A quem interessa a pesquisa Datafolha?

Saiu mais uma pesquisa Datafolha. A quem interessa?

No mês de março do corrente ano, o Estadão trouxe uma curiosa notícia. De acordo com o jornal, executivos da empreiteira Andrade Gutierrez afirmaram em delação premiada o pagamento de diversas despesas via caixa dois à campanha petista que elegeu Dilma Rousseff.

Entre os pagamentos, segundo os executivos, alguns foram destinados a bancar pesquisas de intenções de voto que, detalhe, colocavma a candidata petista à frente das pesquisas.

“Eles também teriam afirmado na delação premiada que a empreiteira pagou por pesquisas eleitorais que colocaram a candidata Dilma Rousseff na frente dos seus adversários em momentos importantes da campanha”. 

Isso por si só já é suficiente para colocar em xeque muitas das pesquisas dessa natureza. A menos que se fique claro quem paga e de onde advêm os recursos financeiros, bem como os métodos utilizados.

É esse tipo de indagação que vem à tona quando olhamos a recente pesquisa Datafolha.  Quem bancou a pesquisa? O próprio instituto? Com qual finalidade?

Como todos já devem saber, em pesquisa divulgada recentemente, o ex-presidente Lula lidera a disputa em 1º turno, perdendo, no entanto, em uma disputa de 2° turno.

Para qualquer observador um pouco mais atento, a pesquisa se revela uma gigantesca jabuticaba bem no meio da sala e todos se negam a admitir que ela estar lá.

Como é possível que Lula lidere uma pesquisa de intenções de voto no mesmo momento em que seu prestígio e reputação estão em vertiginosa queda livre?

Vamos expressar de outro modo:

Sobressai ao público, a enorme coincidência de se ter divulgada uma pesquisa colocando Lula no páreo com os demais postulantes a presidente, na mesma semana em se noticia e se confirma uma verdadeira debâcle do líder petista.

Realizada entre os dias 14 e 15 de julho, é forte a impressão de que tenha sido uma pesquisa feita a toque de caixa.

Lula liderar nas intenções de voto não é a única estrovenga apresentada pelo instituto de pesquisa pertencente ao grupo Folha.

Em todos os cenários simulados pelo instituto, o presidente interino Michel Temer consta como candidato pelo PMDB.

No cenário 1, Temer obtém 5% das intenções de voto. Nos dois cenários seguintes, 6% e no último, 4%.

Não é possível encontrar uma explicação lógica para a inclusão do nome de Temer, uma vez que ele já reiterou que não disputará a eleição presidencial.

O quarto cenário é o mais disparatado de todos. Nele, são apresentados Aécio, José Serra, o juiz Sérgio Moro e Geraldo Alckmin. Além de Temer.

Por que esse cenário é um disparate? Bem, o juiz Sérgio Moro não disputará eleições. Aécio, Alckmin e Serra só serão adversários se dois dos três tucanos saírem do PSDB. Isso é perfeitamente possível, mas, nesse caso, automaticamente dois dos demais postulantes devem ser excluídos.

Todos esses nomes e números não explicam a liderança de Lula. Isso só é possível analisando friamente os métodos que o instituto empregou.

É um tipo de pesquisa que tem mais o intuito de confundir do que fomentar o debate.

Ademais, qualquer previsão para 2018 não passará de meras hipóteses que podem mudar drasticamente do dia pra noite.

Não obstante, a se confirmar o impeachment, e ele será confirmado. A se confirmar uma significativa melhora nos indicadores econômicos, e essa é a tendência, com absoluta certeza o PMDB virá forte para a campanha e não será pleiteando a indicação a vice ou certa quantidade de ministérios em troca de apoio. Os peemedebistas quererão mesmo é a presidência.

Nesse cenário, as perguntas que cabem são: Quem estará na chapa como vice? Teremos uma nova polarização PMDB X PSDB? Os tucanos romperão com o governo? E o DEM?

Um oceano de indagações e hipóteses serão levantadas dia a dia. A despeito disso, uma coisa é certa: Lula não estará na liderança. Dificilmente estará disputando alguma coisa e muito provavelmente, o PT entrará na disputa apenas para fazer número.

Se uma nova polarização, centrada no mais do mesmo está sendo formada, o eleitorado pode enxergar com bons olhos uma terceira opção. Será isso que o Datafolha deseja esconder?

A quem interessa a pesquisa Datafolha?

Por Jakson Miranda

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