Qual a importância da igreja para o cristão?

Peço licença aos amigos leitores para abordar um tema essencialmente religioso, a importância da igreja para o cristão. Porém, trata-se de uma questão que tem suas consequências visualizadas em todas as áreas da sociedade: da política à economia; da cultura à justiça. Se você é cristão, considere tudo o que pontuamos aqui. Se você não segue Cristo, apelamos pela sua atenção, leitura e meditação no que está escrito.

Vivemos uma era de questionamentos. Aquilo que até outro dia era dado como de extrema importância, hoje não é mais relevante. De fato, a sociedade continuamente está passando por mudanças, ou, por readequações. Por exemplo, se antes era comum famílias com cinco, seis filhos, hoje, há casais que optam por terem apenas um filho, ou mesmo nenhum.

Nessa esteira, instituições são questionadas, ao passo que as escolhas e posições individuais passam a ser cada vez mais valoradas. “Desde que não fira o direito do outro”. Não se trata apenas de atitudes que se restringem à opção sexual, família, emprego, politica, ou ainda, a esta ou aquela doutrina econômica.

Como não poderia deixar de ser, a própria igreja, como instituição, passa a ser questionada e em muitos casos, instada a readequar-se. Afinal, qual a importância da igreja para o homem pós-moderno?

Inserido em um mundo de facilidades, o homem pós-moderno é moldado por esse mundo, que também o sufoca. Não à toa, livros de autoajuda fazem sucesso e figuram em qualquer lista dos mais vendidos; filósofos, psicólogos, gurus e artistas se apresentam como portadores de respostas que objetivam livrar ou amenizar as múltiplas pressões que recaem sobre o homem desses tempos.

Não obstante, a importância da igreja é questionada. E se sobre o homem recaem múltiplas pressões, sob a igreja passa-se a acumular incertezas sobre o seu real papel e significado.

Para alguns, a igreja deixa de ser relevante e perde significado se não for voltada para ações de cunho social. Para outros, a igreja passa a ser um local de experiências com o divino. Há aqueles que unem as duas coisas. Mas também há aqueles que cada vez mais, ao questionarem a importância da igreja, não encontram respostas satisfatórias.

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Para quem está envolvido com alguma igreja, salta aos olhos a quantidade de pessoas que ora estão em uma igreja, ora em outra. Porém, o mais preocupante é o número dos desigrejados. De acordo com estatísticas oficiais, os números são de 4 milhões de pessoas que se consideram cristãs evangélicas mas que não são membros de uma igreja local.

Trata-se de um fenômeno que tem chamado atenção, cujas causas uma vez identificadas, devem ser combatidas, sobretudo pela igreja. Todavia, não é possível alguém está desigrejado e ao mesmo tempo conformar-se com tal situação, acreditando que assim, estará em melhores condições de servir à Cristo. Não está!

Obviamente que qualquer causa apontada para o fenômeno não passa de mero pano de fundo, uma vez que a principal questão é a importância da igreja. Assim, fica claro, que para o desigrejado, conformado com a situação, a igreja perdeu relevância.

Nosso colunista e editor Renan Alves da Cruz pontuou ricamente a questão em seu artigo Como derrubar os argumentos dos desigrejados.

De fato é na igreja que, vivendo em comunhão uns com os outros, desenvolvemos dons e talentos. Estes, por sua vez, são usados em todas as áreas de nossas vidas, dentro e fora da igreja.

Na igreja nos tornarmos mais tolerantes, suportando uns aos outros. Tornamos-nos mais comedidos, tardios no falar e nos tornamos mais cautelosos, acautelai-vos dos falsos profetas.

Não obstante, creio que todos esses elementos abarcados não respondem adequadamente, ou, na sua inteireza, a questão: Qual a importância da igreja para o cristão?

A resposta a essa indagação pode ser encontrada na carta aos Hebreus. Leiam:

Porque o Senhor corrige a quem ama e açoita a todo filho a quem recebe”. Hebreus 12:6

E ainda,

Nenhuma disciplina parece ser motivo de alegria no momento, mas sim de tristeza. Mais tarde, porém, produz fruto de justiça e paz para aqueles que por ela foram exercitados”. Hebreus 12:11

Sem eufemismos, as passagens bíblicas acima citadas não deixam dúvidas quanto à possibilidade de sermos disciplinados por um Deus Pai amoroso e justo. E não é para menos. Somos humanos, somos imperfeitos, somos pecadores. Carregamos em nós o DNA da inveja, da arrogância, da cobiça, do individualismo e da perversão.

Vivemos em um mundo que nos convida sem cessar, a praticarmos todo tipo de leviandade, onde o que vale é o prazer a todo custo e vantagens advindas daquela “oportunidade única”. Passar a perna em alguém ou levar mais uma para o motel se tornam as regras do jogo.

Urge a igreja fazer uso da inerrante Palavra de Deus e seguir, sem fazer concessões, os ensinamentos recomendados em Hebreus 12.

Fazendo isso, a igreja se torna imprescindível na vida de cada cristão.

Agindo assim, para com os de casa, a igreja gabarita-se a apontar os desvios de condutas para os que não são de casa.

Por outro lado, na ausência desses elementos, deixa-se de ser igreja e se torna não mais do que uma ONG humanística, com o agravante de ser corresponsável por levar centenas de milhares de pessoas a cometerem suicídio espiritual. Assim, não é “radicalismo” puritano afirmarmos categoricamente, que quando as pessoas morrem espiritualmente, a sociedade padece da falta de valores.

Fica a dica. Fica o alerta!

Por Jakson Miranda

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