O sucesso dos perversos

O Brasil está de ponta cabeça. Não só o Brasil, claro. A defesa do indefensável está ganhando contornos globais, entretanto, focando em nossa realidade mais próxima, é perceptível o quanto estamos submetidos a intensa propaganda de normalização do absurdo e legitimação da barbárie.

Aqueles que deveriam ser os pilares intelectuais da nação, os pensadores acadêmicos, em sua maioria, fazem desbragada campanha política em prol de um condenado por corrupção, membro de um partido que tentou fraudar a democracia brasileira mediante corrupção sistêmica.

A roubalheira não importa. A sujeira não os incomoda. O fedor não irrita seus narizes empedernidos. A única coisa que vale, e que enxergam à sua frente como a cenoura que move o burro, é a ânsia por derrotar o conservadorismo cristão e tudo o que ele representa à sociedade.

Para tal, não se incomodarão em mentir e alardear as mais torpes sandices sobre aqueles que tencionam derrubar, como, por exemplo, acusar de fascistas aqueles que eles mesmo perseguem usando táticas fascistas.

Por trás da aparência judiciosa o que se encontra é a psicopatia típica dos que perderam toda a capacidade de consciência. Fingem o tempo todo que acreditam na própria importância e na importância de sua “produção intelectual”, que na verdade já venderam a um partido e a uma militância corrompida.

São eles que defendem que bebês sejam assassinados ainda no ventre, culpando-os pela inconveniência de atrapalhar a prática contínua de sexo desajuizado das pessoas.

Mas como eles detém o “monopólio do bem”, é claro que o intolerante da discussão será você, por estar protegendo o bebê!

Neste caso, por conveniência, não é o mais fraco que merece proteção.

A aceitação do discurso hediondo não é algo novo. Há cinco séculos o poeta  português Luis Vaz de Camões escrevia um poema chamado “O desconcerto do mundo” em que questionava a aparente injustiça que há na prevalência do perverso diante do justo.

 

Os bons vi sempre passar

No mundo graves tormentos

E para mais me espantar

Os maus vi sempre nadar

Em mar de contentamentos

Cuidando alcançar assim

O bem tão mal ordenado

Fui mau, mas fui castigado

Assim que só para mim

Anda o mundo consertado

 

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O desconcerto do mundo não é o poema mais popular e conhecido de Camões. Entretanto, revela-se como uma atemporal reflexão a respeito do que acontece na terra dos viventes, conforme a análise individual de cada um sobre a injustiça abundante e o próprio merecimento.

No contexto apresentado, bondade e maldade estão associados a honestidade e desonestidade. O honesto viveria uma vida repleta de tribulações – como foi a própria vida de Camões, sem juízo de mérito sobre seu caráter.

Por outro lado, o perverso seria recompensado por sua perversidade. Vive em palacetes e se cerca de poder. Oprime e não é castigado. Pratica o mal e não é incomodado.

Há nos versos camonianos ecos do mesmo problema relatado nas reflexões de Salomão, relatadas em Eclesiastes:

Tudo isso vi quando me pus a refletir em tudo o que se faz debaixo do sol. Há ocasiões em que um homem domina sobre outros para a sua própria infelicidade.
Nessas ocasiões, vi ímpios serem sepultados e gente indo e vindo do lugar onde eles foram enterrados. Todavia, os que haviam praticado o bem foram esquecidos na cidade. Isso também não faz sentido.
Quando os crimes não são castigados logo, o coração do homem se enche de planos para fazer o mal.
O ímpio pode cometer uma centena de crimes e até ter vida longa, mas sei muito bem que as coisas serão melhores para os que temem a Deus, para os que mostram respeito diante dele.
Para os ímpios, no entanto, nada irá bem, porque não temem a Deus, e os seus dias, como sombras, serão poucos.
Há mais uma coisa sem sentido na terra: justos que recebem o que os ímpios merecem, e ímpios que recebem o que os justos merecem. Isto também, penso eu, não faz sentido.

Eclesiastes 8:9-14 – NVI

A prevalência do pecado e a aparente felicidade do ímpio também incomodaram o sábio Salomão. O contraponto com a luta que o justo enfrenta é sempre o parâmetro que não se pode entender.

No poema de Camões, o ato de prestar-se à pratica do mal traz castigo. Talvez a punição seja o grito da própria consciência que, no justo, mesmo diante da realidade de que todos pecaram e só podem ser reconciliados com Deus mediante à Graça proveniente Dele, não se cauterizou a ponto de ignorar os princípios éticos e morais.

Fora o juízo divino, que provém tão somente Dele, a pior punição que um homem pode enfrentar é a da própria consciência. O “Assim que só para mim anda o mundo consertado” é, maioria das vezes, o clamor da consciência pela retomada do caminho da justiça.

Mas se não há nenhum justo sequer, o que nos diferencia?

O fato de que alguns se condoem do fato de serem pecadores e maus, enquanto outros se orgulham.

O sentimento de injustiça é venenoso. Conforme Salomão, “Quando os crimes não são castigados logo, o coração do homem se enche de planos para fazer o mal.”

Os tempos são malignos. Já o eram há mais de dois milênios quando Salomão escreveu seu texto, e há quinhentos anos quando Camões escreveu o seu, e quando Gerard Nerval, o romancista francês que enlouquecer no ocaso da vida, disse que “A vida é um pardieiro de má reputação. Tenho vergonha de que Deus me veja aqui.”

A sensação de impunidade pode nos perverter o coração. O Brasil vive um momento calamitoso. A inversão de valores é patente. Vemos os que prezam pelos valores morais passarem no mundo graves tormentos; os maus, no entanto, vemos nadar em mares de contentamentos.

Que assim seja. Mas não nos tornemos como eles.

Mais vale o enfrentamento das dificuldades de uma vida limpa, que a fartura de uma vida imunda.

