O sabor da nova novela das 9

Texto escrito por: Pr. Marcos Paulo Fonseca da Costa

O paulista Renato Teixeira compôs “Amora”, canção lançada no álbum homônimo de 1979. Fruta doce, um pouco ácida, que dá em cachos como a uva, a amora é muito utilizada na fabricação de geléias, sucos, doces e outras iguarias.

Entretanto, a amora que me chamou à atenção recentemente não foi essa. Foi a diretora da próxima novela das nove da Rede Globo, Amora Mautner, retratada em reportagem de tom festivo pela Revista Veja (A FRUTA DA ESTAÇÃO, 15 jul. 2015).

Escrita por João Emanuel Carneiro, o mesmo autor de “Avenida Brasil”, folhetim em que Amora também bateu ponto, a nova novela das 9 vai se chamar “A Regra do Jogo”.

A antecessora Babilônia foi um fracasso. Por isso, a dupla vitoriosa de “Avenida Brasil” foi escalada para tentar reverter essa derrota no horário que é a jóia da coroa da Globo.

A reportagem bem poderia ter passado em branco para mim, pois Veja quase sempre traz esse tipo de matéria. Mas o que me fisgou?

O anzol me pegou porque a reportagem expôs, num caso concreto, algo nem sempre fácil de ser pesquisado e aferido, e que se somou à revelação de Felipe Moura Brasil de que vários autores de novela do Plimplim eram comunistas . O fato é: a elite falante brasileira, não raras vezes portadora de valores não cristãos e até anticristãos, produz entretenimento para cristãos. É de amargar.

E amarga porque não se trata de diversãozinha, trata-se de entretenimento que tem ajudado a refazer a cabeça do brasileiro em prol da reforma moral comunista, como bem mostrou Felipe Moura em seu blog.

Se a “Amora” de Renato Teixeira foi simples, bucólica e até ingênua, pois o eu-lírico reclama romanticamente da vida e da rejeição que sofre da amada, inclusive apelando para autoridade dos pais da menina, a vida pessoal da Amora de “A regra do jogo” não foi nem um pouco frugal e viçosa.

 

Filha do tropicalista Jorge Mautner, Amora Mautner foi criada em ambiente de desbunde total e sob influência do Candomblé. O pai, riponga e natureba, andava pelado dentro de casa, o que rende a Amora terapia desde os sete anos. Isso para não dizer que até com o bilau do pai ela brincava.

Mas não é tudo.

O pai a iniciou nas leituras: primeiro Lobato, depois Simone de Beauvoir e Bertrand Russell.

Beauvoir e seu relacionamento libertino com o ateu Jean Paul Sartre, feminista radical.

Russell, ateu militante e anticristão.

Cada um lê o que quer, ou o que pode, ou o que consegue entender. Meu ponto é: o povo cristão brasileiro “consumindo” cultura preparada por pessoas influenciadas por anticristãos.

Mas não é tudo.

Os amigos dela, com os quais teve muito contato na infância, eram os filhos de Caetano Veloso e Gilberto Gil, dois esquerdistas “incorrigíveis” desta pátria.

Mas não é tudo.

Veja afirmação de Amora sobre sexo:

“Para quem vinha de uma família tão doida, até que demorei para perder a virgindade.”

E o pior é que ela está correta.

Amora endeusa Zeca Pagodinho, o mesmo que idolatra o criador da cerveja. Diz ela sobre Pagodinho:

“Gênio, eu te idolatro.”

Assim, ao contrário da doçura e da beleza poética da composição de Renato Teixeira, dos belos cachos e das geléias, sucos e doces que podem ser preparados com a amora, penso que as iguarias que virão do Carneiro e da outra Amora – porque conduzem as regras do jogo – vão deixar a maioria cristã do Brasil com sabor amargo na boca. Pensando bem, amargo é pouco. Lembrei agora do velho Machado de Assis e acho mesmo é que vai ser um sabor amaríssimo.

 

Pr. Marcos Paulo Fonseca da Costa

 

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