Operação Lava – Jato é a ponta do Iceberg

Será que o Habeas Corpus dado pelo STF irá melar a operação Lava – Jato? As suspeitas são muitas. As desconfianças são realistas.

Não obstante o Habeas Corpus há rumores de que Ricardo Pessoa, presidente da UTC, ainda pretende fazer a delação premiada. Acredito que agora será mais difícil, uma vez que ele estará mexendo com muitos interesses, não só dele e da família, mas, sobretudo, de pessoas muito mais poderosas que ele.

Caso as delações premiadas não saiam e as investigações não avancem, o Brasil estará fazendo valer a máxima de que poderosos não são condenados, ou, não vão presos.

É importante registrarmos que tudo o que se sabe até agora é apenas a ponta do iceberg. Leiam reportagem do Estadão:

Por Ricardo Brandt, Julia Affonso e Fausto Macedo

O ex­-diretor de Abastecimento da Petrobrás Paulo Roberto Costa – primeiro delator da Operação Lava Jato – afirmou nesta terça-­feira, 28, em depoimento à Justiça Federal que o esquema de cartel, corrupção e desvios na estatal foi deflagrado e envolve maiores valores na Diretoria de Exploração & Produção, cota do PT. “Os grandes valores, os grandes orçamentos, o processo que se iniciou lá, em 2003, por Pedro Barusco e das empresas era dentro da área de Exploração & Produção”, disse Costa.

“Nós estamos olhando a ponta do iceberg”, ele afirmou em audiência simultânea de cinco processos criminais da Operação Lava Jato em que são réus os executivos das principais empreiteiras do País acusadas por cartel na estatal. “Os grandes valores de desvios na Petrobrás não foram na área de Abastecimento”, afirmou.

“As empresas me procuraram mostrando o interesses me fazer as obras. As grandes empresas que estavam no cartel queriam participar com exclusividade desse processo”, explicou Costa. O magistrado pediu para que ele apontasse quais empresas especificamente teriam o procurado, e Costa respondeu: “eu tive mais contato com a UTC e com a Odebrecht”.

Voltamos

Está aí a prova de que o Habeas Corpus concedido a Ricardo Pessoa e a outros empresários, ontem, se foi seguindo a interpretação legal da lei, foi também, contraproducente, uma vez que está claro, que mantida as prisões não seria ilegal e mais uma vez, seriam necessárias para que toda a esgotosfera da corrupção fosse passada a limpo.

O sentimento que cada brasileiro, neste momento, é de que o STF deu uma enorme contribuição para que larápios de primeira grandeza grassem impunemente no cenário político brasileiro.

Com certeza, Youssef, Paulo Roberto Costa, Ricardo Pessoa e demais empresários, não são os tubarões da quadrilha.

A partir de agora, o foco deveria se virar para as contas dos partidos políticos até agora citados no Petrolão. Caso contrário, a ponta do iceberg pode ser derretida.

Por Jakson Miranda

 

 

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