Apóstolos da igreja primitiva vs Apóstolos atuais

Se autopromover a apóstolo, considerando haver neste título uma posição de superioridade em relação à posição pastoral, se tornou moda nas últimas décadas.

O protestantismo brasileiro é, historicamente, sujeito a modismos. Alguém aparece com uma “novidade” e em seguida há dezenas, centenas, milhares de outros seguindo a mesma “visão”.

Arruma-se alguma justificativa espiritual para garantir a novidade – geralmente é “avivamento” – e conforme alguns ganham projeção com a nova empreitada, outros também embarcam.

Novidades teológicas sempre são perigosas e merecem um escrutínio bíblico severo. Como a Palavra de Deus permanece a mesma, raramente as novidades resistirão à análise acurada. Porém, muitos não se importam. Se há um “avivamento” rolando precisam fazer parte. Se surgiu a partir de uma “revelação”, melhor ainda.

Há premente desejo de sair da mesmice de sempre. São do tipo que precisam de novas experiências, moveres, unções… Novidades.

O Evangelho bíblico então se torna algo que não basta mais, a turma o considera monótono. É preciso esgarçá-lo. Encontrar novas formas de manifestá-lo.

A moda apostólica surgiu nesse bojo. É preciso um estardalhaço que tire a igreja que não lê Bíblia do marasmo, de preferência com pressupostos teológicos que deem guarida à perspectiva de arrecadar muitas ofertas especiais.

Poucas coisas são mais vergonhosas e carnais no evangelicalismo atual do que o “apóstolo” autonomeado que o fez como consideração de promoção e elevação espiritual.

Os apóstolos legítimos, cujos Atos estão relatados no Cânon, completaram um avivamento espiritual que mudou a história do mundo, a geopolítica, a estrutura religiosa e afetou todos os centros de poder.

Respeitamos o legado dos apóstolos de Cristo por dezenove séculos. Não podemos compará-los agora a quem se autopromove para cobrar trízimo e comprar jatinho.

Que moral possuem para se comparar a estes homens?

Chamaram os apóstolos e mandaram açoitá-los. Depois, ordenaram-lhes que não falassem em nome de Jesus e os deixaram sair em liberdade.
Os apóstolos saíram do Sinédrio, alegres por terem sido considerados dignos de serem humilhados por causa do Nome.
Todos os dias, no templo e de casa em casa, não deixavam de ensinar e proclamar que Jesus é o Cristo.
Atos 5:40-42

 

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Os verdadeiros apóstolos se alegravam por seu sofrimento ao pregarem sobre Cristo;

Os de hoje se alegram por baterem as metas de arrecadação estipuladas.

Os verdadeiros apóstolos enfrentavam perigos de morte em viagens missionárias;

Os de hoje organizam viagens à Terra Santa mediante comissão.

Os verdadeiros, ao curarem em nome de Cristo, diziam: “não tenho prata nem ouro, mas o que tenho te dou”.

Os de hoje: “não tenho prata nem ouro, então faremos uma nova campanha para arrecadá-los”.

Os verdadeiros desrespeitaram a lei pregando o evangelho de Cristo quando era proibido.

Os de hoje desrespeitam a lei sonegando impostos e escondendo dinheiro dentro da Bíblia.

Os verdadeiros apóstolos viveram e morreram pelo nome de Cristo.

Os de hoje não morreriam pelo nome Dele, assim como não vivem.

 

Por Renan Alves da Cruz

Publicado em 26/01/19

 

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Damares Alves e o preconceito da extrema imprensa

Quero mais uma vez falar sobre a falsa polêmica criada em torno da fala da ministra Damares Alves. Como já foi provada a vergonhosa hipocrisia dos artistas lacradores, resta claro que o que se viu na extrema imprensa foi na verdade puro preconceito pelo fato de Damares ser evangélica. Para a turma, cristãos não podem opinar!

Neste último domingo, o Fantástico dedicou uma matéria sobre a ministra polêmica. E quais seriam as polêmicas da ministra Damares Alves? Poderíamos responder com sinceridade de coração que desconhecemos qualquer polêmica envolvendo a ministra Damares e com igual sinceridade, afirmarmos que na realidade estamos diante de uma imprensa e de pseudointelectuais cada vez mais assustados e incomodados com a crescente perda de monopólio da narrativa.

Até há pouco tempo, eram as grandes mídias e seus satélites (leia-se universidades) que impunham suas “verdades”, que logo se tornavam dogmas intocáveis e inquestionáveis. As “polêmicas” envolvendo a ministra Damares Alves mexem com alguns desses dogmas.

Logo após sua indicação, repercutiu um vídeo em que a futura ministra, afirmava que tinha visto Jesus em um pé de goiabeira. Ninguém se importou com o contexto da fala e resolveram tratar a questão em tom de deboche e escárnio!

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Fosse algum maconheiro “deslocado” que tivesse afirmado ter visto um OVNI ou qualquer outra babaquice alucinógena, teria ganhado loas de 99,99% daqueles que trataram com escárnio o caso da ministra.

