O cristianismo que o mundo tolera

Todo aquele que exercer o cristianismo bíblico, sem se preocupar em prestar contas para o mundo secularizado, não aceitando a mordaça do politicamente correto, será perseguido.

Na contramão, aquele que não entender a dimensão da estreiteza do caminho, e preferir seguir pelo caminho largo que conduz à perdição, será aplaudido e incentivado.

Nos países em que o cristianismo é proibido e punido com tortura e morte, os limites são claramente estabelecidos.

Nas democracias ocidentais, onde não há perseguição, acabamos narcotizados pela sensação de liberdade plena, sem perceber o lento, mas gradual, fechamento do cerco.

Os discursos políticos, a produção acadêmica, a retórica intelectual, a influência midiática, a ação tentacular do Facebook, a orientação pedagógica vigente… Tudo se encaminha para um momento resolutivo em que o cristianismo, como um todo, terá de optar entre se opor à ordem majoritária ou ceder às pressões da pós modernidade.

A Nova Ordem Mundial, com o advento das redes sociais, e a exaltação do politicamente correto, forjou uma geração de ideias padronizadas, que se considera inteligentíssima e moderna, sem perceber que está amoldada a conceitos impostos através de doutrinação ideológica.

Como que hipnotizados, seguem alheios à percepção de que sua vontade está condicionada, subjugada à diplomacia do bom-mocismo hipócrita.

O maior sinal de sua excruciante prisão intelectual é a ostentação de pretensa liberdade.

No mundo em que tudo é sensação e nada é permanente, o cristianismo verdadeiro não se situa.Quanto mais dominado pelo pós-modernismo o mundo se torna, mais estrangeira é a presença de quem se nomeia cidadão do céu.

O cristianismo que o mundo tolera, progressista, moderninho, que prefere aceitar o pecado a ser acusado de falta de amor, receberá aplausos daqueles que odeiam a igreja verdadeira. Serão chamados de “cristãos de verdade”, por aqueles que semeiam e fomentam a mentira.

Aos que seguirem pelo caminho estreito, o mundo os odiará (Jo 17.14), e viverão permanentemente pela misericórdia do Senhor.

Jesus não pediu que o pai nos tirasse do mundo, mas que nos livrasse do mal, reconhecendo que não somos daqui, como ele também não era, mas que precisávamos enfrentar tais agruras. (Jo 17.15-20)

O novo mundo, onde o prazer se sobrepõe a tudo, onde o NÃO não existe, trabalha incansavelmente para inserir o cristianismo dentro de sua agenda. Os que quiserem, serão os “evoluídos” e “tolerantes”. Circularão na roda dos escarnecedores sem serem incomodados.

Aos que não se dobrarem aos deuses do panteão secular, os dias a seguir serão tumultuados, mas nem por isso destituídos de alegria.

Afinal, serão bem aventurados aqueles que sofrerem perseguição por causa do santo nome Dele.

Não esperemos o amor e a aprovação do mundo. O ódio dele é a evidência de que não nos curvamos às suas normas, permanecendo no firme propósito.

Por Renan Alves da Cruz

 

Publicado no portal Gospel Prime 

4 comentários em “O cristianismo que o mundo tolera”

  1. A tendência natural das coisas é que o mal reine de forma absoluta até a volta de Jesus, até porque, como a própria Bíblia diz, “o mundo jaz no maligno” (1 João 5:19). Logo, a nossa obrigação, como cristãos, é resistir ao pecado e continuar a pregar as verdades da Palavra de Deus enquanto ainda podemos (ou enquanto ainda dispomos de uma relativa liberdade para protestarmos contra as obras das trevas e suas leis). Porém, quando elas, através da NOM (Nova Ordem Mundial), assumirem o controle total do pouco que ainda resta, será suicídio tentar enfrentá-las de igual para igual. Em outras palavras: quando a NOM for imposta, aquele que tentar se manifestar contra ela será perseguido e morto!

    E mais: dizer não ao governo mundial que será imposto num futuro não muito distante é assinar a própria sentença de morte. Sabemos que este mesmo governo perseguirá e matará todos os cristãos que encontrar pela frente. Por que isso? Porque a perseguição aos cristãos (e a conseqüente morte deles) já está prevista na Palavra de Deus, e, portanto, será inevitável. A Palavra de Deus tem que se cumprir. Deus não é homem para que minta, e nem tampouco filho do homem para que Se arrependa (Números 23:19). O que Deus determinou na Sua Palavra nunca voltará atrás. O próprio Deus disse com todas as letras:

    “Assim será a palavra que sair da Minha boca: ela não voltará vazia para Mim; antes fará o que Me apraz, e prosperará naquilo para que a enviei” (Isaías 55:11)

    Nas épocas do Império Romano e da Inquisição, milhões de cristãos foram perseguidos e mortos de todas as formas possíveis. E hoje não é diferente: a perseguição aos cristãos ainda continua (e de forma até mais cruel). Para que maior prova disso do que a perseguição aos cristãos que se recusam a obedecer ao “politicamente correto” do governo e dos homossexuais? Isso sem contar as perseguições e mortes de muitos cristãos em países islâmicos e muçulmanos (e em outros onde a Bíblia é proibida)!

