A imprensa de esquerda e as redes sociais

Começo com uma piada:

Com a aproximação do inverno, um chefe índio começou a ser questionado pela tribo sobre o quanto de frio faria naquele ano, para saber se já podiam parar de estocar lenha para as fogueiras.

O chefe índio disse que consultaria os deuses.

Porém, como chefe, tinha acesso a algumas tecnologias atuais. Escondido dos outros, ligou a TV no telejornal. O meteorologista avisou:

“Esperamos bastante frio este ano”.

O chefe mandou então que aumentassem o estoque de lenha.

Alguns dias depois, assistiu novamente o noticiário. O meteorologista desta vez foi mais enfático:

“Realmente o frio vai ser terrível, preparem-se para um longo e gélido inverno”.

O chefe mandou então que preparassem muita, muita lenha, como nunca haviam preparado antes, para que pudessem se aquecer durante o pesado inverno prometido.

Quando assistiu o noticiário de novo, a informação era:

“Vai fazer muito frio. Se preparem para o maior frio dos últimos anos, quem sabe décadas!”

Fora do ar, alguém perguntou ao meteorologista:

“Nossa, é sério que vai fazer este frio todo?”

“Sim. Temos certeza de que vai. Os índios estão recolhendo lenha pra caramba!”

 

Lendo jornais e revistas nos últimos dias me lembrei desta piadinha. As redes sociais mudaram o modo de vida de todo mundo. Vivemos uma revolução que, no futuro, poderá ser comparada, em termos de impacto, à Revolução Industrial.

Analisando com olhar de historiador, num tempo histórico curtíssimo passamos das cartas ao whatsapp. Uma família que tinha um membro morando no exterior há trinta anos atrás se correspondia através de cartas, intervaladas por semanas de prazos postal.

Hoje, através do aplicativo, é possível, conversar em tempo real.

Um termo que tenho ouvido com frequência atualmente é o tal “termômetro das redes sociais”, ou, o modo como, extraoficialmente, as redes sociais se tornaram um medidor importante dos costumes, dos humores e da popularidade de alguém.

Também tem sido frequentes as análises que buscam diminuir ou emburrecer este fenômeno. Leandro Karnal, naquela mesma entrevista ao Roda Viva, semanas atrás, quando disse idiotices sem par sobre o projeto “Escola sem Partido”, alegou que as redes sociais deram voz a “extrema direita intolerante”.

Para ele, como para todos os outros da mesma laia, a esquerda é, sempre, um poço infinito de boas intenções e bom mocismo.

Em suma, o facebook é um santuário de cultura para demonstrar a sapiência política do Tico Santa Cruz, mas um território perigoso onde também pode habitar um Olavo de Carvalho…

Afinal, para essa gente, intelectual é o Tico. Olavo é astrólogo.

As reportagens e artigos escritos na grande imprensa brasileira em nada diferem do que vemos postados nas páginas do facebook de esquerdistas tinhosos.

Provavelmente se pegarmos um editorial de jornal e um artigo publicado no site do PSOL, e apresentarmos a alguém, sem assinatura, haverá grande dificuldade, pelo conteúdo, de discernir qual é qual.

Minha assinatura da revista Veja terminou esta semana. Não renovei. Esta Veja não recebe mais meu suado dinheirinho. Não com André Petry(alha) na chefia.

Também não irei assinar outra concorrente.

No atual estado de coisas, prefiro me consultar com os “índios”.

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Revista Veja: Alfred Kinsey ficaria orgulhoso

Já faz algum tempo que ler as matérias da revista Veja, tem se tornado, para mim, uma leitura sem grandes interesses e semana a semana, as capas da revista, têm contribuído para aumentar essa falta de entusiasmo.

Pelas últimas capas, me vi compelido a cancelar minha assinatura. Com a mais recente reportagem de capa, tal decisão parece ser inevitável.  

Por quanto tempo aqueles que defendem uma sociedade que não seja moldada pelos modismos comportamentais deste ou daquele grupo, como um exemplo moral de “tolerância” a ser seguido, devem sustentar a editora abril, por meio de assinaturas, para que esta publique mais e mais reportagens bisonhas? 

Dito isto, segue na integra um excelente texto escrito por Alexandre Borges e publicado no site Midia Sem Máscara

Aos poucos o grupo Abril parece caminhar para a mesma encruzilhada que desnorteou a Globo: com a queda brutal do interesse da nova geração pelos veículos tradicionais, executivos de cabelo branco e herdeiros entediados chamam blogueiros hipsters para dar conselhos sobre “como atrair a juventude”.