Sim. Isto tem um nome. Preconceito! Estamos falando de um escancarado caso de preconceito contra alguém que se declara cristão, mas especificamente cristão evangélico. Na esteira disso, Damares Alves foi de encontro a duas questões fundamentais que sustentam o discurso “progressista”.

Primeiro, a ideia de que política e religião não se misturam. De fato, o Brasil é um país laico e isso significa APENAS que o Estado brasileiro reconhece e respeita todas as religiões. Em outras palavras, não há impeditivos legais para que igrejas ou qualquer outra instituição religiosa e seus membros, proponham políticas publicas baseadas em suas crenças religiosas.

Antes de prosseguir, vejam esse vídeo:

Entenderam?

Destaco a fala brucutu da jornalista Vera Magalhães. Quanta ignorância! Quanto preconceito! Quanto rancor disfarçado de opinião! É disso que estamos falando.

É impossível alguém professar uma crença e deixá-la em casa quando for ao debate publico/político.

É impossível alguém professar de alma e coração uma crença e deixá-la em casa para tomar esta ou aquela decisão.

E as decisões da ministra Damares, que envolvam aborto, crianças, mulher, família, etc, etc, serão tomadas tendo como ponto de partida sua crença religiosa. E não seria diferente se ela fosse da umbanda, do budismo, do islamismo ou ateia.

A segunda questão fundamental que Damares Alves questionou (não na condição de ministra) foi a “sacrossanta” Teoria da Evolução. Nessa, até o ministro Marcos Pontes deu piti. (Calma ministro!).

Não vamos alongar em demasia esse texto. Trataremos sobre o darwinismo em outra ocasião. Mas, recomendo esse meu post e lembro que a Teoria de Darwin é mais furada que queijo suíço.

Por Jakson Miranda

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Feliz ano novo, direitosos!

Não poderíamos passar sem desejar um feliz ano novo a todos vocês! Nesse reveillon, nossos sinceros sentimentos é o de que cada um de nós tenhamos um 2019 repleto de saúde, paz, amor, esperança, união, enfim, que o nosso Senhor nos abençoe e nos guie.

2018 foi um ano intenso! Simplesmente a política nacional protagonizou um abalo sísmico nunca antes visto. Contra tudo e contra todos, elegemos Presidente da República, Jair Messias Bolsonaro!

Nesse processo, nós do Voltemos à Direita nos sentimos honrados pela companhia e confiança de todos vocês. Há alguns que já estão conosco desde a estreia do nosso portal, outros, vão chegando, gostando e ficando. A todos, nosso muito obrigado!

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Presidente Jair Bolsonaro – Nossa homenagem

Desejamos feliz ano novo, mas também lembramos e reforçamos a manutenção do compromisso do Voltemos à Direita: lutar pelo bem do Brasil e representar os valores conservadores. Como bem lembrou nosso colunista Renan Alves da Cruz, a luta contra a ameaça esquerdista não se encerra com a vitória de Bolsonaro. Há ainda muito a ser feito e conquistado.

Além disso, em 2019, traremos uma novidade que estamos certos, agradará a todos vocês. Aguardem!

Enfim, é isso.  Feliz ano novo, direitosos! Tá bom vai… Somos cristãos, então, feliz ano novo aos não direitosos também.

Feliz 2019 a todos.

Por Jakson Miranda

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Carta aberta aos cristãos que votaram no PT

Caros irmãos:

As últimas eleições foram tensas. Muito. Jair Bolsonaro foi eleito, mas os ânimos ainda permanecem acirrados. O clima chegou ao nosso meio. Não chego a dizer que houve uma polarização porque a maioria dos cristãos votou em Jair Bolsonaro.

Porém, se não houve uma polarização numérica equivalente, houve uma quebra no clima de unidade. Conheço cristãos que sempre respeitei e que me surpreenderam com o voto no PT e, mais do que isso, na campanha inflamada, seja a favor do partido diretamente, seja contra seu adversário – o que consistia também em campanha pró-PT.

Não vou mentir pra vocês. Foi uma grande decepção. Me questionei até que ponto vocês estavam comprometidos com o Reino, ou se tinham capacidade para entender o que estava em jogo.

A imensa maioria dos pastores e homens de Deus que respeito se posicionaram contra o PT. As recorrentes demonstrações dos males prometidos se vencessem as eleições fez com que muitos homens de Deus que preferiam se abster da opinião política, percebessem que o momento exigia posicionamento.

Os pastores que defenderam o PT abertamente são os mesmos de sempre, os que defendem posturas de esquerda frontalmente anti-bíblicas e tratam o ex-presidente Lula com um assustador messianismo.

Também coloco na balança que Jair Bolsonaro passou por um pesado processo de desconstrução, levado adiante pela imprensa, por acadêmicos (de esquerda) e artistas. Alguns de vocês podem ter sido mais suscetíveis a este tipo de influência.

