Bispo da diocese de Apucarana ataca Rede Globo e pede união com evangélicos

Uma mensagem do Bispo da diocese de Apucarana, Paraná, Dom Celso Antonio Marchiori, tem se espalhado pela internet e sido compartilhada entre grupos de igrejas evangélicas.

Na mensagem, o bispo da igreja católica critica de forma ácida e direta a Rede Globo, chamando-a de demônio.

Leiam matéria

As palavras de Dom Celso Antonio Marchiori, Bispo de Apucarana, PR, alertando católicos e evangélicos sobre o perigo das novelas e da programação da Rede Globo, rapidamente se espalharam pela internet. “Quero fazer um apelo a todos os católicos a nos unir contra este espírito diabólico contra a família e a religião, que inclusive a Rede Globo está espalhando”, exortou.

“Cuidado com as novelas! Nós católicos não deveríamos mais assistir nenhuma novela da Rede Globo, aliás, nós não deveríamos assistir mais a Rede Globo porque a Rede Globo é como um demônio dentro de nossas casas”, disparou o pastor da Igreja de Apucarana acompanhado de palmas efusivas dos fiéis que estavam presentes à missa em honra à padroeira do Brasil.

Leia também:

Rede Globo de Televisão ofende Policia Militar de SP que emite nota de repúdio

O ativismo gay da Globo e Freddie Mercury

O bispo alertou até para os programas de aparência religiosa. “É uma rede manipuladora de opinião. Está nos manipulando”. Dom Celso disse que se reuniu com pastores evangélicos e convocou que se unissem contra o que chamou, “ditadura da Rede Globo que nos manipula e destrói”.

Ouçam o aúdio de Dom Celso Antonio Marchiori, Bispo da diocese de Apucarana, PR

Encerramos

Estou certo de que nesse momento o bispo da diocese de Apucarana merece ser ouvido, assim como tantas outras lideranças, católicas ou evangélicas, que estão se levantando contra a onda de ataques à família. É simples, tanto católicos quanto evangélicos têm um objetivo em comum que é a defesa da família e dos valores cristãos. Trata-se de um momento em que as diferenças entre as duas instituições cristãs devem ser vistas como algo menor, em detrimento de um mal demoníaco que não enxerga limites para atingir seus objetivos.

Por Jakson Miranda

J. R. Guzzo e os cristãos que não sabem interpretar texto

Quando li o artigo Essa gente incômoda de J.R. Guzzo na Veja, confesso ter ficado positivamente surpreso.

Há muito tempo um veículo da grande imprensa não publicava algo favorável ou em defesa dos evangélicos. O texto de Guzzo, irônico, toca numa ferida bem própria da contemporaneidade: o ódio dos progressistas pelos evangélicos, justamente por não poderem controlá-los e doutriná-los conforme sua agenda.

Os evangélicos, portanto, se tornam “essa gente incômoda” do título, que se recusam a fazer o que os sedizentes donos do monopólio da virtude consideram adequado.

O texto de Guzzo, aliás, era a única coisa de aproveitável que havia naquela edição da revista.

Dias depois, li uma notícia que me deixou estupefato (e morrendo de vergonha).

Um monte de evangélicos estavam revoltados com J.R. Guzzo! Teve notinha de repúdio de Conselho Geral de pastores, vídeo revoltado de pastor-deputado, chilique de senador evangélico, fora os textos-resposta publicados em diversos sites evangélicos, acusando Guzzo de perseguição religiosa.

Gente… Que vergonha…

As pessoas não sabem interpretar textos simples. O texto de Guzzo era CRISTALINO na forma de demonstrar que estava ironizando justamente os progressistas de esquerda, revelando aquilo que eles manifestam de ódio por não conseguirem virar o jogo do evangelicalismo crescente no Brasil.

O troço virou uma celeuma e, de repente, até quem não leu o texto estava pedindo a cabeça do único colunista da Veja atual que mantém algum resquício de conservadorismo expresso nos textos.

Que vergonha destes muitos cristãos que fizeram este papelão… e que quando realmente tem sua crença aviltada, não dizem um pio.

Depois de algumas horas achando que o louco em tudo isso era eu, topei com um texto no Gospel Prime, de Gutierres Siqueira, chamado “Essa gente incômoda que não sabe ler ironias” e pude respirar aliviado por não estar sozinho.