    Diante disso, não haverá alternativa: ou assumimos de vez um compromisso sério com a obediência total e irrestrita à Palavra de Deus (mesmo colocando a nossa própria vida em risco), ou seremos obrigados a aceitar a submissão ao anticristo para sobreviver.

    Portanto, ainda que tenhamos que morrer por amor a Jesus e à verdade da Sua Palavra, temos que deixar bem claro a tudo e a todos que pertencemos somente a Jesus (e que nada nem ninguém jamais vai nos separar Dele). Novamente o apóstolo Paulo se manifesta:

    “Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, a angústia, a perseguição, a fome, a nudez, o perigo, ou a espada? Como está escrito: Por amor a Ti, somos entregues à morte todos os dias; Fomos considerados como ovelhas para o matadouro. Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores por Aquele que nos amou” (Romanos 8:35–37)

    Que estas palavras façam com que todos permaneçam fiéis ao Senhor Jesus (e à Sua Palavra) até a morte (ou até a volta Dele).

  2. ESTAMOS EM GUERRA!

    Uma coisa é não amar a guerra, não desejar a guerra, não começar a guerra. Outra coisa é ignorar a guerra ao nosso redor. O mal existe, e é muito mais do que uma simples abstração: ele é real, e está presente em nosso meio. E não será vencido com o silêncio, com a omissão, ou com a ignorância. Em uma guerra, a simples falta de reação já é, em si, uma rendição.

    Entretanto, a guerra agora é mais sutil. Ela é ideológica, didática, midiática, mas não é, nem por isso, menos perigosa. O inimigo deseja, primeiramente, tomar as mentes, para depois tomar o poder. Ele se utiliza mais da astúcia do que da violência, mais do engano do que da força bruta. O objetivo, entretanto, permanece o mesmo. Jesus disse que o mundo nos odeia; e, se achamos que este mundo nos ama ou nos ignora, alguma coisa está errada. A sociedade pode ter se tornado mais educada e mudado seus métodos. Sua natureza rebelde, porém, continua a mesma.

    O Ocidente defendeu a liberdade de pensamento e de crença em uma época na qual o cristianismo tinha supremacia. As ideias, as leis, as relações sociais, a cosmovisão, e a cultura, em maior ou menor grau, derivavam das Escrituras. Esse tempo já passou. Agora, o mundo está sendo tomado por outros “ismos” que desejam o controle. Entre os principais inimigos declarados do cristianismo, podemos citar o marxismo (que acredita ser a última verdade) e o islamismo, que, mesmo em sua expressão mais pacífica, almeja a islamização do mundo.

    Um dos principais ensinamentos de Gramsci aos comunistas foi este: “Não tomem quartéis, tomem escolas, igrejas, universidades, e instituições; não ataquem blindados, ataquem mentes; não usem a força física, usem a palavra; não assaltem bancos, assaltem redações de jornais e meios de comunicação; não se mostrem violentos, mas sejam dóceis e pacificistas”

    Por acaso, esta não seria (ou não é) a realidade do nosso cotidiano e da nossa mídia (e mesmo da nossa cultura)?

    E não pensem que o islamismo (que é um dos ataques do mal contra a fé cristã) cresce explodindo homens. Ele também luta pelas mentes. A islamização tende a ocorrer primeiramente no âmbito cultural, deslocando-se depois para as esferas social e política. Não tardará muito para que ele esteja nas cátedras das universidades, nas artes, e na mídia ainda mais do que já está, até que finque sua bandeira nas esferas do poder. Sua atitude intrusiva se fará sentir cada vez mais.

    Declarado ou não, marxismo e islamismo se aliaram contra o cristianismo e tudo aquilo que se relaciona a ele (haja vista o que acontece na Venezuela). São hoje os maiores desafios para a Igreja brasileira e do Ocidente. Se muitos cristãos nem sequer percebem a luta, como vencerão a guerra?

    Dentro desta mesma guerra, há 3 categorias de cristãos:

    • Os que lutam;
    • Os que a ignoram;
    • Os que já se renderam ao inimigo.

    Os que lutam são em número muito pequeno, e, muitas vezes, são vistos como alienígenas no próprio corpo da Igreja. São tidos por fanáticos, alienados, e como um Dom Quixote lutando contra imaginários moinhos de vento. Tememos que se repita em suas vidas o que aconteceu com os profetas do passado. Suas palavras só foram aceitas quando o inimigo já estava às portas (e já era tarde demais para esboçar qualquer reação)!

