O coelhinho não foi crucificado

Quem foi crucificado, o coelhinho?

Estamos vivendo dias muito importantes, tanto para católicos como evangélicos. Logo, para um país como o Brasil, de absoluta maioria cristã, não deveria haver muita discussão quanto à simbologia e significado da páscoa.

E o entanto, a percepção que ganha corpo, ano a ano, é que para essa maioria, para grande parte de cristãos, tanto católicos, quanto evangélicos, a páscoa não passa de mais um feriado.

Quantos não abreviaram o dia de trabalho na quinta-feira e estão agora “curtindo” o “feriadão”? É feriado? É páscoa? Ovos de chocolate? Coelhinho da páscoa? Afinal, o que é a páscoa?

A triste realidade é que a confusão é geral. Entre as crianças e pasmem, entre os adultos. Leiam abaixo uma pequena ilustração fictícia, mas, muito próxima de uma ilustração real do ponto em que podemos ter alcançado:

– Papai, o que é Páscoa?

– Ora, Páscoa é… Bem… É uma festa religiosa!

– Igual ao Natal?

– É parecido. Só que no Natal comemora-se o nascimento de Jesus, e na Páscoa, se não me engano, comemora-se a sua ressurreição.

– Ressurreição?

– É, ressurreição… Marta vem cá!

– Sim?

– Explica pra esse garoto o que é ressurreição, pra eu poder ler o meu jornal.

– Bom, meu filho, ressurreição é tornar a viver após ter morrido! Foi o que aconteceu com Jesus, três dias depois de ter sido crucificado… Ele ressuscitou e subiu aos céus. Entendeu?

– Mais ou menos… Mamãe, Jesus era um coelho?

– O que é isso menino? Não me fale uma bobagem dessas… Coelho?! Jesus Cristo é o Papai do Céu! Nem parece que esse menino vai à igreja! … Jorge, esse menino não pode crescer desse jeito. Até parece que não lhe demos uma educação cristã! Já pensou se ele solta uma besteira dessas na escola?

– Mamãe, mas o Papai do Céu não é Deus?

– É filho, Jesus e Deus são a mesma Pessoa. Você vai estudar isso na EBD. É a Trindade! Deus é Pai, Filho e Espírito Santo.

– O Espírito Santo também é Deus?

– É sim.

– E Minas Gerais?

– Sacrilégio…!!!

– É por isso que a ilha de Trindade fica perto do Espírito Santo?

– Não é o Estado do Espírito Santo que compõe a Trindade, meu filho, é o Espírito Santo de Deus! É um negócio meio complicado, nem a mamãe entende direito. Mas se você perguntar na EBD a professora explica melhor!

– Bom, se Jesus não é um coelho, quem é o coelho da Páscoa?

– Eu sei lá?!? É uma tradição… É igual a Papai Noel, só que ao invés de presente ele traz ovinhos.

– Coelho bota ovo?

– Chega!! Deixa eu ir fazer o almoço que eu ganho mais…

– Papai, não era melhor que fosse galinha da Páscoa?

– Era… Era melhor, sim…

– Papai, Jesus nasceu no dia 25 de dezembro, né? Que dia ele morreu?

– Isso eu sei: na Sexta-feira Santa!!

– Que dia, e que mês?

– (???) Sabe que eu nunca pensei nisso?? Eu só aprendi que ele morreu na Sexta-feira Santa, e ressuscitou três dias depois, no Sábado de Aleluia!

– Um dia depois!

– Não… Três dias depois!

– Então, morreu na Quarta-feira!

– Não, morreu na Sexta-feira Santa… Ou terá sido na Quarta-feira de Cinzas? Ah, garoto, vê se não me confunde! Morreu na Sexta mesmo, e ressuscitou no sábado, três dias depois! Como? Pergunte à sua professora de EBD!

– Papai, porque amarraram um monte de bonecos de pano lá na rua?

– É que hoje é Sábado de Aleluia, e o pessoal vai fazer a malhação do Judas. Judas foi o apóstolo que traiu Jesus.

– O Judas traiu Jesus no Sábado?

– Claro que não! Se Jesus morreu na Sexta…!

– Então por que eles não malham o Judas no dia certo?

– Ui…

– Papai, qual era o sobrenome de Jesus?

– Cristo. Jesus Cristo.

– Só?

– Que eu saiba sim, por quê?

– Não sei não, mas tenho um palpite de que o nome dele era Jesus Cristo Coelho. Só assim esse negócio de coelho da Páscoa faz sentido, não acha?

– Ai coitada!

– Coitada de quem?

– Da sua professora de Escola Bíblica Dominical!

Voltamos

Como bem disse o Reverendo Hernandes Dias Lopes, A cada ano, vende-se uma páscoa sem conteúdo e sem significado. Agradável ao paladar, mas sem nenhuma provisão para a alma. É hora de devolver a páscoa ao seu verdadeiro dono, Jesus, o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!

