Nosso parlamento está cheio de ratos

(Artigo publicado em 25/03/2019)

Ninguém em sã consciência é capaz de negar a necessidade de se fazer a tão indigesta reforma da Previdência. E o que faz o Congresso? Oras, finge desconhecer que essa necessidade era para ontem, logo, fica-nos a impressão de que os nobres congressistas endoidaram. Não, não endoidaram. Não há, creio eu, casos graves que requeiram a intervenção de um psiquiatra. A verdade é que este momento é mais do que oportuno para identificarmos uma vez mais, quem são os verdadeiros parlamentares e quem são os ratos travestidos de deputados e senadores.  Aqui, vale o registro do brilhante artigo escrito Junior Gurgel, no blog do Polibio.

Conta à fábula, que uma grande comunidade de ratos vivia tranquila e se reproduziam rapidamente num velho armazém. Por mais que seu proprietário tentasse envenená-los, não conseguia. Ratoeiras? Nem pensar, cardápio diferente. Era melhor continuarem nos grãos. Até que cansando, o dono do depósito resolveu botar um gato. Na primeira noite, três vítimas. Durante o dia ou a qualquer hora, o gato atento, mesmo dispensando refeição extra, matava-os por instinto predatório. Em uma semana, as baixas foram grandes. Os ratos acuados se reuniram para discutirem o destino da comunidade. Surgiu a ideia de botar um chocalho no gato, pois ao andar, com o som do chocalho, eles localizariam onde estava o bichano. Todos concordaram. Então veio à pergunta irrespondível: quem vai botar o chocalho no gato? Não apareceu o voluntário.

No sábado (17.03.2019), um dia antes de o presidente Bolsonaro viajar para os Estados Unidos, o irreverente Rodrigo Maia convidou-o para um churrasco íntimo em sua casa, onde discutiriam “minúcias” sobre a reforma da Previdência. No encontro, apenas ele, o ministro Onyx Lorenzoni e o convidado (Jair Bolsonaro). Desconfiado da cortesia e conhecedor da “malandragem carioca”, o presidente foi. Mas, levou consigo 17 convidados. Dentre eles, alguns generais, o ministro Heleno do Gabinete de Segurança Institucional. Para surpresa de todos, quem estava lá era o Ministro Dias Toffoli, presidente do STF, David Alcolumbre (presidente do Senado) e seu ex-ministro da Casa Civil, Gustavo Bebianno (?).

A ousadia do destemido Rodrigo Maia, pressionado e instigado pelo famigerado “centrão”, é de um afoito inominável. Ao lado de David Alcolumbre – presidente do Senado – “armaram” para tentar botar o chocalho no gato (Bolsonaro). Mas, para o bem geral da nação, o ímpeto foi abortado pelo excesso de testemunhas. A partir da “cabeça” do ministro Sérgio Moro, ocupação de cargos estratégicos (com dinheiro) pelo centrão; barrar pedidos de impeachment de ministros do STF; impedir instalação da lava-toga e fim da lava-jato, tudo seria discutido e pleiteado. Um registro fotográfico discreto seria providenciado, e espalhado nas redes sociais, fato que geraria suspeitas no eleitorado de Bolsonaro e em toda a sua equipe de abnegados da causa de mudar o país. A foto ainda foi feita e divulgada. Mas, não conseguiram esconder o Gen. Heleno, delegado Waldir, ministra Damares.  

Perfeito!

Acredito que a esmagadora maioria dos eleitores de Jair Bolsonaro sabe por que votaram no presidente e uma das pautas caras a Bolsonaro, em sua campanha, era o fim do toma lá, da cá. Chama-se articulação, mas é mesmo “toma lá, da cá“. Tem o mesmo efeito do queijo e seus derivados, ou seja, tudo aquilo que aguça o olfato e apetite da ratazana.

Em síntese, será uma derrota acachapante se o governo Bolsonaro ceder a esse tipo de “articulação”, mesmo que a não adesão a essa articulação, custe a reforma da Previdência. Nesse caso, saberemos quem foram os responsáveis.

Que fique claro! Os verdadeiros parlamentares pegarão a proposta enviada pelo governo, debaterão ponto a ponto e apresentarão melhorias (É essa a função do Congresso!). Já as ratazanas pegarão a proposta enviada pelo governo e farão da tribuna um palco para sua “dancinha do queijo” que cinicamente chamam de articulação, mas que na realidade, não passa do velho, vicioso e danoso “toma lá, da cá”. Nosso parlamento está cheio de ratos. Que não seja por muito tempo.

Por Jakson Miranda

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4 comentários em “Nosso parlamento está cheio de ratos”

  1. Precisamos de muitas reformas, não só a da previdência, mas a mesma não contempla os sofridos assalariados, ao contrário, sufoca-os, mais ainda, e não adianta o discurso de q não entendi, entendi perfeitamente.

  2. Esse Maia e companhia limitada são um ultrage para nós brasileiros. Ele é (DESCULPEM PELA PALAVRA) nojento!!!! Não dá para não ter raiva dessa figura e dos seus colegas, igualmente, nojentos!!!! Os ratos são melhores que eles

    • São poucos os parlamentares que não aderem ao fisiologismo e ficou claro que para manterem isso, chantageiam e mandam o Brasil para o buraco.

      Obrigado pelo comentário.

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