Qual o conceito de família que queremos?

Essa semana a ocorrência de dois eventos na capital paulista opõem duas visões de mundo, no minimo, no que diz respeito a conceitos religiosos e ao conceito de família. O primeiro evento foi a Marcha para Jesus, que reuniu, segundo a PM, 340 mil pessoas. O segundo ocorrerá no domingo, a parada gay.

Creio que não será necessário declararmos qual a nossa posição em relação ao ativismo homossexual; isso mesmo, leitor, atente-se para o fato de que uma prática sexual está sendo usada como um meio, cujo fim não é necessariamente uma sociedade mais tolerante, mas sim, uma sociedade na qual nenhum principio é permanente.

Assim, faço aqui algumas indagações.

Será que os possíveis efeitos benéficos de curto e médio prazo continuarão a ser benéficos no longo prazo? Será que devemos abrir mão do fundamental em prol dos nossos sentimentos e desejos? Vejamos. Porque escolhemos o casamento monogâmico em detrimento do poligâmico? Porque ao longo da história da sociedade, constatou-se que o monogâmico é mais salutar que o seu oposto.

Quem pode afirmar categoricamente que uma “família” homossexual será tão salutar quanto uma família formada por um homem e uma mulher? Da nossa parte, temos inúmeras e bem fundamentadas dúvidas quanto à possibilidade de que o casamento gay seja um fortificante à sociedade. Mas, não irei me alongar nesta questão, apenas deixarei registrado o depoimento de uma mulher, hoje mãe, criada em uma família homossexual.

“A ausência do meu pai criou um buraco enorme em mim”, disse ela que ao ver seus filhos tendo contato com um homem percebeu que algo lhe faltou. “Eu amei a parceira da minha mãe, mas outra mãe nunca poderia ter substituído o pai que eu perdi”.

Em sua opinião o casamento gay não apenas redefine a palavra casamento, mas também a palavra pais e tenta normalizar uma estrutura familiar que nega aos filhos uma parte fundamental em sua criação.

“Ele [casamento gay] nos nega algo que precisamos enquanto nos diz que não precisamos, porém nós naturalmente ansiamos [por um pai ou uma mãe]. Eles dizem que vamos ficar bem, mas não estamos bem. Estamos sofrendo”, diz ela em nome das crianças criadas por pessoas do mesmo sexo. Reportagem completa, AQUI ou AQUI.

Conclusão:

O que me motivou esse texto não é a proximidade com a “parada gay”, mas sim, uma enquete que se encontra no site da Câmara dos Deputados. Nela, se faz a seguinte pergunta: Você concorda com a definição de família como núcleo formado a partir da união entre homem e mulher, prevista no projeto que cria o Estatuto da Família? 

 Entrem no SITE, vejam o resultado e se possível, votem.  Somente hoje tomei conhecimento da enquete de modo que não sei até quando ela irá continuar aberta a votações.

Por Jakson Miranda

 

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