O resultado é constrangedor, já que em vez de entender e se comunicar com os jovens em geral, os veículos tradicionais acabam fazendo matérias que dialogam apenas os valores de um punhado de hipsters autorreferentes e datados, figuras bizarras que vamos olhar daqui a alguns anos como olhamos hoje para os jovens da década de 80 e seus mullets, blazers com ombreiras e mangas dobradas, lenço no pescoço e bandana na cabeça.

A matéria de capa da Veja desta semana usa a mesma tática de sempre para empurrar uma agenda ideológica: dados do tipo “aponta estudo” onde as metodologias não estão claras e os resultados são vendidos como ciência exata. É como se a redação da Veja tivesse sido invadida pelos nerds onanistas da Superinteressante enquanto os adultos estavam almoçando.

O método não é novo e lembra a estratégia usada por um dos seres mais abjetos que já pisaram neste planeta: Alfred Kinsey, o sadomasoquista pedófilo travestido de cientista que estuprou até bebês em seus “experimentos” para forjar dados sobre a sexualidade dos americanos e convencer o país de que eram todos tão pervertidos quanto ele.

Os estudos e livros de Kinsey são considerados os detonadores da chamada revolução sexual dos anos 60, o bundalêlê desenfreado da juventude porralouca americana que hoje, com cabelos brancos e cheios de netos, comanda grande parte da indústria cultural e dos grandes grupos de comunicação do planeta.

A agenda de Kinsey era uma profecia autorrealizável: ao convencer o povo americano que até crianças de colo já queriam praticar sexo, ele incentivava que adultos pedófilos abusassem das crianças como se isso fosse “normal” e, ao começarem a aparecer os casos, Kinsey poderia dizer “eu estava certo”.

Kinsey dizia que sua maior batalha era acabar com a “repressão sexual” imposta pelo judaísmo e pelo cristianismo que, segundo ele, era a causadora de todo tipo de problema social relacionado à sexualidade. Não há dúvida de que a moral judaico-cristã ocidental e Kinsey estão em campos diametralmente opostos e são visões de mundo irreconciliáveis.

A revolução sexual incentivada por Kinsey e seus seguidores teve um impacto profundo no Ocidente, especialmente entre os menos escolarizados e mais suscetíveis à influência da cultura pop e de matérias como essa. Como Charles Murray mostra em “Coming Apart”, desde os anos 60 as crianças mais pobres nos EUA estão na sua grande maioria sendo geradas por pais sem qualquer relação amorosa estável e depois criadas sem o pai e muitas vezes sem a mãe. O impacto dessa mudança nas famílias de baixa renda pode ser medida no crescimento vertiginoso nos índices de criminalidade, uso de drogas, suicídios de jovens, evasão escolar e dificuldades de aprendizado.

O grupo Abril está passando por um momento delicado após a morte de Roberto Civita, tem fechado e vendido revistas, além de ter promovido demissões em massa. Como o medo é um mau conselheiro, é possível que essa capa seja parte desse processo que lembra a Apple sem Steve Jobs entre 1985 e 1997. Se for, há também um sopro de esperança, já que bastou a chegada de um executivo visionário para a empresa retomar seu caminho.

 

Por Alexandre Borges. No Mídia Sem Máscara.

 

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2016, Revista Época e Walcyr Carrasco

Mais um excelente texto do nosso estimado colaborador, Pastor Marcos Paulo. Aproveitem a leitura e compartilhem. Mas, o motivo desta nota inicial é de antemão, destacar o que o Pr. Marcos Paulo nos confessa nesse seu novo artigo.  Cancelou sua assinatura com a Revista Veja. E ele não é o único e não são poucos os que estão seguindo o mesmo caminho. Por quais motivos? Com a palavra, a editora Abril. 

Voltemos à Direita

Chega 2016. E com o novo ano, novos planos. Uma das medidas que adotei para o ano novo foi, depois de dez redondos anos de leitura da Revista Veja, dar um tempo no contato com esse periódico. Cancelei a assinatura.

Vejo que “veja” tem dado leve guinada à esquerda em vários assuntos. Virada sutil mas resoluta.

Resolvi, então, experimentar os semanários Época e IstoÉ (Carta Capital seria de mais!). Tanto uma como a outra são conhecidas por ter viés esquerdista, apesar de, quando necessário, não poupar críticas ao lulismo e companhia. Tudo velho nessa seara. Mesmo assim, achei que não devia recuar. Dessa forma, em 2016 pretendo ler Época toda semana e em 2017 será a vez da IstoÉ.

Com certo atraso, passei a vista na coluna assinada por Walcyr Carrasco, o “Natal das novas famílias” (Época, 28 dez. 2015).

Fiquei espantado com o que li. A prosa de Carrasco não dói nem mata; pelo contrário, alegra e traz vida; é fluida e dá gosto de ir até o fim. Meu espanto também não se deu pela defesa elegante das novas famílias que Carrasco elaborou. Tudo velho nessa seara.

