Presidente Michel Temer ouve relato de crimes e nada faz

O que o áudio da conversa entre Temer e o dono da JBS comprova? Que o presidente Michel Temer ao ouvir relatos de crimes praticados por seu interlocutor, tais como, pagamento de propina e tentativa de obstrução de justiça, nada fez, ao contrário, aquiesceu.

Leiam reportagem do O Globo

Os áudios gravados por Joesley Batista, da JBS, revelam que o presidente Michel Temer (PMDB) ouviu, sem fazer objeção e nem depois reportar aos órgãos competentes, um relato de um empresário — dono de um grupo que foi alvo de cinco operações da Polícia Federal em menos de um ano — com detalhes sobre mecanismos usados por ele para obstruir a Justiça, como a cooptação de juízes e procuradores. Temer também escutou, sem repreender o interlocutor, declaração sobre pagamentos ilegais ao ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB).

No documento enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), no qual solicitou a abertura de inquérito para investigar Temer, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirmou: “Joesley fala que segue pagando propina ‘todo mês, também’ a Eduardo Cunha, acerca da qual há a anuência do presidente da República”. Cunha está preso desde outubro do ano passado e, em março deste ano, foi condenado pelo juiz Sergio Moro a mais de 15 anos de prisão pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

A conversa de Joesley com Temer foi gravada em março, no Palácio do Jaburu. Quando o empresário questionou o presidente sobre a relação com o presidiário Cunha, Temer afirmou que o ex-deputado “resolveu fustigá-lo” ao enviar perguntas, no âmbito de um dos processos que correm na Justiça Federal do Paraná, que relacionavam o presidente com réus e condenados da Lava-Jato. Temer foi arrolado por Cunha como testemunha de defesa, mas o juiz Moro indeferiu 21 das 41 perguntas feitas pelo ex-deputado ao presidente.

Encerramos

No inicio da matéria está o cerne da questão. Aliás, o simples fato do presidente da República receber na residência oficial um empresário sem que tal encontro conste na agenda da presidência, já seria motivo suficiente de escândalo. Isso em países decentes.

Mais escandaloso ainda é o presidente da república, repito em letras garrafais, o PRESIDENTE DA REPÚBLICA ouvir o que ouviu e nada fazer.

Não, presidente Michel Temer, a montanha não pariu um rato. Não estamos falando de algo insignificante, ou estamos presidente Michel Temer?

O que veio a público só é avaliado como insignificante quando se está habituado a coisas piores e nesse caso, a expressão mais adequada seria: chafurdar na lama. Ou seja, algo que os porcos fazem com maestria e graça até, mas que, para um homem de terno e gravata, cuja missão é dirigir um país, torna-se algo que vai do grotesco à deselegância; da molecagem irresponsável à perversão dos valores do Estado Democrático de Direito.

Quem assim o age, não tem condições morais de continuar no posto de presidente da República.

Por Jakson Miranda

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