Quem patrocina a imoralidade? O funk e o sagrado

Amigos, será um texto longo. Ansiamos que vocês gostem.

Antes de tentarmos responder a questão titulo deste post, tentaremos responder a outra indagação. Para que serve a arte? Antes, porém, devemos fazer algumas ponderações.

Ao mesmo tempo em que nos indignamos contra a corrupção política, fruto da imoralidade de quem as pratica, devemos ter em mente que tanto a corrupção, quanto a imoralidade são inerentes ao homem. Todavia, ao tomarmos consciência da nossa natureza imperfeita, corrupta e imoral, buscamos nos afastar deste mal, ou, buscamos nossa regeneração, seja por meio da religião, seja através de convenções sociais. Essa é uma das características de uma sociedade conservadora.

É fato concreto que a sociedade brasileira é majoritariamente conservadora. Quando me refiro à sociedade, dirijo-me a ricos e pobres, brancos, negros, amarelos, indígenas, roxos, corintianos e flamenguistas, TODOS! Do contrário, eu estaria sendo preconceituoso.  Adiante.

De posse deste fato, alguns intelectuais acusam tal sociedade de hipocrisia. – A burguesia é hipócrita, bradam não apenas intelectuais “refinados”, mas, qualquer individuo que se acha esclarecido o suficiente para fazer esse tipo de critica. Entre esses intelectuais encontram-se os pedagogos e professores de ensino superior e básico.

Não quero ser repetitivo em apontar que nossas universidades e escolas são verdadeiros centros de doutrinação esquerdista, mas, sendo eles os que apontam a sociedade de hipócrita, quero aqui expressar meu repúdio e discordância, bem como, mais uma vez, exemplificar o quanto que esses mestres e doutores têm contribuído para que a imoralidade seja latente em nossos dias.

É comum em algumas escolas, (a internet está repleta de vídeos) alunos fazerem apresentações de danças, a isso, é consenso entre professores acreditarem que esses alunos estão praticando arte, uma vez que, ponderam, qualquer expressão do individuo pode ser considerada uma expressão artística. E quais tipos de dança? Não raro, ao som de funks, são danças sensuais. Poderíamos apresentar aqui inúmeros vídeos com tais conteúdos. Recusamos-nos a fazer em respeito a você, leitor, leitora amiga.

O funk é uma arte? Recusamo-nos a aceita-lo como tal pela simples razão de que esse estilo musical e suas danças apelam em demasia ao sensualismo e sedução e a sedução nada mais é que um apelo às piores qualidades de um individuo, como bem aponta Olavo de Carvalho.

Dito isto, qual a função da arte? Leiam o que tem a dizer o grande filósofo Roger Scruton em sua entrevista dada ao site Mídia Sem Máscara:

Durante muito tempo a arte foi usada como meio de comunicar o Sagrado, mas hoje não mais. Beleza e Religião se comunicam?

O Sagrado e o Belo estão conectados em nossos sentimentos – ambos nos mandam ficar atrás, ser humildes e abandonar nosso desejo inato de poluir e destruir. Eu penso que vários artistas hoje, independentemente de terem ou não crenças religiosas, têm um senso de que o que há de melhor em sua arte é o ato de consagração. Você encontra esse tema nos quartetos de cordas de George Rochber, na arquitetura de Quinlan Terry, nas pinturas de Andrew Wyeth.

 Eis a função da arte. A comunicação com o sagrado. Eis o que o funk não faz, ao contrário, afasta crianças e jovens da noção de que a expressão artística nada mais é do que a tentativa do homem em buscar a Perfeição por meio da arte.

Partamos agora para a indagação titulo: Quem patrocina a imoralidade?

Tentaremos responder a essa questão tendo em vista o artigo escrito por Adriana Facina no Jornal Folha de São Paulo, publicado hoje, 08/05/2015. O titulo que a autora usa para seu texto é: Moralizar os pobres. Segundo Facina, “observa-se na sociedade brasileira um desejo difundido de moralizar os pobres”. Para a autora, o pobre não faz parte da sociedade. Isso seria ignorância se não fosse preconceito, como seria preconceito se não fosse ignorância a antropóloga partir do pressuposto de que pobres não possuem moral porque pobres. A doutora esquece que o Homem de perfeito padrão moral que a humanidade já conheceu – Jesus – veio ao mundo pobre, nascendo em uma manjedoura.

Segue trecho do artigo:

Crianças pobres, negras, que moram nas periferias brasileiras crescem sem creches ou escolas públicas de qualidade. Desde pequenas, essas crianças compartilham de uma cultura de sobrevivência que transforma dor em arte.

Elas estão nos terreiros, soltando pipas nas lajes, nas quadras das escolas de samba e nos bailes funk. Os pais não contam com babás e têm de levar os filhos para seus divertimentos ­­necessário para alimentar alma e corpo para rotinas de trabalho estafantes, com muitas horas perdidas nos deficientes transportes públicos.

Nesse contexto, o funk, assim como outras formas de diversão e lazer, pode representar também esperança. Possibilidade concreta de mudar de vida, de sonhar com reconhecimento, com a vida farta que todos queremos.

Muitos dos que se escandalizam com as performances dos MCs crianças apóiam entusiasticamente a redução da maioridade penal, a despeito de a UNESCO estimar em apenas 1% os homicídios cometidos por menores de idade no Brasil.

Essa preocupação tão intensa com a “sexualização” das crianças não deveria vir acompanhada de medidas protetivas gerais e de valorização da vida dos pequenos?

Voltamos

De forma preconceituosa, Adriana Facina indica que crianças pobres são também negras, as crianças pobres e brancas ou amarelas, não são dignas da sua atenção.

De forma ignorante, Adriana Facina aponta o funk como algo representativo de esperança a crianças e adolescentes da periferia.  Sim, é compreensível que se enxergue na imoralidade do funk algum meio de ascensão social, visto que a imoralidade praticada por políticos, partidos e governos é justificada com unhas e dentes por aqueles que deveriam ensinar na sala de aula que o único meio de ascensão social é através do conhecimento e para que tal conhecimento seja adquirido é necessário respeito, disciplina e o anseio em almejar certo padrão de vida ético e moral.

De forma ignorante, Adriana Facina tenta contrapor a defesa a redução da maioridade penal a escandalizar-se com os “MCs” crianças e a preocupação com a intensa sexualização, que a autora apresenta com aspas certamente querendo indicar que a sexualização típica do funk é na verdade um preconceito burguês.

A professora usa os dados da UNESCO que afirmam que apenas 1% dos homicídios no Brasil são praticados por menores de 18 anos. O que a autora não esclarece é que a redução da maioridade penal não se restringe apenas a homicídios, mas também a assalto a mão armada, consumo e tráfico de drogas, ameaças e violências de todo tipo praticada contra adultos e crianças.

Por fim, quem se escandaliza com os “MCs” adultos ou crianças, é a sociedade. Quem defende a redução da maioridade penal é a sociedade. É a sociedade quem enxerga o quão expostas estão as crianças a sexualização. E sociedade é aquela sociedade apresentada no inicio deste texto, que ainda guarda algum resquício de moralidade e não a sociedade descrita por Adriana que exclui pobres.

Assim, o atual estado de imoralidade existente, tem sido alimentado e patrocinado por aqueles que relativizam os conceitos de certo e errado; bem e mal; descente e indecente; moral e imoral. Relativizam porque tem no homem a medida de todas as coisas. Relativizam porque enxergam aí um meio de vida, seja cantando funk, seja nos prédios de escolas e universidades.

Por Jakson Miranda

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Um comentário em “Quem patrocina a imoralidade? O funk e o sagrado”

  1. O artigo é pertinente.O pcdob dos aldos,apêndice do pt,comanda os sindicatos ligados á educação espalhando a ideologia hipocrita.RESUMINDO: o podre quer todos medidos pela regua dele.
    Enquanto vigiar-mos a família a pátria e os bons costumes,serao repercutindo por nós Olavo – Edemir -Lobão e muitos +.obrigado.

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