Radicalismo islâmico: desconhecimento, medo ou complacência?

Mais uma vez, o radicalismo islâmico deixou sua marca peculiar: a morte de civis inocentes. Diante de tantas e freqüentes tragédias, o mundo se questiona. Como acabar com esse mal? Todas as ações feitas até aqui se mostraram infrutíferas, lutou-se contra a Al Qaeda, eis que surge um grupo ainda mais radical: o EI.

Tomei conhecimento dos atentados terroristas na França, Tunísia e Kuait, pela Band News. Nota a margem: Considero a Band News menos esquerdista do que a Globo News, por isso a escolha pelo canal na ocasião.

E qual foi o argumento predominante entre os jornalistas que abordavam os atentados a partir dos acontecimentos na França? O eixo condutor dos argumentos era de que o muçulmano na França sofre muito preconceito e discriminação, daí, o rancor e por conseqüente, tendências terroristas afloradas. Admitir que a religião faz parte do problema? Não, nem os jornalistas da Band News, nem boa parte do Ocidente estão dispostos a “chamar a besta pelo nome” como bem destacou Ayaan Hirsi Ali.

Imputar culpa na religião, apenas é feito quando se trata do cristianismo. Isso já virou moda entre os “pensadores” do Brasil e alhures, e os ataques gratuitos e grosseiros de Boechat, da Band News, ao pastor Silas Malafaia, foram um “sucesso“. (esse jornalista ainda está empregado na emissora?)

Voltando a Ayaan Hirsi Ali que é autora do livro Herege, recém lançado aqui no Brasil. Quando indagada há alguns dias pela repórter da revista Veja, Fernanda Allegretti, sobre se o Brasil deveria integrar à sociedade os muitos imigrantes vindos do Oriente Médio, Ayaan foi taxativa:

Prefiro usar o termo “assimilação”. Os cidadãos e o governo precisam agir para assimilar esses imigrantes à sociedade brasileira o mais rápido possível. Vocês deveriam aprender com os erros dos países europeus, que agora estão completamente perdidos. Deixem claro o que a sociedade e as leis brasileiras permitem e não permitem. Eles precisam optar por adotar o estilo de vida brasileiro ou retornar ao seu país de origem.

Na mosca!

O terrorismo islâmico é resultado da falta de conhecimento do Ocidente sobre o que é o islamismo? Essa hipótese é muito pouco provável.

A verdade é que o Ocidente está preso pelo medo. Medo de que a qualquer momento pode sofrer um ataque terrorista, e esses ataques cedo ou tarde acontecem. Entretanto, o principal medo ao qual o Ocidente está preso, é o medo daqueles que diuturnamente defendem o multiculturalismo; o medo de enfrentar as tubas de pensadores e acadêmicos que não se cansam em apontar o dedo contra o “etnocentrismo”, acusando a Europa e todo o Ocidente de racistas e xenófobos.

Enquanto isso, os muçulmanos de Medina crescem e perseguem de forma implacável cada “infiel”, e este, ver-se obrigado a agir de forma gentil e complacente, sem o mínimo direito de defesa, pois só assim, ele não será acusado de pertencer à direita radical e ser, portanto, um islamofóbico.

Que o Brasil não caia nessa cilada! Meu receio é de que já tenha caído.

 

Por Jakson Miranda

 

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