 

Por Renan Alves da Cruz

21/10/2018

 

Publicado originalmente no portal Gospel Prime

 

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Em quem o cristão deve votar?

Você vota baseado em seus próprios interesses imediatos ou fundamentado em princípios?

Quando falamos em voto por interesse, logo imaginamos negociatas escusas, em que alguns negociam a promessa de voto por um presentinho ou cargo.

Entretanto, não é preciso uma atitude tão ostensiva para votar como um interesseiro.

Períodos eleitorais proporcionam, via redes sociais, oportunidade ímpar de observar as inclinações políticas e as motivações de voto do brasileiro comum. As duas últimas eleições foram prolíficas neste tipo de manifestação e, o que tenho visto, confesso, me causou profundo incômodo.

Trato especificamente dos cristãos. Numa sociedade construída à base do “jeitinho” e do “levar vantagem”, não esperava nada diferente da massa geral, entretanto, percebi que muitos irmãos, tal qual o menos metafísico dos materialistas, pautam seu direcionamento político focando unicamente no interesse direcionado e imediato.

O taxista defende o voto no candidato que promete melhorias aos taxistas, comerciantes miram nos que prometem benesses que os contemplam, professores (minha área de atuação profissional) panfletam desbragadamente em prol daqueles que prometem auxiliar a “categoria”.

Tenho observado que muitos cristãos estão enlaçados neste conceito. Preferem destinar voto a um partido ou candidato que, não raro, afrontam os princípios bíblicos e conservadores, mas que lhes promete um beneficiozinho financeiro/profissional a curto prazo.

Isto, meu querido, também é um voto por interesse.

Também é um voto vendido.

Somos servos determinados a aplicar cada segundo de nossa vida ao exercício da prática cristã, ou meros crentes nominais, batendo cartões aos domingos?

É inconcebível que aqueles que, por suposto, normatizam sua conduta de vida de acordo com a Palavra de Deus, ajam como apalermados indoutos, que, ao invés de mirar numa construção de sociedade a longo prazo, pensando nos valores da cristandade, nos filhos e netos, na apostasia e na movimentação daqueles que se levantam contra o que é de bom costume, abram mão de defender uma causa tão mais valorosa, em troca de uma promessa de um aumentozinho em sua renda, ou  de uma leizinha que beneficie apenas ele e as pessoas de seu campo profissional.

O candidato digno a me representar não precisa simplesmente ser bom para professores! Se for, tanto melhor. Mas o exigido para conquistar meu voto é um comprometimento maior, que transcenda meu holerite e o suprimento de meus anseios profissionais. Precisa estar em coesão com os princípios e valores morais que defendo, determinado a realizar o melhor para todos, não apenas na próxima semana, ano ou mandato, mas na solidez de uma administração que molde as posteriores, cimentando uma melhor sociedade vindoura.

Como você votou nas últimas eleições? Em qualquer um? Em nenhum? No que espalhou mais cartazes? No que lhe distribuiu um folheto? No que prometeu beneficiar o setor em que você trabalha?

Ou você destinou tempo para pesquisar sobre as opções a fim de encontrar alguém que tivesse histórico ilibado, princípios afinados com a cosmovisão cristã e visão ampla sobre necessidades diversas da população de sua cidade?

Reflita sobre isso.

O que alguém prioriza na hora do voto, provavelmente, é o que prioriza em sua vida como um todo.

Por Renan Alves da Cruz

Nota do autor: Este artigo foi publicado originalmente antes das eleições de 2016. O republico agora, na medida que seu alerta vale também para as eleições que se aproximam. Deus abençoe nosso país. 

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Meninos são revolucionários, homens são conservadores

Tive ímpetos revolucionários durante minha adolescência. Muitos de nós tiveram. É uma soma de dúvidas, incertezas, percepção de situações difíceis que transcendem nossa capacidade de entendimento e influência externa, principalmente do ambiente cultural e estudantil.

A paixão pelo ideal revolucionário brota na soma das incertezas. A expectativa de mudança a qualquer preço, somada à inadequação típica do jovem alimentam a sensação de necessidade de ação iminente. O rebelde juvenil considera que não pode esperar, que é preciso agir, que não ser o agente da mudança é atuar em prol do conformismo e, claro, conta com meia dúzia de professores/influenciadores culturais o incitando justamente a isso.

Tal ímpeto quase sempre se manifesta de modo destrutivo. O pensamento do revolucionário exige transformação, mas através da destruição das estruturas vigentes. Não há diálogo possível, ou sequer uma construção gradativa que permita a realização daquilo que ele deseja. Não. Só o que funciona é destruir o “sistema”. Derrubá-lo aos escombros para depois reconstruir.

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E é isso que os torna meninos. E são meninos quando têm delírios revolucionários aos quinze, aos vinte, aos quarenta ou, com cabelos brancos, aos sessenta.

Meninos pensam que podem transformar a sociedade para melhorá-la. Homens entendem que precisam conservá-la para que não piore mais.

Homens se tornam conservadores quando ultrapassam a imaturidade juvenil, porque entendem os valores que a sociedade mantém, e passam a discernir que eles só existem graças aos pilares que, não por acaso, os revolucionários tencionam destruir.

É no momento que formam família, quando compreendem o esforço de seus próprios pais em sua criação, percebem as próprias conquistas advindas do trabalho e a necessidade de manterem a família e os bens honestamente conquistados em segurança.

O ódio cego pela religião, típico do menino rebelde, dá lugar ao reconhecimento do papel social e moral da formação religiosa na sociedade humana, percebendo por fim que tudo o que o revolucionário quer derrubar é justamente o que nos sustentou como seres civilizados e nos salvou da barbárie.

São inúmeros os casos de ex-militantes de esquerda que se tornam conservadores quando atingem a idade madura. O contrário raramente ocorre. A consolidação intelectual nos esclarece que a ação humana na sociedade é quase sempre danosa, cabendo-nos o zelo pela estrutura construída. Não passa de tolice infantil ou desajuste intelectual a esperança de que uma revolução destrutiva possa gerar melhora social.

