Rodrigo Janot acusa Gilmar Mendes de decrepitude moral

Rodrigo Janot, Procurador-Geral da Republica, rebateu de forma veemente o ministro do STF Gilmar Mendes. Mendes, no inicio da semana, fez duras criticas à PGR e ao Ministério Público Federal por supostos vazamentos de nomes investigados na Lava Jato.

Ao atribuir a divulgação de alguns nomes citados em delações premiadas a uma ação feita, segundo se noticia, pelo próprio MPF, o ministro do Supremo disse o seguinte:

Quando praticado por funcionário público, vazamento é eufemismo para um crime. E os procuradores certamente não desconhecem“, disse Mendes.

Hoje, foi à vez de Rodrigo Janot contra-atacar e de forma dura e veemente. Disse Janot

Não vi uma só palavra de quem teve uma disenteria verbal a se pronunciar sobre essa imputação do Palácio do Planalto, Congresso Nacional e Supremo Tribunal Federal. Só posso atribuir tal ideia a mentes ociosas e dadas a devaneios. Mas, infelizmente, com meios para distorcer fatos e instrumentos legítimos de comunicação institucional”.

Continuou o Procurador-Geral da República:

Ainda assim, meus amigos, em projeção mental, alguns tentam nivelar todos a sua decrepitude moral e para isso acusam-nos de condutas que lhes são próprias, socorrendo-se, não raras vezes, da aparente intangibilidade proporcionada pela posição que ocupam no Estado”.

E arrematou

Procuramos nos distanciar dos banquetes palacianos. Fugimos dos círculos de comensais que cortejam desavergonhadamente o poder público e repudiamos a relação promíscua com a imprensa”.

Encerramos

Já criticamos duramente Rodrigo Janot. Já elogiamos e criticamos duramente o Ministro Gilmar Mendes.

É inegável que Brasília é um pântano e que há crocodilos famintos por todos os lados. Não se descarta, portanto, que estejamos diante de mais um teatrinho envolvendo os dois personagens, Janot e Gilmar Mendes.

É bem verdade que as criticas de Mendes tem razão. Para sanar o problema, retira-se o sigilo.

As palavras de Janot têm sentido, mas a refrega poderia ter sido abordada em tom menos belicoso.

O que queremos dizer com isso?

A priori, sou contra a retirada de sigilo dos nomes citados na delação da Odebrecht.

Isso é o que a classe política deseja e entendo esse desejo como uma estratégia de antecipar fatos que poderiam vir a tona em ano de eleição, ou seja, lidando com tudo agora, em 2018 o eleitorado já terá absolvido e se acostumado com o impacto de ter boa parte dos profissionais da política envolvidos em propinas, caixa 2, lavagem de dinheiro, etc.

Na mesma toada, a reação de Rodrigo Janot pode ter sido calculada, mas não em defesa da lisura, ética e transparência, mas sim, com o intuito de rajar de vez as relações entre PGR e STF. Resultado: maior retardamento de julgamentos e sentenças, negação de provas, etc, etc.

Como bem lembrou O Antagonista, quem ganha é a Orcrim.

A verdade é que está cada vez mais difícil sabermos quem faz parte da Orcrim e quem está contra a Orcrim.

Por Jakson Miranda

 

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Lutaremos contra os aborteiros do STF

Ministra Rosa Weber, do STF, que já deu mostras ser favorável ao aborto, relatará ação pró-aborto. Ou seja, mais polêmica à vista. Mais batalhas a serem travadas! Lutaremos contra os aborteiros do STF  e de outras plagas. Isso é natural quando se busca confrontar as hostes do mal. Estamos falando de uma batalha que vai além da politicagem do dia a dia, estamos falando de uma batalha que é antes de tudo, um imperativo a todo cristão empreendê-la e um chamamento a todo ser humano que preza pela vida, sua e das gerações vindouras.

Leiam o que informa o site de Veja

A ministra Rosa Weber foi escolhida relatora da ação apresentada pelo PSOL ao Supremo Tribunal Federal (STF) que pede a  descriminalização do aborto ocorrido até a 12ª semana de gravidez. A ação, caso seja levada a julgamento, será analisada em plenário, pelos onze ministros da Corte. Weber já se manifestou contrária à criminalização do aborto até o primeiro trimestre de gestação, alegando incompatibilidade com direitos fundamentais das mulheres.

