conquista de bens financeiros e materialidades, na medida em que apresenta Deus como um gênio da lâmpada despertado pelas vultuosas ofertas de seus súditos;

38ºtese. Pregadores que só falam de bençãos materiais criam igrejas frágeis, cuja membresia se desestimula se os resultados financeiros não são brevemente conquistados;

39ºtese. Tem sobre si responsabilidade aquele que perde uma vida sob seu pastorado, por pregar um evangelho incondizente;

40ºtese. O incentivo à barganha financeira impede que os crentes tenham verdadeiro prazer em contribuir com o sustento da obra, fazendo com que o prazer em contribuir seja advindo somente da crença de que receberão em troca o investimento multiplicado;

41ºtese. Além do fato de que os abusos praticados dão mal testemunho e afastam os descrentes do Caminho;

42ºtese. Por causa destes, o nome do Senhor acaba blasfemado entre os ímpios, e o peso de seus maus atos recaí sobre todos, inclusive os que procedem retamente;

43ºtese. Que amor cristão há nos que, ensandecidos e tomados pela cobiça, dão dízimos e ofertas em caráter de barganha, visando riqueza material?

44º tese. Os que ofertam como forma de chantagem a Deus porque querem ser recompensados financeiramente são servos do dinheiro, não Dele;

45º tese. Os proponentes do evangelho materialista da Teologia da Prosperidade diminuem o sacrifício de Cristo;

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46º tese. Em lugar da pregação do que Cristo já operou na cruz, focam seus esforços em promessas de riquezas terrenas;

47ºtese. São lobos aqueles que falseiam a Palavra para obtenção de lucro, usando o nome de Deus como fachada para seus negócios escusos;

48ºtese. Os que não se empenham em pregar o Evangelho, mas em conseguir novos pretextos para falsear Malaquias 3.10;

49ºtese. Não entendem o conceito de soberania os que, por inocência ou interesse, alegam que o devorador é um demônio limitante ao poder de Deus, não podendo ser por Ele repreendido;

50ºtese. Comete-se injustiça contra Deus aquele que gasta tanto ou mais tempo falando de dinheiro e prosperidade do que pregando o verdadeiro evangelho;

51ºtese. Atentam contra a fé os que acreditam que a conquista de bens materiais é evidência de aprovação divina;

52ºtese.  Os que dizem querer engrandecer a Deus através dos bens são mentirosos, pois o que querem são os tesouros terrenos;

53ºtese. Se quisessem engradecer a Deus o fariam com seus corações, que já possuem, e não com riquezas que anseiam conquistar;

54ºtese. Verdadeira é a igreja que não se escora em “movimentos” e modismos falsamente chamados de “avivamentos”, mas se mantém fiel à Palavra;

55ºtese. Heresias nascem diariamente sob a condição de “movimentos” e “novidades”, sendo essencial seguir o Evangelho Puro e Simples;

56ºtese. Pois para que haja hereges, é preciso haver quem os siga;

57ºtese. Novidades teológicas são perigosas, pois o Texto Sagrado permanece o mesmo;

58ºtese. As obras não salvam, mas são as credenciais demonstradas publicamente por aquele que é salvo;

59ºtese. Pois só dá testemunho do amor de Cristo aquele que transborda publicamente do que está cheio;

60ºtese. O “cristão” que mira somente tesouros terrenos transbordará ao mundo apenas sua ganância incontida;

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61ºtese. O verdadeiro tesouro da igreja de Cristo é o Evangelho da Graça e da Glória de Deus;

62ºtese. Como este tesouro exalta os humildes e humilha os soberbos, é repelido por muitos dos pastores midiáticos;

63ºtese. Pois a pregação da humildade não combina com a pregação da honra e luxo prometida aos que contribuírem de modo incessante;

64ºtese. Tais falsos profetas, se realmente tivessem fé no que pregam, deveriam eles próprios contribuir consigo mesmos, para que multiplicassem suas próprias contribuições e prosperassem toda a igreja!

65ºtese. Servos de Deus não adivinham documentos de identidades ou manipulam serpentes de forma exibicionista, mas dão testemunho de Cristo em sua vida diária.

