Qual seria o futuro de Chris Gardner se ele morasse no Brasil?

Alguém já ouviu falar de Chris Gardner? Bem, posso começar apresentando-o como um negro, abandonado pela esposa que não via grandes perspectivas de futuro, uma vez que estavam atolados em dívidas e não possuíam nenhum patrimônio. Portanto, podemos dizer que além de negro, Chris Gardner é pobre.  Outro agravante: Ao ir embora, sua esposa deixa sob sua guarda o filho do casal, uma criança de dois anos de idade.

O que fez Chris Gardner? O que você faria no lugar dele? Qual seria o futuro de Chris Gardner caso ele fosse brasileiro e morasse no Brasil?

Não é difícil concluirmos que Chris Gardner chegou ao fundo do poço. Faliu! Fracassou! Ou, sempre foi um falido e um fracassado. Também não é difícil imaginarmos qual seria seu destino aqui no Brasil.

Por aqui, em um ato de desespero, Chris Gardner poderia bater na porta de alguma emissora de TV de programas populares, por exemplo, o “esquenta” da Regina Casé. Sua história de vida seria contada, Chris derramaria algumas lágrimas e seria consolado. Certamente, algum “economista”, “filósofo”, ou “cientista político”, também seria convidado a participar do programa e deitar falação contra os políticos, contra e governo e evidentemente, contra o capitalismo, contra os ricos, os empresários, contra, enfim, os exploradores. Pode ser que a própria Regina Casé se encarregasse das criticas ao “sistema” e dispensasse a presença de algum “especialista” por se achar ela mesma uma doutora em ciências políticas, econômicas e sociais, ou, uma pessoa “esclarecida”.

Depois de ir ao ar, o debate apresentado pelo programa, ganharia repercussão. “Pensadores” como Leonardo Sakamoto, Marcelo Freixo, Luciana Genro e tantos outros, mostrariam o quanto que o neoliberalismo é excludente. O quanto que o capitalismo alimenta o egoísmo e o individualismo das pessoas.

Por outro lado, Chris Gardner poderia não ir a nenhuma emissora de TV. A não ser pela saudade que a ausência da sua esposa, agora ex-esposa lhe causa, Chris toca sua vida e a do seu filho. Não tem grandes sonhos, nem nenhuma expectativa de que sua vida irá melhorar. Mas ele não tem do que reclamar, até porque, religiosamente todo mês ele ganha alguns trocados do Bolsa Família, programa assistencialista do governo federal. Por que nutrir algum sonho? Por que criar alguma expectativa? Chris Gardner é pobre, negro e tem um filho para criar, além disso, não tem nenhum curso superior. Portanto, o Bolsa Família está mais do que bom.

Acontece, meu amigo, que Chris Gardner não é brasileiro e não mora no Brasil. Sim, ele era pobre. Idem para negro. Sim, por conta das dividas, foi abandonado pela esposa. Sim, ficou com o filho para criar. Sim, não tinha nenhum diploma de faculdade.

Não obstante, em meio a todas as adversidades, Chris Gardner não foi a nenhum programa de TV nem aderiu a nenhum programa social do governo. Contra todas as perspectivas, aderiu a um programa de estágio não remunerado de uma corretora da Bolsa de Valores dos Estados Unidos. Suas chances eram mínimas. A corretora contratava apenas um funcionário a cada seis meses e Chris estava disputando a vaga com outras centenas de concorrentes.

Qual o resultado? Sem aderir ao mi-mi-mi da vitimização, Chris Gardner não só conseguiu a vaga de emprego, como, tornou-se milionário, tendo a fortuna avaliada em 600 milhões de dólares.

Aqui no Brasil, o futuro de Chris Gardner seria um daqueles narrados alguns parágrafos acima. Não porque os negros e pobres  americanos são mais inteligentes que os pobres e negros brasileiros. Todavia, por lá, as chances de se obter sucesso, como resultado do esforço e trabalho são infinitamente maiores do que no Brasil. Aqui, o governo pune quem tenta empreender. Por aqui, os ditos “pensadores” estigmatizam o empresário ou aqueles que investem na bolsa de valores.

Quantos, potenciais milionários não estão presos agora, no Bolsa Família ou em algum programa de cotas raciais? O número pode está na casa das centenas, senão, milhares, e aqueles que conseguem sair do ciclo de bolsista ou cotista, são implacavelmente perseguidos pela burocracia e doses cavalares de impostos que o governo cobra.

Ah, a história de Chris Gardner foi contada no filme À Procura da Felicidade, estrelado por Will Smith. Particularmente, é um dos meus favoritos.  O próprio Chris Gardner aparece na última cena do filme.

O Filme nos trás muitas mensagens, sobretudo de superação. O que apreendo com a obra e a história real que o filme se inspira, é que somente em uma sociedade onde viceja uma economia de mercado bem assentada, é possível o individuo sair da miséria e alcançar a riqueza. Não há relatos de que em nenhum outro modelo econômico isso seja possível.

Por Jakson Miranda

 

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