Pastoral Americana no Netflix: uma mostra do poder de destruição do esquerdismo

Já escrevi neste portal sobre o livro Pastoral Americana de Philip Roth. No artigo A Pastoral Americana, Philip Roth, e o comunismo como fator de decadência abordo mais sobre esta obra de Roth, o melhor escritor americano vivo e o mais injustiçado pelo Nobel depois de Jorge Luis Borges.

A obra foi adaptada para os cinemas e já está disponível no Netflix. Dirigido e protagonizado por Ewan McGregor, com impressionantes atuações da bela e competente Jennifer Connelly e da visceral Dakota Fanning, o filme, como quase sempre, fica distante de superar o livro, dada a preciosidade linguística e narrativa de Roth, entretanto, o resultado mesmo assim é excelente. Não sou um grande entendedor de cinema, mas acho que uma história com uma verve dramática tão intensa exige uma direção tradicional, que não apele a estruturas mirabolantes, receita que o diretor competentemente seguiu.

McGregor conseguiu fazer um filme belo, bem urdido, sem distar do conteúdo do livro e sem tirar a atenção da história e direcionar para sua direção.

Decisão acertada.

No artigo que publiquei sobre o livro, escrevi:

Pastoral Americana é um dos livros mais aclamados de Roth, e não por acaso. É a história de Seymour Levov, o Sueco, o homem que era aquele que todos os outros queriam ser e que todas as garotas queriam ter. Um astro dos esportes, popular, bonito, inteligente.

Todos os predicados possíveis.

A vida de Levov tinha tudo para ser perfeita no contexto do pós-guerra. Herdou a fábrica do pai, realizou-se financeiramente, casou-se com uma vencedora de um concurso de beleza e se tornou o invejado roteiro de sucesso que todo mundo optaria seguir se fosse o titereiro de seu próprio destino.

(…)

A vida perfeita de Sueco Levov desaba num encadeamento ordenado, que se traveste de caos. O mundinho aparentemente indelével encontra sua ruina a partir do envolvimento de sua filha com um grupo de extrema esquerda. Ela se embebeda de comunismo revolucionário e, destruindo o castelo de cartas dos Levov, protagoniza um ato terrorista.

A tentativa de compreender o que aconteceu com sua vida é o que sustenta conceitualmente a obra. Por que a filha pirou no comunismo mesmo tendo a melhor educação possível? Por que as promessas de vida perfeita, a qual ele estava adaptado e não preparado para qualquer ocorrência contrária, desfizeram-se de maneira tão imprecisa?

O filme consegue registrar com clareza o modo como o ingresso da filha de Levov na ideologia comunista começa a lhe tragar a capacidade de refletir com clareza a respeito das qualidades e sacrifícios de sua família e comunidade. O caldeirão de imposturas marxistas a torna insensível ao mundo e a si mesma, lhe dando a impressão, no entanto, de que os insensíveis são os outros. Todos.

Este é o supremo veneno do esquerdismo. Sua capacidade de sugar a inteligência e o raciocínio e de esfriarem completamente o coração e a alma daqueles que, ironia do destino, se autointitulam realizadores e monopolistas do bem.

Quantos pais dignos e trabalhadores não estão se matando de trabalhar para sustentar revolucionários mimados e vagabundos, que odeiam o capitalismo opressor, mas não sobrevivem uma hora sem wi-fi ou internet 4G no Iphone.

Hipócritas mentirosos!

Pastoral Americana está disponível no Netflix. Vale cada minuto.

Por Renan Alves da Cruz 

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