66ºtese. Não cultuam a Deus somente no templo no domingo, mas cultuam todos os dias, em todos os lugares, porque eles são a Igreja;

67ºtese. No templo adoram a Deus em comunhão com seus irmãos, como Cristo assim ordenou, mas são cristãos o tempo todo, em todos os lugares;

68ºtese. Gírias e roupas de crente não elevam o grau de santidade de ninguém. Os servos de Cristo são reconhecidos pelos seus frutos, não pelo figurino;

69ºtese. A Palavra de Deus é a Verdade da fé cristã, imutável e irrelativizável, exigindo, portanto, que os servos deste Reino não se contaminem com verdades relativas;

70ºtese. É mais justo o cristão que se eleva contra os ensinos de um falso profeta do que o que se cala temendo uma pretensa autoridade espiritual;

71ºtese. A autoridade espiritual suprema é a Palavra de Deus. Os pastores e líderes devem ser respeitados somente quando sujeitos à autoridade Dela;

72ºtese. Os líderes que Deus levanta agem em amor, sabedoria e justiça, não com opressão ou chantagem emocional;

73ºtese. Não é papel da igreja proporcionar entretenimento às pessoas. A igreja se fragiliza toda vez que se descaracteriza do padrão bíblico sob a justificativa de estar buscando ganhar almas;

74ºtese. O modo de se evangelizar é pregando o Evangelho e demonstrando-o na vida prática. A igreja deve ser menos pirotécnica e mais fiel à essência bíblica;

75ºtese. Em nada se diferenciam dos cartomantes e adivinhos aqueles que se nomeiam profetas e fazem previsões descabidas a qualquer um que os consulte;

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76ºtese. Supremo tolo entre os tolos é aquele que só procura a voz de Deus na boca dos falsos profetas e não em Sua Palavra;

77ºtese. Orações escandalosas demonstram falsa santidade. São tal qual galos que querem se impor no galinheiro pelo barulho que fazem;

78ºtese. Deve-se tomar muito cuidado com aqueles que querem ser mais misericordiosos do que Deus. Ao que Ele considerou pecado, não cabe ao homem fornecer atenuação;

79ºtese. O amor de Deus se manifesta através de nós quando alertamos o mundo de que o sacrifício de Cristo limpa nossos pecados, não quando, em nome do amor, ensinamos que o pecado é tolerável;

80ºtese. Igreja que falsifica o Evangelho sob a “desculpa” do amor é casa de mentiras. Não se pode servir a Cristo sem renúncia;

81ºtese. A única forma de demonstrar às pessoas que elas precisam de um Salvador, é ensinando-as que são pecadoras. Sem esse reconhecimento, não existe transformação;

82ºtese. De modo que é por isso que tantos males são causados pelas Igrejas materialistas, que usam como argumento de convencimento a ganância pela prometida prosperidade;

83ºtese. O Evangelho não deve ser modificado ou suavizado para que não ofenda as pessoas. Se isso tivesse de ser feito, o próprio Senhor teria suavizado Sua Palavra;

84ºtese. O cristão DEVE julgar os modismos e heresias que falseiam o meio cristão. Silenciar perante evidências de uma pregação falsa é colaborar com a permanência do engano;

85ºtese. Os que muito repetem “não julgueis para não serem julgados” tiram a orientação do contexto, para se protegerem dos questionamentos às suas heresias;

86ºtese. Afinal, eles próprios julgam e subjugam o povo, usando sua falsa autoridade espiritual como instrumento de opressão;

87ºtese. A Igreja deve, diuturnamente, procurar e promover o verdadeiro avivamento;

88ºtese. O avivamento, diferente do que muitos pregam, não é baseado na ocorrência de sinais e milagres, mas sim no reconhecimento da Soberania e da Obra de Cristo;

89ºtese. Se tal reconhecimento acontecer fundamentado na Palavra e não nos sinais físicos, este será genuinamente um avivamento, já que estará calcado em solo firme;

90ºtese. O culto público deve ser realizado de acordo com os parâmetros fornecidos pelo próprio cultuado, não segundo os desejos dos homens;

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A Revolução anticristã

91ºtese. Não devemos, portanto, decidir de que forma adorá-Lo, mas sim respeitar o modo como Ele o exigiu em Sua Palavra, mediante ordem e decência.

92ºtese. Ordem e decência não combinam com “unções” e “moveres” escandalosos, repletos de teatralidade, carnalidade e desejo de destaque;

93ºtese. Busquemos a Deus em reconhecimento pela salvação gratuita a nós concedida, não em constante e incansável busca por novas experiência o tempo todo;

94ºtese. Afinal, há experiência ou prosperidade maior que a constatação de que o mesmo Senhor a quem meu pecado ofendeu, pagou a minha dívida e me fez salvo e livre?

