O Natal e as piadas sobre Jesus

Prezados, abaixo meu artigo publicado no portal Gospel Prime:

O Natal traz consigo algumas certezas: Especial do Roberto Carlos, artigos na internet sobre se é legítimo ou não os cristãos comemorarem a festividade, capa da Super Interessante com o  “verdadeiro Jesus” deste ano, prometendo dar ares científicos e arqueológicos a alguma velha heresia colossal.

E, mais recentemente, os especiais humorísticos sobre Jesus, cujo maior expoente é o grupo Porta dos Fundos.

Gente que acha engraçado clica para dar risada, cristãos ofendidos clicam para criticar com propriedade. Quanto mais cliques, mais retorno para eles, justificando que no ano seguinte façam de novo.

É claro que é muito mais fácil fazer piada com Jesus, com os cristãos, com pastores, com os patriarcas bíblicos, e etc. São figuras capazes de angariar atenção e, diferente dos tão tolerantes muçulmanos, não explodem os piadistas.

Sim, porque o Ocidente encara um surto de “intelectuais” heterodoxos que, contraditando a lógica, consideram que uma piada contra Alá é uma agressão islamofóbica, mas piadas com Cristo bêbado de vinho, ou mulherengo, não são nada demais.

Tento entender qual o padrão moral de quem chama um evangélico de homofóbico por declarar que a prática homossexual não possui amparo bíblico, mas defende a “cultura islâmica”, que EXECUTA homossexuais.

É fácil bater em quem dá a outra face. Ou você já viu alguém protestando contra homofobia no Irã?

Já viu feministas fascistas de seios nus em Meca, protestando contra a opressão feminina ?

Já viu um “meu corpo, minhas regras” pichado numa mesquita no Bahrein?

Já viu um humorístico especial sobre o profeta Maomé durante o Ramadã?

Não há, porque são covardes.

A permissão irrestrita que tais grupos têm para ridicularizar o cristianismo, serve como testemunho da diferença que exercemos no mundo.

Fazem piadas conosco porque podem. Por que não serão explodidos ou decapitados por isso.

E não há humor transgressor que tope enfrentar uma fatwa (sentença de morte) por desrespeitar o profeta e o Islã.

Ou seja, não dê seu clique a quem faz a mesma piada, por não ter coragem de fazer outra.

Aos covardes, dê a outra face.

 

Por Renan Alves da Cruz 

 

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7 comentários em “O Natal e as piadas sobre Jesus”

  1. Não há o que acrescentar, parabéns! Triste é saber que no ano que vem nada mudará para melhor, ao contrário…Em tempo: acho muito nocivo o lado mercantilista do Natal, contaminando às novas gerações que ignoram por completo o ‘aniversariante’ do dia.

    • Infelizmente, Maria Lucia Gouveia, compartilho do teu pessimismo. Também não acho que haverá qualquer melhora sensível nestas situações.

  2. E existem até filmes de humor que abusam de sarcasmo em relação ao cristianismo sem respaldo algum. O grupo de humor inglês Monty Python, no filme A Vida de Brian, apresenta Jesus proferindo o famoso Sermão do Monte com a multidão de judeus sem escutar quase nada já que estariam ao pé do monte. Na época em que o filme foi lançado no Brasil o meu então professor de história, marxista de carteirinha, afirmou que a tirada, embora de humor, tinha lógica. Quando eu disse a ele que em Mateus 5.1 o relato diz que primeiro Jesus viu a multidão de pessoas de vários lugares que iam até ele em busca de curas, depois passa a narrar que ele subiu ao monte e que apenas os discípulos se aproximaram dele, que o sermão não foi proferido à multidão, ele me chamou de fanático e fundamentalista. Eu só tinha 18 anos! Não teve argumento. Uma peça de ficção teve mais crédito do que o próprio relato bíblico. Como dificilmente quase ninguém costuma conferir a validade dessas críticas é claro que a mentira acaba prevalecendo nas mentes das pessoas.
    Quanto ao Natal creio que mesmo quando parte da pessoas acabem pensando somente no lado comercial, de presentes, confraternizações, ele seja válido. Afinal ele ainda faz parte da nossa herança cultural ocidental. Diferente do autoritarismo da religião islâmica, o cristianismo admite diferentes níveis de envolvimento, do mais próximo das práticas religiosas ao mais distante delas. É respeitado a vocação e disposição de cada um. Nada é imposto. Eu não critico ninguém, nem faço esforços explicitamente proselitistas mas já convidei vários vizinhos nem um pouco afeitos às igrejas para assistirem ao culto de Natal da minha Igreja Batista, com o coral que treina durante semanas para o evento e todos eles se emocionaram. O importante é não ter vergonha da nossa cultura cristã, nem medo do que dirão esquerdistas, intelectuais marxistas ou materialistas.

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