Mas as eleições acabaram e é tempo de recobrarmos nossa unidade. Jair Bolsonaro pode realizar um bom governo, o que será bom para todos os brasileiros. Também pode realizar um governo ruim, o que prejudicará a todos. Nos resta esperar.

Ademais, meus irmãos em Cristo, espero que vocês tenham o coração aberto para desejar o melhor ao País e ao presidente.

E, preciso lhes dizer porque nós não votamos no PT e nos surpreendemos muito, negativamente, com nossos irmãos que o fizeram.

Creio sim que Jair Bolsonaro tem qualidades. Defeitos também, como qualquer ser humano. Não é o mito infalível propalado por alguns, nem Hitler reencarnado como insistem outros. Entretanto, observando a plataforma política, o plano de governo e a base propositiva, não havia dúvida razoável de que apenas seu plano de governo continha algum alinhamento com os princípios inerentes à cosmovisão cristã.

Não estou afirmando ser um projeto integralmente cristão, e nem esse é o desejo dentro dos anseios de uma sociedade plural e democrática, cujos não cristãos também precisam ser igualmente contemplados. Não obstante, o conjunto de valores do plano de Bolsonaro possuía alguma linha de proximidade com o que propagamos.

E não é que simplesmente possuía mais valores próximos ao nosso que o PT.

A questão é que no PT não há NENHUM PRINCÍPIO que se alinhave com uma cosmovisão cristã. Alguns tentam contemporizar apegando-se no discurso social. Porém, irmãos, estamos falando do mesmo partido que afundou a economia do país e que fomenta a pobreza para posar de seu libertador. Mas a libertação não chegou. Pelo contrário. Durante seu governo o número de beneficiários de programas sociais aumentou à estratosfera.

Um país que resolve o problema dos pobres consegue tirar as pessoas dos programas de esmola estatal. O PT, pelo contrário, só incluiu mais gente. E se orgulhou.

Sem contar que se você não rouba, também sobra mais dinheiro pra cuidar da população carente…

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Você provavelmente não gostava do Bolsonaro, não concordou com algumas frases, achava o tom agressivo , mordeu algumas iscas ao longo do caminho e acabou cometendo um erro crasso: se preocupou mais com a forma do que com o conteúdo.

Fez campanha para o partido de conteúdo anticristão, mas que tinha embalagenzinha bonita, preparada por marqueteiros especializados.

Em detrimento ao candidato que não tinha a mesma embalagem cuti-cuti, mas tinha o plano de governo com o conteúdo que contemplava nossos princípios e combatia o mal maior, que mata todo dia os mais pobres, as viúvas e os órfãos: a maldita corrupção.

Na qual o partido de embalagem bonita era especialista.

Sim, meus irmãos, vocês foram enganados. Caíram no logro da forma, sem pensar no conteúdo.

Nesta ânsia, optaram por ignorar a vergonhosa trajetória histórica do PT, primeiro como partido de oposição, depois como base de governo, cuja aproximação dos cristãos só se dava em períodos eleitorais.

Tiveram o desplante de ignorar a corrupção estratosférica que o PT praticou. Muitos de vocês alegaram que o PT não era o inventor da corrupção e nem o único que a praticara, sem perceber que isso de forma alguma poderia ser usado como desculpa para que ele ou qualquer outro a praticasse. É um argumento imundo.

Sem contar a coalizão com ditaduras e a veneração de modelos políticos que causaram verdadeiros genocídios contra cristãos. Cedo a vocês, irmãos, o benefício da dúvida do desconhecimento, mas o governo petista apoiou regimes que perseguiam e executavam cristãos simplesmente pelo fato de serem cristãos.

Quem apoia um regime genocida também é culpado do sangue que ele derramou.

Por isso que nós, cristãos que não votamos no PT, fizemos tão brusca oposição. Como cristãos jamais votaríamos num partido que afagou regimes que martirizaram nossos irmãos.

Por ironia do destino, uma das principais alegações para não votarem no Bolsonaro era de que ele apoiava a ditadura.

Enquanto o PT, usando nosso dinheiro, financiou ditaduras.

Para muitos a muleta era dizer que estavam fazendo o papel cristão de permanecer ao lado dos mais pobres. Porém é preciso muita inocência para não perceber que o PT usa os pobres como bandeira política quando precisa, mas quando esteve no poder se prostituiu com empreiteiros, banqueiros e empresários.

O PT fraudou a democracia quando tentou comprá-la com dinheiro desviado.

Não há nenhum valor cristão ou, se isso ofende sua expressão de laicidade, nenhum valor social e cidadão que não sido destroçado pela política corrupta sistêmica que o PT praticou.

Não se pode defender algo e seu oposto ao mesmo tempo.

Por isso, irmãos, não votamos no PT.

E, embora eu não possa falar por todos, falo por mim mesmo.

O fiz com orgulho.

Deus os abençoe.

 

Por Renan Alves da Cruz

Publicado em 16/12/2018

 

Publicado originalmente no portal Gospel Prime

 

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O sucesso dos perversos

O Brasil está de ponta cabeça. Não só o Brasil, claro. A defesa do indefensável está ganhando contornos globais, entretanto, focando em nossa realidade mais próxima, é perceptível o quanto estamos submetidos a intensa propaganda de normalização do absurdo e legitimação da barbárie.

