Isto É: Palocci, o homem (preso) de R$ 200 milhões

O ex-ex-ministro Antônio Palocci, continuará preso por tempo indeterminado, na carceragem de Curitiba. Foi essa a decisão do juiz Sérgio Moro.

Para Moro, caso solto, Palocci poderia usar de ilícitos para fugir do país. Há também indícios de que o ex-ministro da Fazenda tentou ocultar provas.

A nova edição da revista Isto É, lança mais luz sobre essa figura petista. Com um titulo de capa bastante sugestivo: “Palocci, o homem de R$ 200 milhões”.

Qualquer um que ler o titulo sem conhecer Palocci, pode imaginar que se trata de um mega empresário que com grande custo, conseguiu amealhar tanto dinheiro. Porém, basta ser informado que Palocci é na verdade um político, que o leitor desconfiará da origem dos R$ 200 milhões. Ao ser informado que além de político, Antonio Palocci é mais um petista preso na Lava-jato, não restará, ao nobre leitor, nenhuma dúvida sobre a origem da dinheirama.

É isto o que comprova a reportagem. Leiam:

Preso na última segunda-feira 26, Antonio Palocci atravessou a recepção da Superintendência da Polícia Federal do Paraná meio sorumbático. Cabisbaixo, mal conseguiu reparar no quadro que adorna a entrada da carceragem em Curitiba com a imagem de uma onça agressiva – “a fera”, como costumam dizer os agentes penitenciários. Seu semblante abatido em nada lembrava o impávido ex-ministro da Fazenda de Lula e da Casa Civil de Dilma, protagonista do Petrolão, responsável por gerenciar negociatas que renderam cifras extraordinárias ao PT.

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No início dos anos 2000, antes de se eleger deputado, Palocci tinha um patrimônio que somava R$ 295 mil. Sua conta-corrente no Banco do Brasil apresentava um saldo de R$ 2.300. No Banespa, seus depósitos somavam R$ 148. A ascensão patrimonial foi colossal. Na última semana, o juiz Sérgio Moro bloqueou das contas pessoais – físicas e jurídicas – do petista um total de R$ 30,8 milhões. Entre os bens adquiridos por Palocci nos últimos anos figuram um apartamento nos Jardins, área nobre de São Paulo, avaliado em R$ 13 milhões e um escritório na mesma região, que hoje vale pelo menos R$ 2 milhões. A movimentação bancária do ex-ministro entre 2010 e 2015, a qual ISTOÉ teve acesso, revela números ainda mais exuberantes. Neste período, R$ 216,2 milhões passaram pelas contas de Palocci e de sua empresa de consultoria, a Projeto. 

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Aos poucos, os investigadores vão conseguindo mapear a origem e o destino dos recursos amealhados por Palocci. Um relatório produzido pela CPI do BNDES mostra que o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF) identificou nove operações bancárias suspeitas ligadas ao ex-ministro. Há outros alertas ainda de entradas atípicas de dinheiro no caixa de sua consultoria, como somas acima de R$ 1 milhão pagas por treze empresas. Só a Amil e seu ex-controlador Edson Bueno depositaram R$ 24,9 milhões nas contas da Projeto.

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O hoje milionário Palocci construiu uma carreira política tão ascendente como cercada de suspeitas. Elegeu-se vereador, deputado estadual, federal e prefeito de Ribeirão Preto. Sua gestão à frente do município paulista foi marcada por suspeições. A primeira acusação foi de direcionar uma licitação exigindo que os molhos de tomates viessem com ervilha. Tirou da frente, assim, uma grande quantidade de concorrentes. Um expediente que teria sido repetido na máfia do lixo. Segundo a denúncia, Palocci recebia uma mesada para favorecer o Grupo Leão Leão em contratos de coleta. Em 2002, ele deixou o comando do município. Assumiu a coordenação da vitoriosa campanha de Lula à presidência. Com a chegada do PT ao poder, foi alçado ao cargo de ministro da Fazenda e recebeu do ex-presidente a missão de fazer a interlocução com os empresários. A partir daí, tornou-se o poderoso petista conectado com o mercado. O resto já é história. Treze anos depois, sabe-se que Palocci usou as conexões para se tornar o homem de mais de R$ 200 milhões – agora, preso.

Finalizamos

Sinceramente, meu desejo é que este senhor, assim como seu chefe, apodreça na cadeia. Afirmo isto e estou certo que este também é o sentimento do caseiro Francenildo. O humilde caseiro pode finalmente, regozijar-se. “A justiça, tarda mas não falha”. Mesmo que não esteja preso pelo crime que cometeu contra Francenildo, Palocci está aprendendo, graças à Lava-Jato, que ele e demais poderosos de outrora, não estão acima do bem e do mal.

Que a justiça seja implacável com corruptos e corruptores e que eles desfrutem os milhões ganhos por meio de desvios ou propinas, confinados por anos a fio em uma “confortável” carceragem. O mesmo “conforto” dispensado a qualquer condenado.

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