Para alguns, o único deus é o Estado

Uma das características dos ditos progressistas, que nada mais são do que esquerdistas, é esta: Acreditam que o Estado deva intervir em determinados setores, para que “correções” sejam feitas. Querem um exemplo? A cota para alunos que se declararem negros, ou ainda, as inúmeras intervenções do Estado por meio de portarias, leis, normas, etc., etc. Que, longe de restringirem-se apenas à alta burocracia, estendem-se por toda a sociedade, influenciando no cotidiano desta.

Diferentemente, esses mesmos “progressistas” atacam ferozmente o Estado quando este cria leis, normas e portarias que entram em desacordo com o pensamento esquerdista. Apelam para uma neutralidade do Estado.

Em editorial da Folha, o script descrito acima é seguido. No texto, condena-se ferozmente alguns governos estaduais, entre eles o governo do Rio, que tornou obrigatório que haja exemplares da Bíblia em bibliotecas públicas. Para o jornal, tal obrigatoriedade é um absurdo, uma afronta à laicidade.

Logicamente, tal crítica não é feita sem que antes floreiem a importância da Bíblia, que segundo o editorial, é de suma importância histórica, presente inclusive em bibliotecas de ateus. Oras, dada a importância da obra e sua ausência em um órgão do Estado cujo objetivo é ensinar, não caberia ao governo intervir? Não para a Folha. Não para o pensamento esquerdista.

Em seu argumento contrário a intervenção dos governos, pontua o editorial:

Pode parecer questão menor, fruto inócuo do lobby de bancadas religiosas, mas não é. Como bem assinalou o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, em cinco ações diretas de inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal, desrespeita-se o essencial artigo 19 da Constituição.

Seu inciso I reza que é vedado ao poder público, em qualquer nível de governo, “estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança”.

Será que o inciso I está confrontando a obrigatoriedade da presença da Bíblia em uma biblioteca? É necessário um contorcionismo intelectual para enxergar que tal inciso se aplica à questão.

Mas, o que é laico? O que significa o Estado brasileiro ser laico?

Significa literalmente que o Estado RESPEITA todas as religiões. Aqui, não há margem para confundir que o Estado deve ser contra a prática religiosa, ou a religiosidade. Assim sendo, a questão em pauta seria no mínimo uma demonstração de respeito do Estado para com uma religião, em uma situação que nada tem a ver com a prática religiosa. Tal demonstração de respeito, deve ser estendida a todos: budistas, islâmicos, religiões afros, espíritas, etc. É nesse sentido que se exercita a tolerância, termo tão caro aos progressistas, não!? Agir de forma contrária, aí sim, é configurado como um ato de intolerância e preconceito.

O editorial é finalizado com uma pérola, que eu não poderia deixar passar despercebida. Segue:

É ótimo ter um livro como a Bíblia na estante das escolas. A demasia está em obrigar todos os contribuintes a financiar sua difusão.

Que tal, hein!? O leitor é levado a raciocinar que não é justo que indivíduos que professam outras crenças e ateus financiem esta ação.

Não obstante, devo lembrar que com raríssimas exceções, se é que há, nenhuma crença religiosa é a favor da prostituição, todavia, todos são OBRIGADOS a financiar o Estado na distribuição de preservativos e anticoncepcionais não apenas para homens e mulheres casados, mas, sobretudo, para jovens que queiram simplesmente “curtir”. Crianças cristãs e não cristãs, na idade de 11 a 12 anos, são orientadas em salas de aula, a tomar vacinas contra HPV, tudo devidamente à custa do Estado, ou seja, com o dinheiro arrecadado de cristãos, ateus e quem quer que seja.

Nestes casos, a tese com a qual os governos trabalham é a de que as crianças estão se iniciando no sexo, (crianças com 12 anos de idade!), fator que demonstra uma precocidade alarmante. Contra isto, não bastam os apelos em templos, é necessário que TODOS financiem que tais atos sejam praticados de forma “segura”, concorde-se ou não.

Bom seria se o Estado fosse laico. O triste é saber que, para alguns, o único deus é o Estado.

Por Jakson Miranda

Um comentário em “Para alguns, o único deus é o Estado”

  1. Para outros, o Deus é o mercado lembrando que a doutrina social e as encíclicas sociais condenam igualmente o marxismo e o capitalismo liberal.

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