Aqueles que deveriam ser os pilares intelectuais da nação, os pensadores acadêmicos, em sua maioria, fazem desbragada campanha política em prol de um condenado por corrupção, membro de um partido que tentou fraudar a democracia brasileira mediante corrupção sistêmica.

A roubalheira não importa. A sujeira não os incomoda. O fedor não irrita seus narizes empedernidos. A única coisa que vale, e que enxergam à sua frente como a cenoura que move o burro, é a ânsia por derrotar o conservadorismo cristão e tudo o que ele representa à sociedade.

Para tal, não se incomodarão em mentir e alardear as mais torpes sandices sobre aqueles que tencionam derrubar, como, por exemplo, acusar de fascistas aqueles que eles mesmo perseguem usando táticas fascistas.

Por trás da aparência judiciosa o que se encontra é a psicopatia típica dos que perderam toda a capacidade de consciência. Fingem o tempo todo que acreditam na própria importância e na importância de sua “produção intelectual”, que na verdade já venderam a um partido e a uma militância corrompida.

São eles que defendem que bebês sejam assassinados ainda no ventre, culpando-os pela inconveniência de atrapalhar a prática contínua de sexo desajuizado das pessoas.

Mas como eles detém o “monopólio do bem”, é claro que o intolerante da discussão será você, por estar protegendo o bebê!

Neste caso, por conveniência, não é o mais fraco que merece proteção.

A aceitação do discurso hediondo não é algo novo. Há cinco séculos o poeta  português Luis Vaz de Camões escrevia um poema chamado “O desconcerto do mundo” em que questionava a aparente injustiça que há na prevalência do perverso diante do justo.

 

Os bons vi sempre passar

No mundo graves tormentos

E para mais me espantar

Os maus vi sempre nadar

Em mar de contentamentos

Cuidando alcançar assim

O bem tão mal ordenado

Fui mau, mas fui castigado

Assim que só para mim

Anda o mundo consertado

 

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O desconcerto do mundo não é o poema mais popular e conhecido de Camões. Entretanto, revela-se como uma atemporal reflexão a respeito do que acontece na terra dos viventes, conforme a análise individual de cada um sobre a injustiça abundante e o próprio merecimento.

No contexto apresentado, bondade e maldade estão associados a honestidade e desonestidade. O honesto viveria uma vida repleta de tribulações – como foi a própria vida de Camões, sem juízo de mérito sobre seu caráter.

Por outro lado, o perverso seria recompensado por sua perversidade. Vive em palacetes e se cerca de poder. Oprime e não é castigado. Pratica o mal e não é incomodado.

Há nos versos camonianos ecos do mesmo problema relatado nas reflexões de Salomão, relatadas em Eclesiastes:

Tudo isso vi quando me pus a refletir em tudo o que se faz debaixo do sol. Há ocasiões em que um homem domina sobre outros para a sua própria infelicidade.
Nessas ocasiões, vi ímpios serem sepultados e gente indo e vindo do lugar onde eles foram enterrados. Todavia, os que haviam praticado o bem foram esquecidos na cidade. Isso também não faz sentido.
Quando os crimes não são castigados logo, o coração do homem se enche de planos para fazer o mal.
O ímpio pode cometer uma centena de crimes e até ter vida longa, mas sei muito bem que as coisas serão melhores para os que temem a Deus, para os que mostram respeito diante dele.
Para os ímpios, no entanto, nada irá bem, porque não temem a Deus, e os seus dias, como sombras, serão poucos.
Há mais uma coisa sem sentido na terra: justos que recebem o que os ímpios merecem, e ímpios que recebem o que os justos merecem. Isto também, penso eu, não faz sentido.

Eclesiastes 8:9-14 – NVI

A prevalência do pecado e a aparente felicidade do ímpio também incomodaram o sábio Salomão. O contraponto com a luta que o justo enfrenta é sempre o parâmetro que não se pode entender.

No poema de Camões, o ato de prestar-se à pratica do mal traz castigo. Talvez a punição seja o grito da própria consciência que, no justo, mesmo diante da realidade de que todos pecaram e só podem ser reconciliados com Deus mediante à Graça proveniente Dele, não se cauterizou a ponto de ignorar os princípios éticos e morais.

Fora o juízo divino, que provém tão somente Dele, a pior punição que um homem pode enfrentar é a da própria consciência. O “Assim que só para mim anda o mundo consertado” é, maioria das vezes, o clamor da consciência pela retomada do caminho da justiça.

Mas se não há nenhum justo sequer, o que nos diferencia?

O fato de que alguns se condoem do fato de serem pecadores e maus, enquanto outros se orgulham.

O sentimento de injustiça é venenoso. Conforme Salomão, “Quando os crimes não são castigados logo, o coração do homem se enche de planos para fazer o mal.”