O problema do texto de Carrasco foi a argumentação utilizada. Ele foi carrasco do bom raciocínio e da boa inferência. Ele defende a adoção de crianças por pares de pessoas do mesmo sexo. “Tudo bem, que venham as evidências do Carrasco”, pensei.

O que me espantou foram as falsas dicotomias trazidas pelo cronista e o frágil apoio lógico e teológico que ele trouxe. Não espero do Carrasco o tirocínio do teólogo profissional, até porque o gênero textual em análise permite certa flexibilidade. Todavia, quem quer brilhar como gourmet que aprenda a cozinhar.

O Carrasco, então, generaliza, faz ilações descabidas e compara de forma simplória e paupérrima. Coisa mais ou menos assim:

Quem é contra as novas famílias, é contra a felicidade das pessoas”;

“O olho por olho, dente por dente foi substituído por amai ao próximo como a ti mesmo”;

“Os radicais religiosos na verdade não são frustrados sexuais?”

“Ah, desejo às novas famílias que tenham um grande Natal, com presépio e Menino Jesus”.

Não tenho estômago para querer refutar minimamente as platitudes acima. Só lembro que o mesmo “Menino Jesus” de Carrasco afirma na mesma Bíblia lida por ele que não veio pôr fim à Lei de Deus (a Torá do Eterno). Como dever ter sido o Natal das novas famílias?

Como disse, fiquei espantado: como um prosador tão bom e tão competente, chega a níveis tão xucros de raciocínio e de desconhecimento do tema de que trata (Teologia Bíblica)? Arrisco dizer que isso acontece porque ele escreve sobre o que ignora. Além disso, acaba se passando por sábio diante de leitores bem intencionados mas incautos. Pobre cultura que rende loas a um homem desse. Cegos aplaudindo cego! Repito: não exijo do Walcyr conhecimento profundo de Teologia… mas se quer brilhar como gourmet, Carrasco, que aprenda a cozinhar.

Pelo visto, minha resolução de ler Época em 2016 promete…

 

Por Pastor Marcos Paulo

 

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A decadência da Revista Veja

Sou assinante da Veja e assino outras revistas do Grupo Abril. Nunca concordei com tudo o que li, e nem acho que devesse ser desta forma. O contraditório de bom nível é salutar. Discordo pontualmente de pensadores e articulistas a quem muito respeito e admiro, como Olavo de Carvalho e Reinaldo Azevedo. Faz parte do enriquecimento intelectual.

Entrementes, não pude me furtar a perceber que minhas convicções e premissas e as de Veja começaram a se distanciar no ano de 2015. O que era aceitável e benéfico começou a ficar incômodo. Na condição de assinante, comecei a me questionar:

Vale a pena sustentar um veículo de mídia que não está me representando?

Não quero posar de censor, já que jamais tive qualquer intento de coibir o que não é de meu agrado. O ponto é: se Veja, que se sustentou por muito tempo como um bastião de lucidez na grande imprensa brasileira, ameaça guinar para as sombras, que arque com o ônus de suas escolhas.

No caso, a insatisfação de seus leitores e sustentadores.

Veja demitiu Rodrigo Constantino, uma das vozes ascendentes da direita brasileira, que tem se notabilizado pela coragem e firmeza com que enfrenta o petismo e a esquerda como um todo.

Depois, demitiu Joice Hasselmann, que à frente da TVeja realizava um trabalho brilhante,  denunciando os abusos dos bandidos do poder.

Em minha coluna no Voltemos à Direita eu já havia elencado momentos em que a revista defendera posições questionáveis, mas ainda mantivera tudo no campo da discordância pontual.

Até a ainda hoje, meses depois, inexplicável reportagem de Kalleo Coura sobre o Desarmamento, que, sem qualquer fundamento argumentativo sólido, assumiu uma das maiores bandeiras da esquerda, contrariando a própria posição que a revista assumira sobre a questão quando houve o referendo.

Se isso não é assumir uma guinada à esquerda, é o que?

Na edição especial da Retrospectiva 2015 (que foi, sem sombra de dúvidas, a pior dos últimos anos), a matéria de capa, sobre o juiz Sérgio Moro, ficou a cargo de André Petry, que já havia ido ao Roda Viva advogar contra a Redução da Maioridade Penal neste ano, outra patacoada tão grande quanto a adesão da revista ao desarmamentismo.

Petry, ao abordar o uso da “Teoria do Domínio do Fato” por Sérgio Moro num caso, alegou que a diferença entre a aplicação da teoria por Moro e da aplicação do ministro Joaquim Barbosa no julgamento de José Dirceu foi que no primeiro caso o “domínio do fato delitivo por parte do réu era inteiramente incontroverso”.

Oras, ou estou lendo em javanês, ou André Petry, na reportagem principal de uma das mais importantes edições anuais da revista, questiona a contundência da condenação de José Dirceu?

Em seguida, a notícia de que Veja simplesmente pulverizou o arquivo de textos de Rodrigo Constantino, tornando-o indisponível. Tal atitude grotesca, aparenta ser uma retaliação ao articulista, pelo questionamento oportuno que Constantino tem feito de matérias e posicionamentos da revista.

Imaginar que Veja possa estar tentando policiar seu ex-colunista através de uma atitude tão mesquinha revela uma faceta autoritária e tacanha, típica dos grupelhos a quem Veja sempre se opôs, conquistando assim seus leitores e assinantes, grupo a qual fiz parte durante anos.

Porém, não mais. Não renovarei minha assinatura, que vencerá em breve.

Enquanto cidadão de direita, Veja não mais me contempla.

 

Por Renan Alves da Cruz 

 

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Olavo de Carvalho, Reinaldo Azevedo, Constantino e a implosão da “high” direita

Começou com Kim Kataguiri. O líder do MBL fez críticas infundadas a Bolsonaro. Não acredito que Kim quis soltar uma dinamite na direita, mas, talvez por ser um inexperiente jovem de 19 anos, foi inconsequente e inverídico.

Recebeu muitas críticas, afinal, não era o momento para desferir fogo amigo. Olavo de Carvalho, que já não poupava críticas à movimentação política do MBL e dos outros grupos “pró-impeachment”, também se manifestou, afirmando que os jovens estavam sendo mal orientados, por aqueles que constituíram como norteadores de suas ações.

Então Reinaldo Azevedo entrou em cena, e veio como aquele amigo que chega para separar um morno empurra-empurra com uma voadora. Abriu a caixa de ferramentas contra Bolsonaro e seus apoiadores, acusando todos de golpistas e entusiastas da ditadura militar.

Reinaldo é hábil com as palavras e sabe usar linhas e entrelinhas com maestria. Seu artigo de mão pesada tinha endereço e, entre rosnados – para usar a metáfora canina que a antiga ombudsman da Folha lhe atribuiu e ele assumiu – e perdigotos, alguns recados foram diretos ao ponto de destino.

Neste ponto, não há como relativizar. Reinaldo Azevedo, a quem muito admiro, foi inverídico, improcedente e inconclusivo em tudo o que apontou contra Bolsonaro. Com uma argumentação risível, acusava o deputado que ascende na direita – assustando o tucanato – de intolerância, com uma estridência ilógica e, ela sim, intolerante.

Ao mesmo tempo que atacava Bolsonaro e todos aqueles que apreciam as realizações políticas do deputado, num contraponto sincopado, tecia loas a Kim e aos movimentos… Os “meninos”, como os chama Reinaldo, seriam as verdadeiras vítimas da turba bolsonariana, e o único hausto de frescor recente na política brasileira.

Olavo de Carvalho entendeu os recados e escreveu a Reinaldo, questionando as acusações a Bolsonaro.

Reinaldo respondeu com um artigo enfezado, em que alegava ter defendido Olavo muitas vezes, chamava-o de vaidoso e insinuava que o filósofo precisava aprender a ser um mestre.

Quem acompanha Olavo de Carvalho sabe que algo assim, para usar o slogan daquela cerveja, não desceria redondo…

Olavo soltou os cachorros em cima de Reinaldo, e soltou com gosto. No facebook uma sequência pugilística de manifestações, questionamentos, contestações e etc.

De um lado e de outro, apoiadores de Olavo e de Reinaldo, os defendiam e, como é de praxe em situações assim, punham lenha na fogueira.

Rodrigo Constantino escreveu um artigo muito bom sobre a situação. Convidava os envolvidos a refletir, deixar passar, e manter a união em prol do enfrentamento ao inimigo comum.

O problema foi que Constantino argumentou que alguns seguidores de Olavo de Carvalho agem como se pertencessem a uma “seita secreta” em defesa de seu guru.

Olavo não digeriu. Chamou Constantino de “bosta” e o mandou fazer aquilo que sempre manda alguém fazer quando acha que o interlocutor merece. Rodrigo disse que ele tinha alguma obsessão com o orifício retal e, de maneira surreal, até o modo de cada um se referir ao ânus alheio virou motivo de querela.

Acho que Rodrigo, se queria mesmo acalmar os ânimos, não deveria ter usado termos como “seita” e “guru”, ainda mais sabendo que Olavo estava com a metralhadora giratória ligada, mas entendi o que ele quis dizer. Ele não generalizou, quis dizer que a postura de veneração acrítica era utilizada por alguns, não todos.