Nosso caos é fruto de nossa imperfeição natural. A soma de tantas imperfeições. Não havendo portanto solução mágica que transforme a sociedade e a torne infalível.

Superar a meninice intelectual e moral nos torna capazes de identificar que somos guardiões dos valores que resistiram à destruição. Precisamos conservar as bases que nos permitiram sobreviver até aqui. Por isso somos conservadores.

O revolucionário que assim permanece mesmo após a idade da maturidade é o velhaco profissional. Aquele que se locupleta através do discurso militante. Se engancha em algum partido, diretório, sindicato ou repartição e se beneficia do discurso.

Se acomoda no estado perpétuo de militante, criando escaras morais e intelectuais insuperáveis. O discurso coletivista mascara seu propósito individual.

É, portanto, a seu modo também um conservador.

Só que o que busca conservar é a própria regalia.

Por Renan Alves da Cruz 

 

Publicado no portal Gospel Prime

 

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Para ator Paulo Gustavo, Cristo está morto

O ator Paulo Gustavo, estrela global, não esconde que é homossexual, ao contrário. Essa tem sido a tônica de muitos famosos. Quanto a isso, nada tenho a dizer. Eles que vivam suas vidas!

No entanto, é praxe dessa turma, como uma espécie de obsessão, quererem que Deus, a Bíblia e os cristãos se conformem a suas práticas.

Em matéria de Veja ficamos sabendo que o ator Paulo Gustavo fez o seguinte comentário:

“Quem escreveu essa Bíblia está desatualizado. Se Jesus Cristo fosse vivo, estaria no show de Pabllo Vittar. Está todo mundo indo, menino”.

O que Paulo Gustavo deve saber, porém, teima em não admitir, é que Jesus Cristo está vivo!  Diante dessa verdade, não é preciso fazer muito esforço para entender que Cristo Jesus não está em um show de Pablo Vittar.

Certamente nada impediria Jesus de ir a tal show, mas, com o único fim de cumprir a missão de converter o pseudoartista, “Vai-te, e não peques mais”!

Como afirmei no inicio, os ativistas homossexuais e não só eles, mas alguns ateus também, demonstram ter verdadeira fixação obsessiva por Deus e pela Bíblia. Ora tecem criticas a Palavra de Deus, ora negam a existência do Criador e não poucas vezes, optam pelo simples e puro deboche, zombaria ou ironias. Quando tomo conhecimento desses casos, chego à conclusão que tais querem mesmo é chamar atenção de Deus. Seria o caso do ator Paulo Gustavo?

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Todavia trata-se de uma estratégia inócua. Agem como crianças birrentas? Talvez. Mas, a Bíblia lembra-nos que diante do Cristo pregado na cruz seus algozes seguiram esse mesmo caminho:

E o povo estava olhando. E também os príncipes zombavam dele, dizendo: Aos outros salvou, salve-se a si mesmo, se este é o Cristo, o escolhido de Deus.
E também os soldados o escarneciam, chegando-se a ele, e apresentando-lhe vinagre.
E dizendo: Se tu és o Rei dos Judeus, salva-te a ti mesmo.
(LC 23: 35-37)

Qual a conclusão?

Invariavelmente, àqueles que se opõem a Cristo, apresentam características idênticas entre si, seja no contexto da crucificação, seja nos dias de hoje. São pessoas que negam a existência de Deus, a Santidade de Cristo e a autoridade da Bíblia porque não querem abrir mão de seu orgulho, vaidade e egoísmo. Emaranham-se em seus prazeres afirmando terem encontrado o amor e a felicidade, mas, ouso dizer, a grande verdade é que fazem isso para ocultar a triste vida que têm: sem sentido e sem esperança.

Por Jakson Miranda

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Cristãos oram pela Coreia do Norte

A Coreia do Norte é um dos países mais fechados e repressivos do mundo. Ser cristão por lá, é sinônimo de perseguição. No entanto, os cristãos oram pela Coréia.

O encontro de Donald Trump com o ditador da Coreia do Norte Kim Jung-Un, será sem dúvida um dos momentos políticos mais marcantes desse ano. Se vierem dividendos positivos, será um dos momentos que entrará para a história e marcará de forma inquestionável a gestão do atual presidente americano.

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Enquanto o encontro entre Trump e Kim teve como tônica no noticiário a desnuclearização do país asiático, mas, o que pouco se falou é que outro tema de extrema importância também foi tratado entre os dois lideres: Os Direitos Humanos, mais precisamente, a falta deles e por consequente a falta de liberdade religiosa.

Nos últimos dias, várias organizações cristãs estão fazendo campanhas de oração em prol do encontro dos líderes em Cingapura.

Líderes da Igreja na Coreia do Sul, que há anos clamam pela reunificação dos dois países e a volta da liberdade religiosa para os moradores do Norte, vêm dizendo que tudo que está acontecendo na península é resposta de Deus a suas orações.

A missão Portas Abertas iniciou uma campanha online, pedindo que os cristãos de todo o mundo orem para que:

– Kim Jung-Um liberte os mais de mais de 50.000 cristãos injustamente mantidos em centros de detenção e campos de prisioneiros em todo o país.

– O regime norte-coreano permita a abertura de novas igrejas, onde os cidadãos do país possam cultuar livremente.

– Os cristãos que restaram na Coréia do Norte tenham coragem renovada para conduzir o país a um renascimento da fé cristã naquela nação. (Trecho extraído do Gospel Prime)

Finalizando

A grande verdade, do que se extrai do noticiário, é que muitos estão torcendo para que o acordo entre os EUA e a Coreia do Norte vá para o vinagre. Outros optam por ridicularizar ora Trump, como de praxe, ora Kim Jung-Un.