Os tempos são malignos. Já o eram há mais de dois milênios quando Salomão escreveu seu texto, e há quinhentos anos quando Camões escreveu o seu, e quando Gerard Nerval, o romancista francês que enlouquecer no ocaso da vida, disse que “A vida é um pardieiro de má reputação. Tenho vergonha de que Deus me veja aqui.”

A sensação de impunidade pode nos perverter o coração. O Brasil vive um momento calamitoso. A inversão de valores é patente. Vemos os que prezam pelos valores morais passarem no mundo graves tormentos; os maus, no entanto, vemos nadar em mares de contentamentos.

Que assim seja. Mas não nos tornemos como eles.

Mais vale o enfrentamento das dificuldades de uma vida limpa, que a fartura de uma vida imunda.

 

Por Renan Alves da Cruz

21/10/2018

 

Publicado originalmente no portal Gospel Prime

 

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Em quem o cristão deve votar?

Você vota baseado em seus próprios interesses imediatos ou fundamentado em princípios?

Quando falamos em voto por interesse, logo imaginamos negociatas escusas, em que alguns negociam a promessa de voto por um presentinho ou cargo.

Entretanto, não é preciso uma atitude tão ostensiva para votar como um interesseiro.

Períodos eleitorais proporcionam, via redes sociais, oportunidade ímpar de observar as inclinações políticas e as motivações de voto do brasileiro comum. As duas últimas eleições foram prolíficas neste tipo de manifestação e, o que tenho visto, confesso, me causou profundo incômodo.

Trato especificamente dos cristãos. Numa sociedade construída à base do “jeitinho” e do “levar vantagem”, não esperava nada diferente da massa geral, entretanto, percebi que muitos irmãos, tal qual o menos metafísico dos materialistas, pautam seu direcionamento político focando unicamente no interesse direcionado e imediato.

O taxista defende o voto no candidato que promete melhorias aos taxistas, comerciantes miram nos que prometem benesses que os contemplam, professores (minha área de atuação profissional) panfletam desbragadamente em prol daqueles que prometem auxiliar a “categoria”.

Tenho observado que muitos cristãos estão enlaçados neste conceito. Preferem destinar voto a um partido ou candidato que, não raro, afrontam os princípios bíblicos e conservadores, mas que lhes promete um beneficiozinho financeiro/profissional a curto prazo.

Isto, meu querido, também é um voto por interesse.

Também é um voto vendido.

Somos servos determinados a aplicar cada segundo de nossa vida ao exercício da prática cristã, ou meros crentes nominais, batendo cartões aos domingos?

É inconcebível que aqueles que, por suposto, normatizam sua conduta de vida de acordo com a Palavra de Deus, ajam como apalermados indoutos, que, ao invés de mirar numa construção de sociedade a longo prazo, pensando nos valores da cristandade, nos filhos e netos, na apostasia e na movimentação daqueles que se levantam contra o que é de bom costume, abram mão de defender uma causa tão mais valorosa, em troca de uma promessa de um aumentozinho em sua renda, ou  de uma leizinha que beneficie apenas ele e as pessoas de seu campo profissional.

O candidato digno a me representar não precisa simplesmente ser bom para professores! Se for, tanto melhor. Mas o exigido para conquistar meu voto é um comprometimento maior, que transcenda meu holerite e o suprimento de meus anseios profissionais. Precisa estar em coesão com os princípios e valores morais que defendo, determinado a realizar o melhor para todos, não apenas na próxima semana, ano ou mandato, mas na solidez de uma administração que molde as posteriores, cimentando uma melhor sociedade vindoura.

Como você votou nas últimas eleições? Em qualquer um? Em nenhum? No que espalhou mais cartazes? No que lhe distribuiu um folheto? No que prometeu beneficiar o setor em que você trabalha?

Ou você destinou tempo para pesquisar sobre as opções a fim de encontrar alguém que tivesse histórico ilibado, princípios afinados com a cosmovisão cristã e visão ampla sobre necessidades diversas da população de sua cidade?

Reflita sobre isso.

O que alguém prioriza na hora do voto, provavelmente, é o que prioriza em sua vida como um todo.

Por Renan Alves da Cruz

Nota do autor: Este artigo foi publicado originalmente antes das eleições de 2016. O republico agora, na medida que seu alerta vale também para as eleições que se aproximam. Deus abençoe nosso país. 

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Meninos são revolucionários, homens são conservadores

Tive ímpetos revolucionários durante minha adolescência. Muitos de nós tiveram. É uma soma de dúvidas, incertezas, percepção de situações difíceis que transcendem nossa capacidade de entendimento e influência externa, principalmente do ambiente cultural e estudantil.

A paixão pelo ideal revolucionário brota na soma das incertezas. A expectativa de mudança a qualquer preço, somada à inadequação típica do jovem alimentam a sensação de necessidade de ação iminente. O rebelde juvenil considera que não pode esperar, que é preciso agir, que não ser o agente da mudança é atuar em prol do conformismo e, claro, conta com meia dúzia de professores/influenciadores culturais o incitando justamente a isso.