O autor, aliás, fez uma pergunta que me deu até calafrios:

“Ora, se um simples texto em uma revista causa tanta incompreensão, como eles lidam com um texto tão difícil como o da Bíblia?”

Dá para refletir, não acham? Sempre correlacionei algumas hediondas heresias à má-intenção, mas acho que dá para colocar a burrice neste caldo também.

Até quando alguns cristãos farão apologia da incultura?

Semanas atrás publiquei o artigo Brigas de Galo na Rinha Teológica num portal evangélico, depois o republiquei aqui.

Recebi no site evangélico uma enxurrada de críticas porque pautei uma análise teológica em duas frases do conto Os teólogos de Jorge Luis Borges, um ficcionista brilhante, que era ateu.

Pediram minha cabeça ao site, disseram que eu estava escrevendo heresias porque recomendei aos leitores que lessem Borges…

Ninguém se importou com nada do que escrevi, muito menos se empenharam em entender que eu não estava usando Borges como guru teológico, pelo contrário, estava apontando justamente de que forma a teologia é enxergada numa visão externa.

Mas fui achincalhado, por gente que não lê, se orgulha disso e ainda quer impedir os outros.

Será que entendem moderadamente os textos bíblicos?

Será que se lerem 30 vezes o texto de Guzzo conseguirão entendê-lo?

Que vergonha, minha gente!

Perdoe-os, Guzzo, eles não entendem o que leem.

Por Renan Alves da Cruz 

 

 

 

Nota de esclarecimento de um banco qualquer

O humor é uma das armas mais efetivas de combate na Guerra Cultural.

Não é a única, mas é utilíssima, atingindo um contingente de público muitas vezes inatingível de outras formas.

Livros de Roger Scruton, Olavo de Carvalho e Theodore Dalrymple nem sempre cairão nas mãos do grande público. O humor, ademais, consegue driblar certas conjunturas, servindo para demonstrar a hipocrisia e psicopatia do pensamento de esquerda.

No youtube o Hipócritas Canal está utilizando o humor como meio de divulgação do duplo padrão moral da esquerda, e fazemos questão de ajudar a divulgar o vídeo a seguir, que demonstra a visão ideologizada por trás dos últimos acontecimentos, em que bancos financiam exposições infladas de depravações e aberrações, normatizando práticas como zoofilia e pedofilia.

O Banco soltou uma nota oficial se vitimando, usando termos politicamente corretos.

Mas o que queria dizer era isso aqui:

Por Renan Alves da Cruz 

A Revolução Anticristã

Equacione estes dados:

Grupos extremistas islâmicos assassinam e barbarizam cristãos como forma de expressão religiosa.

Em nome da “tolerância”, intelectuais e militantes de esquerda manifestam apoio aos islâmicos, mediante alegação de terem sua cultura desrespeitada pelo ocidente judaico-cristão.

Intelectuais e militantes de esquerda acusam o cristianismo de intolerância e mobilizam maneiras de destruí-lo, impedindo algumas de suas manifestações religiosas e filosóficas.

Grande parte dos países islâmicos, apoiados pelos progressistas, executam sumariamente homossexuais e mulheres que se insurgem contra a autoridade masculina.

Os intelectuais e militantes de esquerda, no entanto, acusam apenas o cristianismo de homofóbico e machista.

Seria de se considerar, a julgar por tais reações, que maior crime contra a dignidade humana de um homossexual é cometido quando se considera o ato homossexual pecaminoso, sem que ele seja proibido, impedido ou coagido, do que quando se estabelece por decreto que praticar atos homossexuais resultará em execução por enforcamento ou degolação.

A execução de cristãos, para os envolvidos nos circuitos de debates meio intelectuais, meio de esquerda, não passa de um efeito colateral desagradável, mas justificado pelo ódio fomentado pelo Ocidente bem fornido e seu aliado Israel contra o pacífico e recatado muçulmanismo. Mais ovos quebrados para a omelete da causa multicultural. Alguns limões espremidos para a limonada do mundo mais igualitário.

A sugestão, ademais, de que os países cristãos procurem proteger-se da Vingança Do Profeta é rechaçada de imediato. Coisa de fascistas. Métodos da direita intolerante que se recusa a colocar-se à mercê dos seus carrascos.

