Reinaldo Azevedo torna-se um Frankenstein: Alguém engole esse monstrengo?

Para nosso colunista Renan Alves da Cruz, Reinaldo Azevedo está irreconhecível. Para aqueles que acompanham Azevedo desde o inicio do seu blog, não é difícil chegar a mesma conclusão: Reinaldo Azevedo está irreconhecível!

Vamos aos fatos:

No sábado, “tio rei” escreveu o seguinte em um post:

Há os que gostam de se esconder atrás do seu rancor para ditar sentenças “urbi et orbi”, como um aiatolá de si mesmo e de meia dúzia de ignorantes em busca de um guia. E há os que gostam de trabalhar e repudiam a prática de viver da caridade alheia.Pertenço ao segundo grupo”.

Não contente, publicou novo texto e saiu-se com essa:

“Quanto ao deputado e suas hostes, que continuem a dar palco para os Jeans Wyllys da vida. Eles se merecem. É o caso de homoafetividade às avessas mais bem-sucedido que conheço. Bolsonaro ajuda a eleger Wyllys; Wyllys ajuda a eleger Bolsonaro. Tudo gerenciado pelo “pensador inigualável”, que conseguiu a síntese perfeita entre Platão e Dercy Gonçalves”.

Reinaldo Azevedo estava eufórico e sua euforia tem explicação. Ele foi contratado pela RedeTv.

Podemos supor que agora, a emissora capitaneada por Luciana Gimenez, consiga dobrar a meta do seu ibope, cuja média diária chega a 0,8. Força, “tio rei”.

Cheio de sua justificada euforia, Reinaldo Azevedo não se fez de rogado e soltou as pérolas citadas acima. A primeira foi unicamente direcionada a Olavo de Carvalho. Na segunda, além de Olavo, entrou na lista o Dep. Federal Jair Bolsonaro.

Para Azevedo, Olavo não passa de um “aiatolá” rancoroso, que conseguiu a “síntese” entre “Platão e Dercy Gonçalves”. Desde quando Reinaldo Azevedo desenvolveu esse “refinado” conceito? Será que, quando concedeu entrevista ao site Mídia Sem Máscara,  já achava Olavo um “aiatolá“? Quando republicava em seu blog, entrevista dada por Olavo, já nutria tais idéias a seu respeito?

Alguma coisa mudou de lá pra cá ou tudo não passa de um mesquinho oportunismo, antes e agora? Pelo exposto, quem mudou (para pior) Olavo de Carvalho ou Reinaldo Azevedo?

A bem da verdade é que está claro quem nutre rancor. Quem ainda deve respostas a questões claras e objetivas levantadas por Olavo.

A mesma natureza reinaldina que ataca Olavo é a mesma que ataca Jair Messias Bolsonaro. Para o “democrata” Reinaldo Azevedo, os eleitores que desde 1990 elegem Bolsonaro, não passam de “hostes”. Na visão do “analista político”, aqueles que elegeram Bolsonaro o deputado federal mais votado do Rio de Janeiro, elegeram na verdade, um líder de milícia.

Ainda não consigo entender todo esse desrespeito de Reinaldo Azevedo. Desrespeito em relação a uma história política de 28 anos. Desrespeito contra aqueles que há 28 anos escolhem eleger Bolsonaro.

De forma ignorante ou ardilosa, Reinaldo atrela o sucesso de Bolsonaro a Jean Wyllys. Se ele desconhece os 28 anos lembrados acima, é um ignorante. Se conhece e não cita, está sendo ardiloso. Ao abordar os dois parlamentares, compare as respectivas trajetórias politicas, Reinaldo Azevedo. Assim, você estará sendo justo e honesto. É dificil?

No livro, O País dos Petralhas II – O inimigo agora é o mesmo, encontramos o seguinte:

“Há uma reação de justa indignação dos moralmente saudáveis com a derrocada do senador. Não eram poucos os que acreditavam na sua PREGAÇÃO e que, atenção!, ainda acreditam naqueles valores que anunciava. E fazem muito bem! Eram e são bons valores”. Pág. 221.

Todos nós sabemos quem é o autor do livro O País dos Petralhas. A qual senador o trecho acima de refere? A Demóstenes Torres, senador goiano pelo DEM e que se destacou como um duro oposicionista. Perdeu o mandato devido a suas relações com Carlinhos Cachoeira.

Reinaldo Azevedo não cansou de deitar elogios ao senador. Para Reinaldo Azevedo, Demóstenes representava a verdadeira direita democrática. Deu no que deu!

Logicamente que por isso, Azevedo não é obrigado a elogiar automaticamente Jair Bolsonaro. Mas, qual a diferença para aquilo que o senador “pregava” e aquilo que Bolsonaro não cansa de afirmar?

Aliás, é curioso que Azevedo enxergue como positivo as pessoas terem acreditado na “pregação” de Demóstenes. Há grandes chances de que o próprio Azevedo fosse e seja um entusiasta daquela pregação. Por sinal, podemos entender por PREGAÇÃO como um DISCURSO RELIGIOSO. Demóstenes, era portanto, o “profeta“, o “anunciador”? O “guia“? Ops, espera aí… Mas não são os ignorantes que buscam um “aiatolá”?

Para tanta incoerência, só mesmo um Frankenstein. Alguém engole esse mostrengo?

 

Por Jakson Miranda

 

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6 comentários em “Reinaldo Azevedo torna-se um Frankenstein: Alguém engole esse monstrengo?”

  1. De Messias, Bolsonaro só tem o nome e nem creio que esta seja sua pretensão. Vejo nele um congressista que quer só quer acertar o máximo possível aquilo que está errado, mas não em busca da sociedade perfeita, nenhuma utopia. Não entendo estes ataques de RA, um formador de opinião, que eu imaginava que agora, quando a direita finalmente emergiu das águas profundas, seria um dos seus maiores defensores, tornou-se um símbolo de divisão. Mas ao mesmo tempo, Bolsonaro recebeu o apoio de outro direitista, o liberal Rodrigo Constantino, que pode agregar muito ao debate.

  2. Menos mal! Que as máscaras caiam! Esse Reinaldo a bem da verdade fazendo o que faz, acabará sozinho, com talvez uma pretensa ideologia criada por ele e para ele. É um deslumbrado da vida! Coitado!

  3. Reinaldo Azevedo já escreveu que é eleitor e considera Aloísio Nunes Ferreira um senador “à altura de São Paulo”. É fã de José Serra, a quem considera um administrador “superior” e chega a molhar a “underware” pelo Fernando Henrique Cardoso. Ele se define: “liberal em economia e conservador em costumes” – embora apoie o casamento gay e a adoção de filhos por casais gays.
    Se vocês querem alguma coisa mais tucana do que isso leiam o que ele escreve sobre o Andrea Matarazzo…

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