Novo Currículo do Ensino Médio: Opinião de um professor de direita

Nossos leitores contumazes sabem que sou professor de história e que, inclusive, estou desenvolvendo uma série de artigos chamada “Como melhorar a educação brasileira” em que empresto minha vivência no ambiente escolar público brasileiro ao referido propósito.

Os primeiros artigos desta série podem ser lidos AQUI e AQUI.

Não poderia, portanto, estando mergulhado no tema, deixar de comentar a proposição de uma modificação curricular no Ensino Médio, pelo governo Temer.

Seguindo o exemplo dos países melhor ranqueados nos índices internacionais de medição da qualidade educacional, a nova proposta brasileira demonstra um primeiro aceno à evolução. Resumindo bastante – a notícia detalhada foi repetida à exaustão em todo o noticiário – disciplinas principais, como português e matemática, serão enfatizadas e não serão optativas, enquanto o aluno poderá optar por segmentar outras áreas, de acordo com seu interesse profissional.

Assim, alguém que se considere vocacionado à engenharia, poderá aprofundar-se em áreas que lhe forneçam maior escopo na área, enquanto outro, que se pretenda filósofo ou advogado, terá um conteúdo diferente, próprio ao seu objetivo.

Não há como, sob qualquer prisma lógico, rejeitar a proposição e permanecer no modelo atual.

Afinal, se o modelo é ruim, teríamos que admitir que todos os países de primeiro mundo educam errado e só o Brasilzão está fazendo certo… e, amigos, sabemos bem que, se há algo que não está funcionando por estas bandas, é a educação, principalmente pública.

Chego ao extremo de constatar que a situação é tão exasperante que, mesmo que a proposta não aparentasse qualidades, apenas o fato de causar um rebuliço num setor absolutamente desesperançado, já valeria de alguma coisa.

Se a mudança vem em consonância com o que está dando certo no resto do mundo, como desprezá-la?

É claro que a esquerda detestou e que os sindicatos de professores vão partir para a gritaria. Para eles tudo está bom. Ao invés de preparar jovens adequadamente para um futuro produtivo e próspero no mercado de trabalho, estão defecando doutrinação esquerdóide na cabeça da molecada.

Não foi surpresa ver a manifestação imediata dos esquerdistas, apontando repúdio e dizendo que desobrigar alunos de terem filosofia – juntamente com a história uma das áreas mais dominadas pelos vermelhos – representava uma tentativa de tolher o pensamento e a capacidade crítica, a fim de construir autômatos.

Na verdade, seria cômico se não fosse trágico, o efeito é exatamente o inverso. O medo deles é de perderem a primazia de atoleimar os jovens com sua ladainha. Quando acusam um complô da direita conservadora, reacionária, fascista, racista, nazista e mais um bilhão de “istas” para tolher o pensamento, estão acusando-os daquilo que propagam da forma mais descarada possível. Afinal, não é segredo para ninguém que aulas de ciências humanas do Ensino Médio parecem mais comícios psolistas do que qualquer outra coisa.

Perco as contas dos professores que conheci que até babavam de emoção quando começavam a demolir o conservadorismo da sociedade, lançando seus nojentos fluidos de insapiência orgulhosa sobre a plateia extasiada que os aplaude por falarem palavrões e piadas de baixo nível na classe, se transformando nos “professores firmezas”.

E, convenhamos, o próprio fato de contrariar a esquerda já mostra o mérito da proposta.

Houve também uma gritaria por causa da disciplina de Artes não estar entre as obrigatórias. O escândalo fez o governo recuar e reincluí-la.

Aliás, neste tipo de situação, o governo Temer é de uma covardia desanimadora… É só os progressistas começarem a gritaria que ele recua.

E quanto mais fraqueza mostra, mais densa fica a oposição que fazem a ele.

Eu havia vibrado com a primeira versão, mas, os intelectuais se revoltaram: “A direita quer acabar com a cultura brasileira!!!”, e o governo cedeu rapidinho.

Ufa! Foi por pouco! Nossa cultura continuará parindo sua genialidade pós-contemporânea.

Os alunos continuarão se nutrindo dos elementos que futuramente os permitirão, como artistas, performar enfiarem os dedos nos orifícios defecadores uns dos outros, como na peça macaquinhos…

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Feitas as ressalvas, é preciso reconhecer o avanço. A medida é muito mais do que tivemos no campo educacional nos últimos anos. Levará tempo para realizar as adaptações necessárias, a ponto de termos algum fruto avistável, entretanto, diante da nossa realidade catastrófica, mirar no exemplo de países que estão anos-luz à nossa frente é um primeiro hausto de otimismo.

É claro que os esquerdistas vão chiar, assim como deploram o Escola sem Partido. Tudo o que ameaçar o seu monopólio doutrinatocida será atacado.

Mas este continua sendo um termômetro porreta!

Se eles não gostam, a chance de ser algo bom para o país é enorme.

Por Renan Alves da Cruz 

 

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2 comentários em “Novo Currículo do Ensino Médio: Opinião de um professor de direita”

  1. Um dos argumentos mais usados contra a proposta é que crianças não são capazes de decidir sua futura profissão no ensino médio. Tenho minhas próprias razões para discordar,mas gostaria de ouvir os argumentos de vocês.

    • Caímos no mesmo aspecto da diminuição da maioridade penal. “Crianças não podem ser responsabilizadas como adultos por seus atos”. Aqui no Brasil, criança só pode tomar decisões referentes a sexo, transexualidade e homossexualidade… Só pra isso sabem o que estão fazendo.
      Falando como professor, entendo que o aluno já reconhece pelo menos sua inclinação e interesse. Ele pode não ter plena certeza de que profissão seguirá, mas no Ensino Médio ele já consegue determinar se é inclinado às exatas ou humanas.
      É infinitamente melhor que todo aluno decida áreas de aprofundamento e se torne mais capacitado nelas do que o modo atual, onde recebem uma caçamba de conteúdos diversos, sem aprender nada.

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