E o professor escolar, enchido até as tampas de doutrinação politicamente correta, ensinará ao alunado as normas contraditórias deste novo método em que homossexualidade e islamismo são expressões evoluídas, esperadas e bem vindas, ainda que incongruentes, na medida em que um deles é educado a assassinar o outro.

Logo teremos a nova construção do jardim de ideias da bolha esquerdista, e haja contorcionismo retórico para explicar ao futuro muçulmano homossexual do Ocidente que ele não deve executar a si mesmo.

Por Renan Alves da Cruz

 

Publicado no portal Gospel Prime: 

Brigas de galo na rinha teológica

Num conto magnífico do escritor argentino Jorge Luis Borges – que era ateu – chamado “Os teólogos”, a personalidade ensimesmada de muitos estudantes e diplomados em teologia é demonstrada com leveza e humor, ainda que com a mordacidade típica das discussões teológicas.

No conto, cuja leitura indico a qualquer interessado em teologia ou boa literatura, dois teólogos se enfrentam no campo teológico-filosófico, esquecendo completamente da finalidade deste exercício, tornados reféns da rivalidade.

Nem preciso dizer o quanto o paralelo é preciso em tempos de redes sociais, onde há possibilidade de opinião sobre tudo o tempo todo, sem exigência de embasamento. Há algumas discussões teológicas na internet hoje que parecem protagonizadas pelos mais ruidosos dos ateus, não sendo possível entrever nelas o menor traço de teísmo.

A típica ironia borgeana nos proporciona algumas frases que suscitam boas reflexões, como: “Em matéria teológica não há novidade sem perigo.”

Estudos teológicos calcados em novidades sociais e comportamentais são perigosos e quase sempre resvalam em heresias, na condição de que o Evangelho não pode ser acondicionado às vontades vigentes num instante, mas mutáveis a longo prazo. O estudo da teologia deve intensificar o relacionamento entre Deus e o homem mediante a estrutura de relacionamento fornecida pelo primeiro, não pelo último.

Por isso, geralmente novas teologias são antropocêntricas. Surgem em belas roupagens, esmeradas em brilhantina, mas afrontam o parâmetro bíblico original. Se enquadram aqui as teologias liberais e as imediatistas, de toma-lá-dá-cá, do tipo triplique o dízimo e receba bênçãos tríplices em troca.

Borges também profere, algumas linhas adiante: “as heresias que devemos temer são as que podem confundir-se com a ortodoxia.”

Neste ponto a dificuldade se adensa. Teologias espúrias surgem, às vezes travestidas de tradicionalismo, como se estivessem hibernando e despertassem para protagonizar um momento reativo. Propõe retornos a instantes que não existiram. Costumam atribuir a Satanás toda forma de culto que se diferencia da sua.

Borges está morto, mas vislumbrou nos enfrentamentos teológicos do Séc. XX uma prévia da rinha de galos que se tornaria o debate teológico nas redes sociais, onde há muita erudição professoral transviada, que se ocupa em ironizar e humilhar, e não alerta ou ensina.

Não vou cair no clichê de dizer que falta amor nas discussões, porque acho que o “amor” hoje em dia é tomado como desculpa para a leniência, quando na verdade amar muitas vezes é discordar e confrontar, para que o erro não prevaleça, ademais, com as inúmeras páginas de curtição e “zoeira”, estamos formando pequenos sabichões que se consideram aptos a discutir teologia mediante memes de internet, sem sequer terem lido a Bíblia toda.

Constrói-se então o cenário ideal para que Deus e sua palavra sejam deixados de lado em nome de convicções pessoais e arroubos de orgulho. E a audiência enche, cada qual com seu saco de milho para alimentar os galos que brigarão na rinha teológica on line.

Leia o conto “Os teólogos”.

Leia Borges.

E, nunca é demais lembrar, leia a Bíblia.

Por Renan Alves da Cruz

 

Publicado no portal Gospel Prime

 

Ativista gay quer limites à liberdade de crença

Toni Reis, conhecido ativista gay, publicou um artigo no jornal Gazeta do Povo, com ideias no mínimo perigosas a respeito da liberdade de crença.