95ºtese. Entendamos que a porta é estreita, e poucos são os que entram por ela. Ao Senhor toda honra, glória e majestade.

 

Por Renan Alves da Cruz

 

Publicado originalmente no portal Gospel Prime: 

Filme cristão é proibido na França

Ano passado postamos aqui o trailer do filme cristão ” A Estrela de Belém”. Na ocasião, usamos o seguinte titulo: A estrela de Belém promete ser boa animação para a criançada

Reveja o trailer

Pois bem, já há alguns dias saiu a informação de que o filme cristão foi proibido na França. Leia matéria do site Gospel Prime:

A cidade de Langon, no Estado de Gironde, como quase toda a França usa um padrão duplo nas questões religiosas. Ao mesmo tempo que permite orações muçulmanas nas ruas às sextas-feiras, fechando ruas e desviando o trânsito para garantir a “liberdade” de seus cidadãos, usa o argumento de Estado laico toda vez que a questão envolve o cristianismo.

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Uma animação norte-americana sobre o Natal, chamada “A Estrela do Natal” em francês (por aqui é A Estrela de Belém) foi proibida de ser apresentada para alunos das escolas públicas de Langon. O argumento é que ela era “cristã demais”.

O longa conta a história do nascimento de Jesus pela ótica dos animais que estariam envolvidos na jornada da Sagrada Família até Belém. Mais de 80 alunos de uma escola municipal assistiam ao filme no cinema Le Rio, quando alguns professores pediram que a exibição fosse interrompida, mesmo estando perto do fim.

Encerramos

Aqueles que Proibiram as crianças de verem o final de um filme cristão certamente não proibiriam a exibição de um filme sobre Maomé.

Aqueles que praticam uma desmascarada Cristofobia, não titubeiam em exibir para crianças em tenra idade, filmes e “aulas” em clara apologia à ideologia de gênero.

O que ocorre na França não é muito diferente do que ocorre no Brasil, quando o Ministério Público ordenou que uma rede de supermercados suspendesse a distribuição de uma cartilha cristã.

Proíbe-se filme cristão. Proíbe-se devocionais cristãos. Logo mais, o cristianismo como um todo será proibido, em nome da democracia e do respeito às diferenças.

Por Jakson Miranda

Cristãos: os únicos que não podem se sentir ofendidos

No mundo contemporâneo, todo mundo o tempo todo está se sentindo ofendido por algo e reclamando direitos. Não há grupo identificatório que não esteja participando de alguma gritaria em prol da satisfação de suas necessidades.

O vitimismo atinge patamares estelares: homossexuais, militantes raciais, muçulmanos, seguidores de religiões de matriz africana, feministas, abortistas, maconheiros… todo mundo tem seu canal próprio de escândalo para exigência de seus direitos.

E tais demandas acabam sempre amplificadas pelo poder midiático, que, em sua inclinação progressista indisfarçável, transforma quaisquer destes manifestos em verdadeiros movimentos sociais vultuosos, mesmo que o evento em si tenha contado com meia dúzia de imbecis defendendo maconharias estúpidas na frente do MASP.

Quando qualquer crítica é realizada contra a violência praticada por grupos terroristas islâmicos o papel é rapidamente invertido. A Globo News consegue transformar um atentado terrorista de islâmicos contra cristãos num motivo para advogar o quão injusto é tachar os muçulmanos de terroristas!

Se o tema é intolerância religiosa, as vitimadas serão sempre as religiões de matriz africana. O tom usado faz parecer que há um verdadeiro exército das Cruzadas exterminando seus praticantes, ou que os mesmos precisam se reunir em catacumbas para se esconder do ímpeto censório dos cristãos intolerantes.

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Em relação aos homossexuais então nem se fala. Espirre alto perto de um homossexual e você pode ser acusado de homofobia. Se disser então que perante a Bíblia a homossexualidade é pecado, estará sujeito às acusações de propagador de crime de ódio, não importa que os “ofendidos” não sigam seu parâmetro de fé e, portanto, não liguem para o que você considera ou não pecado, assim como também não se leva em consideração o fato de que dizer que algo é pecado não obriga ninguém a concordar com isso ou mesmo parar de pecar.

Mas não. É ofensa. É radicalismo. É ódio.

Os únicos que não podem se sentir ofendidos por nada são os cristãos.