Em novembro do ano passado, a Primeira Turma do STF, formada por cinco ministros, decidiu colocar em liberdade duas pessoas que haviam sido presas em flagrante supostamente realizando aborto em uma clínica clandestina do Rio de Janeiro. Os magistrados poderiam ter se limitado a revogar a prisão preventiva, sob argumento de que os acusados podem responder ao processo em liberdade – foi o entendimento de Marco Aurélio Mello e Luiz Fux.

Três ministros, no entanto, foram além. Acompanhando o voto do relator Luís Roberto Barroso, Edson Fachin e Rosa Weber decidiram que a prisão não deveria ser mantida porque a criminalização do aborto até o primeiro trimestre de gestação é incompatível com direitos fundamentais das mulheres, entre eles os direitos sexuais e reprodutivos, à autonomia, à integridade física e psíquica, além de ferir o princípio da igualdade.

O corte do primeiro trimestre, equivalente às mesmas 12 semanas propostas na ação do PSOL, foi sugerido por Barroso porque é adotado na maioria das nações que permitem o aborto, como quase todos os países da União Europeia, Rússia, Suíça, Moçambique e Uruguai, entre outros.  “Durante esse período, o córtex cerebral – que permite que o feto desenvolva sentimentos e racionalidade – ainda não foi formado, nem há qualquer potencialidade de vida fora do útero materno”, escreveu o ministro na decisão.

Weber também votou a favor da liberação do aborto de anencéfalos, em 2012, e da pesquisa científica com células-tronco embrionárias, em 2008 – caso que provocou uma discussão sobre quais seriam os direitos do embrião e se sua vida estaria protegida pela Constituição. Dos ministros que ainda estão no Supremo, também votaram pela liberação do aborto de anencéfalos Mello, Fux, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Celso de Mello.

Voltamos

A decisão tomada em novembro, afronta a Constituição brasileira. Se a ideia avançar na Corte Suprema, continuará sendo contra a Constituição, contra o Código civil e contra a adesão do Brasil aos Tratados e Convenções Internacionais, mais especificamente, a Convenção Americana Sobre Direitos Humanos. Pacto de San José que preconiza o seguinte:

Artigo 4º – Direito à vida. 1. Toda pessoa tem direito de que se respeite sua vida. Esse direito deve ser protegido pela lei e, em geral, desde o momento da concepção. Ninguém pode ser privado da vida arbitrariamente.

Já no Código Civil de 2002, em seu Art. 2 e Lei 010.406-2002 tem-se o seguinte:

“Que a personalidade do homem começa a partir da concepção, sendo que, desde tal momento, o nascituro é considerado pessoa.” (…)

Tudo o que vai acima não é de competência do STF alterar, mas o Congresso. Ademais, uma simples consulta ao dicionário e descobrimos que o significado para concepção é: Ação ou efeito de gerar! Portanto, fica flagrante que o aborto, apresentado como um direito da mulher, não passa de salvo-conduto para assassinar um ser indefeso e inocente. Isso é asqueroso!! 

Não! Não podemos admitir isso! Não podemos nos calar! Não podemos nos curvar a Rosa Weber, Barroso e Cia.

Lutaremos de forma incansáveis contra os aborteiros!

Por Jakson Miranda

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Oposição convoca greve geral contra governo em vias de paralisia

Os grupos de oposição ao governo Temer convocaram para hoje uma greve geral. Trata-se de uma greve contra um governo em via de paralisia.

Por mais que a greve geral tenha sido convocada por grupos de esquerda e ligados ao PT, não deixamos de reconhecer sua legitimidade. O que lamentamos é que esse tipo de paralisação seja exclusividade da esquerda.

O principal motivo de paralisação tem como alvo a Reforma da Previdência e logo não é um assunto que diz respeito à oposição X governo, à direita ou a esquerda, mas, a sociedade como um todo, sem verniz ideológico ou partidário.

Não se discute a necessidade da reforma, porém, acredito que por mais necessária que seja esse não é o momento, e o caminho escolhido pelo governo não é o mais adequado.

Ainda nesse ponto, Temer e sua equipe falham em não dialogar com os principais interessados na questão: os trabalhadores.

Posso está enganado, mas, não me lembro de nenhuma campanha voltada a conscientizar o trabalhador sobre a importância das mudanças nas regras de aposentadoria. E o resultado não seria outro senão uma grande rejeição ao governo e uma enorme antipatia e oposição à reforma.

Ou seja, Temer trata a Reforma da Previdência como um arranjo político cujo fim é angariar votos e apoio entre seus pares, e esquece que o tema requer mesmo é um amplo acordo e pacto com a sociedade.