O artigo Liberdade de crença versus apartheid social é sintomático de uma característica que nós aqui no Voltemos à Direita denunciamos há muito tempo, que é a veia autoritária deste movimento, que mediante o argumento de lutar por direitos de um grupo, procura suprimir a liberdade de expressão de quem não age segundo seu prontuário de exigências.

Chamei esta postura, num artigo recente, de Totalitarismo LGBT, e acho interessante trazer o texto de Toni Reis à baila, expondo meus contrapontos.

Os trechos em vermelho são do texto de Toni. Refuto em azul:

Liberdade de crença versus apartheid social

Está para ser julgado pela Suprema Corte dos Estados Unidos o caso de um confeiteiro processado por um casal gay por se recusar a confeccionar o bolo de casamento dos mesmos, com base em convicções religiosas contrárias ao casamento entre pessoas do mesmo sexo. No Colorado, estado onde aconteceu o fato, é proibida por lei a discriminação por orientação sexual. Desta forma, venceu nas instâncias inferiores da Justiça a alegação de discriminação impetrada pelo casal.

O título escolhido por Toni já diz muito. A liberdade de crença é contraposta a algo que ele compara ao apartheid, como se os homossexuais estivessem fracionados da sociedade por culpa da liberdade de crença. Usar termos como “apartheid”, “fascismo”, “nazismo”, são táticas de discurso superadas, pueris, além de desrespeitarem as verdadeiras vítimas destes movimentos. Não há alegação alguma que justifique assemelhar a conjuntura da população LGBT no Brasil e no Ocidente a um estado insuperável de segregação social, ainda mais provocado pela liberdade de crença.

Ele então apresenta o acontecimento que usará como base para a defesa de cerceamento da liberdade religiosa de quem pensa diferente dele: o caso de um confeiteiro que se recusou a fazer o bolo de casamento de um casal homossexual.

Abrimos aqui a dissensão de maneira clara e reparem como chega até a ser engraçado: Trata-se de um embate de ideias em que a pessoa que reclama de intolerância é a que quer cercear a liberdade de pensamento de quem discorda…

Afinal, nós não queremos impor a Toni Reis ou a qualquer militante do movimento LGBT a mudança de seu pensamento. Os seres superiores, que se consideram dotados de augusta sapiência presciente, e que querem enquadrar juridicamente pessoas por crime de opinião, são eles. 

O caso pode parecer trivial, mas ganhou importância porque levanta o debate sobre o desencontro entre os princípios constitucionais da liberdade de crença e de expressão, por um lado, e da não discriminação, por outro lado. O caso é um de vários parecidos ocorridos em diversos estados norte-americanos – de empresas sendo processadas por se recusarem a prestar serviços a casais do mesmo sexo por motivos religiosos – e a decisão da Suprema Corte poderá ser decisiva em determinar até onde vai o direito de liberdade de expressão e crença sem que se incorra em discriminação por orientação sexual.

As pessoas LGBTI e de outras minorias não querem e nem devem viver marginalizadas

O caso não parece trivial. Pelo contrário, é um caso de brutal seriedade. Uma decisão proferida pela Suprema Corte de uma das mais consolidadas democracias do mundo que ofereça superpoderes jurídicos a um determinado grupo, cassando a liberdade de pensamento dos outros, é algo de suma importância, que pode servir de bússola ao mundo no que diz respeito à inviolabilidade do direito de professar uma crença pessoal.

Uma decisão da Suprema Corte americana que viole esta liberdade pode solapar aquilo que conhecemos como democracia, direcionando o mundo todo a uma rotatória perigosa e totalitária.

A liberdade que pessoas do mesmo sexo possuem de viver sob o mesmo teto e relacionar-se afetiva e sexualmente não é afetada pela crença de quem, por convicção religiosa, acredita que o casamento é um sacramento só possível entre um homem e uma mulher.

Portanto, a recusa na confecção do bolo não coíbe ou impossibilita o relacionamento do casal.

Haveria discriminação se o confeiteiro agredisse o casal em virtude de sua sexualidade. Da forma como ocorreu, quem se prejudicou foi o próprio profissional, que optou abrir mão de um trabalho pelo qual seria remunerado.

Ao tentar forçar o profissional a agir em desacordo com suas crenças, realiza-se uma coerção. Tenta-se fazer com que uma pessoa contrarie suas próprias convicções, por imposição daquele que quer que sua vontade seja cumprida.

