Por que não assistir ao filme Vingadores – Guerra Infinita?

O filme Vingadores – Guerra Infinita simplesmente alcançou o recorde de possuir, até aqui, a maior bilheteria de estreia do cinema de todos os tempos. Apenas no Brasil, o filme já arrecadou mais de R$ 40 milhões.

Cumprindo minhas obrigações paternas, fui assistir ao blockbuster baseado em personagens da Marvel. Com um elenco recheado de estrelas hollywoodianas e eximia produção, é compreensível que o filme lidere as bilheterias mundo afora.

Ao sair da sala de cinema, minha esposa, que nos aguardava do lado de fora, indagou-me se eu havia gostado do filme. Não, não gostei. Foi minha resposta. E por que não gostei?

Talvez eu possa ser visto por muitos como um esquisitão, mas, os super-heróis tanto da Marvel quanto da DC Comics não fizeram parte da minha infância e juventude. Das histórias em quadrinhos, meus personagens favoritos eram Chico Bento e Cascão. Assim, me surpreende o fascínio que tantos jovens e adultos nutrem por super-heróis como superman, Batman, Capitão América ou Thor.

Mesmo assim, não faço grandes objeções para assistir produções do gênero.

Então, por que recomendo vocês a não assistir ao filme Vingadores – Guerra Infinita?

Vamos lá! Ao assistir ao filme Vingadores – Guerra Infinita com um olhar mais atento e treinado, é inescapável identificarmos a enorme quantidade, de forma implícita ou não, de mensagens não cristãs. Logo, para um cristão, torna-se um filme desconfortável.

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Nesse sentido, a mensagem não cristã que claramente aparece no filme e que permeia toda a trama, diz respeito às tais “Joias do Infinito” surgidas com o “Big Bang” e possuidoras de fortes poderes sobre o universo: espaço (azul) mente (amarela), poder (roxo), tempo (verde), realidade (vermelha) e alma (laranja). Assim, em muitas passagens do filme, encontramos falas sobre o “equilíbrio do cosmos” E “equilíbrio do universo”.  Aonde se encaixa, nessas tais “joias”, a existência de um Deus Trino, onipresente e onipotente?

Mocinhos X vilão

Logicamente que não seria um filme de super-heróis se não houvesse o embate dos mocinhos lutando em defesa da humanidade contra uma poderosa e perigosa ameaça que no caso do filme Vingadores – Guerra Infinita , responde pelo nome de Thanos. É Thanos o grande vilão da história.

O problema é que Thanos é um monstro que tenta ter em mãos, literalmente, as já citadas “Joias do Infinito”, cuja finalidade, com o poder conferido por elas, é exterminar metade da humanidade e assim, evitar que todos perecem com a escassez de recursos. É um necessário e misericordioso mal, com um verniz malthusiano, em nome de um bem maior: a preservação da espécie.

Não obstante, é na figura do vilão que o filme desperta uma boa discussão, afinal, podemos ver em Thanos, uma analogia ao papel do Estado, cada vez mais gigante, cada vez mais poderoso e com uma fome insaciável por mais poder; tornando-se o responsável por dar de forma arbitrária a última palavra sobre quem tem o direito de viver e quem foi o escolhido para morrer.

Também é possível enxergarmos em Thanos figuras como Hitler e tantos outros genocidas que sempre justificaram e justificam seus atos em nome de um bem maior. No filme, esse mal é combatido pelos super-heróis.

Em essência, são os super-heróis os responsáveis por defender os mais fracos: são fortes, corajosos e possuem os meios materiais e habilidades que a grande maioria dos meros mortais não possui, ou seja, têm poderes sobre humanos. Também faz parte desses poderes o senso de justiça, bondade, gratidão, amor e um estoico comportamento ético e moral que sobrepuja todas as suas fraquezas humanas.

Portanto, na descrição de um super-herói, descobrimos que suas qualidades são quase inatingíveis pela grande maioria da população. E esse dado contribui para reforçar minha desaprovação pelo filme Vingadores – Guerra Infinita e mais ainda, não recomendar vocês a assisti-lo

Não recomendo  o filme e saí do cinema com essa certeza porque o mal que Thanos representa e que está longe de ser uma mera ficção pode ser combatido por todos os indivíduos que compõem nossa sociedade, desde que, todos, possuam coragem, justiça, gratidão, amor, senso ético e moral, logo, prontos para defender os fracos e indefesos.

Mas como isso é possível se já foi falado que ser um super-herói é algo inalcançável à grande maioria?  Na sala ao lado em que se passava o filme da Marvel passava outro, cujo personagem central deixou-nos, dentre muitos outros, o seguinte ensinamento: Sede meus imitadores, como eu sou de Cristo.

Jesus Cristo é nosso verdadeiro herói. Foi Ele quem morreu e ressuscitou por nós. E embora Seu padrão moral, Seu amor e Sua bondade sejam inalcançáveis por nós, o Espírito Santo de Deus, através do apóstolo Paulo, nos exorta a imitá-lo.

É desta forma e não de outra, que conseguiremos vencer o mal representado por Thanos, Hitler, principados e todos os dominadores deste mundo.

Mas infelizmente, é isso que jovens e adultos já vazios dos padrões de Deus e cheios do relativismo do nosso tempo, deixam de aprender e apreender ao assistirem ao filme Vingadores – Guerra Infinita. Ao assistirem, ficam ainda mais distantes da Verdade porque alimentam o imaginário de que algumas virtudes estão tão naturalmente distantes que são apenas para alguns poucos afortunados.

Nesse sentido, não recomendo o filme Vingadores – Guerra Infinita.

Por Jakson Miranda

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Um comentário em “Por que não assistir ao filme Vingadores – Guerra Infinita?”

  1. Crer tambem é pensar , titulo de um otimo livro do john stott .
    Não devemos ser tolhidos da nossa capacidade de pensar e opinar, devemos ate respeitar o individuo em opinar, mas tambem temos o direito de não concordar com a opinião alheia.
    Gostamos de diversão , gostamos das fantasias e isso que o filme é, não vi nada de politico ou religioso no filme guerra infinita.

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