Se reclamarem, serão acusados de censores das opiniões alheia, afinal, no atual pós-moderno, só é liberdade a liberdade dos não cristãos.

Assim, mesmo quando sob vítima de atentados islâmicos, os cristãos que não ousem manifestar indignação, não no mundo multicultural que legitima que os muçulmanos exprimam suas diferenças culturais através do morticínio de quem não siga seus preceitos.

E mesmo que seu ardor corânico recaía sobre os homossexuais, os mesmos juízes não darão um pio, e se algum cristão ousar apontar a contradição, será ele o acusado de intolerância.

De igual modo, que os cristãos não se metam a criticar os artistas ou militantes gayzistas que praticarem vilipêndio contra sua crença. Não importa que a “arte” seja um Cristo sendo violentado sexualmente ou alguém realizando atos masturbatórios com cruzes.

Nestes casos, e tão somente nestes, o grupo ofendido não tem o direito de reclamar. Nestes casos, e somente nestes, vale a liberdade de expressão do ofensor.

Cristão conservador, no novo modal contemporâneo, não possui liberdade de expressão.

Cristão conservador, no novo modal contemporâneo, é sempre o ofensor.

 

Por Renan Alves da Cruz

 

Publicado no portal Gospel Prime

A Reforma Protestante também moldou a história do Brasil

Evangélicos do mundo inteiro comemoram os 500 anos da Reforma Protestante em 2017. As 95 teses de Lutero, afixadas na catedral de Wittenberg, causaram uma revolução que transcendeu as fronteiras da dissensão religiosa e moldaram a estrutura política, social e econômica da Europa.

A Reforma é o maior avivamento cristão pós Igreja Primitiva. O ato de Lutero e de outros corajosos reformadores que enfrentaram o até então inquestionável poderio do Bispo de Roma, demonstrou a fragilidade teológica de uma Igreja mais preocupada com as questões mundanas do que com as celestiais, dominada por um clã corrupto, voltada à política, mirando o aumento de suas posses e do seu poder.

A nova mensagem correu veloz pela Europa. Se algumas porfias permaneceram no campo da teologia, outros aspectos foram levados em consideração. Foi a oportunidade que alguns reis encontraram para diminuir o poder papal. Na Inglaterra do testosterônico Henrique VIII, se tornou a desculpa perfeita para uma ruptura que possibilitasse o confisco de terras da Igreja, para citar um exemplo.

A Inglaterra estabeleceu o Anglicanismo. O continente se dividiu, com nações que aderiram à Reforma e nações que permaneceram católicas.

Como reação à Reforma, o Concílio de Trento estabeleceu algumas mudanças no catolicismo. Boa parte delas são tentativas de reafirmar o poder da Igreja num cenário de baixa. É a chamada Contrarreforma.

Este contra-ataque da Igreja Católica influenciou diretamente na colonização do Brasil.

Portugal era um dos países que se mantiveram alinhados à Roma. O país, com fortíssima tradição católica até hoje, estava começando a colonizar as terras encontradas por Pedro Alvares Cabral.

No contexto da contrarreforma nasceu a Companhia de Jesus, ordem missionária católica que objetivava conquistar novos adeptos à crença, num momento em que a Reforma estava em franca expansão e boa parte da Europa se convertia ao protestantismo.

Tornou-se, portanto, um propósito tático investir nos selvagens (índios) das regiões recém-descobertas, pois estes povos, na visão dos europeus, não apresentavam o mesmo grau de civilização alcançado por eles, de modo que, se controlados e “adestrados”, poderiam se tornar novos católicos.

Neste caldeirão de acontecimentos que  Manuel da Nóbrega, o fundador da ordem dos jesuítas (Companhia de Jesus), recomendou à vinda ao Brasil do famoso Padre José de Anchieta, o responsável pela catequização dos índios brasileiros.

Anchieta era espanhol, mas havia se mudado muito jovem para Portugal para estudar na Universidade de Coimbra. O padre veio para o Brasil e realizou o trabalho de alfabetização e conversão dos índios ao catolicismo.

José de Anchieta permaneceu o resto de sua vida no Brasil trabalhando junto aos índios. Foi essencial, inclusive, na proteção deles dos próprios portugueses, quando o processo de escravização de índios começou a ganhar vulto.

A presença católica é responsável, por exemplo, pelo nome da cidade de São Paulo, dado por Anchieta, por ter realizado a primeira missa na “cidade” no dia 25 de Janeiro, que é o dia da conversão de Paulo, segundo a tradição católica.