No escopo de uma questão tão espinhosa, vem a lista que o Procurador Geral da Republica, Rodrigo Janot, encaminhou ao Supremo. Embora parte dos nomes da lista de Janot seja nacionalmente conhecido, por ser quem são, o impacto no governo e em suas pretensões futuras de reforma é enorme, como bem espelhou a jornalista do Estadão Vera Magalhães, que escreveu o seguinte:

Alguns dos integrantes do primeiro escalão do governo Michel Temer estão em mais de um pedido de inquérito na lista de Rodrigo Janot – há cinco ministros no total. O Ministério Público Federal se fecha em copas diante da pergunta de um milhão de dólares: o próprio presidente está no rol daqueles que terão alguma providência pedida a partir das delações da Odebrecht? Resposta de todas as fontes: vamos aguardar o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, levantar o sigilo dos documentos.

Tal situação equivale, na prática, a fazer letra morta do critério anunciado pelo presidente para afastar ministros: saem temporariamente os denunciados, e definitivamente os réus. Com parte significativa da Esplanada atingida no peito por citações de envolvimento em esquema de propina ou caixa 2, o governo poderá ficar temporariamente paralisado.

De imediato, a inanição política e administrativa do Executivo coincidiria com o dia de paralisação nacional anunciado pela oposição. O risco é de que o Congresso, com a cúpula igualmente alvejada, também não se ocupe mais de nenhuma pauta que não diga respeito à própria sobrevivência. Reformas da Previdência e trabalhista devem entrar, num primeiro momento, em compasso de espera, cujo ritmo será ditado pela Lava Jato.

Voltamos

Não se trata de uma fórmula exata, mas, tudo isso somados se tornam ingredientes mais do que suficiente para que o trabalhador, mesmo sendo um antipetista e antiesquerdista convicto, engrosse as fileiras dos grevistas.

Estamos falando de um estado de coisas que cedo ou tarde iria acontecer e mais uma vez, nos encontramos na contingência de repudiarmos os imbecis que tentam colocar isso na conta da “direita xucra”. Não!

A greve geral de hoje, que de geral não tem nada, mas chama atenção, mostra-nos que a esquerda ainda tenta ganhar uma sobrevida e certa influência e só chegamos a isso porque o governo Temer, ao invés de seguir o clamor das ruas que derrubaram Dilma, melhor, ao invés de ouvir a “direita xucra”, resolveu seguir o caminho inverso. Chafurdando-se e afundando-se cada vez mais fundo no lamaçal em que a velha classe política reside.

O resultado não poderia ser outro.

Por Jakson Miranda

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Por que não subestimo o lulismo

Me condoo de um país que, depois de tudo, ainda mencione uma figura como Lula dentro do cenário político. Não vejo nele nada além de um oportunista de caráter flácido, elevado a uma potência indigna, construída à base da deseducação plantada durante décadas no Brasil.

Se ou quando a esquerda voltar ao poder, lembrem-se disso, fará de tudo para exercer o papel de Poder Moderador. Não mais tolerarão essa tal “liberdade de expressão” que os destronou da última vez.

Embora estejamos observando um despertamento da maioria dos brasileiros, diante da farsa do petismo, é crucial que o ímpeto demonstrado nas ruas e nas redes sociais não venha a arrefecer.

E digo isto por um simples motivo:

Não estamos lidando com amadores.

Quando Hannah Arendt descreveu Eichmann como um homem normal, um burocrata comum, que seguia ordens superiores sem julgar o mérito de suas consequências, estava ajudando a desvelar o tipo de operário cego que ajuda a perpetuar o mal.

Também estou cansado de comparações ao nazismo e ao fascismo. Tudo o que não se gosta, virou “nazista” ou “fascista”, sem o devido aclaramento. Contudo, é impossível não fazer um paralelo com as hostes stedilezistas e cutistas que saem em defesa do indefensável, com seu mar de bandeiras vermelhas, a cada estalar de dedos do poderoso chefão.

Não subestimo o lulismo. Seus cães de aluguel não apenas ladram. Podem morder também. Não os doto de força intelectual, nem me seduzo pela emotividade pueril de seu discurso, entretanto não compactuo com a ideia de que sejam facilmente desmontáveis. Não no nível de aparelhamento a que chegamos.

Se Lula pedir seu exército na rua. Haverá idiotas úteis às grosas para atendê-lo. Por um pão com mortadela, um carguinho, uma mesada ou mesmo pela incapacidade própria de pensar o todo por si mesmos.

E não torno isso uma justificativa que considere o ato defensável. São tanto ou mais deploráveis que os outros.