O que todos devem ter em mente é que o coelhinho não foi crucificado e muito menos, ressuscitou.

Ovos de chocolate podem ser deliciosos, mas, não se comparam às delicias da salvação em Cristo Jesus!

Por Jakson Miranda

 

Matar o bebê Hitler ou abortar o Anticristo?

Um conhecido meu, esquerdista, entusiasta defensor do aborto, me disse há alguns anos ter uma questão provocadora, uma espécie de charada.

Já alerto que ele não tinha qualquer parâmetro teológico ou escatológico. Seu ideário sobre o assunto era uma soma de pressupostos hollywoodianos.

A questão era:

O que aconteceria se um cristão descobrisse o nascimento iminente do anticristo e tivesse a oportunidade de impedi-lo, através de um aborto?

O problema pretendia-se dúbio. Como pensava que os cristãos morriam de medo do anticristo, queria que eu respondesse que abortaria, para logo verberar: Então o aborto é sujeito a julgamentos? Há parâmetros que vocês mesmo estipulam para dizer quem pode abortar ou não? Hipócritas!

Respondendo que não abortaria, ele, com máximo cinismo, já que não cria no que me acusaria de legitimar, diria: Então deixaria nascer alguém que acabaria com a humanidade só para não ceder em um único aborto? Esse é o amor dos cristãos?

Na época não lhe dei muita atenção, apenas considerei que estavam desenvolvendo formas cada vez mais apelativas para defender o assassínio de bebês. Tentei explicar que a visão que ele tinha da figura do anticristo estava distorcida. Percebendo que não ia me amarrar em sua teia, preferiu desistir.

Mas não esqueci daquela proposição e dos significados subtextuais em seu bojo.

O campo das impossibilidades é fértil para a produção de análises hipotéticas. O escritor americano Stephen King, um dos meus preferidos, já lidou duas vezes em sua obra com a questão da legitimação do assassinato. Em Zona Morta, um personagem debate a decisão de matar ou não alguém que ele sabe ser um futuro tirano.

Em dado momento, começa a se questionar se, sabendo tudo o que sabemos hoje sobre Hitler, caso tivéssemos uma máquina do tempo, se seria um gesto nobre voltar à Europa do fim do século XIX para matar Hitler, enquanto ainda bebê, poupando o mundo do que ele viria a perpetrar.

Em outro livro, Novembro de 63, a viagem no tempo acontece, e no caso, para deter Oswald, o (esquerdista radical) assassino de John Kennedy.

Pensei que a literatura tivesse se limitado à ficcionalização destes casos mais extremos e, confesso, encontro neles alguma relevância reflexiva. É claro que, como cristão e historiador, tenho perspectivas particulares sobre a construção do presente pelo molde do passado, e da ação soberana de Deus em todas as coisas, num mundo vil e imperfeito porque tomado pelo pecado iniciado em Adão e perpetuado por todos a partir dele, exceto o único que jamais pecou, e que a todos redimiu.

Mas realmente fiquei surpreso quando descobri que o desafio proposto por aquele meu conhecido esquerdista encontrava eco também numa obra da literatura, não sendo ele, portanto, o único gênio da raça a estar perdendo tempo com isso. Topei com a mesma patacoada no livro Renascido de F. Paul Wilson (o F. é de Francis), autor não muito conhecido de ficção de terror e suspense. Tem até uma boa obra do gênero chamada O Fortim, que recomendo a quem apreciar o gênero.

O livro de Wilson lida com a fascinação que desperta a figura do anticristo. Na trama, um cientista, trabalhando paralelamente ao projeto Manhattan – que gerou a bomba atômica – desenvolve um projeto de clonagem.

Como teste,  clona a si mesmo.

E este clone, por não ter alma, se torna o meio de ação para viabilizar o nascimento do anticristo.

As sementes progressistas que Wilson solta no decorrer do texto não o estragam, pelo menos até o momento crucial em que o grupo de católicos responsável por conter a ameaça do mal tem de decidir se o abortam ou se o deixam viver.

E neste momento o chilique abortista aparece, e mesmo uma obra de ficção nonsense se empresta ao imperdoável, deixando de objetivar ser arte, para ser militância e imposição ideológica.

Renascido não é um bom livro, não é sequer um livro relevante, seja como literatura de entretenimento ou como marco do gênero em que se situa.

Mas revela uma faceta interessante dos abortistas:

Eles estão doidos para nos fazer abrir uma exceção.

Eu não cedo ao abortismo, não negocio minhas convicções, não me deixo enovelar por devaneios e fantasismos. A defesa do aborto é uma daquelas coisas que me suscitam vergonha alheia, que evidenciam a falência moral do gênero humano, o lodaçal a que chegamos em virtude do relativismo.

Todos os que são a favor do aborto já nasceram, como disse Reagan. Evocar “liberdade” ou “propriedade” do corpo da mulher é uma daquelas tolices que, repetidas à exaustão, anestesiam a capacidade intelectual das pessoas.