Talvez num dia em que as coisas estivessem mais pacificadas, não tomassem tamanha proporção.

O engraçado é que, enquanto o circo pegava fogo, Kim Kataguiri, o estopim de tudo, permaneceu em recatado silêncio.

Depois de um erro crasso, uma decisão sábia.

Bolsonaro, o grande difamado na história toda, também manteve uma postura exemplar. Enviou mensagens objetivas e respeitosas ao blog do Reinaldo Azevedo, que foram reproduzidas pelo próprio. Mostrou a grandeza de um estadista ao não deixar inflamar-se ante tanta pirotecnia.

Kim é um menino de 19 anos. Está fazendo muito mais nesta idade do que a maioria de nós fez. Mas é inexperiente e precisa cercar-se de conselheiros apartidários. Não pode deixar o sucesso subir a cabeça, e se submeter a agenda de seu grupo ao PSDB, antes que perceba, já terá sido defenestrado ou cooptado.

Uma carreira política, Kim, pode até se tornar uma consequência, mas não ser a base de seu projeto.

Olavo de Carvalho é um pilar conservador sem paralelo no Brasil contemporâneo. Acho até que poderia relevar algumas coisas, mas não travei a luta que ele travou, sozinho, durante décadas.

Isto lhe dá um alvará para fazer qualquer coisa sem ser questionado? Não. Mas certamente o gabaritou a medir a intensidade de suas reações com mais propriedade do que eu.

Rodrigo Constantino é um combatente devotado, que merece ser respeitado. Se falhou, o fez na melhor das intenções.

Reinaldo Azevedo recebe a nota mais baixa do episódio. Baseou-se em mentiras para superdimensionar uma situação, num momento inoportuno. Encabeçou uma cisão que não beneficia ninguém, queimou-se  e suscitou dúvidas a respeito de sua atuação.

Afinal, a ascensão de Bolsonaro incomoda o tucanato, pois tende a roubar votos do partido, já que a direita que votava no PSDB por falta de opção, migrará para um candidato autenticamente direitista.

Reinaldo, frequentemente mais alinhado à linha tucana do que à direita propriamente dita, estaria cumprindo uma agenda?

Não creio nisso. De todos os citados aqui, Reinaldo é o que leio há mais tempo, desde que nosso colunista Jakson Miranda me apresentou seu trabalho em  meio a nossa cansativa e esquerdopática faculdade de história.

Não creio que Reinaldo seja um traidor, um infiltrado ou um vendido.

Mas falhou. Muito. E precisa rever conceitos e ações.

E Bolsonaro?

Bolsonaro, se Deus quiser, será nosso presidente em 2018.

E vamos lá, meu povo. O inimigo é outro.

 

Por Renan Alves da Cruz 

 

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Resposta de uma criança cristã ao Estado Islâmico

O estrago que o grupo terrorista Estado Islâmico tem causado a milhões de pessoas é algo chocante. Nesse sentido, não nos acovardamos em apontar que a gestão Obama tem sua parcela de culpa em tudo isso. Também não deixamos de reconhecer que a Rússia de Putin viu aí a oportunidade de aumentar sua influência na região.

Todavia, por mais que debatamos, por mais que apontemos culpados e responsáveis, essas ações não chegarão perto do sofrimento pelos quais passam as vitimas do EI. São famílias inteiras destruídas porque assassinos tiram a sangue-frio a vida de um ente querido. São famílias inteiras que vêem seus sonhos destruídos porque se viram forçadas a abrigarem-se em campos de refugiados.

Assim, tudo isso forma o ingrediente perfeito para que ateus militantes e laicistas radicais apontem o dedo para Deus ou a religião. Tudo é culpa da religião! Não obstante, quem nesse momento está consolando esses refugiados? Richard Dawkins e seus admiradores? Chistopher Hitchens? Pouco provável!

A verdade é que os cristãos têm sido as vitimas preferenciais dos terroristas islâmicos do EI. Para isso, parte do Ocidente se cala. Outra parte, não tem idéia do que está acontecendo. Estes estão muito preocupados com seu “mundinho” particular. Essa parte está muito ocupada, pedindo a Deus a “benção” de um carro, a “benção” de uma viagem no final do ano, a “benção” de um emprego estável que pague R$ 10.000, e por aí vai.

Desta forma, o vídeo a seguir serve para àqueles, ateus e laicistas que perguntam: Onde está Deus? A mensagem da garota Myrian, é um verdadeiro “tapa na cara” desses e de cada um de nós… Sim, o vídeo em questão serve também para aqueles que ainda não “acordaram” para a dura realidade em que se encontram milhões de pessoas que professam Jesus Cristo e que somente N´Ele, encontram conforto, esperança e força. É Ele quem capacita uma criança de 10 anos como Myrian, a perdoar seus algozes e louvar a Deus.

