O que faria um presidente conservador diante da greve dos caminhoneiros?

(Artigo publicado em 28/05/2018)

Após escrever o artigo Diante de rodovias bloqueadas, o que faria Jair Bolsonaro? Me vi obrigado a apresentar uma resposta conservadora a atual crise. Deste modo, parto do seguinte questionamento: o que faria um presidente conservador diante de uma greve de grandes proporções?

De antemão esclareço que não pretendo e não tenho condições de apresentar uma resposta ou, um receituário que um futuro presidente conservador deva seguir passo a posso nessas circunstâncias. Não se trata de um receituário porque as variáveis culturais, políticas e econômicas são diversas de modo que situações aparentemente semelhantes requerem das autoridades respostas diferentes.

Já no primeiro artigo em que abordei a questão, deixei registrado que a greve dos caminhoneiros se trata de uma ação de uma categoria de profissionais que têm por objetivo mais benesses para si. E é isso que é.

Nesse particular, salta aos olhos o fato de que o governo Temer foi e continua sendo inapto ao lidar com os grevistas. O governo acusou o golpe e não fez resistência em tornar-se refém do movimento. O resultado não podia ser pior, para o governo e para aqueles que apoiaram entusiasticamente os bloqueios de rodovias: recursos do contribuinte serão utilizados para subsidiar a redução do valor do diesel.

O governo busca no aumento da tributação sobre a folha de pagamentos de diversos setores uma fonte de recursos para bancar parte da redução dos preços do diesel. Porém, o texto aprovado na Câmara zera o Pis/Cofins do diesel até o fim do ano, benefício maior que o oferecido pelo governo, que quer uma redução parcial do tributo.

É possível afirmar que o atual governo não tinha muito que fazer: É um governo impopular, que se encontra em seu sombrio crepúsculo. Estamos falando de um mandato que teve, aparentemente, como principal projeto de país remediar o estrago causado pelos anos de petismo, até outro dia, frise-se, companheiros de chapa.

O que faria um presidente conservador diante da greve dos caminhoneiros?

Dito isto, para que um presidente conservador consiga enfrentar semelhante situação é necessário que seu governo tenha sido eleito com um projeto de país bem definido. Qual o Brasil que se deseja e quais os meios para se chegar lá?

Se não estou enganado, foi exatamente isso que fez a primeira ministra Margaret Thatcher. Ela sabia o que queria e como conseguir. Por esse motivo, quando os poderosos sindicatos ingleses (e duvido muito que o sindicato dos caminhoneiros no Brasil seja tão forte quanto o era os sindicatos britânicos da década de 80) declararam guerra a Thatcher, a Dama de Ferro mostrou que estava preparada para a batalha: Não cedeu um milímetro aos grevistas, enfraqueceu os sindicatos e levou a Inglaterra a um novo patamar econômico e social.

Finalizamos indagando qual dos postulantes a ocupar a presidência da República está disposto a tomar Margaret Thatcher como modelo a ser seguindo quando o assunto for paralisações organizadas por este ou aquele sindicato, por esta ou aquela categoria?

P.S. No processo de edição deste artigo, tomamos conhecimento de um texto publicado no blog do Rodrigo Constantino que, assim como o nosso, centra-se no legado da Dama de Ferro. Pode ser um bom indicativo de que se deu certo lá,  com os ingleses, pode funcionar por aqui.

Por Jakson Miranda

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2 comentários em “O que faria um presidente conservador diante da greve dos caminhoneiros?”

  1. Como agora eu sei que o PT se apoderou da greve e contratou milícias armadas para sequestrar caminhoneiros e pedir a derrubada do presidente Michel Temer; eu entregaria o sistema de transporte às Forças Armadas.

  2. Uma casa se constrói ao longo de 18 meses. Um hospital não menos que 5 anos. Um dos entraves que vemos é que durante a construção, continua-se reclamando que não há casa ou que não há hospital.
    Nenhum projeto de governo a longo prazo sobrevive a tamanha guerra oportunista e oposicionista.
    Assim continuamos a remendar nossa política e nossa economia.
    Quando se fala em retirar a desoneração de alguns setores, isso é traduzido, mesmo aqui nesse artigo, como aumento de tributação. Na realidade retira-se algumas benesses sobreviventes.

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