Um feto não invade a propriedade ou priva a liberdade de quem quer que seja. O feto não pertence ao MST e invade um útero desapropriado a seu bel-prazer. Há todo um aquilo-nisso e um isso-naquilo, com centenas de formas preventivas, que o geram.

Um pouquinho de controle e responsabilidade, senhoritas, e nada “invadirá” sua liberdade e propriedade.

Não é possível voltar no tempo e alterar o curso da história matando um tirano, nem prever o destino e a índole das crianças que nascerão.

Fato é que, sem qualquer acanhamento, os abortistas agora chamam até o anticristo na conversa, para legitimar sua disposição de assassinar crianças inocentes…

Por Renan Alves da Cruz 

 

 

 

Você está pronto para ser impopular?

O cristianismo vive uma situação insólita: é tratado por seus inimigos como uma ideologia predominante e vilipendiado sem descanso por pertencer ao status quo.

O problema é que esta predominância não se traduz mais em impacto cultural na sociedade. Se o Ocidente é uma construção do cristianismo, sua destruição, como não poderia deixar de ser, ocorre exatamente através da ação do anticristianismo.

A globalização é anticristã, não no sentido escatológico apenas, mas na imputação do multiculturalismo como ideologia cool.

E, por óbvio, num mundo que exalta o multiculturalismo, uma crença que se propõe única e exclusivamente correta, se tornará impopular.

O cristianismo bíblico é impopular.

Se por um lado o aumento do número de evangélicos no país pode ao menos trazer esperança, por outro, é fato consolidado que este aumento não tem demonstrado ainda efeito qualitativo. As igrejas abarrotadas são, quase sempre, as que mercadejam prosperidade material.

Não conseguimos imaginar, portanto, que muitos destes novos convertidos permaneceriam se seus interesses não fossem prontamente atendidos. Mesmo que extrema, a analogia com a perseguição sempre se reveste de importância, afinal, se de uma hora para outra o cristianismo se tornasse proibido aqui e fosse punido com tortura e morte, quantos será que aguentariam?

Não é possível, portanto, quantificar o cristianismo brasileiro somente a partir dos frequentadores de igrejas, já que este método não permite distinguir servos de Deus de palermas interesseiros que estão lá atrás de carro zero.

O cristão verdadeiro é aquele que não negocia sua fé, e que não coaduna com princípios mundanos quando eles se distanciam das ordenanças bíblicas.

E, geralmente, numa realidade em que o pensamento intelectual, a inclinação acadêmica e a ocupação midiática são progressistas, o cristão verdadeiro adquire impopularidade. Lidar com isso é mais do que alguns podem suportar enquanto perseguição, de modo que abrem mão de princípios para serem aceitos nas rodas de amigos.

Por isso, encontramos cada vez mais, e menos desavergonhados, aquela espécie quase extraterrestre: o cristão de esquerda, ou seja, aquele que se diz cristão, ao mesmo tempo em que apoia uma ideologia que desde seu nascedouro só fez e faz afrontar e combater todo e qualquer cristianismo.

Inúmeros “cristãos” querem viver sem nenhuma coerência em relação às ordenanças bíblicas, sem qualquer renúncia ou arrependimento. Podem endossar listas e censos de evangélicos, mas não o são. Não abrem mão de sua própria visão de mundo e a nada renunciam. Não abrem mão da popularidade nos ambientes de predomínio progressista.

Viver o que Cristo ensinou hoje é impopular. Haverá tempo, e breve está, em que muitas de nossas posições serão proibidas e criminalizadas.

Cada um deverá decidir se continua ou apostata.

Você está pronto?

Por Renan Alves da Cruz

Publicado no portal Gospel Prime 

 

Intolerância religiosa: a nova praga do politicamente correto

Num mundo que não estivesse tomado de assalto pelo politicamente correto, ser tolerante com outras religiões seria o equivalente a considerar que qualquer pessoa possui o direito de exercer sua prática religiosa sem sofrer perseguições e coações.

Este mundo, entretanto, só existe agora nas rememorações nostálgicas.

O mundo de agora, novo e ultraconectado, conta com informações em demasia, num contexto em que o marxismo cultural superabundou. As universidades e redações jornalísticas foram dominadas.

O resultado disso, por óbvio, é o dimensionamento do fluxo de informação com viés progressista.

Ou seja, vitimismo, inversão de valores e a praga do politicamente correto.

Não por acaso, o grande vilão a ser enfrentado é o cristianismo. Sua perenidade os incomoda, pois querem valores supérfluos e relativos. Sua contundência inabalável suscita furores que até lhes incandescem os olhos.

A salubridade ética do verdadeiro cristianismo os põe em polvorosa, na medida em que, treinados a destruírem tradições e padrões, não conseguem transpassar o Supremo escudo que, a despeito de qualquer oposição, prevalece.

Este enfrentamento gera distorções morais e analíticas que saltam aos olhos. Um exemplo claro é a questão da citada intolerância religiosa, que, como já disse em artigo anterior, é sempre uma maneira empolada de criticar o cristianismo.

O contorcionismo retórico é desavergonhado: Se um muçulmano explodir dezenas de cristãos num atentado contra os “infiéis”, gritando Allahu Akbar, a mídia usará o fato para atacar a intolerância religiosa dos cristãos(!!!), por usarem este “fato isolado” para espalhar a mentira de que o islamismo é violento!

São dias tão tumultuados que já não basta mais aceitar a existência livre e desimpedida de uma religião diferente. Os totalitários só o considerarão tolerante se você professar que qualquer outra religião é tão correta quanto à sua!

Parece insano, e é. Coisa de gente que foi pouco (ou muito) psicanalisada e se ausentou da esfera racional, ademais, é assim que as coisas estão funcionando nos círculos intelectuais. Há uma completa ausência de sentido lógico nas exigências da nova polícia do pensamento.

O contrassenso é cabal. Por que eu seguiria determinada religião, se outra, ou todas elas, fossem igualmente corretas?

Mas não precisa fazer sentido. O politicamente correto raramente faz.

Tolerância, para esta gente, virou sinônimo de concordância. Não basta dizer que você não persegue ou objeta a existência de religiões de matriz africana: eles querem que você diga que elas são tão certas quanto a sua.

Experimente falar o oposto:

Intolerante! Fascista! Nazista!

E farão montagens com sua fotografia, lhe adornando com o bigodinho de Hitler.

Portanto, se quiser fazer sucesso com o pessoalzinho cool, se dobre a esta agenda. Se disser que somente o cristianismo está correto, se tornará um proscrito.

Se disser que Jesus é o único caminho, você está fora.

Será um fundamentalista. Um intolerante religioso.

Por Renan Alves da Cruz

 

Publicado no portal Gospel Prime

Trump restringe entrada de imigrantes e refugiados

Donald Trump emitiu decreto restringindo a entrada de imigrantes e refugiados nos EUA. Qual a opinião deste blog?

Antes, leiam reportagem do G1.

O governo dos Estados Unidos irá estender a restrição à entrada de imigrantes também aos estrangeiros que tenham autorização de residência permanente no país, os chamados “green cards”, afirmou neste sábado (28) o Departamento de Segurança Doméstica. Na sexta, o presidente Donald Trump assinou uma ordem executiva com “novas medidas de veto” a pessoas de sete países que desejam entrar nos EUA.

Segundo a Deutsche Welle, um rascunho do documento ao qual agências de notícias tiveram acesso previa a suspensão da emissão de vistos para cidadãos de Irã, Iraque, Líbia, Somália, Sudão, Síria e Iêmen por ao menos 30 dias. Além disso, o plano seria suspender o programa americano de refugiados por 120 dias.

O decreto firmado por Trump não bloqueia de forma imediata a entrada de refugiados, mas estabelece barreiras para a concessão de vistos, de acordo com a France Presse. No ano fiscal de 2016 (1º de outubro de 2015 a 30 de setembro de 2016), os Estados Unidos admitiram em seu território 84.994 refugiados, de diversas nacionalidades, incluindo 10 mil sírios.

A intenção do novo governo é reduzir drasticamente este número, o que no caso dos sírios pode chegar a 50%.

Encerramos

O que pensa este blog a respeito? Bem, seremos sucintos: resta aos imigrantes e refugiados dos países citados no veto, pedirem asilo a outros países de adaptação bem mais fácil do que os EUA. Deixo aqui algumas sugestões: China, Índia, Indonésia, Turquia, Arábia Saudita e Paquistão.

Nunca é demais perguntarmos como que esses países estão lidando com a crise de refugiados, né?!

Por Jakson Miranda

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A fé cristã vai além da razão, nunca contra ela

A generalização mais mesquinha do mundo pós-contemporâneo, provavelmente, é aquela que coloca fé e razão em frentes opostas, como se inconciliáveis. Como nada é por acaso, carrega consigo um pesado discurso, que, basicamente, pode se resumir a: se você tem fé é porque abriu mão da racionalidade.

É um raciocínio relapso sob todos os aspectos. Não se sustenta histórica nem filosoficamente. Acaba por ser, portanto, uma muleta fajuta para que pessoas de autoestima fraquejante possam louvar-se a si mesmas por estarem na pretensa parcela superior, iluminados pelo farol sapiente da descrença.

Há racionalidade na fé e na transcendência, ela apenas ultrapassa a fronteira limítrofe que alguns se impuseram.

A síntese disso é a frase de Paul Little, que intitula este artigo.

“A fé cristã vai além da razão, nunca contra ela”.

Ruminei tais pensamentos ao fazer a leitura do livro “Anjos e demônios”, de Dan Brown. Nunca havia lido nem assistido filme algum baseado em suas obras. O sucesso da década passada, que o colocou dentre os escritores que mais faturaram na história, o precedeu, e, por óbvio, já sabia basicamente do que sua obra se tratava.

Porém, como tenho preconceito contra livros que todo mundo está lendo, esperei dez anos para que chegasse sua vez em minha fila de leitura, para tirar minhas próprias conclusões.

Ainda não li “O código da Vinci”, mas em breve o farei, ampliando assim minha visão sobre o autor e, principalmente, sobre a tessitura de seu trabalho.

Esteticamente, não possui nenhum talento a ser superlativado. A escrita é fluida e o interesse pela narrativa se mantém. Usa o método “Sidney Sheldoniano” de criar mini-clímax ao final de cada capítulo, aguçando ao leitor a seguir para o próximo.

Tal qualidade é essencial para um escritor de best-sellers. O leitor tem que ficar no cio, desesperado pelo capítulo seguinte e pela recorrência do que acabou de ler. Dan Brown o faz muito bem. A história também, enquanto thriller, é coesa, bem amarrada e possui um final surpreendente.

Enquanto ficção, boa leitura.

O problema é que Dan Brown transcendeu este papel. Numa Era tão idiotizada, qualquer um se torna portador de verdades universais, e isto ocorreu com este ficcionista. Em terra de cego quem tem um olho é rei, porém, em terra de rei, quem tem dois olhos enxerga…

Dan Brown não tem traquejo para desvelador de segredos. Sua defesa ideológica exige escoras que a História, por exemplo, não lhe fornece.

O autor sustenta sua obra sob o pilar supracitado: a divergência entre ciência e religião. Age como se a religião organizada tramasse contra o progresso, não discernindo a verdade cabal de que a sociedade ocidental está fundamentada sobre a viga-mestra do cristianismo. Dan Brown transparece que a ciência evolui apesar da herança judaico-cristã ocidental, o que, sob qualquer prisma que se analise, é um acinte.

Transcrevo um dos trechos mais importantes, onde o livro chega perto de fornecer uma relevante reflexão.

Notem o discurso de um personagem religioso:

A velha guerra entre a ciência e a religião está encerrada. Você venceram (…) A religião não tem capacidade para acompanhar isto. O crescimento científico é exponencial. Alimenta-se de si mesmo como um vírus. Cada novo avanço abre espaço para novos avanços. A humanidade levou milhares de anos para evoluir da roda para o carro. E apenas décadas do carro para o espaço (…) O abismo entre nós se aprofunda sem parar e, à medida que a religião vai ficando para trás, às pessoas se veem num vazio espiritual, implorando pelo sentido das coisas.

(…)

A ciência, dizem vocês, vai nos salvar. A ciência, digo eu, nos destruiu. Desde o tempo de Galileu e Igreja vem tentando diminuir o ritmo da marcha implacável da ciência, às vezes por meios equivocados, mas sempre com intenções benéficas.

(…)

À ciência, quero dizer o seguinte: a Igreja está cansada. Estamos exaustos de tanto tentar ser uma diretriz para o mundo. Nossos recursos estão esgotados por sermos a voz do equilíbrio enquanto vocês se atiram de cabeça em sua busca por chips menores e lucros maiores.

Pincei alguns excertos, mas o discurso – o ponto alto do livro – se estende por três páginas.

Ao opor fé e ciência, Dan Brown desfoca o que poderia ser uma apropriada reflexão sobre os flexíveis e abstratos valores contemporâneos, sobre a efemeridade alimentada por um sistema de consumo estruturado através de obsolescência programada.

Prefere inimizar fé e razão, religião e ciência, como dois antagonistas medievos, ainda por cima mencionando o velho trunfo de sempre: Galileu Galilei.

O homem que na verdade prova que a Igreja apoiava a ciência se tornou a evidência mais usada hoje dia para explicar o contrário…

Galileu Galilei, na verdade, foi denunciado à Inquisição por outros cientistas que o consideravam um charlatão…

Foi, inclusive, pedir auxílio e foi defendido por jesuítas…

Mas essa história fica para outro artigo.

Fé e razão são perfeitamente conciliáveis. Sou cristão e sou racional. Tão racional que não consigo cegar-me ao fato de que a perfeição da vida em todas as suas minúcias não poderia brotar sem uma Inteligência Máxima geradora.

A diferença é que a racionalidade de quem tem fé em Deus, se alarga para a dimensão que Ele alcança, entrando no campo metafísico.

Sendo Ele infinito, a fronteira racional de quem O teme se amplifica.

Vai além da razão, nunca contra ela.

Dan Brown é literatura de entretenimento. Não há problema algum em ler, desde que você não seja o tipo que confunde fatos reais com fantasia.

É mera e boba ficção.

Por Renan Alves da Cruz

 

Publicado no portal Gospel Prime

Grupo islâmico quer impedir que líder cristão ore na posse de Trump

O que vocês acham de um determinado grupo islâmico tentar barrar que um líder cristão esteja presente na cerimônia de posse do presidente eleito Donald Trump? Pois é! Não se trata de algo inimaginável.