A presença dos jesuítas no Brasil contrabalançou os propósitos econômicos dos portugueses no país. Sua ação carimbou a força da tradição católica brasileira. Sendo Portugal um país que não absorveu elementos da Reforma, isto se traduziu na consolidação da religião brasileira, majoritariamente católica até hoje e fortemente influenciada por seus símbolos e tradições, mesmo com o grande crescimento protestante no país a partir do século XX.

A chegada tardia dos primeiros protestantes ao Brasil não modificou a estrutura já moldada.

E essa estrutura foi incentivada e planejada como forma de reação à Reforma que descatolizou boa parte da Europa.

Assim, através de ações e reações, fatos e consequências, o Brasil como construído foi fruto da tática de defesa católica contra os reformistas.

Mostrando que a Reforma Protestante também moldou a história do Brasil.

 

Por Renan Alves da Cruz

Ideologia de gênero chega à Igreja Luterana. Rasgaram a Bíblia!

Mesmo com as fortes resistências, a ideologia de gênero segue incansável no seu objetivo de colocar a sociedade de pernas para o ar. Aliás, essa é a lógica de toda revolução, sem, no entanto, ofertar algo melhor!

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E não é que infame ideologia chegou à igreja? De todas as instituições, é a igreja o “santo graal” dos seguidores de Judith Butler. E na Suécia, eles começam a lograr resultados.

Segundo o jornal inglês The Guardian, o principal líder da igreja na Suécia, o arcebispo Antje Jackelén, (trata-se de uma mulher, ok?). Determinou como norma da igreja, não se referir a Deus como “Ele” ou “Senhor”.

Vejam só: “Teologicamente, por exemplo, sabemos que Deus está além das nossas determinações de gênero, Deus não é humano”, disse Jackelén.

Encerramos

Além de ser de uma imbecilidade sem tamanhos, é acima de tudo uma heresia aberrante. Logicamente que a Igreja Luterana da Suécia rasga a Bíblia tão defendida por Martinho Lutero há exatos 500 anos. Que triste ironia!

Agora, como os luteranos suecos entenderão João 14:6? Ou ainda, Mateus 12:8?

Ao invés de doutrina bíblica, algumas igrejas começam a usar outras doutrinas. A ideologia de gênero é só uma delas. Sendo assim, os detratores do Evangelho batem palmas.

Por Jakson Miranda

Seja o seu próprio Lutero

Há 500 anos o monge Martinho Lutero leu a Bíblia e percebeu que o sistema clerical agia à revelia da Palavra de Deus.

Lutero entrou para a história como o principal reformador do cristianismo. Enfrentou a fúria de um papa poderoso, Leão X, queimou publicamente a bula papal, não se retratou quando acossado pela alta cúpula de Roma e não desistiu do propósito de denunciar os crimes, heresias e abusos da Igreja.

Atualmente uma nova reforma seria necessária, entretanto, não há sistema central contra o qual se levantar. Há incontáveis denominações, muitas delas sérias, compostas por servos verdadeiros do Deus vivo, ligadas ainda aos preceitos bíblicos readquiridos com a Reforma.

Entretanto, não há somente um papa protestante.

Há milhares deles.

Líderes denominacionais que, cada qual com sua nomeação, de pastorado, bispado, apostolado e etc, se tornaram papas de seus rebanhos, conduzindo suas igrejas de modo pouco diferente do sistema que Lutero enfrentou.

Lutero se ergueu contra uma Roma que impedia a divulgação da Bíblia em língua corrente, mantendo o público néscio, sem condição de questionar as ordenanças antibíblicas.

Hoje em dia, falsos líderes minimizam o papel da Escritura, tanto através da falta de incentivo ao seu aprendizado, como por meio da realização de cultos inflados de atividades diversas que deveriam ser secundárias ou mesmo abolidas, em detrimento à ministração da Palavra.

Lutero questionou a venda de indulgências, que eram, em resumo, a venda de perdão de pecados.

Os papas evangélicos de hoje também utilizam o dinheiro como fonte de realização dos desígnios do homem diante de Deus. Se antes o preço pago era pelo perdão, hoje é pela benção.

Os papéis que perdoavam pecados foram substituídos pelos carnês, ofertas especiais e trízimos, que são os novos documentos de liberação da “benção financeira” e da “prosperidade” que, má ensinada aos crentes sob sua tutela, se tornam sinônimos de satisfação pessoal proporcionada por objetos de consumo.