Um dos argumentos apresentados pela defesa do confeiteiro é o de que o casal poderia ter encomendado a confecção do bolo em outra confeitaria. Os advogados do casal veem neste argumento um paralelo com a segregação racial que existia nos Estados Unidos até os anos 1960/1970, antes de se tornar ilegal, na qual as pessoas negras tiveram de utilizar serviços específicos para elas, separadas das pessoas que não eram negras. Surge neste contra-argumento a visão de que a liberdade irrestrita de crença e expressão pode criar desigualdades e divisões discriminatórias e nocivas entre diferentes setores da sociedade, a partir da não aceitação por alguns de determinados aspectos da diversidade inerente nela.

Aqui esbarramos no ponto já abordado quando questionei o uso do termo “apartheid”. O movimento LGBT tira de seu mausoléu argumentativo comparações equivocadas, que tentam fazer demonstrar que há um movimento orquestrado que viola direitos elementares de pessoas homossexuais, como se tivessem que frequentar ambientes isolados e vivessem à margem da sociedade. Na verdade, é bem diferente da realidade que contemplo, em que vejo homossexuais frequentando quaisquer ambientes e atuantes em todos os setores de atividade. Considerar que haja semelhança entre a situação dos homossexuais, que são cultuados todos os dias nos meios de comunicação e nas redes sociais, representados no Parlamento e contemplados pelos mais variados direitos EXCLUSIVOS, é de uma colossal desfaçatez!

É aqui que Toni Reis solta a pérola máter: “a liberdade irrestrita de crença e expressão pode criar desigualdades e divisões discriminatórias e nocivas entre diferentes setores da sociedade, a partir da não aceitação por alguns de determinados aspectos da diversidade inerente nela.”

Juro que esta afirmação me assusta e que temo o mundo ansiado por gente que pensa desta maneira. O raciocínio chega a ser tacanho, algo como: pensar diferente é o que torna o mundo desigual, portanto, impeçamos que se pense diferente!

Essa é a essência confessa do que chamo de Totalitarismo LGBT.

No Brasil, já há decisões do Supremo Tribunal Federal de que o direito individual de liberdade de expressão não pode ser utilizado como salvaguarda para conduta ilícita que fira a dignidade humana alheia. No caso em tela, do bolo de casamento, pelo princípio constitucional da não discriminação, a prestação de serviços não pode envolver a criação de distinções entre seus usuários ou clientes em potencial, com a recusa de atender aqueles/as que estejam em desacordo com as convicções pessoais de quem presta o serviço.

Vamos colocar a coisa em termos práticos: um cristão crê que a Bíblia é a Palavra de Deus, portanto, é um livro sagrado. Ele considera que deve se nortear pelo que está escrito neste livro para agradar a Deus e cumprir seu propósito de existência. Este livro que ele toma como sagrado se posiciona contra o casamento de pessoas do mesmo sexo e diz que ele deve se posicionar assim, portanto, esta pessoa crê que se não agir desta forma está desobedecendo Deus, cometendo o que chamamos de pecado. Essa pessoa então se posiciona contra o casamento de pessoas no mesmo sexo.

Ela não os impede, apenas se recusa a tomar parte.

Ao obrigar que essa pessoa afronte aquilo que toma como propósito de máxima importância em sua vida, algo de valor metafísico, que a colocará em confronto interno consigo mesma e com seus valores, quem está cometendo violência contra quem?

Quem teria de lidar com maiores danos: quem teve que comprar o bolo em outra confeitaria ou quem desobedeceu um preceito que considera sagrado, dado por um Deus cujo fiel acredita que o propósito de sua existência é adorá-Lo e obedecê-Lo?

Se estamos falando de dignidade humana, quem teria de lidar com o maior dano emocional?

Não é preciso que se compactue das mesmas crenças de um devoto para respeitar o direito que ele tem de ter a crença, e agir conforme os preceitos dela.

Mas a lição subjacente a este debate vai além do mero comércio. É hora de fazer valer o justo meio entre a não discriminação e a liberdade de expressão e crença. Majoritariamente, as pessoas LGBTI e de outras minorias não querem e nem devem viver marginalizadas no gueto que a intolerância de setores fundamentalistas e ultraconservadores propõe. Devem exercer o direito de viver de forma integrada na sociedade, compartilhando em igualdade os bens nela existentes, com base no respeito mútuo.