E mais uma vez, o bom exemplo vem dos cristãos ao lembrar-se de pautas que deveriam ser de todos. Nós cristãos somos melhores que os outros por isso? Não estou em posição para fazer tal afirmação. Porém, diante de uma realidade de repressão, prisões arbitrárias e violação dos direitos humanos, TODOS deveriam está na torcida para que o acordo tenha resultados e que milhões de pessoas possam ter uma vida digna e prospera.

Por Jakson Miranda

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O homem contra Deus

A Bíblia informa-nos que Deus criou o homem à Sua imagem e semelhança, não obstante, esse homem criado, resolve voltar-se contra Deus, esquecendo pouco a pouco, sua natureza e necessidade transcendente. Ou seja, desde sua origem, a natureza humana é voltada, instintivamente, a satisfazer suas necessidades, que agrupam-se na seguinte ordem: espirituais, fisiológicas e culturais. É nesse processo que o homem encontra prazer em coisas mais elevadas, como as artes, a política, filosofia, etc.

Nessa jornada a partir de certo momento da História, fica mais em evidencia a luta do homem contra Deus. Troca-se o culto a Deus, pelo culto do homem pelo homem. O Antropocentrismo do inicio da Idade Moderna, em clara oposição ao Teocentrismo de séculos anteriores, é um notório exemplo dessa inversão.

Não obstante, aqui pondero que mesmo no Humanismo, Deus não estava morto. Apenas havia perdido espaço. Apenas havia sido ferido. O Criador continuava vivo, ativo, ou seja, mesmo que em menor grau, o homem, em seu íntimo, continuava a preocupar-se com sua vida espiritual. É esse aspecto que permite o sucesso da  Reforma Protestante.

Assim, na batalha do homem contra Deus, coube ao Existencialismo decretar a morte de Deus. Mesmo que nesse Movimento houvesse pensadores cristãos, como Kierkegaard, as mentes que ofereceram maior expressão ao Existencialismo foram sem sombra de dúvidas o velho Nietzsche e Jean-Paul Sartre. O primeiro, lembrado pela Times quando a revista lança a pergunta: Is God Dead?

Se Deus está morto, então tudo está permitido. O homem é seu próprio senhor.

Aqui vão alguns exemplos das “benéficas” consequências do Movimento. Maio de 68, Woodstock, drogas, sexo, lutas por autoafirmação. Esse era o lema. AUTOAFIRMAÇÃO! Os novos senhores tiveram um pequeno tropeço, medo e desalento: o surgimento do vírus da AIDS. Mas, nada que diminuísse a grandeza do homem.

Sua grandeza é tal, que não cabe neste planeta. É preciso chegar as alturas, conquistar o espaço.

Todavia, o resultado é que de lá para cá, o hedonismo foi se aperfeiçoando. Ganhou uma roupagem pós-moderna, pós-contemporânea, ou, pós alguma coisa que ajude o homem a se sentir mais pleno e realizado.

Sociologia, psicanálise, prozac, diazepan, rivotril, um cigarro de maconha aqui, uma cheirada de pó acolá. Qualquer coisa que oferecesse e oferecer ao homem o sentimento de paz e liberdade são validos, exceto, voltar-se para Deus, afinal, Ele mantém o homem preso, alienado, com desejos reprimidos e com muitas ameaças de condenação eterna ao menor tropeço. Essas são as armas que o homem saca em sua luta contra Deus.

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Por que não assistir ao filme Vingadores – Guerra Infinita?

Enfim, o homem está livre! E ganha como prêmio por essa liberdade e busca desenfreada por prazer, o ônus de estarmos, atualmente, experimentando um dos períodos de maior declínio moral da história.

Nesse cenário, se alguma família tem por objetivo levar uma vida moralmente decente e pretende assistir a um filme, em família, são obrigados a ler minuciosamente a sinopse do filme e mesmo assim, podem ser surpreendidos lá pelas tantas, com cenas pra lá de sensuais.

Novelas? As cenas de sexo pipocam a cada minuto. Hormônios incontroláveis! Sim, não só nas telas, mas incrivelmente na vida real, tornou-se comum o sexo por acaso, com direito a “dicas para não haver gafes”, antes, durante e depois do ato. Isso realmente traz felicidade? É isso que buscam essas pessoas, tão somente prazer sexual?

“Oras, não há problemas em dois jovens responsáveis fazerem sexo.”

“Não me venha posar de puritano”.

“Não sejas hipócrita”!

“Onde está a maldade no ato sexual, feito por duas pessoas que se amam?”

São algumas das frases que com certeza alguns proferirão, ou pensarão sarcatiscamente. Onde está a maldade no relacionamento sexual? No relacionamento sexual, nenhuma, desde que, praticada por pessoas casadas. Fora do casamento, portanto, há maldade no relacionamento sexual, disso temos absoluta certeza!!!

Vejamos

Centenas de famílias são destruídas por conta do adultério. Quando a família não é desfeita, tem-se, por conta da traição, um relacionamento de aparências ou, não totalmente feliz, incompleto. O processo de reestruturação é doloroso e não ocorre da noite para o dia, com remédios ou psicanálise. leva anos!!

O número de jovens que tiveram seus planos interrompidos ou adiados por conta de uma gravidez indesejada é assustador. O número de crianças nascidas e criadas por pessoas totalmente inexperientes e despreparadas é igualmente assustador.

Para mitigar isso, tenta-se aprovar a descriminalização do aborto. Que solução, hein?! Mesmo com o governo distribuindo preservativos de forma indiscriminada, os casos de AIDS continuam altos, isso sem mencionar as demais DSTs. Falta informação. Dizem as autoridades. Não, não falta!

Agora, pisamos mais um degrau na baixeza moral. Crescem os escândalos protagonizados por fotos e vídeos íntimos divulgados nas Redes Sociais, sites e blogs. Jovens, por não suportarem a humilhação a qual são expostas, cometem suicídio, deixando familiares e amigos (sinceros) destruídos, perplexos.

