O ódio de Reinaldo Azevedo pelos Bolsonaros ultrapassou o limite da crítica racional

Cada vez que Reinaldo Azevedo escrotiza o debate político, acabo incitado a comentar… Sei que não sou ombudsman, mas, confesso, não consigo ficar calado, ainda mais vendo tanta gente que pensa que Reinaldo ainda representa a direita.

Não vou encher este artigo de links com críticas antigas, mas nosso arquivo está disponível para consulta. Recomendarei apenas um dos artigos críticos a R.A, que trata justamente desta… aversão inexplicável que o toma toda vez que pronunciado o nome Bolsonaro.

Se quiser lê-lo, o link está AQUI. Trata da ensandecida e contraditória “opinião” de Reinaldo de que Jair, o Bolsonaro-mor, estava sim fazendo apologia ao estupro quando respondeu à deputada Maria do Rosário que ela não merecia ser estuprada, depois que ela o chamou de estuprador.

Fico me perguntando o que aconteceu. O que os Bolsonaros  fizeram para deixar Reinaldo tão desestabilizado? Algum bastidor político imencionável? Uma aproximação indevida a alguém muito próximo do blogueiro de Veja? Algum favor não retribuído?

Me faço tais perguntas, pois, leio Reinaldo há tempo suficiente para notar que há uma desconexão entre a lógica do que ele defendeu até, mais ou menos, 2013… 2014, e o que verbera agora. O jeito como diz “extrema-direita” faria uma plateia no diretório do PSOL dar vivas de júbilo!

A última de R.A, nesta semana, foi a de atribuir, e não apenas uma, mais pelo menos três vezes, o resultado do primeiro turno carioca, que colocou Freixo para disputar a prefeitura com Crivella, como uma responsabilidade de quem votou em Flávio Bolsonaro, por não terem dado “voto útil” em Pedro Paulo, o candidato de Paes, de quem Reinaldo morre de amores.

O problema ser pessoal é tão patente que Reinaldo só cobra vota útil de quem votou em Bolsonaro, como se só estes estivessem submetidos à lógica de transferência de votos para outro candidato.

Pois, para Reinaldo, é impensável que alguém sugerisse que o voto útil fosse para Bolsonaro.

Ele só poderia ser tirado dele.

Ou seja, na ótica do nobre tio Rei, é preciso união para vencer o mal maior – Freixo – entretanto, a união precisa agir em prol do candidato que ele apoia, e partir do que ele não gosta.

Freixo é o mal maior, mas combatê-lo com qualquer outro “voto útil” que não seja exatamente o voto em quem Reinaldo quer, não vale!

Entenderam como funciona?

Flávio Bolsonaro ficou 4% atrás de Freixo. Pedro Paulo, de quem Reinaldo é pedropaulete, ficou apenas 3%.

Mas, na Reinaldoazevedolândia, só os eleitores de um deles deveriam ceder votos úteis ao outro!

E como ele abriu mão de ser um analista lógico dos fatos, para exigir que os fatos reverenciem sua vontade, Reinaldo quer que os eleitores desistam do candidato que escolheram para votar justamente no que possuía o maior índice de rejeição.

É ou não é de fazer pirar a cabeça?

Quem, em sã consciência, defende que o voto útil de um grupo migre para o candidato mais rejeitado dentre os possíveis escolhidos deste mesmo grupo?

Se Reinaldo quer defender que o voto útil da direita impediria Freixo de chegar ao segundo turno, ele tem todo o direito.

Mas não pode ser tão leso a ponto de querer que o voto vá exatamente para o candidato com a maior rejeição entre o grupo, justamente o sujeito que foi acusado de agredir a ex-mulher e que, sem entrar no mérito, não conseguiu desvencilhar-se politicamente da acusação.

Que raios de voto útil é esse!

Meu modesto raciocínio entende que é muito mais difícil realizar o convencimento desta migração de votos para o candidato mais rejeitado, do que para qualquer dos outros, com menor rejeição.

Na pesquisa Datafolha divulgada um dia antes da eleição, a rejeição de Flávio Bolsonaro era de 16%.

A rejeição de Pedro Paulo era 27%!

Como alguém consegue repetir, posando de voz da razão, que um candidato com 11% a mais de rejeição que outro, é a melhor opção para depósito de voto útil?

É de uma burrice estratosférica!

E REINALDO AZEVEDO NÃO É BURRO!

Logo, alguma querela não resolvida o irracionaliza quando o nome Bolsonaro surge na questão. Não consigo pensar em qualquer outra possibilidade.

Portanto, não estranhem se em breve, Reinaldo venha a culpar os Bolsonaros pelos conflitos no Oriente Médio, pela situação na Síria, ou pelo Aquecimento Global…

Para fechar, aponto ainda que, no espectro centro-direita, havia ainda os candidatos Índio da Costa(PSD) e Osório (PSDB).

Se os eleitores de qualquer dos dois votassem em Pedro Paulo, o tal do voto útil, Freixo ficaria fora do segundo turno e Pedro Paulo entraria.

Mas Reinaldo, em nenhum momento, mencionou esta condição. Somente os eleitores de Flávio Bolsonaro, percebam, somente eles deveriam votar melhor.

Índio e Osório tinham, um dia antes da eleição, respectivamente, 11% e 9% de rejeição.

Em nenhum momento Reinaldo considerou-os dignos do voto útil.

A única opção aceitável para o blogueiro da Veja era eleitores de Bolsonaro votarem em Pedro Paulo, seu candidato.

Reinaldo Azevedo quer mesmo que acreditemos que esse chilique todo é apenas aversão a Freixo?

Acho sim que os cariocas deveriam ter racionalizado melhor o voto, a fim de proteger a cidade do PSOL e todos os seus sortilégios, ademais, sendo o voto útil um voto racional, ele jamais deveria ter sido defendido para o candidato com maior rejeição dentre os postulantes.

Se votasse no Rio, sem dúvida, meu candidato seria Bolsonaro. Ele poderia ter sido o beneficiário do voto útil, tal qual Índio ou Osório. Quem não podia era, justamente, o mais rejeitado no grupo: Pedro Paulo

E fica a pergunta. Num hipotético segundo turno entre Flávio Bolsonaro (ou mesmo Jair Bolsonaro) e Marcelo Freixo, quem Reinaldo Azevedo apoiaria?

Por Renan Alves da Cruz 

 

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8 comentários em “O ódio de Reinaldo Azevedo pelos Bolsonaros ultrapassou o limite da crítica racional”

  1. O sr Azevedo é, antes de tudo, militante do psdb. Essa implicância com Bolsonaro e família veio (juntamente com a implicância com o Olavo) quando as pesquisas presidenciais para 2018 passaram a mostrar mais chances do Bolsonaro ir para um 2o turno que qualquer candidato do psdb. Foi aí que o ra partiu para o ataque como militante que é. Tem a coisa também de que, caso o Bolsonaro passe a ser a representação de uma oposição à esquerda tirando o título do psdb, haveria uma quebra dessa tradição da falsa oposição que faz o psdb. Estaria liquidado o modelo de estratégia das tesouras que o pt e o psdb fazem há tempo.

    • Muito bem colocado, Acácio. O PSDB tenta capitalizar com o antipetismo, mesmo não sendo efetivamente de direita, portanto, qualquer ascensão de popularidade da verdadeira direita, enfraquece o PSDB, mexendo assim também com seus principais defensores na imprensa, Reinaldo inclusive.

    • Obrigado, Vinicius, é muito bom contar com seu apoio! O conservadorismo precisa encontrar locais de convergência. O Voltemos à Direita se propõe a isso.

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