A liberdade de expressão e crença, dentro dos limites da lei, é inviolável. Se o casal homossexual tivesse sido agredido ou ofendido eu concordaria com a posição de Toni Reis, entretanto, enquanto o exercício  das liberdades preservarem os direitos de todos os envolvidos, estes direitos não podem ser cassados mediante nenhum pressuposto.

Os cristãos respeitam os homossexuais e não desejam coibi-los ou cerceá-los. Acreditamos na igualdade, não nos privilégios, e consideramos que a liberdade deve ser comum a todos. Toni Reis deve ser livre para discordar de tudo o que penso, e eu, de tudo o que ele pensa, sem que nenhum de nós seja cerceado.

Não queremos lhes impor obrigação de viver debaixo de um totalitarismo cristão, mas não toleraremos permanecer debaixo de um totalitarismo LGBT.

Por Renan Alves da Cruz

Nando Moura revela porque Malafaia rompeu com Bolsonaro

Recentemente, Silas Malafaia ligou a metralhadora giratória contra Jair Bolsonaro. Os dois, que já se defenderam e se apoiaram publicamente agora romperam, com Malafaia dizendo que Bolsonaro não possui requisitos para se creditar à presidência.

Em vídeo recentemente publicado em seu ótimo canal no Youtube, Nando Moura revela que o motivo, no entanto, não está ligado à capacidade de Bolsonaro, ou a falta dela, mas sim à insatisfação de Malafaia com o deputado por este tê-lo defendido de maneira considerada pouco enfática pelo pastor, quando Malafaia foi chamado para depor à PF.

Nando inclusive mostra Malafaia usando o púlpito de sua igreja, lugar que deveria ser usado para outra finalidade, para prometer vingança contra Bolsonaro, sem citar seu nome, mas descrevendo características do deputado.

Silas Malafaia não é obrigado a concordar com Bolsonaro em tudo, mas sua motivação mesquinha mostra com quem efetivamente é seu comprometimento: apenas consigo mesmo.

Silas Malafaia logo logo estará chamando todos que não concordam com ele de direita xucra, quer apostar?

Por Renan Alves da Cruz

 

 

Assuma a impopularidade de ser cristão

A roda dos escarnecedores continua em franca expansão. A cada dia ganha mais agregados e entusiastas. Odiar o cristianismo e tecer críticas raivosas ao patriarcado judaico-cristão conta múltiplos pontos nos prontuários de popularidade.

Os dias correm rápido e o odômetro da Terra prossegue em sua marcha incansável. O fim está perto e o ódio do mundo por aqueles que defendem os princípios bíblicos já é indisfarçável.

As universidades, criadas e sustentadas durante séculos por entidades cristãs, mesmo naquelas que ainda mantém nomenclaturas que remetem ao cristianismo, se engajam na destruição do conservadorismo cristão com ferocidade avassaladora. Qualquer menção aos legados positivos de uma cultura pautada inteiramente por uma ética advinda do cristianismo é rechaçada como anátema. Ser cristão no mundo acadêmico é ser alienígena.

Ciro Sanches Zibordi, na obra “Evangelhos que Paulo Jamais Pregaria” escreve:

Imagine-se em uma estrada em que todos os veículos estão trafegando na contramão. O que acontecerá se você resolver trafegar na mão certa? Além de ficar com a impressão de que está na direção errada, todos os que de fato estão na contramão pensarão que estão certos!

Exato. Vivemos sob o jugo do impacto opinativo da mídia e dos intelectuais. Suas posições se tornam definitivas, mesmo que partindo de prismas e conceitos imprecisos e, muitas vezes, desonestos intelectualmente. Entretanto, forma-se o exército da maioria e, mesmo que trafeguem na contramão, vindo afrontar-se contra o único que anda na direção certa, este que acaba oprimido e instado a mudar sua direção.

Os cristãos verdadeiros são desprezados pelo mundo. Geralmente os que fazem sucesso nos meios politicamente corretos e progressistas só o fazem porque relativizam a Bíblia em temas impopulares.

Assumir a impopularidade de ser um cristão que não converge com o mundanismo desperta a fúria dos novos guardiões sociais, que o acusarão de extremista dentre tantos outros adjetivos, não se ocupando de ouvir ou refutar seus argumentos, como se a simples acusação de extremismo fosse em si só argumento triunfante.