Lutero se ergueu contra o ensino de que havia intermediação entre Deus e os homens para orações e perdão de pecados, ensinando que a salvação era um dom gratuito e que todos tinham acesso ao Pai, sem necessidade de santos ou padres como intermediários.

Os atuais Reis de Roma, reis de suas próprias Romas denominacionais, se posicionam exatamente como ungidos de caráter especial, superiores e superlativados, considerando-se inquestionáveis, mesmo quando agindo em desacordo com a Palavra, se referendando com títulos pomposos e postura soberba.

Não haverá um novo Lutero para realizar a Neo Reforma. Dispomos dos instrumentos fornecidos por Deus, que por sua ação perfeita possibilitou que Sua Palavra chegasse até nós, do Espírito Santo que revela a profundidade desta Palavra e dos indicativos que grandes servos de Deus nos forneceram.

Cada um de nós precisa realizar a sua própria Reforma, apurando o filtro para identificar falsos profetas e aproveitadores, distinguindo através das escrituras, para não acabar embrenhado nas ciladas dos que falam em nome de Deus, mas buscam apenas o próprio engrandecimento pessoal e/ou financeiro.

Todo cristão verdadeiro tem o dever de ser um reformador, não o responsável pela reforma global do cristianismo, mas um reformador em pequena escala. Que identifique, denuncie e, em amor, alerte os incautos, para que não sejam pagadores de indulgências dos papas denominacionais.

Se você congrega num ambiente que ensina a você sobre um Deus gênio da lâmpada, disposto a lhe conceder desejos, mediante a contrapartida de ofertas generosas, seja o seu próprio Lutero.

Se você congrega num lugar que minimiza a relevância da Escritura, não lhe dando a devida importância como Palavra de Deus, substituindo-a por movimentos, atividades e apelações emocionais e alucinatórias, seja o seu próprio Lutero.

Se você congrega num lugar cujo líder se ergue à categoria de supra-ungido inquestionável e inatingível, seja o seu próprio Lutero.

Se você é um cristão e percebe que muitos irmãos estão sendo enganados e vivendo debaixo de um evangelho falso e oportunista, já sabe:

Seja o seu próprio Lutero.

Por Renan Alves da Cruz 

 

Publicado no portal Gospel Prime 

Bispo da diocese de Apucarana ataca Rede Globo e pede união com evangélicos

Uma mensagem do Bispo da diocese de Apucarana, Paraná, Dom Celso Antonio Marchiori, tem se espalhado pela internet e sido compartilhada entre grupos de igrejas evangélicas.

Na mensagem, o bispo da igreja católica critica de forma ácida e direta a Rede Globo, chamando-a de demônio.

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As palavras de Dom Celso Antonio Marchiori, Bispo de Apucarana, PR, alertando católicos e evangélicos sobre o perigo das novelas e da programação da Rede Globo, rapidamente se espalharam pela internet. “Quero fazer um apelo a todos os católicos a nos unir contra este espírito diabólico contra a família e a religião, que inclusive a Rede Globo está espalhando”, exortou.

“Cuidado com as novelas! Nós católicos não deveríamos mais assistir nenhuma novela da Rede Globo, aliás, nós não deveríamos assistir mais a Rede Globo porque a Rede Globo é como um demônio dentro de nossas casas”, disparou o pastor da Igreja de Apucarana acompanhado de palmas efusivas dos fiéis que estavam presentes à missa em honra à padroeira do Brasil.

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O bispo alertou até para os programas de aparência religiosa. “É uma rede manipuladora de opinião. Está nos manipulando”. Dom Celso disse que se reuniu com pastores evangélicos e convocou que se unissem contra o que chamou, “ditadura da Rede Globo que nos manipula e destrói”.

Ouçam o aúdio de Dom Celso Antonio Marchiori, Bispo da diocese de Apucarana, PR

Encerramos

Estou certo de que nesse momento o bispo da diocese de Apucarana merece ser ouvido, assim como tantas outras lideranças, católicas ou evangélicas, que estão se levantando contra a onda de ataques à família. É simples, tanto católicos quanto evangélicos têm um objetivo em comum que é a defesa da família e dos valores cristãos. Trata-se de um momento em que as diferenças entre as duas instituições cristãs devem ser vistas como algo menor, em detrimento de um mal demoníaco que não enxerga limites para atingir seus objetivos.

Por Jakson Miranda