O republicano Donald Trump tomará posse no próximo dia 20. Estamos falando de um dos momentos mais singulares que ocorrerá no país de maior importância política e econômica da atualidade.

Falo do funcionamento pleno da democracia. E por falar em democracia, um grupo islâmico, mas precisamente o Conselho de Relações Americano-Islâmicas (CAIR) quer convencer Donald Trump a não permitir que Franklin Graham ore na cerimônia de posse do novo presidente.

Vou repetir!

Um grupo islâmico quer impedir que Franklin Graham, filho do famoso pastor Billy Graham, ore na posse de Donald Trump.

É evidente que o presidente eleito não acatará tal “conselho” e poderá receber orações para que Deus abençoe sua gestão e seu país. Muito provavelmente, Graham não será o único religioso presente na cerimônia. É igualmente provável que Graham não seja o único a clamar as bênçãos de Deus sob o novo governo.

O suposto problema remonta ao ano de 2015, quando Franklin Graham fez a seguinte declaração pelas redes sociais:

Todo muçulmano que vem para este país tem o potencial para ser radicalizado e morrem para honrar a sua religião e Muhammad“.

Se ele quis mesmo dizer o que vai acima, alguém pode enxergar aí uma fala imprudente, uma vez que não são todos os muçulmanos que se radicalizam. Mas, usar tal fala para barrar sua presença em um evento que representa os valores democráticos de uma nação? Aí já é demais, não?!

Além disso, é importante sabermos o que realmente Franklin Graham pensa sobre os muçulmanos. Leiam outra declaração sua:

“Os muçulmanos são ofendidos quando as pessoas zombam da sua fé. Eu discordo do Islã. Mas só porque eu discordo, eu não vou zombar deles ou recorrer à violência. Nós precisamos mostrar respeito às pessoas de outras raças e crenças. O que aconteceu com a civilidade e o respeito?”

O que vocês acham? Está claro e não há sombra de duvidas de que o referido Conselho quer mesmo é impor censura e perseguição religiosa em pleno solo americano, Quanta ousadia!

Onde estão o respeito, a civilidade e o espírito democrático? Com a palavra, os lideres islâmicos.

Por Jakson Miranda

Quem é a nova direita? O que ela pensa? Por que os “intelectuais” a temem tanto?

Artigo de Adolfo Sachsida

Cansado de ouvir tantas besteiras na grande imprensa, decidi escrever esse post.

1) Quem é a nova direita?
A nova direita é a mesma de sempre: reúne liberais, conservadores e anticomunistas em geral. A nova direita reúne pessoas comuns que só querem ser deixadas em paz, que querem um Estado eficiente e que respeite nossas famílias, nossas liberdades, e nossas instituições. Nós sempre estivemos por aqui, mas a grande mídia, os intelectuais, o “beautiful people”, e movimentos organizados (tais como sindicatos, e movimentos estudantis) há muito tempo fazem questão de nos ignorar. Esse pessoal dividiu o mundo entre PT (partido de esquerda) e PSDB (partido de centro esquerda), e passou a chamar qualquer um mais a direita do PSDB de extrema direita, ultra radical conservador, ou neoliberal.

O avanço da internet e de mídias alternativas deu vazão, deu representatividade ao que agora se chama de Nova Direita. Daí a impressão de que nosso crescimento é grande, na realidade os conservadores e liberais no Brasil sempre foram maioria. Eram apenas deixados de lado, mas isso está mudando e incomoda muita gente. Incomoda principalmente os “intelectuais”, os partidos de esquerda, e jornalistas que estavam acostumados com o monopólio da bondade da esquerda no debate nacional.

2) O Que a Nova Direita pensa?
Valorização do indivíduo e da família como unidade básica da sociedade, isto é, a direita quer menos poder para o Estado e mais poder para o indivíduo. A direita não gosta de coletivos (tais como sindicatos) tomando decisões que deveriam ser tomadas pelo indivíduo. A direita protege a vida desde sua concepção, pois entende que o direito a vida precede qualquer outro direito. A direita defende também o direito do indivíduo defender sua família e sua propriedade. Logo, a direita é a favor da propriedade privada e dos meios privados necessários para defende-la (tal como o porte de armas). A direita é também a favor da responsabilização individual, o que quer dizer que a culpa em última instância pelo ato criminoso é do indivíduo. A direita defende também o direito dos pais educarem seus filhos de acordo com sua crenças e convicções. A direita costuma gostar da tradição, pois entende que as tradições são respostas a problemas já esquecidos pela sociedade, e o abando de determinadas tradições pode resultar na volta de antigos problemas. Por fim, a direita é sempre favorável a mudanças lentas na sociedade. Isto ocorre por causa de nossa desconfiança na capacidade do Estado. Logo, para evitar grandes rupturas da ordem, o melhor é que a mudança seja sempre gradual. Assim, sempre será possível corrigir eventuais erros antes que os mesmos se transformem em catástrofes.

Em resumo, a direita defende a liberdade individual, a propriedade privada, e a vida humana. Exatamente por que os “intelectuais” temem tanto a direita?

