O governo quer abafar a Lava-Jato

Governo quer abafar a Lava-Jato“. Essa é a matéria de capa da revista Veja desta semana. À revista, o Advogado-Geral da União, Fábio Medina Osório, afirma que sua demissão se deu porque queria punir aliados do Planalto envolvidos em corrupção na Petrobrás.

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Será?

Fato é que há fumaça aqui e ali, e onde há fumaça, costuma haver fogo. A questão é saber a real extensão desse fogo. É apenas uma fagulha? Ou estamos falando de uma queimada de grandes proporções?

A reportagem de Veja, a chegar às bancas nesse fim de semana, tende a corroborar com o que informou o Estadão. Segundo o jornal,

Medidas que contrariaram interesses de políticos investigados na Operação Lava Jato foram a gota d’água para a demissão do advogado-geral da União, Fábio Medina Osório. Conforme fontes do governo, ouvidas pelo Estado, o Palácio do Planalto não teria concordado com o fato de o ministro ter solicitado acesso a inquéritos do Supremo Tribunal Federal (STF) que apuram desvios na Petrobrás e outros órgãos públicos, com o objetivo de ajuizar ações de improbidade administrativa contra os envolvidos.

No último dia 24, o ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no Supremo, autorizou  o acesso a 12 inquéritos, que citam vários políticos da base aliada do presidente Michel Temer. Uma autoridade do governo explica que o pedido da AGU foi feito sem alinhamento com o Planalto e poderia criar um “incidente político” com apoiadores no Congresso.

Continuando

A depender da “novidade” que a matéria de Veja trouxer, é possível que estejamos prestes a enfrentar um novo escândalo. Ou a sociedade vai fazer vistas grossas?

O momento é delicado, política e socialmente. Os grupos pró-PT, utilizarão essas notícias para inflamar sua militância e não cessarão de chamar o governo Temer de golpista. Sim, o PT utilizará qualquer noticia desabonadora contra o atual governo, para tachar, não apenas os peemedebistas de usurpadores, mas também, todos nós que fizemos oposição ao petismo.

É importante, nesse momento, diuturnamente, rechaçarmos essa ligação umbilical entre nós e o governo Temer, porque de fato ela não existe. Afinal, quem pôs Temer no poder não fomos nós, mas os eleitores de Dilma, Lula e afins.

Por que isso?

É importante termos esses esclarecimentos porque o governo Temer deverá ser tratado, por nós, opositores do PT, com o mesmo rigor com que lidamos com os poderosos de outrora. Ou seja, não faremos vistas grossas a politicagens e manobras nada republicanas para que a companheirada saia ilesa.

Não aprovemos e não aprovaremos que o atual governo faça exatamente aquilo que rechaçamos no governo Dilma:  O uso das instituições para atender a interesses próprios e de seus aliados.

Por Jakson Miranda

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