Não há maldade nisso tudo? Não há maldade em abortar? Não há maldade no fato de uma criança ser educada por pais ineptos? Quando estes, com um pouco mais de paciência, poderiam casar-se e conceber um filho num lar sadio?

Não há maldade em vidas serem interrompidas,  resultado da maléfica influencia e apelo em torno da sensualização e exposição nunca antes vistas?

É certo que Hitler relativizou a moral para extrapolar na maldade, idem para Stalin e tantos outros. Mas hoje, o homem comum, não só relativiza a moral, mas também, enxerga virtudes no mal. Consultem vossas consciências!

Falta-nos resgatarmos uma sociedade orientada por princípios morais, que lembrem aos indivíduos que os mesmos não são meros animais insaciáveis por prazer.

Ok, mas o que podemos fazer para resgatarmos essa sociedade?

Bem, devo lembrar-lhes que Deus não está morto. Deus vive!  Seu Livro tem a receita. Seu Livro dar-nos a receita para estruturar famílias, orientar jovens, consolar pais e mães. Como também, aceitar mães solteiras e oferecer-lhe apoio a fim de que, consigam preparar-se e construir uma família.

O homem agir contra Deus deu no que deu. É necessário, portanto, cessar essa luta e trilhar o caminho inverso, pois, reiteramos, não precisamos de mais psicologias, sociologias, antropologias ou qualquer outra Ciências Humanas, precisamos sim, MAIS de DEUS!!

Por Jakson Miranda

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Por que não assistir ao filme Vingadores – Guerra Infinita?

O filme Vingadores – Guerra Infinita simplesmente alcançou o recorde de possuir, até aqui, a maior bilheteria de estreia do cinema de todos os tempos. Apenas no Brasil, o filme já arrecadou mais de R$ 40 milhões.

Cumprindo minhas obrigações paternas, fui assistir ao blockbuster baseado em personagens da Marvel. Com um elenco recheado de estrelas hollywoodianas e eximia produção, é compreensível que o filme lidere as bilheterias mundo afora.

Ao sair da sala de cinema, minha esposa, que nos aguardava do lado de fora, indagou-me se eu havia gostado do filme. Não, não gostei. Foi minha resposta. E por que não gostei?

Talvez eu possa ser visto por muitos como um esquisitão, mas, os super-heróis tanto da Marvel quanto da DC Comics não fizeram parte da minha infância e juventude. Das histórias em quadrinhos, meus personagens favoritos eram Chico Bento e Cascão. Assim, me surpreende o fascínio que tantos jovens e adultos nutrem por super-heróis como superman, Batman, Capitão América ou Thor.

Mesmo assim, não faço grandes objeções para assistir produções do gênero.

Então, por que recomendo vocês a não assistir ao filme Vingadores – Guerra Infinita?

Vamos lá! Ao assistir ao filme Vingadores – Guerra Infinita com um olhar mais atento e treinado, é inescapável identificarmos a enorme quantidade, de forma implícita ou não, de mensagens não cristãs. Logo, para um cristão, torna-se um filme desconfortável.

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Nesse sentido, a mensagem não cristã que claramente aparece no filme e que permeia toda a trama, diz respeito às tais “Joias do Infinito” surgidas com o “Big Bang” e possuidoras de fortes poderes sobre o universo: espaço (azul) mente (amarela), poder (roxo), tempo (verde), realidade (vermelha) e alma (laranja). Assim, em muitas passagens do filme, encontramos falas sobre o “equilíbrio do cosmos” E “equilíbrio do universo”.  Aonde se encaixa, nessas tais “joias”, a existência de um Deus Trino, onipresente e onipotente?

Mocinhos X vilão

Logicamente que não seria um filme de super-heróis se não houvesse o embate dos mocinhos lutando em defesa da humanidade contra uma poderosa e perigosa ameaça que no caso do filme Vingadores – Guerra Infinita , responde pelo nome de Thanos. É Thanos o grande vilão da história.

O problema é que Thanos é um monstro que tenta ter em mãos, literalmente, as já citadas “Joias do Infinito”, cuja finalidade, com o poder conferido por elas, é exterminar metade da humanidade e assim, evitar que todos perecem com a escassez de recursos. É um necessário e misericordioso mal, com um verniz malthusiano, em nome de um bem maior: a preservação da espécie.

Não obstante, é na figura do vilão que o filme desperta uma boa discussão, afinal, podemos ver em Thanos, uma analogia ao papel do Estado, cada vez mais gigante, cada vez mais poderoso e com uma fome insaciável por mais poder; tornando-se o responsável por dar de forma arbitrária a última palavra sobre quem tem o direito de viver e quem foi o escolhido para morrer.

Também é possível enxergarmos em Thanos figuras como Hitler e tantos outros genocidas que sempre justificaram e justificam seus atos em nome de um bem maior. No filme, esse mal é combatido pelos super-heróis.

Em essência, são os super-heróis os responsáveis por defender os mais fracos: são fortes, corajosos e possuem os meios materiais e habilidades que a grande maioria dos meros mortais não possui, ou seja, têm poderes sobre humanos. Também faz parte desses poderes o senso de justiça, bondade, gratidão, amor e um estoico comportamento ético e moral que sobrepuja todas as suas fraquezas humanas.

Portanto, na descrição de um super-herói, descobrimos que suas qualidades são quase inatingíveis pela grande maioria da população. E esse dado contribui para reforçar minha desaprovação pelo filme Vingadores – Guerra Infinita e mais ainda, não recomendar vocês a assisti-lo

Não recomendo  o filme e saí do cinema com essa certeza porque o mal que Thanos representa e que está longe de ser uma mera ficção pode ser combatido por todos os indivíduos que compõem nossa sociedade, desde que, todos, possuam coragem, justiça, gratidão, amor, senso ético e moral, logo, prontos para defender os fracos e indefesos.

