Pode a Europa vir a ser um califado?

Não é novidade para ninguém que os países desenvolvidos da Europa enfrentam já ha alguns anos o problema da baixa natalidade. É Duvidoso que esse problema já não tenha sido vislumbrado quando se resolveu incentivar o controle de natalidade entre jovens casais, cujo fim, por mais nobres argumentos que se apresentem em contrário, não foi outro senão reduzir ou mesmo enfraquecer a noção de família tradicional.

Agora, a Europa enfrenta as conseqüências e não será a única, visto que as políticas ali implantadas, ainda são defendidas e incentivadas em outras regiões do globo. O Brasil, por exemplo.

Em um mundo dominado e dirigido por secularistas é difícil imaginar que se incentive o caminho contrário, de valorização a família tradicional. Assim, para que isso não venha ocasionar falta de mão de obra em um futuro não muito distante, abrem-se as portas à imigração. O ato humanitário da Alemanha em receber refugiados sírios não tinha apenas como preocupação a questão humanitária, mas a preocupação, porque não, com o próprio futuro do país, ao menos em termos econômicos.

Eis aí a questão.

O numero de muçulmanos na Europa cresce ano a ano. Em 2010, já somavam 44 milhões da população no continente. Já terão ultrapassado 50 milhões de 2010 até hoje? Trata-se de um contingente significativo.

Lançado no inicio deste ano, o livro submissão, do escritor francês Michel Houellebecq, tem como roteiro a Irmandade Muçulmana conquistando a presidência da França. Ficção! Impossível! Surreal! Será? Nem tanto. Entre a ficção de um governo autoritário, imaginada pelo autor e a realidade, as distâncias não são tão grandes como se quer crer e não é impossível que algo do gênero ocorra em um futuro não muito distante.

Nesse ponto, posso escutar as vozes que estão reforçando os valores da civilização européia: tolerância, paz, democracia, liberdades individuais e igualdade. São termos que talvez não façam mais parte da Europa daqui a algum tempo, a despeito das vozes e gritos em defesa desses valores.

Particularmente na França, o sentimento de descrédito com o atual modelo político é muito forte. Em recente pesquisa de opinião, 40% dos entrevistados não viam com maus olhos um governo não democrático. Curiosamente, a pesquisa foi realizada antes dos recentes atentados em Paris. Dependendo das medidas tomadas por Hollande, esse percentual poderá ser maior em uma nova pesquisa. Será muito diferente nos demais países?

Diante do exposto, o risco de que grupos extremistas cheguem ao poder, na França ou em qualquer outro país, não passa a ser mais como pouco provável, ou mera ficção, mas, como uma possibilidade. Decerto que uma Europa tornada um grande califado islâmico está entre essas possibilidades, por que não? Para fugir desta opção, qualquer outro regime autoritário pode ser visto como um avanço e a democracia, pobre coitada, será jogada na lata do lixo.

Por fim, cabe uma última indagação. O modo como a Europa e o restante do mundo vêm sendo governados, privilegia a democracia ou o caminho percorrido tem sido o de um autoritarismo camuflado? Talvez, a pesquisa de opinião realizada na França, apenas traz a luz que a população já consegue ter a percepção de que está sendo enganada, ora por lideres que não passam de fantoches, ora, por lideres cínicos, mas cada um, a seu modo, obediente à Nova Ordem e esta, não passa de um grande califado cientificista sempre pondo em marcha, de um jeito ou de outro, sua engenharia social.

 

Por Jakson Miranda

 

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