O lulismo é perigoso e não feneceu ainda.

E quanto mais acuados estiverem, mais perigosos serão.

 

Por Renan Alves da Cruz

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Ex-diretor da Dersa ameaça tucanos

O ex-diretor da Dersa ameaça fazer delação e implicar os governos de José Serra e Geraldo Alckmin.

Leiam o que informa o Painel da Folha de São Paulo

Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto, passou mais de duas horas com um grupo de criminalistas nesta quarta (8). Ex-diretor da Dersa, estatal responsável por investimentos rodoviários de São Paulo, foi aconselhado a finalmente propor um acordo de colaboração ao Ministério Público Federal. Ele é citado por delatores da Odebrecht na Lava Jato. Teria revelações a fazer sobre o período de 2005 a 2010, que abarca governos de Geraldo Alckmin e José Serra, ambos do PSDB.

Os advogados que aconselharam Souza disseram que ele deveria se apressar a falar. Acham que suas informações terão mais valor se forem apresentadas antes de as delações feitas por ex-executivos da Odebrecht se tornarem públicas.

Souza, de 2005 a 2006, sob a gestão de Alckmin, comandou um grupo que coordenava investimentos rodoviários entre Estado e municípios. Em 2007, quando Serra assumiu o governo paulista, ele foi alçado à Diretoria de Engenharia da Dersa.

Encerramos

O avanço da Lava Jato sobre os políticos tem deixado Brasília em polvorosa. Todos viram o que aconteceu com figurões do PT e o destino de muitos figurões de outros partidos pode ser o mesmo.

Para evitar a limpeza geral, alguns articulistas e intelectuais da imprensa, “alertam” contra o que chamam de “criminalização da política”, apontando que um cenário político de Terra Arrasada favoreceria em 2018, o PT.

É óbvio que enquanto o PT disputar eleições, riscos de que a sigla consiga vencer uma disputa existirão. Todavia, esse risco não pode ser tomado como argumento para vilipendiarmos a justiça e salvar A ou B de qualquer partido.

É possível que o Ex-diretor da DERSA, Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, tenha muito a falar e nada para provar. Mas, e se o inverso for verdadeiro? Afinal, queremos ética na política ou nossa “ética” vale apenas para aqueles de quem somos oposição?

O PSDB já está há bastante tempo no Governo do Estado de São Paulo e esse é o momento do partido mostrar a seus eleitores que durante seus governos, tiveram o único objetivo de trabalhar pelo Estado e somente pelo bem público. Os eleitores agradecerão e a sigla sairá fortalecida.

Caso contrário, a Terra Arrasada será o melhor cenário, pois somente assim, poderemos reconstruí-la, lutando para evitar que aves de rapina volte a povoá-la.

Por Jakson Miranda

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Como melhorar a educação brasileira (V): Os problemas são insolúveis?

Se nos artigos anteriores abordamos a desnecessidade de aplicar inovações mirabolantes na educação pública brasileira, começamos a partir de agora a debater o segundo aspecto levantado no primeiro artigo desta série: Os profundos problemas educacionais brasileiros são insolúveis?

Começaremos agora a desmistificar esta premissa, repetida muitas vezes, e, como pretendemos demonstrar, de maneira infundada.

É necessário, antes de qualquer coisa, reconhecer a situação devastadora do sistema público de ensino brasileiro. Como já manifestei anteriormente, sou ex-professor da rede pública e, mais do que verborragias pedagógicas, pretendo fazer deste trabalho um campo analítico a partir do que vivenciei na prática.

Falaremos sim de pedagogia mais à frente, do senhor Paulo Freire e de sua inequívoca responsabilidade ante a situação, ademais, o propósito aqui não é desfilar bibliografia, mas sim, oferecer soluções práticas e aplicáveis, a partir da experiência adquirida no trato diário com o problema.

Assim, friso que reconheço o nível de desgaste de um sistema urdido para minar o talento e desestimular o aluno produtivo, numa estrutura que, como abordamos nos artigos anteriores, retirou a autoridade do professor e desabilitou o viés meritocrático das avaliações.

O problema, é claro, se agiganta na proporção em que a maioria dos professores que atuam junto aos estudantes, ao invés de instrumentos de ensino, se tornam indutores doutrinários, repetindo ladainhas de atraso, incutindo conceitos de elitismo e servilismo que, depois de incrustrados, retiram do aluno o senso de responsabilidade individual.

Somamos a isso o desleixo dos governos, a má aplicação da verba destinada (afinal, não falta dinheiro, falta gerenciamento apropriado da fortuna que é desperdiçada no ralo do ensino brasileiro), o sindicalismo chulo e retrógrado, e o caldeirão efervesce, rescendendo à merda obtida.

Entretanto, o maior erro que aquele que se propõe a endireitar esta barafunda pode cometer é ceder ao enredamento daqueles que, por interesse na manutenção do atual estado de coisas ou mesmo inocência pouco inteligente, bradam a impossibilidade de reversão do quadro.

A situação é mutável. Na verdade, o mais revoltante é a constatação de que as mudanças necessárias, em certas instâncias, exigiriam não mais que o cumprimento das leis existentes.

Muita coisa, por outro lado, se aprumaria com a desburocratização do sistema público. Situações que oferecem facilidade de solução acabam ganhando proporções diluvianas nas mãos de um estado paquidérmico no tamanho e na lentidão.

Há problemas na gestão administrativa e pedagógica da educação, na formação dos profissionais  atuantes e na desleal estabilidade, que, na verdade, quando escudada pelos sindicatos, transcende o conceito de estabilização, ganhando um status de permanência sem a exigência de contrapartidas. Há problemas de má gestão financeira e aberrações logísticas.

Há problemas originados por diretores, coordenadores, pais relapsos, pais mimadores, professores ruins, professores vagabundos, professores doutrinadores… etc…

Mas há talento. Quando lembro de que Albert Einstein trabalhou numa repartição pública, penso em quantos professores talentosos estão tendo suas carreiras desperdiçadas, refestelados em sua estabilidade perpétua, tramando formas mirabolantes de assinar o ponto fora do horário sem serem incomodados.

Os problemas podem ser resolvidos. Não do dia para a noite, nem por uma única pessoa ou categoria. Não com apenas força, muito menos com a recorrente frouxidão com que nos acostumamos no trato deste assunto.

No próximo artigo afunilaremos a conversa.

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Por Renan Alves da Cruz

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No TSE, Temer quer anular delação da Odebrecht

Os advogados do presidente Michel Temer, trabalham para anular delação da Odebrecht no TSE.

Leiam matéria do Estadão

Por Vera Rosa e Rafael Moraes Moura

A defesa do presidente Michel Temer estuda com sua equipe jurídica a possibilidade de pedir a impugnação de todos os depoimentos de delatores da empreiteira Odebrecht ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O argumento é o de que tanto a convocação de Marcelo Odebrecht como a de outros empresários pelo ministro do TSE Herman Benjamin, relator do processo que pede a cassação da chapa Dilma Rousseff-Temer, baseou-se em ato ilegal.

Para os advogados de Temer, o relator não poderia ter pedido o depoimento tendo como ponto de partida uma “prova ilícita”, que foi o vazamento da delação premiada do ex-diretor da Odebrecht Cláudio Melo Filho. A delação estava sob sigilo e veio a público em dezembro do ano passado.

Na prática, a estratégia da defesa do presidente vai depender do teor do conjunto dos depoimentos. Há, nos bastidores, uma avaliação de que algumas informações dadas por delatores à Justiça Eleitoral aparecem descontextualizadas, com potencial para prejudicar Temer, que pode perder o mandato.

Marcelo Odebrecht disse, na quarta-feira, 1.º, que o valor acertado para a campanha presidencial da chapa Dilma-Temer, em 2014, foi de R$ 150 milhões, sendo uma parte por meio de caixa 2. De acordo com ele, deste total, R$ 50 milhões eram uma contrapartida à votação da Medida Provisória do Refis, enviada ao Congresso em 2009. A MP beneficiou a Braskem, empresa controlada pela Odebrecht.

O depoimento de Marcelo agravou a situação política do ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, que tirou uma licença informal do cargo dias antes de se submeter, na segunda-feira, 27, a uma cirurgia para retirada da próstata. Ao confirmar o relato de Melo Filho, dizendo que Temer não mencionou valores ao tratar de doação para a campanha do PMDB, em 2014, o empreiteiro apontou o dedo para Padilha.

O pedido de impugnação dos depoimentos dos delatores pode retardar o processo no TSE, empurrando o julgamento para 2018, último ano do governo Temer. Além disso, em abril e maio, terminam os mandatos de Henrique Neves e Luciana Lóssio no TSE. Temer poderá indicar dois novos magistrados para o Tribunal. Herman Benjamin – que tem dado sinais de que pedirá a cassação da chapa – encerra o seu mandato em outubro. “Nós não colaboramos para que o processo não tenha sido julgado ainda”, disse Gustavo Guedes, advogado de Temer. “Até agora não houve nenhum requerimento de prova e não procede essa história de que estamos esperando a troca de ministros no TSE.”

Voltamos

A reportagem deixa claro que o principal objetivo da defesa do presidente é anular a delação da Odebrecht. Ok, ok! O argumento pode encontrar eco na “jurisprudência”? É possível que sim. Todavia, salta aos olhos um detalhe: A defesa não está preocupada em desmentir os delatores! A defesa parece não estar muito preocupada em provar a inocência de Temer. Tudo isso não passam de detalhes que devem ser esquecidos, desde que, a delação seja anulada.

A delação da Odebrecht é tida por muitos como a mãe de todas as delações e que pode causar um tsunami em Brasília. Que fique claro, não possuímos políticos de estimação e se for necessário ir às ruas pelo Fora Temer, iremos.

E você, caro leitor, diante da delação da Odebrecht, acha que a chapa Dilma – Temer deve ser cassada pelo TSE?

 

Por Jakson Miranda

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Bolsonaro deveria processar quem o chama de fascista

Bolsonaro deveria processar quem o chama de fascista. É isso mesmo! Tolerância zero contra os embusteiros.

Prometi a mim mesmo evitar ao máximo, aqui nesse espaço, escrever sobre um determinado escritor cujo blog está hospedado no site de Veja. Falo do embusteiro Reinaldo Azevedo.

Estou descumprindo minha promessa e isso me causa um triste desconforto. Sei também que já falamos demasiado sobre o referido blogueiro e isso é chato e causa a nós e com certeza a vocês que nos leem, igual desconforto e redobrada tristeza.

Acontece que ninguém, e isto inclui o senhor Reinaldo Azevedo, pode sair por aí falando publicamente o que nasce no pântano de seus pensamentos sem arcar com as consequências.

Como já demonstramos em outros artigos, Azevedo não faz uma simples oposição ao deputado Jair Bolsonaro. Seu problema com o provável presidenciável é algo que vai além da divergência de ideias.

Como disse acima, comprometi-me a não mais criticar esse senhor e para a maioria de vocês, deve ser claro os motivos: Reinaldo Azevedo mostra-nos dia a dia suas incoerências e seu rancor presunçoso contra aqueles que dele discordam. Por conta disso, perdeu relevância. Perdeu leitores. Perdeu ouvintes. Respaldado por quatro canais de grande alcance, seus quatro empregos em fake-news, não consegue dirimir o número crescente de críticas, tanto em seu blog, quanto em suas páginas nas redes sociais. O cara é uma decrepitude jornalística!

Por tudo isso, é possível que Azevedo busque trazer para si algum tipo de polêmica e por consequente, um pouco mais de audiência. E há poucas maneiras de gerar polêmica. A mais imoral delas é fazer acusações infundadas.

Pois bem, aventou-se a possibilidade de convidar Jair Messias Bolsonaro para proferir uma palestra na Hebraica de São Paulo a exemplo do que ocorrerá na Hebraica do Rio. Consta que certo numero de associados rechaçaram a ideia e o convite a Bolsonaro não foi adiante.

Da nossa parte, entendemos que não há motivos para que se negue espaço ao deputado expor suas ideias e propostas, negando-se, chega-se a algo extremamente próximo a censura. Falamos isso em um post e repercutirmos, a exemplo de Rodrigo Constantino, um abaixo assinado em favor de Bolsonaro.

Eis que Reinaldo Azevedo resolveu oferecer-nos sua erudita opinião. E o que fez ele? Publicou um post com o seguinte titulo: Hebraica-SP acerta ao não convidar Bolsonaro. Judeu sabe por quê! Vejam um print do post

Fica difícil NEGAR que tal titulo, seguido da imagem de judeus em campo de concentração teve o objetivo de associar o deputado Jair Bolsonaro à perseguição sofrida pelos judeus por nazistas e fascistas. Alguém vai negar que esse não seja o sentido da coisa?

O texto escrito pelo blogueiro de Veja une duas coisas: Boçalidade e cretinice. Chega-se a isso ao sugerir similaridade entre as “polêmicas” que envolvem Bolsonaro quanto ao comportamento homossexual e sua troca de farpas com Maria do Rosário e a perseguição feita aos judeus unicamente por serem judeus!

Azevedo finaliza seu post com a seguinte e brilhante ideia:

Nessas coisas, não há meio-termo. Ou você repudia o fascismo ou dá piscadela pra ele. Eu repudio.