Mas como isso é possível se já foi falado que ser um super-herói é algo inalcançável à grande maioria?  Na sala ao lado em que se passava o filme da Marvel passava outro, cujo personagem central deixou-nos, dentre muitos outros, o seguinte ensinamento: Sede meus imitadores, como eu sou de Cristo.

Jesus Cristo é nosso verdadeiro herói. Foi Ele quem morreu e ressuscitou por nós. E embora Seu padrão moral, Seu amor e Sua bondade sejam inalcançáveis por nós, o Espírito Santo de Deus, através do apóstolo Paulo, nos exorta a imitá-lo.

É desta forma e não de outra, que conseguiremos vencer o mal representado por Thanos, Hitler, principados e todos os dominadores deste mundo.

Mas infelizmente, é isso que jovens e adultos já vazios dos padrões de Deus e cheios do relativismo do nosso tempo, deixam de aprender e apreender ao assistirem ao filme Vingadores – Guerra Infinita. Ao assistirem, ficam ainda mais distantes da Verdade porque alimentam o imaginário de que algumas virtudes estão tão naturalmente distantes que são apenas para alguns poucos afortunados.

Nesse sentido, não recomendo o filme Vingadores – Guerra Infinita.

Por Jakson Miranda

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Prática do “aborto pós-nascimento”” ganha defensores no meio acadêmico

Texto de Jônatas Dias Lima, publicado na Gazeta do Povo: 

A ideia de matar recém-nascidos tende a causar repulsa em qualquer sociedade civilizada, mas a crescente aceitação acadêmica do chamado “aborto pós-nascimento” mobiliza entidades pró-vida e defensores dos direitos da infância para o risco de uma relativização radical do direito à vida. Motivados pela tese de que uma pessoa só pode ser considerada como tal quando tem consciência de si, os entusiastas dessa visão consideram o homicídio infantil legítimo e fazem seguidores.

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Embora a base conceitual para esse pensamento venha de autores do século 20, as tentativas mais recentes de legitimar a eliminação de bebês ganharam divulgação internacional em 2012, quando a dupla de filósofos italianos Alberto Giublini e Francesca Minerva, docentes da Universidade de Melbourne, Austrália, publicaram o artigo “After-birth abortion: why should the baby live?” (em português, “Aborto pós-nascimento: por que o bebê deveria viver?”), no Journal of Medical Ethics, um reconhecido periódico científico na área da Bioética. Os pesquisadores partem do princípio de que não há diferenças relevantes entre o feto e o recém-nascido. Portanto, se há aceitação do aborto, não faz sentido criminalizar a eliminação de um bebê, apenas por este ter deixado o útero materno.

Uma das justificativas seriam as estatísticas de diagnósticos de síndrome de Down. Os pesquisadores lembram que apenas 64% dos casos registrados na Europa são detectados em exames pré-natais, o que resulta no nascimento de centenas de bebês portadores da síndrome. Segundo a lógica da dupla, se o problema fosse detectado com a criança ainda no útero, o aborto comum seria uma opção, mas nos casos em que isso não é possível, os pais deveriam ter o direito de matar a criança logo após o parto.

Giublini e Minerva, no entanto, deixam claro que não apoiam o infanticídio apenas do que chamam de pessoas “sem potencial de vida saudável”. Para eles, o direito de decidir sobre a vida de uma criança que ainda não tem cons-ciência de si caberia exclusivamente aos pais e aos médicos.

Um levantamento feito em outubro em universidades americanas dos estados de Minnesota, Flórida e Ohio, mostrou haver em todas as cidades estudantes que concordam com o aborto pós-nascimento.

“Eles justificam sua posição dizendo que alguém só é plenamente humano quando se torna consciente sobre si mesmo, o que só ocorre por volta dos 4 anos”, relata a uma publicação local Kristina Garza, dirigente de uma das ONGs responsáveis pelo levantamento.

Embora preocupante, o resultado não aponta necessariamente uma tendência de apoio popular à ideia. Uma pesquisa feita em 40 países em abril deste ano, pelo Pew Research Center, mostrou forte rejeição ao aborto, em qualquer etapa.

Estudo foi motivo de repúdio

As reações ao estudo de Giublini e Minerva foram intensas. Artigos criticando e rebatendo o texto foram publicados em jornais da Europa e dos Estados Unidos, e houve centenas de manifestações na internet, o que levou os autores a publicarem um pedido de desculpas. Eles lamentaram que o debate tenha saído dos círculos acadêmicos e afirmaram que não estavam propondo políticas públicas, mas fazendo apenas “um exercício de pura lógica”.

Cerca de um ano depois, em maio de 2013, o mesmo periódico publicou uma coletânea com 31 comentários de eticistas de todo o mundo sobre o infanticídio. Alguns deles voltaram a defender a prática como um ato aceitável. O próprio editor da revista, Julian Savulescu, assume seu lado no debate e abre a edição vinculando o assunto a outro tema controverso da bioética. Para ele, a discussão sobre a moralidade do infanticídio “é importante e digna de atenção acadêmica, porque toca em uma área de preocupação que algumas sociedades tiveram a coragem de enfrentar honesta e abertamente: a eutanásia”.

Internautas se revoltam contra campanha de revista pela legalização do aborto

A campanha que a revista TPM lançou em novembro, em defesa da legalização do aborto, têm resultado em diversas reações de repulsa nas redes sociais. Para se antepor a hashtag #precisamos falar sobre aborto, lançada pela publicação, usuários do Twitter e do Facebook lançaram a hashtag #precisamos falar sobre assassinato de bebês e passaram a postar fotos de si mesmos com cartazes exibindo a frase. A página de resposta à TPM, criada no dia 19 de novembro Facebook, e que tem como nome a mesma hashtag, alcançou em uma semana cerca de cinco mil seguidores.