Para finalizar

No Brasil, de maioria cristã, os principais veículos de comunicação se preocupam tão somente em apresentar reportagens de hordas de imigrantes ilegais querendo entrar na Europa. São todos refugiados fugindo do EI? Para a imprensa nacional, não importa. Os países da Europa não pode lhes fechar a porta. Todavia, e histórias como a de Myrian, são apresentadas em nossos telejornais? Algum telejornal fez reportagem como essa (Aqui) da CBN News? Algum grande portal da internet mostrou a noticia? Fica a pergunta.

Por Jakson Miranda

 

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A LINGUAGEM RELIGIOSA E APOCALÍPTICA DA MARVEL

Muito se fala que vivemos dias nos quais pessoas perdem a fé religiosa a cada segundo que passa. Porém, talvez essa previsão não seja o traço principal da era dos bytes e das redes sociais.

Alguns indicadores, entretanto, apontam que não é a fé religiosa que decai; tudo indica que o que vai morro baixo em nosso dias é certo tipo de fé religiosa. E afirmo isso a partir do fenômeno de bilheteria que tem sido os filmes da Marvel, pois são entretenimento voltados para a massa e que vêm com forte conteúdo religioso e simbólico. Os dois já exibidos do Capitão América, por exemplo, tocam nos temas pouco explorados nas grandes mídias como Ocultismo e a chamada Nova Ordem Mundial. Isso para não explorar o deus Thor e a sugestão de pentagrama gravado no escudo do capitão.

Contudo, penso que nenhum dos filmes da Marvel superou, no quesito religião, “Os Vingadores – a Era de Ultron” . A opinião geral é que o centro de gravidade do filme é inteligência artificial, seus limites e fronteiras. O que vi, porém, de mais importante em “Os Vingadores 2”, vou assim nominá-lo, foi o colossal apelo à linguagem religiosa e apocalíptica.

O malvado Ultron claramente se apresenta como o Messias bíblico forte e poderoso, nos moldes que a profecia hebraica predissera. Ele se auto denomina Salvador mais de uma vez na película.

É tudo? Infelizmente, não.

Na boca do herói Visão, com seu olho-losango na fronte, é posta ousada afirmação. Enuncia Visão:

“- EU SOU”.

Essa expressão é a resposta do Altíssimo a Moisés no famoso episódio da Sarça ardente no capítulo três do livro de Êxodo. Moisés pergunta à Voz/Sarça no nome de que deus ele falará perante o rei do Egito. E a Voz/Sarça responde a Moisés:

“- EU SOU”.

Na tradição bíblica, tal expresão só pode ser atribuída ao Eterno, porque, a rigor, só Ele é; as outras criaturas tem o Ser por empréstimo. Luiz Felipe Pondé explica isso bem no excelente livro “Os dez mandamentos (+um)”:

“Há uma relação estreita entre os conceitos de graça e de chomer porque ambos falam de uma condição de falta que ‘irrita’ o homem caído: a graça implica que nós nada fizemos para receber o que temos, pois tudo é dádiva; chomer implica que não temos a posse do Ser, apenas o usufruto porque Deus é o verdadeiro dono.”(p. 52)

Para o espectador atento, a linguagem usada em “Vingadores 2” é pesada, porque se vale das duas figuras mais importantes da religião bíblica, o Eterno e o Messias. Mas não o faz de qualquer maneira: banaliza-as, tira-as do contexto sagrado e as traz para o universo pop em uso estranho e inadequado.

Por apenas esse indicador, penso que, por agora, a tendência do mundo não é secularismo ateu mas sim secularismo envolto em religiosidade. E isso pode ser visto, sem sombra alguma, no caso patente de ”Os Vingadores – a Era de Ultron”.

 

Por Pr. Marcos Paulo

 

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O Esquerdismo Evangélico da Super Interessante

Na Bíblia Sagrada, é recorrente o tema da oposição existente entre Deus e o mundo. Mundo entendido não como criação de Deus mas como modo de pensamento contrário a Deus. Pois bem, neste mês o jornalismo brasileiro trouxe ao ringue mais uma parte desse embate. Aquela entre conservadores evangélicos e a esquerda evangélica.

Em matéria disfarçada de neutra, a revista Super Interessante de setembro traz como capa a estampa EXTREMISMO EVANGÉLICO e a ilustra com uma mão suja de sangue empunhando a Bíblia Sagrada de capa preta.