3) Por que os “intelectuais” temem tanto a Direita?
Já notou a quantidade de analistas na grande mídia que diz temer o crescimento da direita? Ora, a direita defende a liberdade individual, a propriedade privada, e o direito a vida. Exatamente por que isso é perigoso? É perigoso apenas para os esquerdistas que se acostumaram a ter o monopólio das virtudes. A esquerda domina tanto a academia como os veículos de comunicacao em massa, o crescimento da direita representa para eles uma ameaca direta ao seu monopólio na divulgação das ideias, e ver seu monopólio em xeque os assusta.

Note que a esquerda taxa seus inimigos de “canalhas”, “xenófobos”, “homofóbicos”, entre outras ofensas. Em momento algum ela discute ideias, a esquerda perdeu o hábito de debater. Quando você ouvir algum “intelectual” dizendo estar com medo da ascensão da nova direita pergunte a ele o porque dele ter medo das ideias de liberdade, propriedade, e vida. Você verá que ele irá lhe ofender, mas nunca irá lhe responder.

Eu sou um conservador, não sou um radical e nem um canalha. Defendo ideias nobres, ideias que são o coração de nossa sociedade. Basta de ofensas! Eu exijo respeito ao meu pensamento!

Publicado no blog de Adolfo Sachsida

 

Sou a favor da pena de morte

No primeiro dia do ano, enquanto as pessoas ainda se abraçavam, desejando entre si um feliz 2017, os líderes da facção criminosa FDN, empreenderam uma aterradora carnificina, digna dos piores filmes de terror.

Foram quase 60 mortos a sangue frio. A grande maioria dos mortos foi decapitada, outros tantos, esquartejados.

Custo a acreditar que alguém seja capaz de tamanha monstruosidade e não me sai da memória esta imagem:

Trata-se de uma mãe que chora a perda do filho. Nesse ponto, não me incluo entre aqueles que “aplaudiram” a morte dos presidiários. Não consigo minimizar a barbárie cometida por criminosos, mesmo que tenha sido uma barbárie perpetrada contra outros criminosos: assassinos, traficantes e estupradores. Como disse em post anterior, Isso não é justiça. Isso está longe do apreço à vida. Isso passa ao largo do senso de humanidade.

Um dos líderes da FDN, mandante e autor da matança, não se preocupou em posar para fotos. Não receia que sua pena seja aumentada em alguns anos. Certamente conta com a possibilidade de fuga daqui a algum tempo, ou mesmo, sair pela porta da frente, quite com a justiça, rico com o dinheiro do crime e nada arrependido pelo que fez.

Qual o sentimento da mãe que perdeu seu filho? O que esperam os familiares dos quase 60 mil mortos que ocorrem anualmente no Brasil?

A sociedade clama por justiça e quando a justiça não é aplicada de forma eficaz, abre-se a brecha para o justiçamento que por sua vez, culmina com a barbárie desenfreada: vingança, linchamentos, etc.

Por conta disso, eu, Jakson Miranda, defendo a pena de morte para os crimes de homicídio e estupro.

É evidente que a pena de morte não vai extinguir nem homicídios nem estupros. Mas, é provável que experimente uma considerável redução nos números calamitosos que o Brasil apresenta. E se não reduzir? Não importa! A lei estará sendo didaticamente aplicada.

De fato, para os crimes de atentado à vida, a pena de morte é a única punição moralmente justa e eficaz.

Na contramão da defesa da pena de morte, alguns vão argumentar que ninguém merece morrer. Acredito que tal forma de pensar, expressa o enraizamento das ideias humanistas muito em voga nos nossos dias.

Oras, é lógico que a vida é o BEM mais precioso que possuímos e o respeito à vida transcende épocas históricas. Se o código penal tende a mudar conforme se mudam os costumes e a composição social de um determinado grupo, tais alterações não se aplicam ao dever de preservação da vida.

Faço agora uma observação: Quando um juiz julga uma ação que reclama uma indenização por danos morais, o magistrado analisa o caso sob a ótica de reparar a vitima e PUNIR o ofensor. Trata-se de uma dinâmica que se coaduna com a ideia de PENA que etimologicamente, vem do Latim, POENA significando punição e castigo.

Sendo assim, indagamos: Qual deve ser a PENA (punição e castigo) aplicada àquele que subtrai a vida de outrem?

Na justiça brasileira atual, o individuo que trafica, tem como PENA a privação de sua liberdade. O individuo que estupra, tem como PENA sua privação da liberdade. O individuo que furta tem como PENA sua privação da liberdade. E o indivíduo que comete assassinato, tem como pena sua PRIVAÇÃO DA LIBERDADE!

Sinceramente, não consigo enxergar nenhuma correlação entre o tráfico, o furto e o atentado à vida. Não é a vida infinitamente mais valiosa que um objeto furtado? Não é a vida infinitamente mais valiosa que alguns quilos de cocaína? Por que então as penas são correlatas?

De fato, é incumbência de o Estado valer-se da pena, entendida aqui como punição e castigo, com o fim último de fazer justiça. Não obstante, ao aplicar o mesmo modelo de pena para crimes desproporcionais, o que se verifica é que o Estado não tem sido efetivamente justo.

Assim, não sendo efetivamente justo, o Estado falha em sua função de defender a sociedade que ele representa, e as consequências são aterrorizantes: Um exponencial crescimento do desrespeito à vida, acompanhado de um exponencial crescimento do crime, tornado algo banal para alguns e lucrativo para outros.

Neste sentido, para frear o caminho da sociedade rumo à barbárie destrutiva, é moralmente aceitável a aplicação da pena de morte, assentada na certeza de que, não é digno de vida aquele que não respeita não somente a vida do seu semelhante, mas por extensão, sua própria vida, pois, faz do assassinato um meio de demonstração de poder, obtenção de vantagens ou, tão somente como uma demoníaca recreação, acreditando que a vida humana não passa de algo descartável a seu bel prazer.

Finalizo esse texto com uma advertência e ordem de Deus dada a Noé:

Se alguém derramar o sangue do homem, pelo homem se derramará o seu; porque Deus fez o homem segundo sua imagem e semelhança”. GN 9:6

E não pensem que se trata de uma passagem que invalida a pena de morte, muito pelo contrário.

Por Jakson Miranda

 

Discussões sobre intolerância religiosa sempre são anticristãs

O roteiro é conhecido: um muçulmano comete um atentado terrorista e mata dezenas de inocentes. O mundo fica em choque. O tema da intolerância volta a ser discutido.

O senso lógico determinaria que a pauta da discussão se ativesse ao brutal histórico recente – e, convenhamos, nem tão recente assim – de atos terroristas perpetrados por terroristas islâmicos contra “infiéis”.

O desolador, no entanto, é que numa manobra de contorcionismo retórico, o que encontramos aos montes são debates, onde “intelectuais” e “especialistas”, sem o menor pudor fraudam os fatos e a intolerância religiosa que acaba discutida é a Islamofobia!

A receita termina absurda. Um muçulmano cometeu um ato terrorista legitimado por seu profeta máximo, por seu livro sagrado e por sua cosmovisão? A crítica recairá sobre os cristãos fundamentalistas, que se aproveitarão de mais um fato isolado (e tem acontecidos fatos isolados de terrorismo islâmico aos montes, não é mesmo?) para verberar intolerâncias contra o Islã paz e amor!

Israel se defende das bordoadas muçulmanas há décadas, no entanto, seus movimentos reativos recebem sempre virulenta oposição dos inteligentinhos. Os ataques do lado oposto são sempre sutilizados pela desculpa mentirosa da minoria violenta.

No Brasil toda vez que a sentença “Intolerância Religiosa” é proferida, destina-se a condenar cristãos. Sempre são eles que perseguem não apenas muçulmanos, mas também religiões de matriz africana.

A ênfase dada faz transparecer que hostes de justiceiros, munidos de espadas e cruzes, saem pelas capitais brasileiras para executar umbandistas, ou que a prática recorrente de se explodir, fuzilar ou, mais recentemente, atropelar pessoas de crença diferente, é feita em nome de Jesus.

A ironia é perceber que a discussão sobre a intolerância religiosa é, em si mesma, intolerante. Existe apenas num sentido, visando apenas um segmento que, também religioso, é vítima do que os pretensos nobres alegam proteger.

Logo, discussões sobre intolerância religiosa sempre são anticristãs.

Usam a desculpa da predominância para atestar que o grupo majoritário é sempre o agente persecutório. Detrás desta máscara, aproveitam para aviltar a religião, que acaba por receber a culpa daquilo que sofre.

Por isso se tornou repreensível e politicamente incorretíssimo criticar ou zombar de religiões de matriz africana, ao mesmo tempo em que zombar o cristianismo é cult.

Por isso que vilipendiar símbolos de fé só é crime quando os que o fazem são cristãos em relação a outras religiões. Quando o movimento LGBT faz indignidades com símbolos católicos, profanando a crença de milhões de pessoas, em atos voluntários de choque, dessacralização provocativa e profanação, utilizando objetos de representação indubitável, como cruzes, hóstias e bíblias, o silêncio em torno é sepulcral.

Afinal, se é contra os cristãos, intolerância não é.

E neste particular, a despeito de não ser católico e não ser representado por seus símbolos, sinto-me também atacado, porque quem pratica o vilipêndio não segrega.

Debater Intolerância Religiosa de modo sério só será possível quando um ato terrorista muçulmano não se transformar numa desculpa para atacar cristãos.

Ou quando o direito de se sentir ofendido for igualmente concedido a todos.

Por enquanto, a regra permanece: Quando intelectuais se propõe a debater intolerância religiosa, o viés sempre é anticristão.

Por Renan Alves 

 

Publicado originalmente no portal Gospel Prime