Por que não subestimo o lulismo

Me condoo de um país que, depois de tudo, ainda mencione uma figura como Lula dentro do cenário político. Não vejo nele nada além de um oportunista de caráter flácido, elevado a uma potência indigna, construída à base da deseducação plantada durante décadas no Brasil.

Se ou quando a esquerda voltar ao poder, lembrem-se disso, fará de tudo para exercer o papel de Poder Moderador. Não mais tolerarão essa tal “liberdade de expressão” que os destronou da última vez.

Embora estejamos observando um despertamento da maioria dos brasileiros, diante da farsa do petismo, é crucial que o ímpeto demonstrado nas ruas e nas redes sociais não venha a arrefecer.

E digo isto por um simples motivo:

Não estamos lidando com amadores.

Quando Hannah Arendt descreveu Eichmann como um homem normal, um burocrata comum, que seguia ordens superiores sem julgar o mérito de suas consequências, estava ajudando a desvelar o tipo de operário cego que ajuda a perpetuar o mal.

Também estou cansado de comparações ao nazismo e ao fascismo. Tudo o que não se gosta, virou “nazista” ou “fascista”, sem o devido aclaramento. Contudo, é impossível não fazer um paralelo com as hostes stedilezistas e cutistas que saem em defesa do indefensável, com seu mar de bandeiras vermelhas, a cada estalar de dedos do poderoso chefão.

Não subestimo o lulismo. Seus cães de aluguel não apenas ladram. Podem morder também. Não os doto de força intelectual, nem me seduzo pela emotividade pueril de seu discurso, entretanto não compactuo com a ideia de que sejam facilmente desmontáveis. Não no nível de aparelhamento a que chegamos.

Se Lula pedir seu exército na rua. Haverá idiotas úteis às grosas para atendê-lo. Por um pão com mortadela, um carguinho, uma mesada ou mesmo pela incapacidade própria de pensar o todo por si mesmos.

E não torno isso uma justificativa que considere o ato defensável. São tanto ou mais deploráveis que os outros.

O lulismo é perigoso e não feneceu ainda.

E quanto mais acuados estiverem, mais perigosos serão.

 

Por Renan Alves da Cruz

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