O copo de Melanchton e a “Pátria Educadora”

Texto escrito por: Pr. Marcos Paulo Fonseca da Costa.

Martinho Lutero teve alguns cooperadores que o ajudaram no serviço de reforma do catolicismo romano. Um de seus principais colaboradores – e amigo – foi Filipe Melanchton.

Ainda jovem, Melanchton destacou-se no terreno educacional.Foi reitor da Universidade de Wittenberg aos 26 anos. Homem de pensamento organizado e claro, foi autor de gramática de grego e de teologia sistemática. Ajudou a reformar as universidades de Colônia e Tubingen e fundou as de Jena e Marburgo.

Preocupou-se seriamente com a educação dos cristãos e dos filhos dos cristãos. Defendia na escola ensino bíblico e científico-humanista ao mesmo tempo, por entender que tanto a Bíblia quanto o conhecimento da natureza e da história diziam respeito a Deus ou tinham pontos de contato com o Alto.

Melanchton é considerado precursor do ensino patrocinado e sustentado pelo estado. Pelo menos na Alemanha moderna ele é o “pai da criança”.

A educação estatal pode ser comparada a um copo e seu conteúdo. Quando estou com sede, pouco me importa o formato, ou a cor, ou o tamanho do copo; eu quero é água. O copo é o aparato estatal; a água, os valores que são veiculados por intermédio da burocracia.

O conteúdo do “copo estatal” de Melanchton era para a glória de Deus e de Cristo: alfabeto, Pai-Nosso, Credo dos Apóstolos, memorização de salmos, evangelhos, cartas paulinas, Provérbios de Israel.Tudo isso era ministrado concomitante com os estudos de física, lógica, história, aritmética, gramática, etc.

No Brasil de 2015, surge mais um copo estatal, parecido com o copo de Melanchton. É o copo do MEC. Só que em vez de ter conteúdo gerado na Reforma Luterana, o copo brasileiro tem conteúdo preconizado pela “Pátria Educadora”.

O conteúdo do copo é decisivo para que se “mate” a sede – água resolve; vinagre, não.

Que conteúdo, tem, então, o copo da “Pátria Educadora”?

A “Pátria Educadora” é pátria socialista; é pátria pintada por cores marxistas de diversos tons e de alguma maneira tem ponto de contato com: violência simbólica contra cristãos (vadias, gayzistas); apoio a bandidos e ao crime organizado (Michel Foucault e seus presos, Saul Alinsky e Al Capone, Chico Buarque e o “ Meu guri”); fomento à corrosão lenta da democracia (Gramscismo), etc.

Ou seja, se posso resumir numa palavra o conteúdo do copo da “Pátria Educadora”, sobretudo nos chamados temas transversais, a palavra é: anticristão. O cálice com vinagre da “pátria Educadora” é contrário a Deus e a Jesus.

Isso para não mencionar o patrocínio à sacanagem pública e à zombaria de símbolos cristãos, ocorridos na chamada “Parada da Diversidade LGBT” no domingo 7 de junho deste ano.

Enfim, o copo da educação estatal de Melanchton tinha conteúdo que elevava o adulto e a criança acima de seu aparelho digestivo e promovia a glória de Deus. Pode concordar com isso até quem não é evangélico. Já o conteúdo do copo da educação estatal da “Pátria Educadora”, de alguma forma, desdenha de Deus, reduz os símbolos cristãos a nada e rebaixa o homem a menos que animal.

Mas, como diz o brocardo: “cada um dá o que tem”.

 

Marcos Paulo Fonseca da Costa

 

Leia Também:

Os salvadores do mundo segundo Gregório Duvivier

No que acredita um eleitor petista

Casamento homossexual: Pode o cristão desobedecer ao Estado?

GREGÓRIO DUVIVIER: O ATEU QUE NÃO CONHECE A BÍBLIA

Cultura agoniza no país da crise ética e moral

 

Um comentário em “O copo de Melanchton e a “Pátria Educadora””

  1. Mais uma mazela que eu não sabia que tinha vindo do protestantismo: ensino estatal.

    Melanchton também é o verdadeiro fundador do protestantismo, pois muitas das doutrinas de Lutero – que não reformou mas criou uma versão deformada do Cristianismo – foram abandonadas por conta de seu neopaganismo e por conta de escritos horrendos do seu mestre alcoólatra e antissemita.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *