O homem contra Deus

(Artigo publicado em 31/05/2018)

A Bíblia informa-nos que Deus criou o homem à Sua imagem e semelhança, não obstante, esse homem criado, resolve voltar-se contra Deus, esquecendo pouco a pouco, sua natureza e necessidade transcendente. Ou seja, desde sua origem, a natureza humana é voltada, instintivamente, a satisfazer suas necessidades, que agrupam-se na seguinte ordem: espirituais, fisiológicas e culturais. É nesse processo que o homem encontra prazer em coisas mais elevadas, como as artes, a política, filosofia, etc.

Nessa jornada a partir de certo momento da História, fica mais em evidencia a luta do homem contra Deus. Troca-se o culto a Deus, pelo culto do homem pelo homem. O Antropocentrismo do inicio da Idade Moderna, em clara oposição ao Teocentrismo de séculos anteriores, é um notório exemplo dessa inversão.

Não obstante, aqui pondero que mesmo no Humanismo, Deus não estava morto. Apenas havia perdido espaço. Apenas havia sido ferido. O Criador continuava vivo, ativo, ou seja, mesmo que em menor grau, o homem, em seu íntimo, continuava a preocupar-se com sua vida espiritual. É esse aspecto que permite o sucesso da  Reforma Protestante.

Assim, na batalha do homem contra Deus, coube ao Existencialismo decretar a morte de Deus. Mesmo que nesse Movimento houvesse pensadores cristãos, como Kierkegaard, as mentes que ofereceram maior expressão ao Existencialismo foram sem sombra de dúvidas o velho Nietzsche e Jean-Paul Sartre. O primeiro, lembrado pela Times quando a revista lança a pergunta: Is God Dead?

Se Deus está morto, então tudo está permitido. O homem é seu próprio senhor.

Aqui vão alguns exemplos das “benéficas” consequências do Movimento. Maio de 68, Woodstock, drogas, sexo, lutas por autoafirmação. Esse era o lema. AUTOAFIRMAÇÃO! Os novos senhores tiveram um pequeno tropeço, medo e desalento: o surgimento do vírus da AIDS. Mas, nada que diminuísse a grandeza do homem.

Sua grandeza é tal, que não cabe neste planeta. É preciso chegar as alturas, conquistar o espaço.

Todavia, o resultado é que de lá para cá, o hedonismo foi se aperfeiçoando. Ganhou uma roupagem pós-moderna, pós-contemporânea, ou, pós alguma coisa que ajude o homem a se sentir mais pleno e realizado.

Sociologia, psicanálise, prozac, diazepan, rivotril, um cigarro de maconha aqui, uma cheirada de pó acolá. Qualquer coisa que oferecesse e oferecer ao homem o sentimento de paz e liberdade são validos, exceto, voltar-se para Deus, afinal, Ele mantém o homem preso, alienado, com desejos reprimidos e com muitas ameaças de condenação eterna ao menor tropeço. Essas são as armas que o homem saca em sua luta contra Deus.

Leia também:

Para alguns, o único deus é o Estado

Por que não assistir ao filme Vingadores – Guerra Infinita?

Enfim, o homem está livre! E ganha como prêmio por essa liberdade e busca desenfreada por prazer, o ônus de estarmos, atualmente, experimentando um dos períodos de maior declínio moral da história.

Nesse cenário, se alguma família tem por objetivo levar uma vida moralmente decente e pretende assistir a um filme, em família, são obrigados a ler minuciosamente a sinopse do filme e mesmo assim, podem ser surpreendidos lá pelas tantas, com cenas pra lá de sensuais.

Novelas? As cenas de sexo pipocam a cada minuto. Hormônios incontroláveis! Sim, não só nas telas, mas incrivelmente na vida real, tornou-se comum o sexo por acaso, com direito a “dicas para não haver gafes”, antes, durante e depois do ato. Isso realmente traz felicidade? É isso que buscam essas pessoas, tão somente prazer sexual?

“Oras, não há problemas em dois jovens responsáveis fazerem sexo.”

“Não me venha posar de puritano”.

“Não sejas hipócrita”!

“Onde está a maldade no ato sexual, feito por duas pessoas que se amam?”

São algumas das frases que com certeza alguns proferirão, ou pensarão sarcatiscamente. Onde está a maldade no relacionamento sexual? No relacionamento sexual, nenhuma, desde que, praticada por pessoas casadas. Fora do casamento, portanto, há maldade no relacionamento sexual, disso temos absoluta certeza!!!

Vejamos

Centenas de famílias são destruídas por conta do adultério. Quando a família não é desfeita, tem-se, por conta da traição, um relacionamento de aparências ou, não totalmente feliz, incompleto. O processo de reestruturação é doloroso e não ocorre da noite para o dia, com remédios ou psicanálise. leva anos!!

O número de jovens que tiveram seus planos interrompidos ou adiados por conta de uma gravidez indesejada é assustador. O número de crianças nascidas e criadas por pessoas totalmente inexperientes e despreparadas é igualmente assustador.

Para mitigar isso, tenta-se aprovar a descriminalização do aborto. Que solução, hein?! Mesmo com o governo distribuindo preservativos de forma indiscriminada, os casos de AIDS continuam altos, isso sem mencionar as demais DSTs. Falta informação. Dizem as autoridades. Não, não falta!

Agora, pisamos mais um degrau na baixeza moral. Crescem os escândalos protagonizados por fotos e vídeos íntimos divulgados nas Redes Sociais, sites e blogs. Jovens, por não suportarem a humilhação a qual são expostas, cometem suicídio, deixando familiares e amigos (sinceros) destruídos, perplexos.

Não há maldade nisso tudo? Não há maldade em abortar? Não há maldade no fato de uma criança ser educada por pais ineptos? Quando estes, com um pouco mais de paciência, poderiam casar-se e conceber um filho num lar sadio?

Não há maldade em vidas serem interrompidas,  resultado da maléfica influencia e apelo em torno da sensualização e exposição nunca antes vistas?

É certo que Hitler relativizou a moral para extrapolar na maldade, idem para Stalin e tantos outros. Mas hoje, o homem comum, não só relativiza a moral, mas também, enxerga virtudes no mal. Consultem vossas consciências!

Falta-nos resgatarmos uma sociedade orientada por princípios morais, que lembrem aos indivíduos que os mesmos não são meros animais insaciáveis por prazer.

Ok, mas o que podemos fazer para resgatarmos essa sociedade?

Bem, devo lembrar-lhes que Deus não está morto. Deus vive!  Seu Livro tem a receita. Seu Livro dar-nos a receita para estruturar famílias, orientar jovens, consolar pais e mães. Como também, aceitar mães solteiras e oferecer-lhe apoio a fim de que, consigam preparar-se e construir uma família.

O homem agir contra Deus deu no que deu. É necessário, portanto, cessar essa luta e trilhar o caminho inverso, pois, reiteramos, não precisamos de mais psicologias, sociologias, antropologias ou qualquer outra Ciências Humanas, precisamos sim, MAIS de DEUS!!

Por Jakson Miranda

Siga o Voltemos à Direita nas redes sociais e assine nossa newsletter para receber todos os nossos artigos

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *