O STF que soltou Dirceu é o mesmo que indultou os mensaleiros

Sabe aquele blogueiro tucano que se gaba de ter muitos empregos? Aquele mesmo, o da linguinha presa, o rottweiler de uns que é o poodle de tantos outros, e que agora, pelas conveniências já imaginadas, tem um ministro do STF para chamar de seu? Aquele, sabe, que submete seu caráter e sua pena a uma legenda?

Ele e outros de mesmo quilate aplaudiram com efusão a decisão do trio que revogou a prisão preventiva de José Dirceu.

Alegaram, com a velha empáfia sorrateira, que a decisão não influenciava em nada o rumo da operação e das demais delações premiadas. Excesso de retórica e verborragia para ensombrecer o maquiavelismo argumentativo de uma decisão que afrontava o brasileiro, que enfrenta uma cleptocracia hedionda.

Com ironia calculada, ironizam o que seriam “teorias da conspiração” de complôs para barrar a Lava Jato. Apenas os xucros duvidariam da lisura de um tribunal tão honrado como o digníssimo STF!

Nesta hora a memória seletiva opta por esquecer que mesmo durante o julgamento do mensalão a quadrilha encimada por alguns dos agora vitimizados sequer absteve-se de continuar o roubo sistemático que praticavam contra o Estado brasileiro.

Este STF, o STF de Mendes, Toffoli e Lewandowski, é o mesmo STF que perdoou os mensaleiros há tão pouco tempo condenados. José Genoíno, João Paulo Cunha e José Dirceu foram indultados pelo Supremo. Dirceu só estava preso porque sua prática constante de crimes o engatou diretamente do mensalão ao petrolão.

O STF já demonstrou no único escândalo que de alguma forma poderia chegar perto da dimensão do Petrolão qual sua jurisprudência para político ladrão:

Indulto, discurso elogioso e tapinha nas costas.

 

Por Renan Alves da Cruz 

 

Um comentário em “O STF que soltou Dirceu é o mesmo que indultou os mensaleiros”

  1. Depois que fui alçada à categoria de ‘direita xucra’, cansei de ouvir as bobagens do advogado honorário de Gilmar Mendes.

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