No TSE, governo aposta em vitória

O julgamento da chapa Dilma-Temer no TSE,  agita a semana política e jurídica do país. Sobre o referido julgamento, já fizemos nossas observações no post Julgamento da chapa Dilma-Temer no TSE resolverá a crise? Trata-se de um dado que o próprio governo admite: a crise está longe de passar.

No entanto, no TSE, o governo Temer aposta em vitória, seu receio, no entanto, é com a divulgação ou surgimento de algum “fato novo”.

Leiam trecho de reportagem do Estadão.

Após duas sessões do julgamento da ação no Tribunal Superior Eleitoral que pede a cassação da chapa Dilma Rousseff-Michel Temer, o Palácio do Planalto contabiliza uma maioria apertada, mas suficiente para garantir a absolvição do presidente. A maior preocupação, porém, é com um “fato novo” referente às investigações envolvendo o presidente que possa influenciar no resultado do processo. A previsão é de que o julgamento termine, no mais tardar, no sábado. 

Voltamos

Para quem está acompanhando o julgamento, melhor, para quem está acompanhando o processo, desde a denuncia feita pelo PSDB (para encher o saco, segundo Aécio Neves), sabe que há elementos suficientes para embasar a cassação da chapa Dilma-Temer.

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Há pouco mais de um ano, se Dilma não houvesse sofrido o impeachment, era dado como certo sua saída pelo TSE. De lá pra cá nada mudou. Assim, uma possível decisão no TSE favorável ao governo Temer, não será uma decisão pautada pelo aspecto jurídico, mas sim e, sobretudo, pelo aspecto político. São as absolvições de conveniência. As absolvições de ocasião, coisa que não é novidade em nosso país.

Fosse no Brasil, a história que cunhou a expressão “Ainda há juízes em Berlin” não teria acontecido e se tivesse sido registrada, teria cunhado uma outra expressão: “Ainda há acordos no Brasil”.

Voltando ao julgamento no TSE, ficará claro e de forma nada inédita que se absolvido o governo, será uma absolvição que não terá a inocência como sinônimo.

O governo faz suas contas e torce para que antes do veredicto, não venha à tona um fato novo. É como um ladrão que certo da parcimônia dos juízes para com seu aparente pequeno delito, torce para que não se descubra que além de roubar, ele achou tempo de assassinar e esconder o corpo.

Por Jakson Miranda

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