Quanto vale o serviço político-partidário?

Qual o custo-benéfico do serviço político-partidário do nosso país?

Qual o custo-benéfico do serviço político-partidário do nosso país? A colunista Dora Kramer, em primorosa coluna na revista Veja, enfatiza a noção de que os partidos brasileiros cobram caro por um péssimo serviço. O titulo de sua coluna em Veja é: Casa, comida e roupa lavada. A partir da leitura do texto, criamos nosso próprio titulo: Quanto vale o serviço político-partidário?

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Atolados no lamaçal, revelado pela Lava-jato, cujo mais recente produto levou à abertura de inquéritos para investigar 108 políticos em variadas instâncias judiciais, os partidos brasileiros andam às voltas com uma ideia que lhes parece brilhante. A saída ideal para a falta de caixa reinante com a proibição de doações por parte de pessoas jurídicas: tomar de assalto os bolsos e bolsas das pessoas físicas.

O argumento? “A democracia custa caro”. De fato, custa. Como quase tudo o que é bom. A questão relevante, no entanto, é estabelecer quem paga a conta. No entender dos partidos, a dolorosa cabe à sociedade. Logo ela, que nos impostos já paga pelo que não recebe. A qualidade da mercadoria é outro item indispensável a ser incluído em qualquer contrato. E aqui é que a negociação empaca, porque, no caso do nosso plantel partidário, o serviço oferecido é de quinta categoria.

A respeito disso fala a lista de investigados apresentada pelo ministro Edson Fachin ao Supremo Tribunal Federal, ao Superior Tribunal de Justiça e à Justiça de primeira instância: são dezesseis os partidos envolvidos, quase metade das 35 legendas existentes no país. Isso sem falar nos 56 pedidos de registro à espera da decisão do Tribunal Superior Eleitoral, numa demonstração de que criar um partido é excelente negócio. Não é necessário investimento e, de inicio, há retorno garantido na forma de uma parcela do fundo partidário, que hoje anda na casa dos 860 milhões de reais. Dinheiro do público.

Em ano de eleição há sempre a oportunidade de lucro para quem oferece a legenda a agremiações maiores interessadas em firmar coligações para aumentar o tempo no horário gratuito de rádio e televisão. Sai de graça para as emissoras, que, em troca, recebem do governo o benéfico da renuncia fiscal. Dinheiro do público. A produção de tais programas ficava ao encargo das doações empresariais pluripartidárias, multimilionárias e em boa parte feitas por meios e modos ilegais, envolvendo do uso de caixa dois à corrupção deslavada.

Em 2015, o STF proibiu esse tipo de financiamento com o intuito de reduzir a influência de grandes grupos econômicos sobre as eleições e a atuação dos eleitos em seus respectivos cargos. (…)

Os partidos não se mexeram para procurar novas formas de financiamento. A única fonte que ocorre a eles é o Tesouro. No Congresso, urdem a criação de mais um fundo para financiar as campanhas, coisa da ordem de bilhões de reais. E eles não param por aí: agora reivindicam ao TSE autorização para utilizar dinheiro (público) do fundo partidário no pagamento de multas devidas pelo uso indevido dos recursos do fundo partidário. Parece piada, mas não tem a menor graça.

Voltamos

A classe política ainda acredita que vive em uma bolha protetora. Tudo podem fazer e nada lhes acontece e acreditando nessa valida noção, propõem aberrações como as lembradas por Dora Kramer. É surreal! É fazer do Brasil um grande circo.

A pergunta permanece: Quanto vale o serviço político-partidário?

Voltemos à Direita

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Um comentário em “Quanto vale o serviço político-partidário?”

  1. A quantidade de Partidos não é um problema. O problema é o Fundo Partidário!

    Se este não existisse, apenas Partidos verdadeiramente sustentados pela sociedade existiriam e haveria menos Partidos corruptos, facilitando a supervisão e detecção de fraudes.

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