Alguém vai NEGAR que consta nesse final a explicita sugestão de que Bolsonaro seja um fascista? Trata-se de um tipo de acusação que o deputado federal já está acostumado a receber de sites como 247, DCM, Carta Capital, entre outros. Creio que seja o momento de dar um basta nisso.

O termo fascista pode abrigar vários sentidos, desde ultranacionalista a populista. Fascismo também transmite a ideia de perseguição às minorias, tal qual aconteceu no período da Segunda Guerra.  A história está aí, para nos mostrar que tanto nazistas quanto fascistas, promoveram perseguição racial contra os judeus. Em 2002, o vice-primeiro-ministro italiano, Gianfranco Fini, fez a seguinte declaração: “O fascismo triturou os direitos humanos, e as leis raciais deram vazão a uma das maiores atrocidades da história da humanidade“.

O que isso quer dizer?

Ao sugerir que alguém seja fascista, pode se estar sugerindo que essa pessoa, no minimo, vê com bons olhos aquilo que Hitler e Mussolini praticaram. Vou além, sugere-se que essa pessoa, venha a apoiar ou implantar um regime com bases nessas ideias.

É exatamente nesses termos que Reinaldo Azevedo se refere a Bolsonaro. Logo, tenta colar contra o deputado a acusação de preconceituoso e xenófobo. Por aí, Bolsonaro poderia perfeitamente ser enquadrado na Lei 9. 459, art. 20. Repetimos, o que Reinaldo Azevedo faz não difere em nada o que tem feito os militantes psolistas, petistas e afins.

Por conta disso, Bolsonaro deveria interpelar judicialmente o referido blogueiro para que esse prove o que está atribuindo ao deputado, caso contrário, ser exemplarmente processado por ter praticado injúria e difamação. Faça-se isso com Azevedo e com todo e qualquer idiota que queira jogar-lhe a injuriosa e difamatória pecha de fascista ou nazista, afinal, isso é crime.  Sempre que a justiça é acionada, as ratazanas se recolhem à esgotofera.

Por Jakson Miranda

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Jonathan Tropper e Nick Hornby: Literatura para o homem real

Se você é leitor(a) de ficção, sabe: há um déficit importante no cardápio literário: livros que abordam o universo masculino.

Sim, sei que há livros policiais e de ação aos montes. Livros com muitos tiros, mortes, violência, assim como aqueles especializados em inflamar a libido.

Há, no entanto, poucos livros que abordam o universo masculino real. O cotidiano, os gostos, a vivência, as incompreensões e as loucuras desses serezinhos tão múltiplos e, ao mesmo tempo, quase sempre, previsíveis.

Vivemos uma fase de segmentação na literatura. No Brasil essa praga é ainda pior. Se observar os lançamentos literários e os premiados em concursos verá que são sempre livros militantes. Há livrarias que já possuem subcategorias bizarras para a catalogação, coisas como literatura LGBT, feminista e da negritude…

É a morte da cultura. O momento em que a arte preferiu militar a sensibilizar.

Por essas e outras que quase não leio literatura nacional. No exterior, também há segmentação e também há progressismo chato e politicamente correto escorrendo das páginas, mas selecionando bem é possível se encontrar coisa boa.

Leio muito, já expliquei  num artigo aqui o porquê, e poucas vezes me deparei com livros críveis sobre o universo masculino. Já vi mulheres reclamando de serem retratadas de forma superficial ou estereotipada na literatura e não duvido que isso aconteça, entretanto, como há um mercado muito forte de livros voltados ao público feminino, creio haver uma possibilidade maior de algo bom também lhes chegar às mãos.

No caso masculino há pouca dedicação. Talvez seja medo de receber o emblema de “machista” por escrever sobre coisas que os homens pensam, talvez seja falta de interesse do público mesmo, contudo, confesso, percebo esta lacuna e exulto quando encontro algum bom livro que possua estes predicados.

O melhor livro que agrega estas condições é o Alta Fidelidade de Nick Hornby. Costumo dizer que é o livro que todo homem deveria ler. Foi o primeiro livro de Hornby que li, um daqueles livros que de vez em quando aparecem na vida de leitores compulsivos, que ao terminar a última página, sua vontade é voltar ao começo e ler tudo de novo.

Mesmo sendo um livro curto, duzentas e poucas páginas, aborda principalmente as paranoias da vida masculina, naquele estilo em que suas conquistas e desilusões podem ser musicadas com a trilha sonora daquilo que você ouvia naquele momento, ou os filmes que via, ou os lugares que frequentava.

É o livro do homem burro, que não entende porque fez determinadas coisas, mas mesmo assim, continua repetindo os mesmos erros. É o livro de todo homem, porque todo homem é meio burro.

Alguns são tão burros, mas não burros, que não conseguem perceber que o são.

O problema de Nick Hornby é que os outros livros não acompanham a genialidade de Alta Fidelidade. Talvez pelo medo de ficar marcado, tentou surfar em outras ondas e não conseguiu o mesmo nível. A obra que mais se aproxima desta qualidade é outro livro com viés masculino, Febre de Bola, que faz associações com o futebol.

Afinal, como Hornby sabe, homem que é homem tem que parar o que estiver fazendo para ver outros vinte e dois homens correndo atrás de uma bola. É um rito inerente à masculinidade.

Homem que é homem tem que torcer para um time.

Hornby, no entanto, não consegue ser mais do que esparso neste gênero carente. Como ele há inúmeros outros que ciscam pelo setor, mas não se estabilizam. A maioria das pessoas não sabe, por exemplo, que o melhor livro de Mario Puzo não é O Poderoso Chefão, mas um livro pouco comentado ante a dimensão que o cinema deu aos Corleone, chamado Os Tolos Morrem Antes. Ali também há masculinidade para se tirar o chapéu. Puzo, no entanto, preferiu o nicho da máfia e, creio, escolheu bem, financeiramente falando.

Poderia listar outras obras isoladas dignas de aplausos, mas este artigo precisa acabar um dia, logo, concluirei com Jonathan Tropper, que é a inspiração para ele.

Acabei de ler Antes de partir desta para uma melhor e encontrei um novo Nick Hornby.

Não, não é melhor que Alta Fidelidade.

Mas a visão está ali. A linguagem. O entendimento testosterônico.

Fui pego de surpresa, até porque o livro tem cara de best-seller bobinho e eu estava naquela ressaca de terminar um livro magnífico e ter que começar outro. No caso, havia lido a obra prima de Dennis Lehane, Sobre Meninos e Lobos.

Ainda sob o impacto de seu final contristador, permeado pelas duras reflexões suscitadas, olhei aquela capinha toda colorida e pensei: “deve ser uma merda”, mas comecei.

E qual não foi minha surpresa.

É a história de Drew Silver, ex-baterista de uma banda de um sucesso só, divorciado e infeliz, que recebe a notícia de que possui uma enfermidade seríssima que o matará em poucos meses se não realizar uma cirurgia de risco. Drew, que não quer viver mais aquela droga de vida, decide que não fará a operação, e quer aproveitar para consertar algumas besteiras que fez… mas isto não o impedirá de fazer outras…

Sinopses nunca fazem jus, porque o que dá qualidade a um livro é a condução narrativa. Qualquer enredo ruim funciona nas mãos certas, e se você quer um livro que fale um pouco sobre como é ser homem neste mundo doido de hoje em dia, as mãos de Tropper são as certas.

Ainda bem.

Estamos precisando.

Por Renan Alves da Cruz

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Queremos Jair Bolsonaro na Hebraica

Pois é… Correu a noticia que Jair Bolsonaro, daria uma palestra na conhecidíssima Hebraica de São Paulo, porém, por conta de um movimento contrário ao deputado, a instituição achou por bem desconvidá-lo.

É claro que tal movimento não passa de pressão e censura dos esquerdinhas. Rodrigo Constantino, em seu blog, desnuda a artimanha dessa gente e esclarece que o que se passa nada mais é do que tolher a liberdade de expressão do deputado.

A isso, chamamos de censura e aonde há censura contra o direito de qualquer um falar sobre suas ideias, há autoritarismo e totalitarismo, formas políticas típicas de ditaduras.

Lamentamos que a Hebraica de São Paulo se deixe levar por essa gente. E é ainda mais incomodo ao sabermos que se deixa levar justamente por aqueles que atuam e apoiam ações contrárias a principal e única democracia no Oriente Médio: Israel!

Que a Hebraica faça jus ao seu caráter democrático. Que a Hebraica honre o Estado de Israel e mantenha o convite de palestra a Jair Bolsonaro.

Não podemos nos calar diante da censura e da perseguição. Da mentira e da manipulação. Da pressão de uma minoria raivosa e agressiva. Diante disso, assinamos a petição Queremos JAIR MESSIAS BOLSONARO na Hebraica, por direito democrático e convidamos vocês a fazerem o mesmo e assinar a petição. A maioria democrática e do bem deve se manifestar contra mais esse descalabro.

Por Jakson Miranda

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