O dever do cristão é iluminar o mundo através do seu exemplo, suas palavras e sua fidelidade aos princípios que o pautam. O cristão que afrouxa suas posições para ser benquisto num mundo que odeia Cristo é morno.

Intelectuais pop do youtube atuam como apóstolos do anticristianismo, sendo a sarça ardente de jovens despersonalizados, sedentos de mais pontinhos nas pranchetas de popularidade.

Estamos na mão certa. O desvio moral do mundo grita que estamos na contramão e que atrapalhamos o trânsito correto, mas sigamos por este caminho.

Este é o Caminho, a Verdade e a Vida.

Por Renan Alves da Cruz

 

ZIBORDI, Ciro Sanchez. Evangelhos que Paulo jamais pregaria, CPAD, p. 164

Publicado originalmente no portal Gospel Prime 

“Por que podemos criticar o cristianismo, mas não o Islã?”, quer saber Richard Dawkins

Richard Dawkins dedicou boa parte da sua vida acadêmica à crítica ao cristianismo. Entretanto, ao se manifestar recentemente contra o Islã, teve uma palestra sua cancelada em Berkeley e enfrentou a fúria do politicamente correto, que despejou cisternas de ódio contra o cientista.

Leia trecho da matéria de Gabriel de Arruda Castro, na Gazeta do Povo:

Um evento com a presença do cientista Richard Dawkins na universidade de Berkeley foi cancelado por causa de declarações “ofensivas” dele contra muçulmanos, o que reacendeu o debate sobre a falta de liberdade de expressão em uma das mais conceituadas dos Estados Unidos. 

O evento havia sido agendado pela rádio KPFA, de Berkeley, para agosto. A ideia era que Dawkins falasse sobre seu livro de memórias, “Brief Candle in the Dark”. Mas o evento foi cancelado depois que alguns tuítes de Dawkins com críticas ao Islã foram enviados aos organizadores do evento.

Dawkins, o mais famoso expoente do chamado neoateísmo e autor do best-seller “Deus, um delírio”, tem um longo histórico de críticas à religião em geral, e ao Cristianismo especificamente.

Nos últimos anos, entretanto, com a ascensão de grupos terroristas muçulmanos, ele tem centrado boa parte de seus ataques no fundamentalismo islâmico. 

“Nós não sabíamos que ele tinha ofendido – em seus tuítes e outros comentários sobre o Islã – tantas pessoas. A KPFA não apoia discursos ofensivos”, disse a rádio, em um comunicado. 

Em um dos tuítes citados pela KPFA para justificar sua decisão, Dawkins afirma que o Islã é “a maior força para o mal no mundo de hoje”. 

Dawkins, por sua vez, criticou a decisão da rádio, que ele disse ser sem fundamento. 

“Eu sou conhecido como um crítico frequente do Cristianismo e nunca foi desconvidado por causa disso. Por que dar um passe livre para o Islã? Por que é aceitável criticar o Cristianismo mas não o Islã?”, disse ele. 

O autor também disse que, longe de atacar os praticantes do Islã, entende que os próprios muçulmanos são as primeiras vítimas da cultura do Islamismo militante. 

Retomo:

Considero este um dos acontecimentos mais icônicos dos últimos tempos no meio acadêmico: o momento em que Richard Dawkins, até então um dos mais enfáticos odiadores profissionais do cristianismo, percebeu e reconheceu publicamente que há uma bolha protetiva em relação ao Islã, e que o cristianismo oferece, civilizacionalmente, um contexto cultural superior.

Tal reconhecimento é constante por parte dos cristãos, que nem conseguem expressar sua incredulidade quando acusados de fundamentalismo num mundo que protege enfaticamente a opressiva cultura islâmica. Ademais, a beleza da ironia é perceber que essa verdade foi assumida e está sendo defendida pelo maior dos detratores do cristianismo.

Richard Dawkins agora percebe que fez fortuna batendo num inimigo que nunca o confrontou num campo que não o das ideias e o dá fé, que mesmo não tendo validade como análise científica, não se compara com ações tais quais o boicote e a ameaça. O cristianismo é um pilar civilizacional incomparável, tendo legado ao Ocidente todos os principais valores que nos protegem da barbárie.