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Vou direto ao ponto. A ideia central da reportagem é: todo aquele que tem postura conservadora nos quesitos casamento, aborto, liberação de drogas etc, é extremista; ponderados são os que veem essas questões de forma “aberta e plural”. E antes que eu me esqueça – subjaz à matéria uma associação macabra e descabida: a dos evangélicos conservadores com o terrorismo islâmico do 11 de setembro.

Assim, fica claro que o recadinho principal da matéria “EXTREMISMO EVANGÈLICO – Pastores que agem como aiatolás. Intolerância religiosa nas ruas. Conheça a fúria dos fundamentalistas que ameaçam as liberdades individuais – e as próprias igrejas evangélicas” (Edição 351- Setembro 2015) é, repito, o de estigmatizar o conservadorismo evangélico no Brasil.

Não é à toa, portanto, que as vozes abalizadas e moderadas da reportagem vêm da Universidade Metodista de São Paulo, conhecido bunker de esquerda evangélica no Brasil de hoje. Mas não é só. Vez e voz também é dada a Ricardo Gondim, outro baluarte esquerdista entre os evangélicos.

De início, a matéria descreve um cerco no qual o Pastor Lucinho, da Igreja da Lagoinha, liderou adolescentes contra uma tal festa do Preto Velho. A julgar pelo descrito, penso ser errada a abordagem de Lucinho. Porém, desconfio que o destaque dado ao que Lucinho fez seja apenas um reforço argumentativo e retórico para a venda das teses progressistas como as que Gregório Duvivier defende intitulando o Conservadorismo evangélico de câncer 

Depois, a matéria, assinada por Leandro Beguoci, propõe a surrada tese do Estado laico, a fim de sustentar que seria ilegítima a ação da Frente Parlamentar Evangélica.

Que fique claro: o Estado é laico, as pessoas não. Estado laico existe para resguardar os indivíduos de favorecimento indevido a tal ou qual religião e proteger os mesmos indivíduos de eventual perseguição religiosa. Só. Na verdade, o que muita gente quer é transformar Estado laico em Estado ateu.

A matéria ataca o Pastor Silas Malafaia, hoje uma voz contra a esquerda evangélica. Mas ainda não termina. A reportagem de capa da Super vem com um poderoso aditivo. A matéria contígua chamada “GAY também é crente…”. E descreve, com ares de neutralidade e desinteresse, parte da trajetória da Pastora homossexual Lanna Holder e do pastor Marcos Gladstone. Nesse ponto, a revista cita até versículos bíblicos pelos quais Gladstone faz nova exegese para incluir todos no rebanho de Deus.

Que ninguém se engane: uma tensão social já está em curso há algum tempo no Brasil. Não é novidade para o observador atento que, na seara evangélica, pentecostais e neo-pentecostais são os últimos bastiões contra a nova moralidade que os reformadores da sociedade de nossos dias –  tanto marxistas como alguns liberais – estão propondo para o Brasil. Talvez o desfecho disso seja aprovação de cerceamento legal contra os “fundamentalistas evangélicos e seu discurso de ódio”. Mas o que digo é: “importa antes obedecer a Deus do que aos homens”.

Diante de tudo isso, se você é um evangélico conservador, não se perturbe com a Super Interessante de setembro de 2015, nem com Gregório Duvivier; confie em Deus, não apoie ações violentas na sua igreja local e siga na paz de Jesus Cristo, pois esquerda evangélica é um tipo de marxismo e marxismo é um modo de pensamento contrário a Deus, ou seja, é mundo. E, como diz Tiago, amizade com o mundo é inimizade com Deus.

 

Por Pr. Marcos Paulo

 

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Por que o povo é conservador e a maioria dos políticos brasileiros, não.

Pesquisa após pesquisa mostra que o povo brasileiro é conservador. Em contrapartida, elege-se ano a ano, políticos que na sua maioria, enxergam no conservadorismo uma “doença”. A explicação para tal fenômeno pode ser dada pelo tipo de leitura que predomina entre os políticos, leiam:

Pelo oitavo ano consecutivo, a Folha manteve a preferência entre deputados federais como principal fonte de informação entre os jornais.

Levantamento da FSB Pesquisa mostra que, ao serem solicitados a indicar até três jornais de sua preferência, 74% dos parlamentares ouvidos escolheram aFolha. Em 2014, eram 73%.

A sondagem registra ainda os jornais “O Globo” (35%), “O Estado de S. Paulo” (32%), “Valor Econômico” (13%) e “Correio Braziliense” (12%).

Além de ser o jornal favorito, a Folha também é o que apresenta o maior índice de leitura entre os congressistas. A pesquisa questionou se o entrevistado lia os principais jornais do país (Folha, “O Globo”, “Estado”, “Correio Braziliense”, “Valor Econômico” e “Brasil Econômico” –que deixou de circular). A Folha recebeu 91% de resposta afirmativa, seguida por “O Globo” (73%).

