O perigoso protagonismo dos ególatras do STF

Os ministros do STF se tornaram figuras onipresentes no debate político brasileiro. Esta afirmativa carrega consigo uma perigosa constatação: O campo jurídico avançou sobre o político e adensou um ambiente já atribulado.

Tanto aqui no Voltemos à Direita como em outros portais alinhados ao pensamento direitista, a denúncia de que o STF avança sobre campos que ultrapassam o que deveria ser sua esfera de atuação são recorrentes.

O Supremo Tribunal Federal brasileiro continua empilhando excrescências. Há o triunvirato desatinado que libertou Dirceu, cuja análise fizemos no artigo O STF que soltou Dirceu é o mesmo que indultou os mensaleiros , há Barroso que faz da toga instrumento de militância progressista, há os ministros aborteiros, e etc.

Ives Gandra Martins concedeu uma entrevista à ISTO É. Ao ser questionado sobre os excessos de conflitos entre os ministros do tribunal, deu a seguinte resposta:

Esse problema decorre da transmissão das decisões pela televisão. Antes disso, raramente acontecia. Se um ministro lia o voto e outro concordava, ele dizia apenas “acompanho o relator”. Só se falava quando se divergia. Os julgamentos eram mais rápidos. Atualmente, mesmo para acompanhar o relator, todos têm que dar demonstração de cultura. Esse protagonismo fez com que o Supremo, que muitas vezes decidiu em conjunto, hoje decida isoladamente. São 11 ilhas.

Retomo:

Criamos uma estrutura que dotou estes onze ministros de uma egolatria incontida, ocasionando aberrações jurídicas tanto nos casos em que a lei é claramente aviltada em defesa de interesses políticos, quanto nas invasões não republicanas em temas que cabem ao Legislativo, cujos ministros sem voto arvoram-se em decidir.

Quanto mais “corda” a imprensa dá aos referidos ministros, inclusive os sugerindo para cargos no Executivo, mais concede a esta casta privilegiada a oportunidade de adentrar territórios indevidos.

O protagonismo assumido pelo Supremo Tribunal Federal é perigoso. Os ministros não são confiáveis e colocam quesitos externos acima do cumprimento da letra fria da lei.

Por Renan Alves da Cruz 

 

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