As religiões não são todas iguais. Os religiosos não são todos iguais.

Só o cristianismo pode salvar o ocidente.

Por Renan Alves da Cruz 

 

 

 

Marmanjo no banheiro da sua filha? Agradeça ao Alckmin!

Artigo de Thiago Cortês, publicado no Reaçonaria: 

 

Se sua filha é aluna da rede de ensino público no Estado de São Paulo, ela estará sujeita a dividir, a partir de agora, o banheiro da escola com colegas do sexo masculino. Sim, qualquer um deles poderá levar o pênis para passear no banheiro que sua filha frequenta.

É este o resultado prático da pérfida e abusiva lei estadual nº 10.948, assinada pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) em 24 de maio passado.

Por meio dela, Alckmin “regulamentou o uso do banheiro nas escolas públicas do Estado de acordo com a identidade de gênero em que cada aluno se reconhece”.

Em bom português, o aluno que se identificar como mulher ou com alguma das dezenas de variações que o elástico e indefinível rótulo de transgênero oferece, poderá ir ao banheiro feminino para quebrar tabus enquanto urina ou defeca.

Um atentado contra a segurança e a privacidade das crianças e adolescentes, sancionado por Geraldo Alckmin – esta massa humana de covardia, tibieza de espírito e falta de coragem moral a quem entregamos São Paulo por absoluta falta de opção.

Para tentar justificar esta situação kafkiana inaugurada nas escolas paulistas, o governo Alckmin enviou um release mentiroso e vergonhoso à imprensa, afirmando, em tom triunfal, que o banheiro unissex é um “direito garantido aos alunos paulistas”.

O texto cita que “já chega a 365 o número de estudantes que usam o nome social” em São Paulo, como se isso justificasse alguma coisa. Mas é exatamente o contrário!

Ora, basta ponderar que são quatro milhões de crianças e adolescentes matriculados na rede estadual de ensino de São Paulo. Portanto, a lei de Alckmin submete milhões de estudantes aos caprichos de pouco mais de 300 indivíduos…

A gulosa militância LGBT

A medida levará ao constrangimento centenas de milhares de alunos e alunas que não pediram para dividir seus banheiros com colegas do sexo oposto.

Alckmin apresentou sua lei na semana que se comemora a Semana Internacional de Luta Contra a Homofobia. Um claro agrado à gulosa militância LGBT, que só estará satisfeita quando os héteros forem privados do direito a clubes e banheiros exclusivos.

O que combate a homofobia – bem entendida como atos de violência contra homossexuais, e não o desconforto natural e não-violento que muitos têm diante deles – são punições exemplares e não uma lei estúpida que transforma banheiros, que costumamos usar para defecar e urinar, em espaços para afirmação de novas identidades sexuais.

Geraldo Alckmin é incapaz de oferecer segurança aos estudantes e professores que são obrigados a frequentar suas escolas estaduais caindo aos pedaços, mas instalou nelas banheiros unissex para satisfazer meia dúzia de militantes que votam no PSOL.

Alckmin personifica o vácuo de ideias próprias e o medo das patrulhas que corrompeu praticamente toda a classe política. Graças ele, agora todo tipo de sujeito depravado terá franco acesso ao banheiro feminino nas escolas.

Vagões exclusivos para mulheres e banheiros para todos?

Em 2015 o então governo Dilma já havia instituído uma norma federal para banheiros de escolas e universidades, mas sem nenhuma regulamentação específica. Os estados, então, passaram a agir por contra própria em competição pela simpatia das militâncias.

É interessante notar o grau de esquizofrenia dos militantes que exigem vagões específicos para mulheres nos trens, promovendo uma segregação politicamente correta, ao passo que lutam por uma orgia de pênis e vaginas nos banheiros das escolas.

Apenas uma classe política radicalmente apartada da sociedade, ludibriada por fantasias politicamente corretas forjadas por militantes e jornalistas,  respirando em um ambiente de corrupção moral, pode se entregar a tamanhas contradições e falácias.

Geraldo Alckmin, a personificação do exposto acima, é o governador mais frouxo que São Paulo já teve e o seu lugar certamente não é na presidência, mas na lixeira da História.

Por Thiago Cortês, publicado no Reaçonaria: