Partido Novo não quer ser chamado de “direita”

Será que o pessoal do Partido Novo está com crise de identidade?

 

O surgimento do Novo foi uma grande notícia. A despeito de minha posição ser mais conservadora e a linha do partido mais liberal, comemorei a estreia de um partido assumidamente de direita no espectro político nacional.

No multipartidarismo brasileiro, somos reféns de trinta e tantos tons diferentes de vermelho. O Novo era… novo. De direita.

Mas provavelmente eu entendi mal… A julgar pelas declarações dadas pelo vereador Leandro Lyra, eleito no Rio de Janeiro pelo partido, o Novo rejeita o rótulo de “direita”.

“O rótulo é antiquado e empobrece o debate” afirmou, sendo ainda mais incisivo a seguir:

“Boa parte das pessoas para de prestar atenção no que é dito por causa do rótulo. Se quer escolher rotular, use ‘pragmático’.”

Então ficamos neste pé. A propaganda da esquerda funcionou tão bem que um vereador de direita, falando em nome de um partido de direita, eleito por cidadãos de direita, acha que se assumir de direita é “antiquado”.

Pior que isso… Usa uma daqueles definições do velho livro de chavões da esquerda chorona: o tal do “empobrecimento do debate”.

A esquerda vive acusando situações que empobrecem o debate porque não tem condições de debater, já que sua ideologia avilta os fatos.

Será que o Partido Novo já está com medo de ser associado à direita?

O Partido Novo já está Velho?

Sou um cidadão de direita. Escrevo no Voltemos à Direita com muito orgulho. O rótulo não me assusta. Nomear-se de direita não empobrece debate porcaria nenhuma. Esclarece o lado. Intensifica a posição. Denota o apreço pela ordem.

Percebam como a narrativa esquerdista está consolidada, com a associação da direita à vilania e da esquerda ao heroísmo, tanto que temos que lidar com este tipo de covardia já na primeira eleição disputada pelo partido!

Ainda bem que a direita que o elegeu, Leandro, não compartilhou de sua covardia. Se o fizesse, talvez não tivessem votado num sujeito que defende posições que estão inseridas naquele rótulo que empobrece o debate, não é?

O vereador nos ofereceu a alternativa de, ao invés de usar esse nome feio, rotular o partido como “pragmático”.

Parece ou não parece uma daquelas viagens florais da Marina Silva?

Enquanto o Brasil e o Mundo dão sinais claros de que estão se voltando à direita, o Novo, pelo menos na fala deste vereador, perece em estado de catatonia, tentando se esconder com verborragia vazia justamente daquilo que está em voga!

A covardia muitas vezes aditiva a burrice.

O tempo vai mostrar o que é o Novo, para que veio e onde se situará. Esta fala foi decepcionante. Esperemos que os próximos passos evidenciam posturas melhores.

Mas o fato é que, ao menos neste caso, a novidade já foi engolida pelo politiquês

Torço, de verdade, para que, ensanduichado dentre tantos outros, não vire só mais uma porcaria de partido que não representa os anseios do cidadão trabalhador e honesto.

Pragmatismo covarde não adianta.

É a vala comum que empobrece o debate, nobre vereador.

 

Por Renan Alves da Cruz

5 comentários em “Partido Novo não quer ser chamado de “direita””

  1. A maioria não se encaixa porque não sabe diferenciar uma coisa da outra. Agora, um partido tem que se posicionar e explicar a população qual é a sua ideologia. Sem covardia…

  2. Quando comecei a procurar informações sobre o Novo, logo desconfiei porque eles se mostravam em “cima do muro” e seu site tergiversava quando havia perguntas sobre questões morais.

    Quando o partido foi homologado, a máscara caiu e logo foram se mostrando liberais, ou seja, ESQUERDISTAS, colocando-se contra o “Estatuto da Família”: https://twitter.com/partidonovo30/status/647510564097392640

    Destarte, vemos que o “Novo” é só mais um velho partido de esquerda liberal.

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