Sou professor de história e votarei em Jair Bolsonaro

Não é segredo que a maioria dos historiadores são de esquerda. A maioria deles substitui suas aulas por militância, considerando-se agentes de formação de pensamento crítico.

É claro que o “pensamento crítico” permitido também deve ser de esquerda.

Passei pela idiotização do curso de história, conforme já relatei no artigo Esquerdismo Miojo: 3 minutos de doutrinação e pronto e sobrevivi. Sou um conservador e dou aulas.

A diferença é que quando entro numa sala de aula não dou aula de conservadorismo… dou aula de história.

Não, isso não é óbvio! Meus pares, ainda mais num momento de tamanha efervescência política, largaram o conteúdo e exercem o papel de “debatedores”. As aulas são dominadas por pautas progressistas, que recebem o verniz enobrecedor típico do esquerdista, com a realização de “debates” de lado único, onde quem pensa diferente não pode opinar, ou será repelido se o fizer.

Se você é um estudante conservador e está neste momento dentro do sistema educacional brasileiro, sabe do que estou falando.

Na condição de professor conservador o que faço? Tento consertar o esquerdismo dando aula de conservadorismo? Suprimo Marx do currículo?

Não. Apenas dou aula. Ensino os acontecimentos históricos e, nos momentos de choque ideológico, apresento as visões opostas e não tomo partido.

Será algo tão difícil?

Não uso espaço de aula para doutrinação à direita. Meus alunos seguirão seu próprio caminho.

Sabendo que sou espécime raro, tanto na condição de professor de história conservador, que escreve sobre conservadorismo, política e cultura em portais como Voltemos à Direita e Gospel Prime, diferenciando-me da quase totalidade dos historiadores do Brasil, senti-me na obrigação de declarar através deste texto meu voto em Jair Bolsonaro.

Não declarei voto em sala de aula e nem divulgo meus textos aos meus alunos, ademais, quero externar aos meus irmãos brasileiros, à luz da minha experiência diária em sala de aula e do conhecimento advindo de minha formação e atuação, que não há outro candidato dentre os que disputam as eleições de 2018 com predicados suficientes para conduzir nosso país pelos próximos quatro anos.

Leia também: 

Como é que um pobre pode votar em alguém como Jair Bolsonaro?

Por que sou conservador? 

Jair Bolsonaro não é perfeito. Sei disso e estou convicto de que ele também sabe. Prova maior disso é que admite publicamente seu desconhecimento em algumas áreas, nomeando pessoas de conhecimento inequívoco nas mesmas para que o auxiliem.

Chegamos a este abismo após mais de vinte anos de governos esquerdistas e social-democratas. Chega. É preciso uma economia liberal, que viabilize os investimentos e o empreendedorismo.

Chega de proteção a vagabundos e incentivo ao crime, através da contínua leniência para com seus praticantes.

Chega do nonsense de dizerem que um policial, um agente de manutenção da lei, só pode atirar num bandido se for alvejado primeiro.

Chega de professores apanhando dentro das salas de aula e de baixaria elevada à categoria de arte.

Chega de corrupção generalizada em todas as esferas do poder público brasileiro.

É hora de mudar. De acreditar num homem que mesmo após tantos anos de vida pública nunca se sujou na lama reinante e não se aliou às quadrilhas. Um homem que passou por muitos partidos porque nunca foi feito refém por nenhum deles.

Que possui isenção para governar sem ter de pagar por favores escusos.

Dentre os candidatos do pleito atual apenas Jair Bolsonaro possui estes atributos.

Portanto, meu voto é dele.

“Brasil acima de tudo. Deus acima de todos.”

 

Professor Renan Alves da Cruz

São Paulo, 31 de Agosto de 2018

 

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7 comentários em “Sou professor de história e votarei em Jair Bolsonaro”

  1. Também sou professor de História e enfrento os mesmos desafios em sala de aula. Muitos estudantes que já foram doutrinados nos anos anteriores e agora sou obrigado a ensinar-lhes a História de forma clara e oficial. Também sou de direita, e enfrento muitos desafios por falar e fazer aquilo em que acredito.

    • Somos uma minoria, meu irmão de batalha. Sigamos em nossa luta, desfazendo o serviço que os canalhas doutrinadores fizeram. Grande abraço e força pra continuar!!!

  2. Excelente texto que gera significativa reflexão! Qual seria a proposta para que as aulas de historias deixassem de ser uma especie de doutrinação,uma vez que sempre quando iremos explicar algo a alguem sobre determinado assunto, colocamos “pitadas” de nossas impressões e sentimentos?
    obs: conheço a proposta da escola sem partido,porem não vejo ela como uma grande solução para este tema.
    abraço

    • Olá, Thales.
      O professor de história doutrinador-esquerdista sempre divide os fatos entre o “nós e eles”. Opressores e oprimidos. Constrói, portanto, uma narrativa que sempre possui vilões e mocinhos, e isso é o cerne da doutrinação, o fato de sempre legar a determinado grupo a condição de opressor.
      O professor que não doutrina transmite os fatos históricos e suas consequências, mas não vilaniza ou heroiciza determinados grupos simplesmente calcado em sua própria crença. Ao fazê-lo, ele não doutrina.

  3. Parabéns Paulo.
    São de pessoas assim que estamos carentes no Brasil, principalmente nas salas de aulas.
    Fico triste ao ver pessoas que acabaram de entrar em um curso de história, fisiologia etc.. como são manipulados com esses pensamentos comunistas.

    Grande abraço.
    Deus te abençoe

  4. Pretendo entrar para a faculdade de licenciatura em história ano que vem, mas tenho certos ressalvas de que serei hostilizado no meio acadêmico por minha posição política (não sou nem de esquerda, nem direita, sou centrista) e fora dele pelo estigma de professor de história ser esquerdista. Ao ler esse texto, fico feliz de saber que existam professores de direita e que o meio não é tão homogêneo quanto pareça. Espero me tornar um professor como você, que ao inves de doutrinar alunos, ensine-os a entender pela história, o mundo atual em que vivem. Abraços!

    • Olá, João.
      É isso aí. Somos poucos, sim, conheço alguns outros, inclusive o Jakson Miranda que tb escreve aqui no portal. Nos conhecemos na Universidade, aliás. Mas estamos aí. Nos consideramos uma resistência. A chegada de novos lutadores tende a acabar com essa loucura. E é isso mesmo. O objetivo não é inverter o lado da doutrinação, é simplesmente ensinar história sem viés ideológico único filtrando a análise.
      Grande abraço e boa sorte.

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