Voltamos

Isso explica muita coisa, não é mesmo? É bem verdade que com raríssimas exceções, as redações dos principais jornais do país estão tomadas por “progressistas”. Quantos editoriais que não flertem com a esquerda são publicados no espaço de um mês na Folha, no O Globo e mesmo no Estadão? São tantos, que provavelmente o leitor não se lembrará de nenhum.

Tal estado de coisas já foi denunciado por Olavo de Carvalho, quando em artigo, fez a seguinte reflexão:

A afetação de neutralidade superior, especialmente quando se quer impingir à platéia opiniões arriscadas e mentiras cínicas, é a essência mesma do “estilo jornalístico”. Os “grandes jornais” deste país praticam-no com destreza tal que a maior parte de seus leitores, tomando a forma pelo conteúdo, acredita seguir a razão e o equilíbrio no instante mesmo em que vai se acomodando, pouco a pouco, anestesicamente, às propostas mais dementes, às modas mais escandalosas, às idéias mais estapafúrdias.

Quando a Folha, quase vinte anos atrás, começou a promover discretamente o gayzismo sob a inócua desculpa mercadológica de que os gays eram também parte do público consumidor, quem, entre os leitores, poderia imaginar que com o decurso do tempo essa gentil atenção concedida a uma faixa do mercado se converteria numa estratégia global de imposição do homossexualismo como conduta superior, inatacável, sacrossanta, só rejeitada por fanáticos e criminosos? Quem, aliás, tem a paciência e os meios intelectuais de examinar as mudanças progressivas e sutis da linguagem de um jornal ao longo de vinte anos? No começo, o processo é invisível porque seus primeiros passos são discretos e aparentemente inofensivos. No fim, é invisível porque sua história se apagou da memória popular. A lentidão perseverante é a fórmula mágica das revoluções culturais.

Não á toa, a revolução cultural faz parte da ordem do dia dos principais jornais. Aborto, gayzismo, legalização das drogas, educação integral, etc,etc.

Enquanto os nobres parlamentares continuarem a consumir, predominantemente, esse tipo de informação, tornam-se agentes diretos e indiretos, de profundas mudanças em nossa sociedade, que longe se oferecerem avanços, oferecem o caos, a ignorância e divisões cuja única conseqüência é deixar-nos em uma ditadura de opinião; a outra, a do Estado, não é impossível e não está muito longe.

 

Por Jakson Miranda

 

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A Capa da Revista Veja

Não raro, temos criticado alguns conteúdos da revista Veja. Desde as entrevistas nas capas amarelas a outros conteúdos, como o artigo escrito por Reinaldo Azevedo na última edição, do qual, destaquei um trecho ou ainda, um artigo escrito por André Petry destacado por nosso colunista Renan Alves da Cruz.

Vem aí mais uma critica? Ainda. Não recebemos nosso exemplar, talvez, durante a leitura, nos deparemos com algum texto que nos incomode. Aí faremos a critica.

Hoje, o que queremos trazer para vocês é a capa da nova edição da revista. SENSACIONALISTA! Melhor, sensacionalista são os FATOS. Logo abaixo, segue parte do excelente artigo de Augusto Nunes.

VEJA

Surpreendidos pela inventividade da capa desta semana, os milicianos que a cada sete dias juram de morte a revista sem a qual não sabem viver dormirão sonhando que VEJA finalmente escancarou a opção pelo sensacionalismo jornalístico. A profusão de cores, o gigantismo das letras, o ponto de exclamação no papel de borduna do idioma, o tom estridente ─ são deliberadamente escancaradas certas  semelhanças com tabloides ingleses especializados na difusão de notícias escandalosas. Cretinos fundamentais não têm cura. Nem vale a pena sugerir-lhes que leiam a constatação resumido no círculo azul que enfeita a testa de Eduardo Cunha.

A capa recorreu a elementos do jornalismo sensacionalista para sublinhar a verdade perturbadora: sensacionalistas são os fatos. Sensacionalista é a crise institucional sem precedentes, ou a dinheirama inverossímil movimentada pelos gatunos da Petrobras. Sensacionalista é a conjugação dos quatro assombros que se aglomeram em poucos centímetros de papel. No canto superior esquerdo, por exemplo, um ex-presidente abalroado por um modestíssimo Fiat Elba reaparece na cena do crime tripulando carrões de matar de inveja a lista inteira dos bilionários da Forbes. O quarentão que subiu a rampa do Planalto fingindo caçar marajás é agora o quase setentão que pode deixar o Senado na traseira de um camburão.

 

Por Jakson Miranda

 

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