Tal ímpeto quase sempre se manifesta de modo destrutivo. O pensamento do revolucionário exige transformação, mas através da destruição das estruturas vigentes. Não há diálogo possível, ou sequer uma construção gradativa que permita a realização daquilo que ele deseja. Não. Só o que funciona é destruir o “sistema”. Derrubá-lo aos escombros para depois reconstruir.

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E é isso que os torna meninos. E são meninos quando têm delírios revolucionários aos quinze, aos vinte, aos quarenta ou, com cabelos brancos, aos sessenta.

Meninos pensam que podem transformar a sociedade para melhorá-la. Homens entendem que precisam conservá-la para que não piore mais.

Homens se tornam conservadores quando ultrapassam a imaturidade juvenil, porque entendem os valores que a sociedade mantém, e passam a discernir que eles só existem graças aos pilares que, não por acaso, os revolucionários tencionam destruir.

É no momento que formam família, quando compreendem o esforço de seus próprios pais em sua criação, percebem as próprias conquistas advindas do trabalho e a necessidade de manterem a família e os bens honestamente conquistados em segurança.

O ódio cego pela religião, típico do menino rebelde, dá lugar ao reconhecimento do papel social e moral da formação religiosa na sociedade humana, percebendo por fim que tudo o que o revolucionário quer derrubar é justamente o que nos sustentou como seres civilizados e nos salvou da barbárie.

São inúmeros os casos de ex-militantes de esquerda que se tornam conservadores quando atingem a idade madura. O contrário raramente ocorre. A consolidação intelectual nos esclarece que a ação humana na sociedade é quase sempre danosa, cabendo-nos o zelo pela estrutura construída. Não passa de tolice infantil ou desajuste intelectual a esperança de que uma revolução destrutiva possa gerar melhora social.

Nosso caos é fruto de nossa imperfeição natural. A soma de tantas imperfeições. Não havendo portanto solução mágica que transforme a sociedade e a torne infalível.

Superar a meninice intelectual e moral nos torna capazes de identificar que somos guardiões dos valores que resistiram à destruição. Precisamos conservar as bases que nos permitiram sobreviver até aqui. Por isso somos conservadores.

O revolucionário que assim permanece mesmo após a idade da maturidade é o velhaco profissional. Aquele que se locupleta através do discurso militante. Se engancha em algum partido, diretório, sindicato ou repartição e se beneficia do discurso.

Se acomoda no estado perpétuo de militante, criando escaras morais e intelectuais insuperáveis. O discurso coletivista mascara seu propósito individual.

É, portanto, a seu modo também um conservador.

Só que o que busca conservar é a própria regalia.

Por Renan Alves da Cruz 

 

Publicado no portal Gospel Prime

 

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Para ator Paulo Gustavo, Cristo está morto

O ator Paulo Gustavo, estrela global, não esconde que é homossexual, ao contrário. Essa tem sido a tônica de muitos famosos. Quanto a isso, nada tenho a dizer. Eles que vivam suas vidas!

No entanto, é praxe dessa turma, como uma espécie de obsessão, quererem que Deus, a Bíblia e os cristãos se conformem a suas práticas.

Em matéria de Veja ficamos sabendo que o ator Paulo Gustavo fez o seguinte comentário:

“Quem escreveu essa Bíblia está desatualizado. Se Jesus Cristo fosse vivo, estaria no show de Pabllo Vittar. Está todo mundo indo, menino”.

O que Paulo Gustavo deve saber, porém, teima em não admitir, é que Jesus Cristo está vivo!  Diante dessa verdade, não é preciso fazer muito esforço para entender que Cristo Jesus não está em um show de Pablo Vittar.

Certamente nada impediria Jesus de ir a tal show, mas, com o único fim de cumprir a missão de converter o pseudoartista, “Vai-te, e não peques mais”!

Como afirmei no inicio, os ativistas homossexuais e não só eles, mas alguns ateus também, demonstram ter verdadeira fixação obsessiva por Deus e pela Bíblia. Ora tecem criticas a Palavra de Deus, ora negam a existência do Criador e não poucas vezes, optam pelo simples e puro deboche, zombaria ou ironias. Quando tomo conhecimento desses casos, chego à conclusão que tais querem mesmo é chamar atenção de Deus. Seria o caso do ator Paulo Gustavo?

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Pabllo Vittar tem a voz de uma ratazana morrendo sim!

Todavia trata-se de uma estratégia inócua. Agem como crianças birrentas? Talvez. Mas, a Bíblia lembra-nos que diante do Cristo pregado na cruz seus algozes seguiram esse mesmo caminho:

E o povo estava olhando. E também os príncipes zombavam dele, dizendo: Aos outros salvou, salve-se a si mesmo, se este é o Cristo, o escolhido de Deus.
E também os soldados o escarneciam, chegando-se a ele, e apresentando-lhe vinagre.
E dizendo: Se tu és o Rei dos Judeus, salva-te a ti mesmo.
(LC 23: 35-37)

Qual a conclusão?

Invariavelmente, àqueles que se opõem a Cristo, apresentam características idênticas entre si, seja no contexto da crucificação, seja nos dias de hoje. São pessoas que negam a existência de Deus, a Santidade de Cristo e a autoridade da Bíblia porque não querem abrir mão de seu orgulho, vaidade e egoísmo. Emaranham-se em seus prazeres afirmando terem encontrado o amor e a felicidade, mas, ouso dizer, a grande verdade é que fazem isso para ocultar a triste vida que têm: sem sentido e sem esperança.

Por Jakson Miranda

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Cristãos oram pela Coreia do Norte

A Coreia do Norte é um dos países mais fechados e repressivos do mundo. Ser cristão por lá, é sinônimo de perseguição. No entanto, os cristãos oram pela Coréia.

O encontro de Donald Trump com o ditador da Coreia do Norte Kim Jung-Un, será sem dúvida um dos momentos políticos mais marcantes desse ano. Se vierem dividendos positivos, será um dos momentos que entrará para a história e marcará de forma inquestionável a gestão do atual presidente americano.

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Enquanto o encontro entre Trump e Kim teve como tônica no noticiário a desnuclearização do país asiático, mas, o que pouco se falou é que outro tema de extrema importância também foi tratado entre os dois lideres: Os Direitos Humanos, mais precisamente, a falta deles e por consequente a falta de liberdade religiosa.

Nos últimos dias, várias organizações cristãs estão fazendo campanhas de oração em prol do encontro dos líderes em Cingapura.

Líderes da Igreja na Coreia do Sul, que há anos clamam pela reunificação dos dois países e a volta da liberdade religiosa para os moradores do Norte, vêm dizendo que tudo que está acontecendo na península é resposta de Deus a suas orações.

A missão Portas Abertas iniciou uma campanha online, pedindo que os cristãos de todo o mundo orem para que:

– Kim Jung-Um liberte os mais de mais de 50.000 cristãos injustamente mantidos em centros de detenção e campos de prisioneiros em todo o país.

– O regime norte-coreano permita a abertura de novas igrejas, onde os cidadãos do país possam cultuar livremente.

– Os cristãos que restaram na Coréia do Norte tenham coragem renovada para conduzir o país a um renascimento da fé cristã naquela nação. (Trecho extraído do Gospel Prime)

Finalizando

A grande verdade, do que se extrai do noticiário, é que muitos estão torcendo para que o acordo entre os EUA e a Coreia do Norte vá para o vinagre. Outros optam por ridicularizar ora Trump, como de praxe, ora Kim Jung-Un.

E mais uma vez, o bom exemplo vem dos cristãos ao lembrar-se de pautas que deveriam ser de todos. Nós cristãos somos melhores que os outros por isso? Não estou em posição para fazer tal afirmação. Porém, diante de uma realidade de repressão, prisões arbitrárias e violação dos direitos humanos, TODOS deveriam está na torcida para que o acordo tenha resultados e que milhões de pessoas possam ter uma vida digna e prospera.

Por Jakson Miranda

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O homem contra Deus

A Bíblia informa-nos que Deus criou o homem à Sua imagem e semelhança, não obstante, esse homem criado, resolve voltar-se contra Deus, esquecendo pouco a pouco, sua natureza e necessidade transcendente. Ou seja, desde sua origem, a natureza humana é voltada, instintivamente, a satisfazer suas necessidades, que agrupam-se na seguinte ordem: espirituais, fisiológicas e culturais. É nesse processo que o homem encontra prazer em coisas mais elevadas, como as artes, a política, filosofia, etc.

Nessa jornada a partir de certo momento da História, fica mais em evidencia a luta do homem contra Deus. Troca-se o culto a Deus, pelo culto do homem pelo homem. O Antropocentrismo do inicio da Idade Moderna, em clara oposição ao Teocentrismo de séculos anteriores, é um notório exemplo dessa inversão.

Não obstante, aqui pondero que mesmo no Humanismo, Deus não estava morto. Apenas havia perdido espaço. Apenas havia sido ferido. O Criador continuava vivo, ativo, ou seja, mesmo que em menor grau, o homem, em seu íntimo, continuava a preocupar-se com sua vida espiritual. É esse aspecto que permite o sucesso da  Reforma Protestante.

Assim, na batalha do homem contra Deus, coube ao Existencialismo decretar a morte de Deus. Mesmo que nesse Movimento houvesse pensadores cristãos, como Kierkegaard, as mentes que ofereceram maior expressão ao Existencialismo foram sem sombra de dúvidas o velho Nietzsche e Jean-Paul Sartre. O primeiro, lembrado pela Times quando a revista lança a pergunta: Is God Dead?

Se Deus está morto, então tudo está permitido. O homem é seu próprio senhor.

Aqui vão alguns exemplos das “benéficas” consequências do Movimento. Maio de 68, Woodstock, drogas, sexo, lutas por autoafirmação. Esse era o lema. AUTOAFIRMAÇÃO! Os novos senhores tiveram um pequeno tropeço, medo e desalento: o surgimento do vírus da AIDS. Mas, nada que diminuísse a grandeza do homem.