“Uma coisa é discutir o aborto com base em estatísticas verdadeiras, agora o que a revista está fazendo é mera propaganda do aborto como se ele fosse um tipo de ‘solução’ para a gravidez”, diz Guilherme Ferreira, diretor local da CitizenGo, uma plataforma de petições online. Ele lembra que o aborto é crime no Brasil, em qualquer circunstância, sendo apenas não punido em casos específicos. “O que a revista está fazendo é apologia, não se trata de debate democrático”, diz.

Para defender a causa, a publicação alega que o aborto é “a questão feminina mais urgente e menos discutida no país”, embora o assunto seja tema de frequentes audiências públicas no Congresso Nacional, foi discutido por juristas e parlamentares na formulação do projeto do novo Código Penal, em 2013, e surgiu como tema em debates transmitidos pela tevê entre candidatos à presidência, nas eleições de outubro.

Projetos de lei pretendem garantir proteção legal ao bebê em gestação

Em agosto de 2013, a comissão especial do Senado responsável pelo projeto do novo Código Penal emitiu seu relatório final, mantendo o aborto como crime. Os senadores rejeitaram a proposta de descriminalizar a prática até a 12ª de gestação. O projeto do novo Código Penal segue em tramitação no Senado.

Também tramita no Congresso o Projeto de Lei 478/2007, chamado de Estatuto do Nascituro, que pretende dar proteção jurídica ao bebê, desde a concepção. O projeto foi aprovado na Comissão de Comissão de Finanças da Câmara dos Deputados, aguarda por votação, desde de junho de 2013, na Comissão de Constituição e Justiça.

Outra projeto relacionado ao tema é a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 164/2012, que pretende incluir na Constituição Federal as palavras “desde a concepção” no artigo 5º, quando há menção à inviolabilidade da vida humana.

Igreja não é circo: ordem e decência no culto já!

No artigo Ordem e Decência no culto: comecemos pelo respeito aos horários ponderamos sobre a necessidade de que o Culto ao Senhor seja organizado, com horário para começar e terminar, dentro de parâmetros de convivência social que abençoem a comunidade, sem causar escândalo e embaraço.

Também mencionamos que a vontade prevalecente num Culto deve ser a do cultuado, não a do cultuador, de maneira que se queremos adorar a Deus, os parâmetros a seguir são os Dele não os nossos.

Hoje prosseguimos no tema, afinal, manter-se dentro do horário e do volume apropriado não garante por si só que um Culto seja decente e ordeiro.

O melhor capítulo bíblico para evocarmos é I Co 14. Extrai dele alguns versículos para que nos norteiem. Mas recomendo que você o leia por completo ao término da leitura deste artigo.

Dou graças a Deus por falar em línguas mais do que todos vocês.
Todavia, na igreja prefiro falar cinco palavras compreensíveis para instruir os outros a falar dez mil palavras em língua.
Irmãos, deixem de pensar como crianças. Com respeito ao mal, sejam crianças; mas, quanto ao modo de pensar, sejam adultos.
Pois está escrito na Lei: “Por meio de homens de outras línguas e por meio de lábios de estrangeiros falarei a este povo, mas, mesmo assim, eles não me ouvirão”, diz o Senhor.
Portanto, as línguas são um sinal para os descrentes, e não para os que crêem; a profecia, porém, é para os que crêem, e não para os descrentes.
Assim, se toda a igreja se reunir e todos falarem em línguas, e entrarem alguns não instruídos ou descrentes não dirão que vocês estão loucos?
1 Coríntios 14:18-23

Se, porém, alguém falar em língua, devem falar dois, no máximo três, e alguém deve interpretar.
Se não houver intérprete, fique calado na igreja, falando consigo mesmo e com Deus.
1 Coríntios 14:27,28

Pois Deus não é Deus de desordem, mas de paz. Como em todas as congregações dos santos,
1 Coríntios 14:33

Mas tudo deve ser feito com decência e ordem.
1 Coríntios 14:40

Os versículos listados estão todos dentro do mesmo contexto, em continuidade à mesma tratativa, não tendo sido pinçados aleatoriamente para construir uma defesa.

À luz destes versículos como não questionar algumas práticas cada vez mais recorrentes no meio cristão atual?

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Como não reconhecer que há divergências cruciais entre as recomendações dadas por Paulo sobre o uso dos dons de línguas no culto e o que se vê hoje em dia em algumas igrejas?

Me digam onde está a biblicidade de determinadas “unções” e “moveres” que se proliferam em determinadas igrejas, onde a ordem e a decência são sobrepujadas por espalhafato, teatralidade espiritual e, em alguns casos, até mesmo a truculência?

Onde a Bíblia diz que devem falar dois, NO MÁXIMO TRÊS e alguém deve interpretar, vemos agora dezenas, muitas vezes centenas de irmãos gritando ao mesmo tempo, sem qualquer condição de edificação, muito menos de que haja possibilidade de se interpretar o que estão dizendo.

Meu querido, se você crê que a Bíblia é inerrante, ou seja, é a Palavra INFALÍVEL de Deus, e ela diz que no culto público devem orar em línguas no máximo dois ou três e haver interpretação, só podemos chegar à conclusão de que se há dezenas ou centenas verberando em línguas estranhas sem nenhuma interpretação, tal movimento não está alinhado ao que o próprio Espírito inspirou Paulo a escrever em Sua Palavra!

Pois se Paulo escreveu sob inspiração e seu escrito contraria o que se vislumbra em diversas igrejas, como considerar que o Espírito que atua é o mesmo, se a mensagem e a ação se contradizem?

Há casos em que uns correm pelos corredores, outros giram e agitam mãos, não raro atingindo ou lançando cadeiras em irmãos indefesos.