    Infelizmente, a grande maioria é composta por cristãos e líderes cristãos que ignoram ou tentam ignorar a guerra cultural. Ou se refugiam em suas torres de marfim, ou se orgulham de sua própria ignorância, acreditando que a espiritualidade cristã sobrevive sem as verdades reveladas do cristianismo. A piedade cristã não dispensa o conhecimento verdadeiro. Muito pelo contrário: ela se solidifica com ele.

    O mais triste, porém, é o número cada vez maior de organizações cristãs e de cristãos em geral que já se renderam ao inimigo. Gritam “Paz! Paz!”, quando não há paz. É como disse o apóstolo Paulo:

    “Quando, portanto, vos disserem: ‘Há paz e segurança’, então lhes virá repentina destruição, como as dores da mulher grávida; e de forma nenhuma escaparão” (1 Tessalonicenses 5:3)

    Nossos filhos estão sendo bombardeados diariamente nas escolas e universidades com idéias e sentimentos anti-cristãos, e eles acham que está tudo bem. Leis estão impondo a agenda homossexual, e eles acham que está tudo bem. O politicamente correto nos impede de declarar o óbvio, e eles aceitam isso como natural. Cursos de “teologia” têm ateus como professores, e defesa da ideologia de gênero em seu currículo. E eles acreditam que está tudo bem.

    Nossa batalha moral não acabou, mas foi somada a ela o âmbito intelectual e nós estamos perdendo. Não falta cristianismo, mas é um cristianismo domado, amordaçado, e acuado. Dizer a verdade agora virou sinônimo de radicalismo.

    “Paz, quando possível. Mas, acima de tudo, a verdade”, escreveu Lutero. Esses 500 anos da Reforma Protestante deveriam não apenas nos lembrar de que a verdade revelada existe, mas que defendê-la custa, às vezes, um preço muito caro (e, em alguns casos, até mesmo a própria vida)!

    “Em tempos críticos, Deus sempre salvou a Sua igreja. Mas Ele sempre a salvou pela corajosa atitude dos incansáveis defensores da verdade, e não por meio de teólogos pacifistas”, disse John Gresham Machen (um teólogo americano). A igreja de Deus jamais terá paz na Terra na sua eterna e infinita guerra do bem contra o mal!

    Claro que o chamado para lutarmos nessa guerra não tem nada a ver com violência, ódio, ou maldade em qualquer sentido, pois nós mesmos, nesse caso, estaríamos negando o cristianismo. Tem a ver com convicção, com coragem, com posicionamento, com ação. Chega de sermos simples como pombas e prudentes como serpentes. Chega de não denunciar o mal e de não apoiarmos aqueles que o denunciam. Chega de deixar que o inimigo eduque os nossos filhos e domine nossos espaços. Chega de permitir que suas ideias invadam nosso ensino teológico, nossas organizações cristãs, nossas igrejas, e a mente de nosso povo.

    Precisamos conhecer profundamente aquilo que Deus revelou e usar essa luz para expor, enfrentar, e rejeitar o engano. Sim, a guerra é espiritual. E ela se reflete na cultura, na legislação, na política, nas ações concretas do dia-a-dia. Sim, é preciso orar. Mas também é preciso estudar, aprender, entender, falar, escrever, debater, refutar, rejeitar, resistir, protestar, boicotar, orientar, advertir (a tempo e fora de tempo). É como disse o apóstolo Paulo:

    “Porque, embora vivendo como seres humanos, não lutamos segundo os padrões deste mundo. Pois as armas da nossa guerra não são terrenas, mas poderosas em Deus para destruir fortalezas. Destruímos vãs filosofias e a arrogância que tentar levar as pessoas para longe do conhecimento de Deus, e dominamos todo  o pensamento carnal, para torná-lo obediente a Cristo” (2 Coríntios 10.3-5)

    Igreja brasileira, está na hora de acordar! Pastores, líderes, pregadores, está na hora de irmos à luta! Não podemos mais ficar de braços cruzados! Ninguém pense que a resposta virá do Céu se cada um não fizer a sua parte! É hora de nos mobilizarmos e agirmos já!

    Se não tomarmos uma atitude agora (e não protestarmos de maneira firme e forte contra as obras das trevas), amanhã poderá ser tarde demais! Depois, ninguém vai poder dizer que houve falta de aviso!

    Que esta mensagem desperte muitos que se dizem cristãos (e que ainda estão acomodados na luta contra o mal)!

    “Pecar por omissão, quando se deveria protestar, transforma homens em covardes” (Abraham Lincoln)

    “Ser omisso ou indiferente diante do avanço do mal equivale a ser cúmplice dele” (provérbio persa)

    “Não se opor ao erro é aprová-lo, não defender a verdade é negá-la” (Tomás de Aquino)

    “Para que o mal triunfe, basta que os homens de bem não façam nada” (Edmund Burke)

    “O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons” (Martin Luther King)

    “É melhor morrer como defensor da verdade do que viver como escravo da mentira” (provérbio hindu)

    :Aquele, pois, que sabe fazer o bem e não o faz, comete pecado” (Tiago 4:17)

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