Sua grandeza é tal, que não cabe neste planeta. É preciso chegar as alturas, conquistar o espaço.

Todavia, o resultado é que de lá para cá, o hedonismo foi se aperfeiçoando. Ganhou uma roupagem pós-moderna, pós-contemporânea, ou, pós alguma coisa que ajude o homem a se sentir mais pleno e realizado.

Sociologia, psicanálise, prozac, diazepan, rivotril, um cigarro de maconha aqui, uma cheirada de pó acolá. Qualquer coisa que oferecesse e oferecer ao homem o sentimento de paz e liberdade são validos, exceto, voltar-se para Deus, afinal, Ele mantém o homem preso, alienado, com desejos reprimidos e com muitas ameaças de condenação eterna ao menor tropeço. Essas são as armas que o homem saca em sua luta contra Deus.

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Por que não assistir ao filme Vingadores – Guerra Infinita?

Enfim, o homem está livre! E ganha como prêmio por essa liberdade e busca desenfreada por prazer, o ônus de estarmos, atualmente, experimentando um dos períodos de maior declínio moral da história.

Nesse cenário, se alguma família tem por objetivo levar uma vida moralmente decente e pretende assistir a um filme, em família, são obrigados a ler minuciosamente a sinopse do filme e mesmo assim, podem ser surpreendidos lá pelas tantas, com cenas pra lá de sensuais.

Novelas? As cenas de sexo pipocam a cada minuto. Hormônios incontroláveis! Sim, não só nas telas, mas incrivelmente na vida real, tornou-se comum o sexo por acaso, com direito a “dicas para não haver gafes”, antes, durante e depois do ato. Isso realmente traz felicidade? É isso que buscam essas pessoas, tão somente prazer sexual?

“Oras, não há problemas em dois jovens responsáveis fazerem sexo.”

“Não me venha posar de puritano”.

“Não sejas hipócrita”!

“Onde está a maldade no ato sexual, feito por duas pessoas que se amam?”

São algumas das frases que com certeza alguns proferirão, ou pensarão sarcatiscamente. Onde está a maldade no relacionamento sexual? No relacionamento sexual, nenhuma, desde que, praticada por pessoas casadas. Fora do casamento, portanto, há maldade no relacionamento sexual, disso temos absoluta certeza!!!

Vejamos

Centenas de famílias são destruídas por conta do adultério. Quando a família não é desfeita, tem-se, por conta da traição, um relacionamento de aparências ou, não totalmente feliz, incompleto. O processo de reestruturação é doloroso e não ocorre da noite para o dia, com remédios ou psicanálise. leva anos!!

O número de jovens que tiveram seus planos interrompidos ou adiados por conta de uma gravidez indesejada é assustador. O número de crianças nascidas e criadas por pessoas totalmente inexperientes e despreparadas é igualmente assustador.

Para mitigar isso, tenta-se aprovar a descriminalização do aborto. Que solução, hein?! Mesmo com o governo distribuindo preservativos de forma indiscriminada, os casos de AIDS continuam altos, isso sem mencionar as demais DSTs. Falta informação. Dizem as autoridades. Não, não falta!

Agora, pisamos mais um degrau na baixeza moral. Crescem os escândalos protagonizados por fotos e vídeos íntimos divulgados nas Redes Sociais, sites e blogs. Jovens, por não suportarem a humilhação a qual são expostas, cometem suicídio, deixando familiares e amigos (sinceros) destruídos, perplexos.

Não há maldade nisso tudo? Não há maldade em abortar? Não há maldade no fato de uma criança ser educada por pais ineptos? Quando estes, com um pouco mais de paciência, poderiam casar-se e conceber um filho num lar sadio?

Não há maldade em vidas serem interrompidas,  resultado da maléfica influencia e apelo em torno da sensualização e exposição nunca antes vistas?

É certo que Hitler relativizou a moral para extrapolar na maldade, idem para Stalin e tantos outros. Mas hoje, o homem comum, não só relativiza a moral, mas também, enxerga virtudes no mal. Consultem vossas consciências!

Falta-nos resgatarmos uma sociedade orientada por princípios morais, que lembrem aos indivíduos que os mesmos não são meros animais insaciáveis por prazer.

Ok, mas o que podemos fazer para resgatarmos essa sociedade?

Bem, devo lembrar-lhes que Deus não está morto. Deus vive!  Seu Livro tem a receita. Seu Livro dar-nos a receita para estruturar famílias, orientar jovens, consolar pais e mães. Como também, aceitar mães solteiras e oferecer-lhe apoio a fim de que, consigam preparar-se e construir uma família.

O homem agir contra Deus deu no que deu. É necessário, portanto, cessar essa luta e trilhar o caminho inverso, pois, reiteramos, não precisamos de mais psicologias, sociologias, antropologias ou qualquer outra Ciências Humanas, precisamos sim, MAIS de DEUS!!

Por Jakson Miranda

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