O versículo 33, ainda no mesmo assunto e contexto é taxativo, “pois Deus não é Deus de desordem, é Deus de paz”. Pois bem: Que paz e ordem há numa ação coordenada pelo próprio Espírito em que temos que permanecer em estado de atenção para não sermos atingidos por um “crente cheio da unção”?

Cadê a ordem numa manifestação em que os membros correm, rolam no chão, uivam e aparentam ter perdido o controle dos seus atos, assustando eventuais visitantes e descrentes que estejam visitando a Igreja?

Paulo escreve: Assim, se toda a igreja se reunir e todos falarem em línguas, e entrarem alguns não instruídos ou descrentes não dirão que vocês estão loucos?

Sim. É óbvio. Um descrente que esteja visitando se sentirá muito mais acuado e assustado com o que está vendo do que atraído para a catarse coletiva.

Infelizmente, vivemos uma fase de imediatismo na igreja. Ir prestar Culto e Reverência ao Senhor dos senhores não basta, é preciso uma nova experiência o tempo todo. Todos têm que sair do culto cambaleando no Espírito ou não receberam o Poder.

Não esqueçamos que uma das evidências do Fruto do Espírito é o domínio próprio!

Não esqueçamos que o culto não é somente o lugar para você “caçar” novas experiências, é o momento em que o Senhor deve ser adorado e onde você, muitas vezes, deve se calar em reverência para ouvi-Lo falar.

Respeitando sempre as regras de culto estabelecidas pelo cultuado, pois, repito, quem decide como um culto deve ser prestado é o cultuado, não o cultuador. O padrão precisa ser aquele que Ele especificou.

A partir do momento em que alguém da sapiência do Apóstolo Paulo diz: “Todavia, na igreja prefiro falar cinco palavras compreensíveis para instruir os outros a falar dez mil palavras em língua.”, creio que, de nossa parte, ao menos uma reflexão deve ser suscitada.

Deus é Deus de ordem e decência. O Culto é a Ele e deve ser realizado conforme Ele ordenou. Deus não é Deus de confusão ou mentira. Sendo Ele Espírito, que sentido faria Ele próprio causar o rebuliço que inspirou Paulo a repreender?

Concluo com as palavras do apóstolo:

Portanto, meus irmãos, busquem com dedicação o profetizar e não proíbam o falar em línguas.
Mas tudo deve ser feito com decência e ordem. 
1 Coríntios 14:39,40

Por Renan Alves da Cruz

 

Publicado no portal Gospel Prime

 

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Ordem e decência no culto: comecemos pelo respeito aos horários!

Infelizmente temos visto despreparo e desconhecimento no culto público praticado em algumas igrejas. Creio que nossos irmãos possuem a melhor das intenções, mas lhes falta um debruçar dedicado à Palavra.

Deus exige ordem e decência no culto a Ele, porque estes princípios Lhe são caros. Ele não abre mão deles. As verdades do Senhor são absolutas. Ele é quem recebe a adoração e o ato de culto, cabendo a Ele determinar de que forma este culto deve ser prestado.

Temos aqui já um ponto digno de menção. Se quero prestar um culto verdadeiro ao Senhor, não me cabe decidir de que forma quero adorá-lo, mas sim, preciso buscá-lo da forma que Ele deseja ser adorado.

E Ele o quer com ordem e decência, como explicitou em sua Palavra.

Não existe ordem e decência num culto que não tem horário para começar ou terminar. O horário projetado para um culto deve ser rigorosamente respeitado.

Atrasar um culto para esperar mais gente é desdenhar do cultuado. Protelá-lo além do estabelecido é assumir que ocorreram coisas na reunião que não deveriam ter acontecido se o estivesse Senhor à frente, ou, dizendo de maneira mais clara, ocorreram coisas que não provieram de Deus, mas da carne.

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O Deus de ordem e decência realiza seu tratar dentro dos parâmetros determinados por Ele mesmo. Se o tempo vigente de culto não é suficiente para cumprir todos os compromissos da reunião, das duas uma: ou o pastor da igreja não consultou o Senhor a respeito do tempo de culto, ou está permitindo que coisas alheias ao ato aconteçam.

Alguns pensam que estender um culto indefinidamente demonstra que “não querem sair da presença do Senhor”. Esta ideia, vista pelo lado reverso, suscita a constatação de que, para estes, sair da igreja representa deixar Deus lá. Pensam estes que o Senhor habita em templos feitos por mãos humanas?

Não tiveram eles a experiência de sair de um culto nutridos da presença de Deus, aptos a permanecer neste estado por toda a semana?

Estes alongadores já pararam para pensar nas irmãs que não possuem maridos convertidos, maridos estes que as esperam em casa no horário definido para término do culto? E nos jovens que não tem pais na igreja, será que pensaram? Qual a responsabilidade da igreja do “o culto vai até quando Deus mandar” com estas pessoas?

E os cultos noturnos que se estendem além dos horários apropriados, irritando vizinhos, dando péssimo testemunho, colocando a congregação em papel de vilania ante a vizinhança, com som alto, gritarias e estripulias frívolas que recaem na carnalidade?

Que representatividade esta igreja possui no meio em que está inserida? Qual seu papel de Embaixada do Reino?

Creem estes que o Deus onipotente se impacta com despautérios? Que aquele que disse a Moisés “Eu Sou” através de uma sarça que ardia sem se consumir, aprova que os seus ajam de maneira desordenada e inconsequente?

O culto público, reitero, é o ato de adoração a um Deus soberano. Tal adoração deve submeter-se aos desejos Dele.

Deve ter ordem e decência.

Na próxima semana, dentro do mesmo tópico, nos debruçaremos mais atentamente sobre I Coríntios 14 para abordar alguns excessos tratados como “unções” e “derramamentos” que não possuem estofo bíblico e são, na melhor das hipóteses, rebuliços carnais.

Por Renan Alves da Cruz

 

Publicado no portal Gospel Prime

 

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