Reforma política: Sem fundo público! Com redução de mandato no Legislativo

Quando o governo petista de Dilma Rousseff entrou em metástase, aventou-se uma reforma política. Era a turma manobrando para continuar no poder e de cara, emplacar teses caras à esquerda, como voto em lista e financiamento público de campanha. Não deu certo!

O governo petista de Dilma Rousseff caiu por conta do peso de seus próprios equívocos, políticos e econômicos, mas caiu, sobretudo, por conta dos constantes, certeiros e firmes petados vindos da Lava Jato.

À medida que a Operação Lava Jato continua avançando para outras siglas e nomes até outrora, eternamente influentes na política tupiniquim se veem ameaçados de caírem na irrelevância, ou pior, na cadeia, a ideia da Reforma política volta à tona e mais uma vez, com ideias caras à esquerda.

Não à toa, o relator da reforma é o deputado petista Vicente Cândido (PT-SP). Entre as propostas apresentadas, está o financiamento público de campanha e o voto em lista. Consta também o fim da reeleição e mandatos de 5 anos para o executivo.

Qual partido de esquerda irá reclamar de um conjunto de propostas dessas? Qual raposa política não desejará continuar no galinheiro que continuará a ser nossa política caso essas propostas sejam aprovadas?

Evidentemente que a reforma política é uma daquelas questões cuja urgência é para ontem. Em enquete realizada em um dos nossos artigos, o tema é visto com importância maior do que a reforma da Previdência, porém, feita como está sendo feita, a toque de caixa, tem como único objetivo o salve geral da companheirada.

É claro que o tema precisa ser abordado com maior profundidade, porém, mantemos nossa convicção expressa há quase dois anos quando publicamos o artigo: Nossa proposta de reforma política. Ali, registramos nossa oposição a propostas idênticas às que acabam de serem defendidas pelos nobres deputados. Na ocasião, propomos como principal eixo de uma reforma política, a redução do mandato de deputados e vereadores para dois anos, com direito a reeleição.

E porque não? Algum político terá a coragem de encampar essa ideia? Sem fundo público! Com redução de mandato no Legislativo!

Na sua opinião, qual deve ser a duração de mandato de um Deputado Federal?

 

Por Jakson Miranda

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Um comentário em “Reforma política: Sem fundo público! Com redução de mandato no Legislativo”

  1. Defendo que os mandatos sejam ampliados para 6 anos, pois mesmo 5 anos é pouco para um gestor sério fazer algo, já que o primeiro ano de cada mandato Executivo está sob as regras do Plano Plurianual (PPA) e a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) do gestor anterior, debitando sempre um ano a menos do mandato do gestor público.

    Entretanto, defendo que as eleições dos cargos Executivos e Legislativos sejam feitas alternadamente a cada 3 anos, de forma que haja uma maneira de se controlar o gestor público e suas ações com mais ou menos apoio após 3 anos de mandato.

    Idealmente, seria melhor no âmbito federal termos presidente e primeiro-ministro, até para diminuirmos a concentração de poder, deixando o Poder (Forças Armadas, Segurança Pública, Relações Exteriores, fiscalização e normatização) com o presidente eleito pelo povo e os demais serviços federais (que devem ser federais, como obras e serviços interestaduais) com o primeiro-ministro.

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