O método Paulo Freire é uma balbúrdia

(Artigo publicado em 06/05/2019)

Um dos grandes anseios dos editores deste blog parece que finalmente vai se tornar uma realidade: Tirar de Paulo Freire o título de patrono da Educação brasileira. Esperamos ansiosos por essa medida e tudo indica que o ministro da Educação, Abraham Weintraub, está caminhando nesse sentido, bem como o presidente Jair Bolsonaro.

Não é necessário dizermos que o governo receberá uma avalanche de críticas tão logo anuncie um novo nome para o patronato da nossa educação.

Sobre isso, quem votou em Bolsonaro consciente do seu voto sabe perfeitamente que grande parte das críticas se dão porque o governo simplesmente está cumprindo suas promessas de campanha. Também não é necessário dizermos quem são e o que querem esses críticos.

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Todavia, é importante uma vez mais, falarmos sobre Paulo Freire, quem foi e mais ainda, o peso de suas ideias na educação brasileira.

Tido como importante Educador, Paulo Freire (1921-1997) escreveu dezenas de obras abordando a educação. Seu livro mais conhecido é o “Pedagogia do Oprimido”. Foi Secretário de Educação da cidade de São Paulo, entre 1989 e 1992 na gestão da petista Luiza Erundina. Sim, Paulo Freire também era filiado ao Partido dos Trabalhadores.

Entre os ditos estudiosos e entusiastas de suas ideias é consenso de que a visão de ensino proposta por Paulo Freire tem como foco a crítica e a tomada de uma “consciência social” tendo como ponto de partida o diálogo entre professor e aluno. Busca-se com isso, promover a liberdade do educando e sua emancipação social.

Partindo das constatações acima, uma questão extremamente importante deve ser feita: O método imaginado por Paulo Freire é doutrinário?   

Por questão de honestidade, recorremos ao próprio Freire que em seu livro Pedagogia da Autonomia, escreveu o seguinte:

Uma das questões centrais com que temos de lidar é a promoção de posturas rebeldes em posturas revolucionárias que nos engajam no processo radical de transformação do mundo. A rebeldia é ponto de partida indispensável, é deflagração da justa ira, mas não é suficiente. A rebeldia enquanto denúncia precisa de se alongar até uma posição mais radical e crítica, a revolucionária, fundamentalmente anunciadora. A mudança do mundo implica a dialetização entre a denúncia da situação desumanizante e o anúncio de sua superação, no fundo, o nosso sonho.

É a partir deste saber fundamental: mudar é difícil mas é possível, que vamos programar nossa ação político-pedagógica, não importa se o projeto com o qual nos comprometemos é de alfabetização de adultos ou de crianças, se de ação sanitária, se de evangelização, se de formação de mão-de-obra técnica.

Não são palavras nossas. São palavras do próprio Paulo Freire!

E suas palavras não deixam dúvidas de que seu ideário de educação está intimamente relacionado à suas crenças político/ideológica. Portanto, negar essa realidade denota má fé, ignorância e covardia.

Não há ideologia sem doutrinação e a pedagogia freiriana é doutrinadora porque está embebida da ideologia marxista.

Tomemos agora a fala do ministro da Educação, que afirmou que cortará verbas das universidades públicas que promovam a balbúrdia.

Oras, em todos os níveis de ensino podemos encontrar a balbúrdia rebelde e revolucionária sonhada por Freire, mas é na universidade que tal espírito se manifesta em toda sua extensão e pureza: a desordem como expressão de liberdade, o berreiro como argumento, a celeuma como dialética, o escândalo estético como expressão corporal e o caos como um fim a ser alcançado.

Logo, o método Paulo Freire é uma balbúrdia.

Por Jakson Miranda

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