A polêmica envolvendo Djokovic: homens e mulheres devem receber o mesmo valor?

Novak Djokovic é um sujeito difícil de se odiar. Excelente jogador, simpático, carismático e, como demonstrou quando eliminado nas Olimpíadas, lutador.

Seu choro, depois de uma batalha épica contra o ótimo tenista argentino Juan Martin Del Potro, viralizou e demonstrou que ser o melhor do mundo não o fez abdicar de jogar cada partida como se fosse a última, como se sua vida dependesse de vencê-la.

Choca, porém, ver que os múltiplos adjetivos do sérvio não o protegeram do que a imprensa mundial chama agora de “mancha” em sua carreira.

Para eles, Djoko está ainda “dando a volta por cima” depois do seu “momento infeliz”.

E, na Era do Mimimi, o grande pecado é ser politicamente incorreto e pronunciar algo que irrite a patrulha.

A saber, durante a realização do Torneio de Indian Wells no começo deste ano, um dos diretores do evento afirmou que os tenistas homens, citando nominalmente, Rafael Nadal e Roger Federer,  “carregavam o peso do esporte”, tomando por base a diferença de público nos jogos entre homens e mulheres.

Os jogos masculinos atraem maior público e geram maior receita aos organizadores.

A declaração despertou a ira das feministas e dos cultores do politicamente correto.

Perguntado sobre o assunto, Djokovic deu uma resposta educada, azeitada à realidade e perfeitamente compreensível a quem possui mais de dois neurônios em funcionamento:

Eu as aplaudo por isso. Digo isso honestamente. Lutaram pelo que mereciam e conseguiram. Por outro lado, o mundo da ATP deveria lutar por mais (dinheiro) porque as estatísticas mostram que temos muito mais espectadores nos jogos de homens. Essa é uma das razões pelas quais penso que deveríamos ganhar mais.  

Foi o suficiente: Djokovic se tornara então um machista. Virou um proscrito até pedir desculpas.

Serena Williams, a líder do ranking feminino, alegou:

Eu acho que ele pode ter sua opinião. Mas se ele tivesse uma filha… Ele tem um filho agora. Queria que ele falasse para a filha dele: “Meu filho merece mais dinheiro que você porque ele é um menino”. Eu só acho que eu nunca colocaria as minhas crianças em sexo contra outro sexo. Não é justo comparar.

Percebam a sujeira da inversão. Embora Djokovic tenha sido claro ao dizer que o motivo de sua defesa por salários diferentes era o faturamento, devido ao número de expectadores, Serena Williams reduziu a questão a “merecer mais dinheiro porque é menino”.

Vivemos numa época em que não é preciso ser lógico, é preciso repetir os mantras dos donos do monopólio do bem.

Assim, dizer que por atrair mais público e patrocínios, é lícito que o torneio masculino pague mais ao vencedor, se torna uma ofensa.

Djokovic teve de se desculpar, e mesmo assim, ainda hoje, meses depois, parece arredio toda vez que o assunto é trazido à tona.

Teve que se reunir com ex-jogadoras que lhe passaram sermão e o ensinaram que não importa se o torneio masculino atrairá 100 mil pessoas e o feminino 40 mil. Ele tem de defender que o pagamento seja igual!

No Brasil acontece algo semelhante. Todo mundo está se lixando para o futebol feminino, até que comece uma olimpíada. Quando começa, ficam todos indignados com a diferença salarial entre Neymar e Marta, como se, sob qualquer prisma racional, houvesse comparação entre o futebol masculino, que é o esporte mais popular do mundo, e o feminino, que é semi-amador.

Você pode não simpatizar com Neymar e pode até achar que ele ganha mais do que merece, entretanto, tem que admitir que se alguém está pagando  – e há outros times oferecendo o mesmo tanto e até mais para que ele troque de equipe – é porque tê-lo no time dá retorno financeiro.

Em que planeta, Marta ou qualquer jogadora de futebol feminino dá o mesmo retorno financeiro que um Neymar?

Será que quem advoga este tipo de coisa realmente pensa que a resposta do mercado deve ser ignorada em nome dessa hipocrisia politicamente correta?

Ou, para falar o inverso, que um modelo masculino, em nome da isonomia salarial, tenha que receber o mesmo que uma top model?

Infelizmente Djokovic teve que se retratar. Sofreu uma pressão absurda da própria ATP, dos patrocinadores, da imprensa, da patrulha politicamente correta… enfim…

Mas estava certo. Em nenhum momento inferiorizou as mulheres ou desrespeitou quem quer que fosse.

O tênis feminino é bom de se ver, de alto nível, com jogadoras competentes e, como bônus, ainda lindas, como Victoria Azarenka, Angelique Kerber, Caroline Wozniacki, Garbine Muguruza, Ana Ivanovic, Eugene Bouchard … jogadoras fantásticas que têm elevado o interesse e a audiência do esporte por sua capacidade.

 

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É a maneira certa de crescer, meninas. E não com mimimi

Aliás, o mundo está tão chato que até elogiar a beleza das jogadoras hoje em dia é proibido pela patrulha… São tão limitados que não conseguem conceber que exista talento onde há beleza, sem que uma coisa seja resultado direto da outra…

Por Renan Alves da Cruz 

 

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